Nacional

Nacional (109)

Análise das imagens pode ajudar a prevenir doenças na gravidez

 Pesquisadores brasileiros do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) desenvolveram um algoritmo que analisa imagens de ressonância magnética com rapidez e precisão, o que pode ajudar médicos a detectar problemas na gestação.

Esse algoritmo consegue detectar, com taxa de 93% de acerto, o que é o líquido amniótico, substância que envolve o bebê em desenvolvimento. Uma das funções do líquido amniótico é proteger o feto.

A quantidade de líquido amniótico pode interferir no desenvolvimento do feto. Um menor volume de líquido ou uma quantidade em excesso podem trazer dificuldades para a gestação, caso não sejam tratadas adequadamente.

“Ver a normalidade do líquido amniótico é muito importante porque ele reflete, primeiro, o bem estar do feto, e reflete também a possibilidade de algumas patologias”, disse Heron Werner, médico da empresa de medicina diagnóstica Dasa e um dos responsáveis pelo estudo.

Segundo ele, se a quantidade de líquido amniótico estiver aumentada, isso pode significar uma patologia gastrointestinal ou uma má formação do sistema nervoso central do feto. Também pode significar que a mãe tem diabetes.

Do contrário, se o volume de líquido estiver diminuído, pode indicar que o bebê é pequeno ou que há uma insuficiência placentária. Também pode significar um problema na função renal. Por isso é importante analisar com precisão a quantidade de líquido amniótico na gestação, diz o médico.

Exame

Atualmente, a maneira como o volume do líquido amniótico é calculado é subjetiva. Quando um exame de ultrassom aponta algum problema para a gestação, os médicos solicitam um novo exame, uma ressonância magnética.

“A ressonância é um exame que a gente usa para ajudar na ultrassonografia quando o feto tem algum problema [identificado] no ultrassom. A vantagem da ressonância é que ela me dá uma visão do conteúdo uterino como um todo, que a ultrassonografia não consegue dar numa imagem só. Com ela consigo ter informação em cortes de todo o volume uterino. Além disso, o líquido amniótico tem um sinal muito aumentado na ressonância, o que o destaca do resto do conteúdo uterino, que seria o feto, placenta e cordão umbilical”, explicou Werner.

Após essa ressonância, o médico então começa a analisar as imagens. "Se eu quisesse um cálculo de precisão, eu teria que pegar todos os cortes da ressonância, desenhar a área do liquido amniótico em cada corte e fazer o cálculo. E isso iria levar horas já que tenho em torno de 200 cortes em uma ressonância”, disse o médico.

“O que acaba acontecendo é que esse médico tem, foto por foto, que delinear o que é líquido amniótico e o que não é. E costuma ser mais de 100 camadas ou fotos. Depois de fazer tudo isso, ele consegue dar uma estimativa de volume. É um calculo somando a área em cada uma das fotos. É um processo demorado”, explicou Paulo Orenstein, pesquisador do Impa e também um dos responsáveis pelo estudo, em entrevista à Agência Brasil.

“Em casos usuais, a maneira como é estimado o líquido amniótico é totalmente no olho. Ele [médico] olha na barriga, vê o tamanho da circunferência e decide se é pouco não. Poucos médicos fazem isso bem. E isso é perigoso justamente pelo fato de que essa quantidade de líquido é indicativa [de patologias]”, disse o pesquisador do Impa.

Inteligência artificial

Com o desenvolvimento dessa inteligência artificial, desse algoritmo, esse processo pode ficar mais rápido e eficiente. Por meio dela, essa estimativa de volume do líquido amniótico pode ser feita em cinco segundos: ou seja, se ela já estivesse plenamente desenvolvida e em operação, uma gestante poderia saber o volume do líquido enquanto estivesse ainda fazendo o exame de ressonância magnética.

Para desenvolver essa inteligência artificial, a Dasa enviou aos pesquisadores do Impa cerca de 700 exames de ressonância magnética, com anotações dos médicos delimitando o que era ou não o líquido amniótico. “O que a gente queria era construir um algoritmo que conseguisse replicar o mesmo nível de acurácia que um médico que teve anos de treinamento tem. Dividimos esses 700 exames em duas classes: uma de treino; outra de testes. Destes 700 [exames], 500 exames foram usados para treinar nosso algoritmo e 200 exames foram usados para testar se o algoritmo estava indo bem ou não", explicou o pesquisador do Impa.

A parte de treinamento, explicou ele, é semelhante ao processo que ocorre com humanos. “Não é muito diferente de como se treinaria um ser humano. O algoritmo começa de uma maneira quase aleatória, chutando naquela imagem o que é líquido e o que não é. Por exemplo, no caso de uma criança. Você tem que ensinar a ela o que é uma árvore. E as vezes ela olha para um carro e pode dizer que é uma árvore. Você então a corrige e diz: 'não é uma árvore'. Aos poucos, se você fizer isso várias vezes, ela acaba aprendendo”, comparou.

Depois dessa etapa de treinamento, vem a fase dos testes. “Depois de treinar e do algoritmo ter visto esses 500 exames, pegamos 200 exames que ele nunca viu, exames que ele não decorou, e a gente volta a perguntar a ele o que é ou não liquido amniótico”, disse Orenstein.

Esse processo todo, disse ele, ocorre por tentativas e erros. E durante essa preparação da inteligência artificial para identificar o líquido amniótico, houve um grande erro: o algoritmo apontou como líquido amniótico o que, em verdade, foi analisado por um médico como um cisto. Depois disso, o pesquisador “ensinou” o algoritmo a entender esse novo processo.

Próximos passos

Em entrevista à Agência Brasil, o pesquisador do Impa disse que um dos próximos passos para o desenvolvimento dessa tecnologia é continuar recebendo mais dados para aprimorar a capacidade do algoritmo e poder identificar outros problemas. Hoje, ele está sendo estudado para identificar o volume do líquido amniótico. Mas uma das intenções dos pesquisadores é permitir que ele identifique também, por exemplo, os órgãos do feto.

“Se tivermos um feto cujo cérebro esteja com tamanho menor do que o esperado para aquela idade, nosso algoritmo hoje não identificaria isso. Mas nossa esperança é evoluir nessa direção mais complicada do problema, e tentar dar uma solução mais abrangente para outros tipos de patologia”, disse Orenstein.

Outro passo é permitir que essa solução possa ser utilizada com facilidade pelos médicos. “É claro que se queremos que médicos usem essa solução, a gente precisa melhorar, acoplar esse algoritmo a ferramentas médicas. Basicamente pegar o software que os médicos usam e embutir nosso algoritmo como opção de uso. Por exemplo, colocar nosso algoritmo em uma máquina de ressonância magnética”, explicou o pesquisador.

Para Werner, esse algoritmo poderá permitir que o médico avalie, com mais precisão, a necessidade de intervenções intrauterinas. “Existem intervenções intrauterinas que podem ser feitas e ajudar no bem estar fetal. Em muitos casos, não precisa. Mas ele [o algoritmo] chama a atenção para fazer esse acompanhamento”, disse o médico Werner.

 

Ministro da Infraestrutura lembrou que, a partir de Água Boa (MT), a Fico será estendida até Lucas do Rio Verde (MT). 

O presidente Jair Bolsonaro participou na sexta-feira (17) do lançamento da obra de construção da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), em evento ocorrido em Mara Rosa, no norte de Goiás. Com investimentos de R$ 2,7 bilhões, e previsão de gerar 4,6 mil empregos, a nova linha férrea terá 383 quilômetros (km) de extensão e ligará Mara Rosa a Água Boa, em Mato Grosso.

O projeto da Fico foi viabilizado com base no mecanismo de investimento cruzado, que permite que empresas detentoras de outorgas ferroviárias do governo federal possam renovar o contrato fazendo outros investimentos. Nesse caso, a mineradora Vale vai desembolsar integralmente os recursos para construir a nova ferrovia, em troca da renovação da concessão da Estrada de Ferro Vitória-Minas, operada pela empresa.

A nova ferrovia será importante para o agronegócio do Centro-Oeste, que praticamente não conta com modal ferroviário na logística de escoamento da produção. Em Mara Rosa (GO), a Fico se conectará à Ferrovia Norte-Sul, considerada a espinha dorsal do sistema ferroviário nacional, e que ligará o Porto de Itaqui, no Maranhão, ao Porto de Santos, numa extensão de mais de 4,5 mil km.

"O ressurgimento deste modal realmente era sonhado por muitos nesse Brasil. Mas ninguém faz nada sozinho, sempre temos que ter alguém do nosso lado. Nesse caso aqui, temos a iniciativa privada, a nossa Vale do Rio Doce. Uma empresa fantástica, que colabora conosco, em especial na infraestrutura pelo Brasil. A eles, o nosso reconhecimento, a nossa gratidão", disse Bolsonaro.

Para o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, o modelo de investimento cruzado foi determinante para a viabilização do empreendimento. E segundo ele, vai ajudar a impulsionar ainda mais a construção de mais ferrovias no país.

"Esse modelo é criativo. Estamos pegando a outorga da Vitória-Minas e estamos usando para fazer a ferrovia aqui. E quando a ferrovia estiver pronta, e a Vale vai construir a ferrovia pra nós, isso é sinônimo de qualidade, é certeza de sucesso, a ferrovia é do Estado. A gente vai fazer o leilão da operação, e aí nós vamos auferir uma nova outorga, e vamos investir esse dinheiro em mais ferrovia", disse.

O ministro lembrou que, a partir de Água Boa, a Fico será estendida até Lucas do Rio Verde (MT), importante polo produtor de grãos, também por meio de uma nova parceria privada. Nesse caso, serão mais 557 km de ferrovia e cerca de R$ 6,4 bilhões em investimentos. (Fonte: Agência Brasil)

Psicóloga fala de depressão e quadros de adoecimentos psíquicos.

Diariamente, 23 pessoas no Brasil tiram a própria vida. O dado chama a atenção e reforça a importância do cuidado e da atenção com a saúde mental. É o que destaca a psicóloga e mestre em psicologia clínica pelo Laboratório de Estudos e Intervenções sobre o Luto da PUC de São Paulo, Isabela Guedes.

Ela abordou o tema em entrevista para a rádio institucional do TRT de Mato Grosso (TRT FM 104.3). Durante o bate-papo, a especialista falou ainda sobre as consequências do suicídio para familiares e amigos e deu dicas de como apoiar pessoas em sofrimento.

Qual a importância de falar sobre a saúde mental?

Precisamos falar muito sobre saúde mental. Com a chegada da pandemia, o que a gente vê é que a preocupação com a saúde mental, que já existia há muito tempo, era muito pouco falada ou, se falada, apenas por profissionais da área. Não era algo que no senso comum se falava muito como se fala hoje desde que a pandemia começou.

Se é que podemos tentar encontrar algum ganho dentro de uma situação tão difícil, é que mais pessoas estão falando sobre saúde mental e entendendo a importância disso.

Cada faixa etária precisa de cuidados diferentes. A gente deve falar de saúde mental promovendo saúde e não cuidando das crianças, adolescentes ou adultos, quando a doença já está instalada.

A depressão é um gatilho para o suicídio? Quando familiares e amigos devem ficar atentos?

Se associa muito o suicídio aos transtornos psiquiátricos, principalmente com a depressão. É importante lembrar que o suicídio é um fenômeno multifatorial e a gente não pode dar atenção apenas a uma parte muito médica, a uma parte muito orgânica e fisiológica e esquecer todos os outros fatores que são também muito relevantes na vida de uma pessoa.

É preciso olhar como um todo. A questão social, como é que ela se relaciona, o ambiente que ela vive, se é um adulto, o trabalho, se é criança e adolescente, são a escola e os amigos.

A depressão é uma situação significativa no quadro de adoecimentos psíquicos. Não se trata só de uma doença que se desenvolve. Existe algo naquele indivíduo que é exclusivamente dele e vai fazer ele desenvolver uma depressão.

A depressão também conta com fatores orgânicos, genéticos e ambientais. Nunca a gente vai poder olhar só por um ângulo. Precisa de uma avaliação de um profissional adequado para que o diagnóstico seja bem feito e seja tratado. Com isso a vida melhora como um todo.

Quando uma pessoa comete suicídio é comum pensar primeiro na vítima. Mas como é possível trabalhar o luto de familiares nestes casos?

O luto por suicídio tem características próprias. Um dos pontos que a gente precisa observar é como foi que a morte aconteceu. A morte aconteceu de uma forma inesperada? Estava doente? Foi sem preparo? Foi violenta? O luto dos que perderam entes queridos por suicídio traz algumas características. A que aparece com muita força é o sentimento de culpa.

Agora, na situação da pandemia, a perda de alguém por covid traz alguns elementos relacionados ao sentimento de culpa também. O suicídio traz perguntas como: será que poderia ter feito algo diferente? Será que poderia ter visto algo e não vi? Muitas vezes, são essas as perguntas que os enlutados escutam das pessoas.

Grupos de apoio ajudam muito no luto por suicídio porque é uma oportunidade de estar com outras pessoas, ouvir outras pessoas e perceber que isso não acontece só com ele e entender qual o processo do luto por suicídio. 

Pelo menos 13 mil pessoas todos os anos morrem vítimas de suicídio. A campanha Setembro Amarelo busca diminuir esses índices. Qual a importância dessa campanha?

O Setembro Amarelo é um fenômeno de engajamento. Nem sempre é preventivo, infelizmente. Muitas vezes os profissionais da área ficam preocupados. Não se deve tornar o Setembro Amarelo em uma campanha de marketing amarelo, como a gente chama.

Quero aproveitar a oportunidade para trazer uma informação muito importante sobre uma informação errada que tem sido veiculada há muito tempo nos setembros amarelos. As pessoas quando disponibilizam essa informação, não se dão conta do que elas estão falando para os enlutados.

Existe um dado muito repetido: “A cada 10 pessoas que morreram por suicídio nove poderiam ter sido evitados”.  Isso significa para um enlutado que ele faz parte dos 10% que não viram, não fizeram, não salvaram, não perceberam, não cuidaram. Entendem que falharam e por isso não conseguiram evitar que o suicídio acontecesse. Essa informação foi distorcida ao longo do tempo e não pode ser vista fora de um contexto.

Esse dado veio a partir de uma pesquisa feita em prontuários de pessoas que haviam falecido por suicídio. Nesses prontuários foram identificados possíveis sinais de que essas pessoas estavam em sofrimento e de que, portanto, poderia ter um suicídio em curso. Mas veja que o diagnóstico foi feito após a perda e não enquanto a pessoa estava viva.

Muitos enlutados quando perdem alguém se lembram de fatos ou comportamentos que poderiam indicar sofrimento ou que algo estivesse acontecendo, mas que não foi percebido na época. Por isso, esse dado não pode ser comunicado dessa forma. A não ser dentro de uma discussão onde possa se trazer esse conceito e de adoecimento psíquico. Mas a gente não pode divulgar essa informação no Setembro Amarelo de um jeito tão superficial e tão raso. Não é assim que acontece.

O Setembro Amarelo precisa crescer, não no sentido de quantidade de informações, ele cresceu muito nos últimos anos e tem muitas pessoas falando sobre o tema em setembro. Para os enlutados é um mês muito difícil. Sou muito grata por estar aqui trazendo essas informações quase como uma porta voz dos enlutados, principalmente com relação a essa informação dos 90%. Quem puder passar isso para frente já vai ser de grande valia.

 

Sábado, 11 Setembro 2021 05:00

"Agir salva vidas"

ANS alerta para efeitos da pandemia na saúde mental.

A campanha anual de prevenção ao suicídio que ocorre no Brasil desde 2014 sob o título de Setembro Amarelo levanta nessa edição uma preocupação específica com o momento que o país e o mundo atravessam. Em uma nota divulgada em seu portal eletrônico, Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) traz algumas palavras do seu diretor-presidente, Paulo Rabello, sobre o risco do agravamento de quadros de saúde mental em decorrência da pandemia de covid-19.

“É preciso que todos estejamos alertas e que façamos o possível para assegurar a saúde das pessoas que convivem conosco. Mesmo o novo coronavírus tendo afastado muitos pacientes dos consultórios e de seus tratamentos, devemos recordar que, na medida do possível, os atendimentos passaram a ser feitos de forma online, o que foi autorizado pelos conselhos profissionais, possibilitando aos beneficiários de planos de saúde manter o acompanhamento de seus tratamentos que já vinham realizando”, frisou ele.

A campanha Setembro Amarelo é realizada desde 2014 através da parceria da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e do Conselho Federal de Medicina (CFM). Ao longo do tempo, a iniciativa ganhou a adesão de outras entidades e também de órgãos públicos, desdobrando-se assim em diversas ações. O mês de setembro é escolhido porque exatamente, no dia 10 de setembro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) comemora o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Na edição deste ano, o tema do Setembro Amarelo é "agir salva vidas".

De acordo com o relatório Suicide Worldwide, publicado pela OMS em junho, mais de 700 mil pessoas morreram por suicídio em 2019, o que representa uma a cada 100 mortes. No Brasil, são aproximadamente 13 mil pessoas por ano. A maioria dos suicídios está relacionada a distúrbios mentais, como depressão e transtorno bipolar.

O Centro de Valorização da Vida (CVV), por meio do telefone 188, é um canal permanente de apoio. Em diversidades cidades, há também um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) que oferece auxílio em horários comerciais. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo telefone 192, ou o Corpo de Bombeiros, pelo 193, devem ser acionados quando ocorrem casos de tentativas de suicídio.

Responsável pela regulação e fiscalização da operação dos planos de saúde privados, a ANS alerta que pequenas mudanças de comportamento podem ser indícios de sintomas de um quadro mais grave, que pode evoluir para o suicídio. O diagnóstico precoce, o tratamento e o acompanhamento são considerados essenciais.  Para estimular a prevenção, a ANS instituiu no final de 2018 a Certificação de Boas Práticas em Atenção Primária à Saúde. Um dos critérios para se obter a certificação plena é o desenvolvimento de ações relativas à saúde mental de seus beneficiários.

“Entendemos que a atenção à saúde mental na saúde suplementar deve ultrapassar a abordagem do quadro agudo e dos sintomas ativos e possuir uma perspectiva ampliada e completa. Essa visão certamente tem influências positivas no atendimento aos beneficiários e é importante que as operadoras estejam atentas”, acrescentou Paulo Rebello.

Adolescentes

Divulgados no último dia 10 pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os resultados de uma pesquisa sobre comportamento suicida entre adolescentes revelaram 15.702 notificações de atendimento nos serviços de saúde do país no período de 2011 a 2014. A maioria dos casos envolveu o grupo etário de 15-19 anos (76,4%), o sexo feminino (71,6%) e pessoas brancas (58,3%). Quase 90% das ocorrências ocorreram na própria residência e o meio mais utilizado foi o uso de medicamentos e outras substâncias com objetivo de envenenamento ou intoxicação.

Também foram mapeadas internações decorrentes de tentativas suicidas nas unidades de saúde do país entre 2007 e 2016. Foram 12.060 registros. O levantamento novamente mostrou predominância dos casos envolvendo pessoas do sexo feminino (58,1%). A Região Sudeste foi a que reuniu o maior número de internações por 100 mil habitantes.

O estudo incluiu ainda entrevistas em profundidade com 18 adolescentes com comportamento suicida das cidades de Porto Alegre e Dourados (MS). Segundo a Fiocruz, os relatos apontaram para a presença significativa de vulnerabilidades no lar, como violências, falta de cuidado e inexistência de apoio inter-relacional. As famílias desses jovens carregam histórias de rejeições, maus-tratos físicos, problemas psiquiátricos como ansiedade e depressão, agressões verbais, violência sexual e abuso de álcool e drogas.

Além dos problemas familiares, os depoimentos incluíram também outros elementos como desentendimentos e rompimentos com namorados, bullying, pressão escolar e interação em redes sociais virtuais. Um elemento que chamou atenção dos pesquisadores é o fato de que todos os entrevistados relataram uma história pregressa de suicídio familiar ou envolvendo amigos, colegas, vizinhos ou conhecidos.

“Sobre o ato, praticamente todos identificaram vários motivos disparadores. Entretanto, é recorrente a constatação de que as motivações para as tentativas entram em um contexto de vida já marcado por grande mal estar emocional, desafetos, insatisfações e vulnerabilidades”, acrescenta a Fiocruz. (Agência Brasil)

 

Os lixões desativados entre março e junho estão localizados nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Marco do Saneamento estabelece prazo para acabar com essas áreas.

 Vinte lixões foram desativados no Brasil de março a junho deste ano, mas, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes (Abetre), ainda existem no país 2.612 em operação. Estão ativos 98 lixões na Região Sul; 356 no Sudeste; 342 no Centro-Oeste; 390 no norte e 1.426 no Nordeste, que tem a maior concentração.

Dados do atlas sobre a destinação final do lixo, produzido pela Abetre indicam que, desde 2019, foram fechados 645 depósitos de resíduos no país. Segundo a entidade, a definição de "aterro controlado", como em Goiânia, contraria a lei e os parâmetros técnicos.

Os lixões desativados entre março e junho estão localizados nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. De acordo com a Abetre, o cenário atual é resultado do Programa Lixão Zero, do Ministério do Meio Ambiente, de 2019, com ações desenvolvidas a partir da promulgação do novo Marco Legal do Saneamento, em 2020.

"Quando fizemos os primeiros estudos em 2019, existiam 3.257 lixões no Brasil. Até agora, 645 fecharam as portas e deixaram de receber resíduos. Porém, sua estrutura física persiste, causando degradação ambiental. Por isso, as áreas precisam ser tratadas, recuperadas e descontaminadas", afirma o presidente da entidade, Luiz Gonzaga.

O Marco do Saneamento, sancionado em julho de 2020, também estabeleceu um prazo para o fim dos lixões nos municípios brasileiros, que varia conforme a existência de planos de resíduos sólidos e número de habitantes nas cidades*. De modo geral, a lei prevê o encerramento de todos os lixões do Brasil até 2024.

Entre as metas do Programa Lixão Zero, está a descontaminação dos espaços onde os lixões foram fechados. O mapeamento dessas áreas é feito pelo Programa Nacional de Recuperação de Áreas Contaminadas.(Fonte: Agência Brasil)

 

Domingo, 05 Setembro 2021 05:00

“Semana do Pescado”

A programação em Mato Grosso da 18ª edição da campanha terá várias ações com destaque para o festival gastronômico que acontece de 10 a 25 de setembro em vários restaurantes do Estado.

Importante fonte de proteínas, o pescado, de uma maneira geral, apresenta baixo teor de gordura e bons índices de vitaminas, minerais e, principalmente, ácidos graxos da família ômega 3. Seu consumo está associado a uma dieta saudável, sendo utilizado na alimentação humana desde os primórdios.

Não bastassem tantos benefícios à saúde, o pescado é ainda um alimento saboroso e um ingrediente muito versátil, permitindo as mais diversas preparações.

É também matéria-prima nos cardápios de inúmeros restaurantes em Mato Grosso, onde o peixe tem papel importante na cultura gastronômica. Lorena Bezerra, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Mato Grosso (Abrasel MT), destaca que o pescado é um produto que o consumidor adora, pois se trata de um dos alimentos mais saudáveis que temos.

Estimular ainda mais esse consumo é uma das metas da Semana do Pescado, campanha nacional idealizada pelo do extinto Ministério da Pesca e Aquicultura, que ocorre neste mês de setembro, reunindo uma rede de parceiros composta pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Associação dos Aquicultores do Estado de Mato Grosso (Aquamat), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Associação de Supermercados de Mato Grosso (Asmat), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios, de Mercados, Armazéns, Mercearias, Empórios, Mercadinhos, Quitandas, Frutarias, Sacolões.. (Sincovaga), além de outros apoiadores.

A programação em Mato Grosso da 18ª edição da campanha terá várias ações com destaque para o festival gastronômico que acontece de 10 a 25 de setembro em vários restaurantes do Estado, que irão oferecer pratos à base de pescado a preços promocionais.

“A campanha visa aumentar o consumo de pescado no país, como os bares e restaurantes são os grandes consumidores e revendedores, é fundamental a participação. É dos restaurantes que vem a inspiração para criação dos almoços e jantares em família tendo o pescado como ingrediente”, destaca Lorena Bezerra.

Os bares e restaurantes são um dos maiores consumidores do pescado em geral. Existem muitos empreendimentos especializados em pratos à base de peixe, como as peixarias regionais e os restaurantes japoneses, que também usam o produto em larga escala, o que impacta diretamente a cadeia produtiva. Além do tradicional salmão, alguns apostam em pratos orientais preparados com peixes nativos.

Lorena conta que alguns restaurantes fazem parcerias com fornecedores e até mesmo piscicultores para melhor viabilizar a margem de lucro. “Temos alguns peixes cujo consumo se tornou muito alto e com isso as compras tiveram que ser realizadas com grandes fornecedores. A comida japonesa e o consumo de peixe cresceram muito e tivemos um aumento do número de fornecedores e melhora na qualidade e nos preços”, aponta.

Outro evento da Semana é o II Festival Nacional do Tambaqui da Amazônia, que ocorre no dia 19 de setembro, no Centro de Eventos do Pantanal. Serão comercializadas, pela Aquamat, 500 bandas de tambaqui assadas - parte da renda será revertida para instituições de caridade. O evento acontece simultaneamente em 26 capitais e no Distrito Federal, além de 30 municípios de Rondônia. ( C/Assessoria)

 

 

 

Joel Lima Jeronimo, de 10 anos, conquista título em disputa acirrada. Potiguar e paranaense ficam com o 2º e o 3º lugares.

 Depois de enfrentar mais de 600 concorrentes, o mato-grossense Joel Lima Jeronimo, de apenas dez anos, conquistou o título nacional de soletração em inglês no The PES Spelling Bee. A disputa, realizada on-line na terça-feira (31), foi acirrada e mostrou o alto nível de conhecimento de inglês dos participantes. O segundo lugar ficou com a potiguar Marina Thyssaleah Silva Cabral e o terceiro, com o paranaense Guilherme da Cunha Lopes Hecke. A final foi definida depois das etapas locais e regionais, com 50 escolas inscritas no total.

Foram muitas rodadas de emoção e nervosismo até que Marina se equivocou na soletração de“recycling bin” (lixeira de recicláveis, em tradução livre). Os jurados, então, passaram a mesma expressão para Joel, que acertou todas as letras. Em seguida, ele recebeu mais uma palavra, “diagram” (diagrama, em tradução livre), e conseguiu soletrá-la corretamente, chegando assim ao primeiro lugar do pódio. Por sua vez, Guilherme chegou até a 14ª rodada da final, mas errou a palavra “slither” (deslizar, em tradução livre) e acabou saindo da disputa pelos dois primeiros lugares, ficando com a terceira colocação.

As etapas regionais acabaram com nove finalistas que se encontraram de forma virtual para a última fase da competição. The PES Spelling Bee é inspirado nos concursos de soletração que viraram febre nos Estados Unidos e já são realizados há quase 100 anos naquele país. De acordo com a supervisora pedagógica do PES English, Fabiula Genero, uma das responsáveis pelo PES Spelling Bee, a competição estimula o desenvolvimento do vocabulário e da grafia das palavras em inglês. Durante as diversas etapas, não apenas as palavras eram ditas em inglês, mas praticamente toda a comunicação entre os estudantes e os jurados também. “Os resultados dessas crianças na competição são incríveis e motivo de orgulho para todos nós. Mesmo com o nervosismo, elas foram capazes de demonstrar que têm um profundo conhecimento da língua inglesa e que podem se comunicar tanto por escrito quanto oralmente”, destaca Fabiula.

Eles serão financiados com valores de R$ 200 mil a R$ 700 mil

 O Instituto Serrapilheira lançou no último dia 1º sua quinta chamada pública de apoio a jovens cientistas. Serão selecionados até dez pesquisadores que desenvolvam projetos teóricos e experimentais ousados, a serem financiados com valores que variam de R$ 200 mil a R$ 700 mil por proposta. Os valores serão distribuídos ao longo de três anos, com possibilidade de extensão. As inscrições ficarão abertas de 26 de outubro a 26 de novembro na página https://serrapilheira.org/ano/chamada-publica-no-5-2021-ciencia/, onde o edital completo pode ser conferido.

A diretora de Ciência do Instituto Serrapilheira, Cristina Caldas, disse à Agência Brasil que a instituição segue em busca de jovens que proponham grandes perguntas em suas áreas. “A gente está estimulando as pessoas a pensarem quais são as grandes perguntas que as motivam a entender as ciências, tanto ciências naturais, matemática, quanto ciência da computação, e mesmo que sejam perguntas mais arriscadas”. O edital procura cientistas que pensem em projetos que sejam diferentes dos que vêm sendo feitos, que sejam ousados e que, inclusive, envolvam riscos.

Para Cristina, a chamada pública é um espaço para os jovens cientistas testarem suas ideias, desde que sejam bem fundamentadas cientificamente, mas que tenham certo componente de risco para o qual será mais difícil obter apoio de uma agência pública, por exemplo. O componente novo, que não era pedido anteriormente, é exatamente esse: o candidato explicar o risco e mostrar como ele, ou ela, enxerga esse risco, explicou.

A faixa de valores deve constar das propostas apresentadas. Cristina informou que o Instituto Serrapilheira constatou que dependendo da área da ciência, da região geográfica e da abordagem dos projetos, o valor para sua realização é variável. Em geral, projetos com abordagem teórica demandam menos investimento do que projetos experimentais.

Seleção

O processo de seleção tem duas fases. Na primeira, os jovens cientistas apresentam uma pré-proposta, que será avaliada por revisores internacionais, como vem sendo feito desde a quarta chamada. Os candidatos mostram currículo, carreira acadêmica, artigos já publicados e que consideram relevantes, além de responder a seis perguntas objetivas. “A gente faz um processo que seja mais otimizado tanto para o cientista, quanto para os nossos revisores. O candidato tem que conseguir escrever de maneira bem sólida e argumentada sobre o projeto que quer desenvolver, e tem que dar também um elemento do que já fez como cientista”, explicou Cristina Caldas. Ela acredita que isso permitirá analisar o grau de criatividade e ousadia que o pesquisador está propondo.

A partir daí, alguns jovens serão chamados para submeter a proposta completa e detalhada. A etapa final para os proponentes inclui uma entrevista em inglês com especialistas. A primeira fase da chamada pública apresentará resultado em fevereiro de 2022. A segunda etapa, mais laboriosa, terá conclusões divulgadas em junho do próximo ano. A partir de 15 de agosto de 2022, os jovens cientistas selecionados começarão a desenvolver seus projetos, cuja duração será de três anos.

Para participar do edital, os candidatos deverão ter vínculo permanente com alguma instituição de pesquisa no Brasil e ter concluído o doutorado entre 1º de janeiro de 2014 e 31 de dezembro de 2019. Esse prazo é estendido em até dois anos para mulheres com filhos, devido ao impacto da maternidade na produção acadêmica, disse a diretora.

Dependendo da área do conhecimento, a participação feminina é reduzida. Um exemplo até agora tem sido as áreas de matemática e ciência da computação. Já ciências naturais costumam ter boa representatividade de mulheres. Cristina Caldas disse que a média de proponentes tem sido, em geral, de 40% para mulheres e 60%, homens.

Instituto

O Instituto Serrapilheira é a primeira instituição privada, sem fins lucrativos, de fomento à ciência no Brasil. Criado para valorizar o conhecimento científico e aumentar sua visibilidade, além de fomentar uma cultura de ciência no país, a instituição atua com dois focos principais: ciência e divulgação científica. Desde a sua criação, o Serrapilheira já apoiou 139 projetos de pesquisa e 55 projetos de divulgação científica, nos quais foram investidos mais de R$ 50 milhões oriundos de um fundo patrimonial de R$ 350 milhões.

Cristina Caldas esclareceu que, desses projetos, 30 contam com apoios de longo prazo. “Acreditamos que a ciência de qualidade precisa de tempo e liberdade para ser desenvolvida". Ela destacou que o instituto começa a colher os frutos dos primeiros grants (bolsas) de longo prazo que foram oferecidos, observando avanços em áreas importantes como informação quântica, ecologia e neurociências. “Em meio a um cenário pouco favorável para a pesquisa, temos ainda mais certeza de que esse investimento não pode parar”, afirmou a diretora.

 

 

Joel Lima Jeronimo, de Sorriso (MT), vai enfrentar os oito selecionados das outras quatro regiões do país. A final é nesta terça-feira, 31, às 18h30, e será transmitida pela internet.

  O mato-grossense Joel Lima Jeronimo, de 10 anos, conquistou uma vaga na final nacional do concurso de soletração em inglês The PES Spelling Bee e disputa o título nesta terça-feira, 31, a partir das 18h30.

A vaga na última etapa veio depois que o estudante da Escola Nova Dinâmica, de Sorriso, venceu a fase regional da competição, em uma disputa que envolveu 50 escolas e mais de 600 estudantes. Nas finais, ele vai enfrentar os oito selecionados das outras quatro regiões do país. Sucesso absoluto nos Estados Unidos, as competições de soletração entre alunos de várias idades são realizadas por lá há quase 100 anos. Elas contribuem para que as crianças e adolescentes desenvolvam melhor seu vocabulário, além da grafia das palavras, que é um desafio na língua inglesa.

Aqui no Brasil, o PES Spelling Bee também envolve alunos de todas as regiões. Durante as diferentes etapas, os estudantes são convidados a soletrar palavras em inglês selecionadas por uma banca de especialistas. Para Fabiula Genero, supervisora pedagógica e uma dos responsáveis pela competição, essa é uma forma de estímulo para que os participantes aprofundem seus conhecimentos no idioma estrangeiro. “É muito gratificante ver como eles aplicam o conhecimento adquirido em sala de aula no momento do concurso. Mesmo sendo tão jovens, já têm um vocabulário de inglês muito vasto, o que é motivo de orgulho para nós”, afirma.

A final do PES Spelling Bee acontece nesta terça-feira (31), a partir das 18h30. Os interessados podem acompanhar a disputa no http://peswithyou.live/pesspellingbee 

 

Sobre o PES English

O PES English é um programa de Inglês avançado destinado a escolas particulares. Ele oferece aos professores assessoria pedagógica especializada, portais de conteúdo e uso da língua inglesa, além de materiais didáticos internacionais publicados pela Cambridge University Press. Presente em mais de 260 escolas em todo o país e atendendo a mais de 55 mil alunos, a solução educacional tem como objetivo desenvolver as habilidades de leitura, fala, escrita e escuta do Inglês em alunos entre 3 e 16 anos. Com certificação e reconhecimento internacionais, o PES também oferece a escolas e alunos assessoria na administração e aplicação de exames de proficiência Cambridge Assessment English.

No total serão 280 bolsas de estudo em diversas áreas.

 A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) deverá lançar, nos próximos dias, um programa de bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado para incentivar a pesquisa e alta formação em covid-19.

De acordo com a presidente da Capes, Cláudia Queda de Toledo, serão 280 bolsas em áreas como arquitetura, medicina e direito. “É o que a gente chama de ação emergencial”, disse.

“No caso da covid são bolsas emergenciais que passarão a ser estratégicas sempre. A pandemia, nós estamos tentando vencê-la, mas ela nos trouxe muitos desafios”, acrescentou. Esse se esforço se soma aos R$ 200 milhões já destinados para bolsas de estudos do Programa de Combate a Epidemias.

A presidente da Capes também falou sobre o trabalho da instituição. Entre as tarefas da Capes está a avaliação quadrienal de todos os programas de pós-graduação do país. “A pós-graduação num município ela transforma a vida daquelas pessoas e daquela comunidade”, disse.

Segundo Cláudia Queda, o Brasil tem 7.053 cursos de pós-graduação pertencentes a 4.630 programas. São quase 100 mil bolsas.

 

 

Página 1 de 8