Sábado, 15 Mai 2021 05:00

Cuiabá terá um novo ambiente de acolhimento para jovens e crianças vítimas de violência

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Cuiabá terá um novo ambiente de acolhimento para jovens e crianças vítimas de violência Foto: Ilustrativa

“Projeto Ludotecas” já impactou mais de 100 mil pessoas por todo o Brasil.

A violência contra crianças e adolescentes é um mal que assombra toda a sociedade. Por serem mais frágeis, essa faixa etária sofre com diversos tipos de agressões. No Brasil, os mais comuns são: negligência, violência psicológica, violência física e sexual de acordo com dados do Disque Direitos Humanos – Módulo Criança e Adolescente (Disque 100) de 2018. Nos primeiros meses de pandemia no país, o número de denúncias caiu 12% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Segundo dados do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, foram registradas 26.416 denúncias pelo canal “Disque 100” entre março e junho de 2020, contra 29.965 no mesmo período de 2019. 

Entretanto, segundo especialistas, essa queda pode não significar uma vitória contra este mal. Estatísticas apontam que a maioria desses casos ocorre dentro de casa e essa queda pode indicar uma subnotificação das denúncias, como um efeito colateral do isolamento social e da suspensão de aulas para conter as contaminações por Covid-19. Uma vez que, a maior parte dos casos são descobertos por meio das escolas, e muitos jovens continuam estudando de casa, por meio do ensino híbrido.

Pensando nessa questão, o Instituto Sabin, braço social do Grupo Sabin, um dos maiores players do setor de medicina diagnóstica do país, inaugura, na próxima segunda-feira, dia 17, em Cuiabá, no Mato Grosso, a segunda ludoteca no estado, que funcionará no Fórum da Capital. O novo ambiente vai compor um espaço de acolhimento para crianças vítimas de violência.

O Instituto criou, há mais de 10 anos, o “Projeto Ludotecas” para apoiar essas vítimas e já impactou mais de 100 mil pessoas por todo o Brasil. As ludotecas são espaços preparados para o amparo de jovens e crianças que sofreram algum tipo de violência, através de atendimento psicológico realizado por profissionais especializados em um ambiente acolhedor, com brinquedos, livros e jogos didáticos que ajudam essas vítimas a superarem o trauma pelo qual passaram.

Segundo o Sócio Diretor do Laboratório Carlos Chagas, que faz parte do Grupo Sabin, este tipo de acompanhamento pode fazer a diferença na recuperação das vítimas, pois muitas sentem dificuldade de falar sobre o assunto. “O ambiente lúdico repleto de atividades como brinquedos, jogos, quebra-cabeça e fantoches permite que as crianças sintam-se mais à vontade para desabafar e falar sobre a violência sofrida. Toda a proposta é pensada para ajudar a minimizar o sofrimento psíquico, reparar os danos e acolher fornecendo proteção”, esclarece Jerolino Aquino. 

 

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