Segunda, 07 Junho 2021 11:16

A saúde da mulher após os 50

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A saúde da mulher após os 50 Foto: Ilustrativa

Exames de rotina, avaliação médica e hábitos saudáveis ganham importância ainda maior nessa faixa etária.

A faixa dos 50 anos é um período na vida das mulheres que requer um cuidado maior e constante com a saúde. O risco de desenvolvimento de algumas doenças aumenta consideravelmente, como osteoporose, doenças cardíacas e alguns tipos de câncer – entre eles, o de ovário. Grande parte delas pode surgir de forma repentina, com poucos sintomas. Por isso, a importância de se aumentar a frequência das visitas ao médico e dos exames de rotina.

“Dos 50 anos em diante, os cuidados devem ser redobrados. Os exames de sangue, de imagem, de saúde íntima e de coração devem ser cada vez mais rotineiros. Podem, inclusive, ser realizados em intervalos de menos de um ano”, conta a ginecologista e obstetra do Cedic Cedilab/Dasa Ana Glauce, especialista em oncologia pélvica e ultrassonografia dedicada à saúde da mulher. “A densimetria óssea é outro exame que também deve ser introduzido para avaliar a massa muscular, podendo prevenir assim a osteoporose”, continua.

Entre as doenças que possuem maior chance de se desenvolver nessa faixa etária estão o câncer de mama, câncer de ovário, de endométrio, de intestino, doenças coronarianas e doenças ósseas (como osteoporose e osteopenia). O câncer de ovário está entre os tumores ginecológicos mais comuns e é considerado o mais letal, já que não costuma dar sinais claros quando surge.

“Essa é uma doença traiçoeira. Ela inicialmente aparece sem nenhum tipo de sintomas e, a depender do caso, tem uma evolução muito rápida”, conta Ana Glauce. “O importante é que, além do exame físico, sejam feitas ultrassonografias periódicas e ressonâncias magnéticas caso haja dúvidas. Exames laboratoriais podem indicar a presença do câncer, mas não excluem a possibilidade da doença existir numa fase inicial. A prevenção é o melhor caminho”, continua.

Além do acompanhamento médico, é importante ainda se atentar para a vacinação, em especial as vacinas anuais contra a gripe e a pneumonia – já que a faixa etária é considerada de risco para essas doenças, aumentando a chance de complicações. É essencial também priorizar os hábitos de vida saudáveis, com uma alimentação balanceada, exercícios físicos regulares e, em alguns casos, a suplementação de algumas vitaminas e minerais, mas sempre com orientação médica.

“Nós percebemos a importância que todo esse acompanhamento tem e como é preciso manter uma vida saudável”, conta Ana Glauce. “Dormir bem, se exercitar, hábitos como esses são complementares para manter a saúde e realizar menos intervenções ao longo de toda a vida”, finaliza.

 

 

 

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