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Cultura (170)

Domingo, 25 Julho 2021 05:00

Uma voz feminina no lambadão de Mato Grosso

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O show musical de mais de uma hora de duração será realizado no formato de Live por Hamilka Rizo, na próxima sexta-feira, 30, às 20h, transmitida por meio das redes sociais, Facebook e Instagran da cantora. No show  intitulado “uma voz feminina no lambadão”, ela estará acompanhada pelo violonista Eduardo Santos.

Com experiência profissional de mais de 25 anos, Hamilka possui um repertório musical bem ampliado. A cantora e produtora cultural apresentará um repertório com clássicos do lambadão interpretando sucessos do rei do lambadão, Chico Gil e das bandas Os Maninhos, Estrela Dalva e Erre Som.

Em sua trajetória como mulher e artista, Hamilka vem ocupando seu espaço no mercado musical. O lambadão é um dos ritmos que está sempre presente em todas as suas apresentações, fazendo parte da identidade cultural da artista.

Através de seu trabalho, ela busca incentivar outras mulheres na ocupação de espaços, até então dominados pela presença masculina, além de promover e fortalecer a manutenção da música regional. Desta forma, oportunizar as mulheres a ganharem visibilidade em todos os contextos de produção artística e cultural.

Diante deste contexto, o seu projeto traz como proposta a realização da Live musical “uma voz feminina no lambadão” por meio de suas mídias sociais, visando a representatividade  nesta manifestação cultural.

O gênero teve seu primeiro ápice na década de 90. O lambadão é um estilo de música e dança característico da baixada cuiabana, especialmente de Cuiabá. Trata-se de um ritmo rápido, marcado fortemente pela presença masculina no aspecto musical, sendo que a presença feminina se constitui mais efetiva na dança. O ritmo geralmente é acompanhado por letras românticas, já foi incorporado pela cultura local.

Hamilka Rizo sempre foi uma cantora popular e eclética de vários ritmos, fazendo shows em banda baile. Ela também integra o corpo musical do grupo de dança folclórica Flor Ribeirinha. Com o grupo, ela participa das apresentações e dos festivais internacionais de cultura popular. 

A Live será realizada através do projeto da Lei Aldir Blanc, instituída no ano passado, por meio da Secretaria Especial de Cultura e do Ministério do Turismo. Hamilka Rizo foi selecionada através de projeto cultural da Prefeitura Municipal de Cuiabá.

 

 

Quinta, 22 Julho 2021 05:00

“Narradores do Araguaia – Lendas”

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Projeto homenageia o artista João Luiz do Couto e sua relação com o rio Araguaia com lançamento de documentário, livro e exposição fotográfica.

Nesta quinta-feira (22.07), às 19h, será lançado o documentário “Narradores do Araguaia – Lendas”. O evento ocorre no espaço Cultural Valdon Varjão, em Barra do Garças. Também serão lançados o livro e a exposição de fotografias “O rio e sua gente”. As três produções integram o projeto “João Luiz do Couto e os narradores do Araguaia” contemplado no edital Conexão Mestres da Cultura – “Marília Beatriz de Figueiredo Leite”, realizado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

O projeto, proposto pela Associação Cultural Ciranda, homenageia o escritor, ator e diretor João Luiz do Couto. Mato-grossense natural de São Felix do Araguaia, Couto viveu grande parte da vida adulta em São Paulo. Em 2014, saiu em busca de autoconhecimento. Foram quatro meses percorrendo o rio Araguaia, da nascente até a foz, na intenção de conhecer sua ancestralidade, conectar com suas raízes e aumentar seu repertório artístico sobre contos e lendas da região.

João Luiz do Couto fala sobre a inquietação e desejo de aprofundar-se nas histórias e cultura local. “Lembro da vontade de conhecer melhor minhas raízes, então decidi me jogar de cabeça nessa ideia. Foi ai que convidei a fotógrafa Sheila Signário, que na hora topou, mesmo sabendo que não teríamos muita estrutura para a viagem. Eu não tinha muitos recursos, tinha apenas meu carro, alguns livros e minha arte em contação de histórias, e assim fomos, na cara, na coragem e na vontade de desvendar o rio Araguaia”.

As imagens são de Sheila Signário, que registrou todo o percurso e as comunidades que vivem às margens do Araguaia. Ela fala sobre a experiência e o que encontrou na viagem. “O projeto consistia na pesquisa sobre as histórias de seres encantados que habitam o rio Araguaia. Pude vivenciar e registrar tantas pessoas, histórias. Tive a oportunidade de ouvir sobre os seres encantados. Vimos tanta beleza que nossos olhos não deram conta de enxergar. O livro e a exposição contêm um pouco do que vivemos nessa linda jornada”, diz Sheila.

A edição e finalização do documentário ficaram por conta de Jessica Ayara. O documentário mostra a relação das pessoas com o rio Araguaia, o porquê de elas viverem ali, histórias e lendas. O livro, além das fotografias, traz um conto e um poema escritos por João Luiz do Couto. “A Aventura do Zé Mosquito e a Boiuna”, resultado dos contos que ele ouviu durante a viagem, e “Água Emendada”, poema que mostra uma certa intimidade conflituosa e busca por conhecimento.

 

Férias no Museu oferece oficinas para crianças durante o mês de julho. As atividades serão presenciais, para crianças a partir de 06 anos de idade. A inscrição é online.

O Museu de Arte Sacra de Mato Grosso realiza durante o mês de julho o “Férias no Museu”, que conta com uma programação especial voltada para crianças acima de 06 anos de idade. A ação tem o intuito de incentivar a construção do conhecimento de forma lúdica, momentos de vivência e interação com o museu e com a história e memória regional.

Serão realizadas atividades de vivência cultural e educativa: desenho à mão livre (17.07), oficina de danças urbanas (18.07), oficina de teatro (18.07), oficina de relicário (24.07) e contação de história (25.07). As atividades serão presenciais.

Para se inscrever, basta acessar a plataforma Sympla onde haverá a chamada da Férias no Museu com o link e a programação completa. Para mais informações, é só ligar no telefone do Museu de Arte Sacra de Mato Grosso (65) 3056-1373 ou (65) 99965-0319 Whatsapp.

Programação

Desenho à mão livre: será uma oficina introdutória, de cunho prático e analítico por meio da observação das formas naturais e artificiais (criadas por mãos humanas). A atividade visa a conscientização e o estímulo à livre expressão tanto na forma bi quanto na tridimensional, empregando os materiais e técnicas de expressão e representação.

A atividade será ministrada no sábado (17.07), das 13h30 às 17h, pelo arquiteto urbanista Carlos Pina, para crianças a partir de 12 anos.

A inscrição tem um custo de R$10,00, referente ao material que será usado. Para se inscrever, acesse https://www.sympla.com.br/desenho-a-mao-livre-com-carlos-pina__1272402

Oficina de danças urbanas: nesta oficina as crianças aprenderão passos básicos de hip hop, breaking dance e outras danças, em uma aula super divertida, dinâmica e estilosa. Não precisa saber dançar, e tudo bem se tiver vergonha. A oficina é voltada para crianças entre 07 e 10 anos, que possuem pouca ou nenhuma experiência.

A oficina ocorre no domingo (18.07), com início às 08h30 e será ministrada por Matheus de Luca. É recomendado o uso de roupas confortáveis, de preferência calças, shorts e camisas que não limitem o movimento. A inscrição é gratuita e pode ser feita no https://www.sympla.com.br/oficina-de-dancas-urbanas__1277122

Oficina de teatro: com exercícios de mímica e interpretação, as crianças aprendem brincando e se divertem teatrando. Nesta aula não precisa de experiência teatral, até o mais tímido encontra o seu lugar na oficina potencializando diferentes formas de comunicação. A atividade é voltada para crianças de 07 a 10 anos de idade.

A oficina será ministrada no domingo (18.07), às 10h30, pelo instrutor Matheus de Luca. É recomendado o uso de roupas confortáveis, de preferência calças, shorts e camisas que não limitem o movimento. Acesse https://www.sympla.com.br/oficina-de-teatro__1277129  para se inscrever.

Oficina de relicário: tem como objetivo mostrar ao público a diversidade religiosa, despertar o respeito pelas diferentes crenças que existe na sociedade brasileira, compreender e valorizar.

A oficina será realizada no sábado (24.07), às 9h30, pelo instrutor Marcos Gontijo. A atividade é direcionada a crianças de 08 a 12 anos. Inscreva-se no https://www.sympla.com.br/oficina-de-relicario__1277135

Contação de história: Glizélda Almeida será a responsável por apresentar a história "O menino Nito”, da autora Sonia Rosa e ilustrada por Victor Tavares. Glizélda irá contar em detalhes a história de Nito, que aborda uma questão que já foi tabu para o gênero masculino: homem chora ou não? Tal história é excelente para ampliar os horizontes de pequenos e grandões que por vezes absorvem regras que acham incontestáveis.

A atividade será no domingo (25.07), às 15h, para crianças de 06 a 08 anos. As vagas são limitadas e a oficina é gratuita. Inscrições no https://www.sympla.com.br/contacao-de-historia__1277146

 

Quarta, 14 Julho 2021 05:00

"Bem que se quis"

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Coral da ALMT lança o quinto clipe e se prepara para o retorno dos ensaios presenciais.

O coral da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) lança o quinto vídeo produzido durante o período de pandemia. O arranjo virtual traz como tema a música "Bem que se quis" e faz parte de um projeto realizado em parceria com o coral do Tribunal de Contas do Estado (TCE) sob a coordenação do maestro Carlos Taubaté, regente dos dois corais.

“A ideia surgiu para manter a integração entre o grupo e continuar levando música e arte até as pessoas”, explica o regente. Taubaté conta que com o início da pandemia os a ensaios presenciais foram suspensos para manter o distanciamento social e os encontros on line foram aos poucos sendo realizados como forma de retomar as atividades. Os clipes surgiram no final de 2020, como alternativa para mostrar os trabalhos.  “A primeira música gravada foi Bernardo, depois veio o tema de final de ano, samba no carnaval, Aleluia na semana santa e agora uma canção romântica. Para o próximo clipe vamos trazer uma canção da etnia Zulu, da África do Sul”, adiantou. 

O repertório segundo ele já está sendo ensaiado pelos cantores e será gravado em breve. “São ritmos bem diferentes que escolhemos com o intuito de trabalhar a diversidade tanto para o enriquecimento musical e cultural dos cantores, quanto para o deleite do público”.

Com a diminuição das restrições, os corais vão se reunir pela primeira vez, depois do inicio da pandemia. “Escolhemos um local aberto e vamos manter o distanciamento e as máscaras. A volta será gradativa e com todos os cuidados, para segurança de todos”, afirmou o regente.

Produção dos vídeos: o material demora cerca de dois meses para ficar pronto. Primeiro são feitos os arranjos do coral, instrumental e depois dos vocais individuais. Os integrantes recebem os materiais e as orientações, gravam uma “prova” e depois dos comentários do maestro enviam o vídeo final. O material então passa por edição e mixagem para deixar tudo em harmonia.

Ficha Técnica:

Música "Bem Que Se Quis" é a versão em português  criada por Nelson Motta para "E Po' Che Fa", composta pelo cantor e compositor italiano Pino Daniele.

Arranjo Instrumento: Maicon Saati

Arranjo coral: Carlos Taubaté

Edição e Mixagem: Maicon Saati

Edição de vídeo e arte: Pineto Bonilha

Solos: Carlos Taubaté e Iasmin Medeiros

Direção artística: Carlos Taubaté

 

 

Terça, 13 Julho 2021 05:00

“Literatura em Talk Shows”

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Projeto com artistas mato-grossenses pretende aproximar livros e leitores

Nos dias 14 e 28 de julho ocorre o “Literatura em Talk Shows”. O projeto de mediação de leitura, contemplado no edital Estevão de Mendonça de Literatura Mato-grossense, realizado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), terá como convidados Aclyse Mattos e Eduardo Ferreira, dois importantes artistas de Mato Grosso. Com o formato de entrevista, o projeto pretende aproximar livros e leitores.

As entrevistas serão conduzidas por Everton Almeida, músico, escritor e professor de Literatura na Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), de Tangará da Serra. “A ideia é fazer um bate papo descontraído com escritores que também são músicos, falando de suas obras, influências artísticas e tocando suas composições musicais. Misturar literatura e música”.

O projeto visa também valorizar e divulgar o trabalho da Biblioteca Pública Municipal de Tangará da Serra "Viviane Costa dos Santos Ferro", que integra o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de Mato Grosso.

O Literatura em Talk Shows conta com apoio da Secretaria de Cultura e Turismo de Tangará da Serra e do projeto de extensão Corpo&Cordas, da Unemat de Tangará da Serra.

Serviço

Literatura em Talk Shows

Data:  14.07 – entrevista com Aclyse Mattos

           28.07 – entrevista com Eduardo Ferreira

Local: Canal de Everton Almeida no Youtube (https://www.youtube.com/user/evertonab99)

O mais recente livro do escritor Antônio Ernani Pedroso Calháo, “O Elo Perdido” , terá live de lançamento hoje, 12/07, às 19 horas (horário de MT), com transmissão pelo canal do PPGEL/UNEMAT-Youtube. Como convidados especiais o prof. Dr. Manoel Morivaldo (USP), professora dra. Walnice Vilalva (UNEMAT) e o doutor escritor Sady Folch.

 “O Elo Perdido” é produto de estudo para estabelecimento de texto crítico visando à reedição da obra Harpejos Poéticos, de Joaquim José Rodrigues Calháo: Poemas Cuiabanos de 1981. Referido estudo foi realizado junto ao Programa de Pós-doutoramento da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, junto ao Programa de Pós-Graduação Filologia e Língua Portuguesa, sob a orientação do Prof. Dr. Manoel Mourivaldo Santiago-Almeida.

Na realidade, os poemas foram publicados entre 1877 e 1884 na imprensa de Mato Grosso e que foram reunidos em uma antologia, em 1891. A obra ficou desaparecida por mais de um século das bibliotecas e acervos privados. O único exemplar existente estava depositado na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, que foi utilizado para o processo editorial.

A história do poeta Joaquim Calháo, natural de Salvador, Bahia, inicia-se com a sua busca de seu amor juvenil,  Umbelina Carolina Barreto, também baiana. Ela era órfã de pai tendo como tutor seu irmão, o padre Ernesto Camilo Barreto que desaprovara o namoro. O padre Ernesto, a convite do Governo Imperial muda-se com a família, para Cuiabá – Mato Grosso, para implantar o Seminário da Conceição. Joaquim Calháo vai em busca de sua amada e com ela casa-se em 1857. Exerceu a função de jornalista e editor de um dos mais importantes jornais do Estado, denominado “A Província de Matto-Grosso”.

Era um homem de letras e educador. Por sua destemida atuação política encontrou muitos opositores, já que defendia o Partido Liberal e seu ideário. “Por ser baiano sofreu várias formas de discriminação ao ser-lhe impingido a alcunha de pau-rodado, expressão desairosa para os baianos que se radicaram em Cuiabá. Essa discriminação pode ser apontada como o fundamento para o silenciamento de sua obra poética. O texto foi esquecido e apagado da História da Literatura de Mato Grosso”, destacou Ernani.

 A sua reedição o reinsere no mercado literário com a sua contribuição filológica, cujo repertório remonta a erudição dos autores lusófonos de expressão na literatura universal, do galego e trações das línguas de matriz latina. De outro prisma o trabalho possibilita, ao estudioso da literatura, enquadrá-lo no cânone literário estadual. “Essa condição foi negada ao autor em razão do pensamento hegemônico das letras e da política estaduais. Daí o caráter documental da obra, cuja narrativa procura desvendar o radicalismo da retórica do segregacionismo omissivo ou silenciador da produção literária mato-grossense”, observou Ernani Calháo.

A partir da 2ª edição a obra retorna ao contexto literário mato-grossense, assumindo o seu lugar na história.

Sobre o autor

Ernani Calháo é pós-doutorado em Direito em Democracia e Direitos Humanos pelo “Ius Gentium Conimbrigae” – Centro de Direitos Humanos da Universidade de Coimbra (Portugal) ,  pós-doutorado em Letras Clássicas e Vernáculas pela Universidade de São Paulo - USP pós-doutorando em Ciências Jurídico-Políticas pela Universidade de Lisboa – Fase de conclusão doutor em Direito, pela PUC/SP e Mestre em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo. Graduado em Economia e Direito pela Universidade Federal de Mato Grosso. Advogado, na área jurídica desenvolve atividades ligadas ao Direito Constitucional, Direitos Humanos, Hermenêutica Constitucional e Direito Administrativo, com ênfase na teoria das organizações e gestão. Atua no campo da pesquisa acadêmica, desenvolvendo estudos acerca da temática Direitos Humanos e Poder Judiciário. Indicado, em 2010, pelo Senado Federal para concorrer ao cargo de Conselheiro do Conselho Nacional de Justiça. Autor de obras jurídicas e literárias.

Membro da Academia Paulista de Letras Jurídicas, titular da cadeira 63, cujo patrono é o jurista Lino de Moraes Lemes. Atualmente ocupa a vice-presidência da referida Academia. Membro da Academia Mackenzista de Letras, ocupando a cadeira 27, que tem como patrono o jurista Moacyr do Amaral Santos. Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso. Membro da Sociedad Hispano Brasileña de Derecho Comparado -Valladolid/São Paulo Membro fundador do Muxirum Cuiabano – Associação Cuiabana de Cultura Agraciado com a Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho de São Paulo, no Grau de Comendador Agraciado com a Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho de Mato Grosso, nos Graus de Cavaleiro e Comendador.

 

Segunda, 12 Julho 2021 05:00

Coleção conta os encantos de Cuiabá

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Obras serão distribuídas a escolas e bibliotecas de todo o estado.

O papel da história, muito mais do que arquivar as histórias e vivências de um povo, é de trazer as experiências vividas e permitir que, a partir do que já foi construído, novos caminhos sejam trilhados. Nesta perspectiva, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a partir da EdUFMT, publica a coleção "Ouro e Mel". Composta por nove obras, a coleção será distribuída nas escolas e bibliotecas de todo o estado.

A coleção é composta pelos livros "Suplemento mensal de história, literatura, memória e artes, organizado por Nileide Souza Dourado, Eliane Maria Oliveira Morgado e Marcio Antônio Alves da Rocha; "Cuiabá em enredos tramas e paisagens: história, cotidiano e sociedade", organizado por Elizabeth Figueiredo de Sá, Nileide Souza Dourado e Renilson Rosa Ribeiro; "Guia do acervo documental do Núcleo de Documentação e Informação Histórica e Regional - NDIHR", organizado por Nileide Souza Dourado e Eliane Maria Oliveira Morgado; "Cuiabá: arte, cultura e esporte", organizado por Francisco Xavier Freire Rodrigues e José Serafim Bertolotto; "Cuiabá, a mulher e a cidade: literatura, cinema e artes da cena", organizado por Divanize Carbonieri e Maria Thereza Azevedo; "Uma sedição no sertão: a rusga em Cuiabá (1834), de Patrígica Figueiredo Aguiar; "A invenção da capital eterna: discursos sensíveis sobre a modernização de cuiabá no período pós-divisão do estado de Mato Grosso (1977-1985)", de Nathália da Costa Amedi; "O sangue intimorato e as nobilíssimas tradições: a construção de um símbolo paulista, o bandeirante", de Katia Maria Abud; e "Irmãos de fé, irmãos no poder: a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos na Vila Real do Senhor Bom Jesus do Cuiabá (1751-1819)", de Cristiane dos Santos Silva.

Além da Editora, o projeto desenvolvido no âmbito da extensão contou com a participação do  Núcleo de Documentação e Informação Histórica e Regional (NDIHR), vinculado ao Instituto de Geografia, História e Documentação (IGHD), e foi realizado em parceria com a Fundação Uniselva e com a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) e contaram com destinação financeira de emenda parlamentar para custear a impressão.

As versões digitais dos livros estão disponíveis no site da EdUFMT.

 

Lançamento do filme mato-grossense no Cine Teatro Cuiabá.

A volta da programação presencial do Cine Teatro Cuiabá, iniciada na semana passada, traz na próxima terça-feira (13), a partir das 19h30, com ingressos disponíveis por apenas R$ 5, o lançamento do filme mato-grossense MISSIVAS, cuja direção traz a dupla de documentaristas Caroline Araújo e Maurício Pinto. O filme trabalha de certa forma a reflexão sobre a construção da militância sociopolítica na América do Sul em distintos momentos históricos ocorridos, através da analise das jornadas de Jane Vanini e do autor Maurício Pinto.

De maneira intimista, a motivação do autor leva o espectador em um road movie documental pelas estradas mato-grossenses, brasileiras e chilenas para investigar a trajetória da militante Jane Vanini, destacando a relação construída entre ela e sua família por meio de cartas enviadas quando Jane estava no exílio (1972-74), registrando no processo parte da memória mato-grossense sobre esse período da história do Brasil.  Passamos a desvendar a história de Jane Vanini a partir das reflexões do autor sobre o processo de construção de militância tanto dela, Jane, quanto suas próprias. Começando pelo encontro dos dois, durante as “Jornadas de 2013”, olharemos para esses dois momentos da história brasileira: o regime ditatorial em que Jane se constituiu e o regime democrático pós 85 no qual o autor esta inserido. A possibilidade de discutir essas duas realidades de um ponto de vista pessoal é que vai construindo aproximações e distanciamentos em ambos os personagens.

O projeto teve origem no levantamento da história de Jane Vanini, por parte de Maurício em seu projeto de conclusão de Curso, na graduação de Radialismo da UFMT. Em 2016, já com a parceria com Caroline Araújo, foram contemplados pelo edital PRODV 10/2015 – TV`s Públicas Centro-oeste, o qual trouxe os recursos para tirar a ideia do papel. Fizeram duas investidas no Chile, uma na fase de pré-produção em 2017, onde levantaram fatos sobre a vida e morte de Jane naquele país. De volta ao Brasil, participou do MT Lab realizado pelo SEBRAE MT em parceria com a SECEL, onde teve consultoria de Daniela Capelato e Paola Prestes. Em 2018, a equipe retorna ao Chile para produção, onde a cada aprofundamento nos caminhos percorridos por Jane, novos depoimentos de conhecidos, pessoas que conviveram ou conheceram sua história, voltaram a emergir. A produção conta com equipe 99% mato-grossense. Apenas a produção local no Chile teve a participação de Sebastián Soto e da Chile Film Commission como apoio. A fotografia do filme é assinada por Íris Lacerda e a trilha sonora foi totalmente composta para esse filme pelo maestro Fabrício Carvalho e Ones Miguel. O filme conseguiu a única entrevista feita com a família de Jane em mais de 40 anos após a sua morte. A produção é assinada pela Moviemento Production.

Em junho, o filme recebeu o Prêmio MT Artes, como destaque audiovisual. MISSIVAS se justifica pelo potencial enquanto ferramenta de análise crítica de períodos conturbados da história brasileira. Uma reflexão sobre jornadas individuais que aspiravam ideologicamente o bem coletivo. E à medida que entendemos essas escolhas individuais e o contexto em que elas foram tomadas, compreendemos um pouco mais do cenário brasileiro nesses recortes. Em tempos urgentes como esses que vivemos, filmes urgentes como Missivas são necessários.

Sobre Caroline Araújo

Caroline Araújo é documentarista com uma carreira de mais de 20 anos no audiovisual de Mato Grosso. Pesquisadora, doutoranda do ECCO/UFMT, trabalhou em diversos curtas e longas metragens nacionais e mato-grossenses como  no longa “O Homem Mau Dorme Bem” do diretor brasiliense Geraldo Moraes,  nos curtas “Baseado em Fatos Reais “Depois da Queda”,  “S2”, “Três Tipos de Medo”, “Horizontem”, “PARAIZOO” e “3,60” e “PANDORGA” dos mato-grossenses Bruno Bini, Amauri Tangará,  Severino Neto e Maurício Rodrigues. Produziu, Roteirizou e dirigiu 130 curtas-metragens, gênero documentário para a  TV Assembleia (Mato Grosso) - contrato Monkey Filmes – de Julho  de 2013 a Janeiro de 2019. É também  professora de Ensino Superior no UNIVAG. Em 2015 teve o roteiro de telefilme documental “VILA HAITI” selecionado no edital de Arranjos Regionais da Prefeitura Municipal de Cuiabá. “MISSIVAS” é seu segundo telefilme documental, onde assina roteiro e desta vez a direção.

Sobre Mauricio Pinto

Mauricio Pinto é um documentarista estreante que teve sorte. Formado em Radialismo pela UFMT, rodou seu primeiro curta-metragem, "Pandorga”, em parceria com a Produtora Monkey Filmes, em 2016. Trabalha com audiovisual desde 2006, passando pelas funções de assistente de arte, assistente de produção, assistente de direção, assistente de fotografia, assistente de elétrica e maquinaria, intérprete, fotógrafo still, making-of, e continuísta. Começou a escrever e dirigir na faculdade. MISSIVAS é parte do seu projeto de conclusão de curso apresentado em 2015, e desde  então, tem também se dedicado à pesquisa e desenvolvimento de projetos audiovisuais. Atualmente encontra-se em pesquisa de mestrado no programa de Pós-graduação em Comunicação, na UFMT.

 

Um romance que se passa durante a pandemia da covid-19

A jovem escritora Stéfanie Sande lança nesta quinta-feira (08.07), às 15h30, “Virgínia”, um romance que se passa durante a pandemia da covid-19. Com transmissão pelo Facebook, o lançamento será mediado pelo jornalista Leonardo Neto, editor-chefe do PublishNews e contará com a presença de Luiz Antonio de Assis Brasil, professor-titular em escrita criativa na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

“Virgínia” foi um dos projetos contemplados no edital MT Nascentes realizado pelo Governo de Mato Grosso por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). Quinhentos exemplares foram encaminhados para o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de Mato Grosso.

O romance se passa entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães. Trata-se de uma novela dividida em quatro partes sobre se apaixonar em uma situação atípica, onde duas mulheres, Virgínia e Ariel, navegam pelo tumulto de seus sentimentos uma pela outra.

“Acho que a ideia era escrever algo leve, mas sem ignorar o momento. Apesar de se passar nos primeiros meses da pandemia, o foco é a relação entre as duas personagens”, disse Stéfanie Sande.

A obra foi publicada pela Editora Cálida. Está previsto, ainda para este ano, o lançamento da edição em inglês, apenas em formato digital. A versão já está em pré-venda no site da Amazon.

Stéfanie Sande é mestre e doutoranda em escrita criativa na PUCRS, onde foi aluna e atualmente é monitora da oficina de criação literária do professor Assis Brasil.

Serviço

Live de lançamento do romance “Virgínia”, com Stéfanie Sande, Luiz Antonio de Assis Brasil e Leonardo Neto

Data: 08 de julho de 2021 (quinta-feira)

Horário: 15h30 (horário de Mato Grosso)

Link de acesso: https://www.facebook.com/editoracarliniecaniato/posts/5955001407873266

 

 

Secretaria e Conselho de Cultura visitam instituições contempladas com recursos da Lei Aldir Blanc. Em Várzea Grande, foram selecionados 61 projetos, totalizando R$1.807.458,08 de auxílio financeiro para o setor cultural.

Equipe da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smecel), juntamente com o Conselho Municipal de Cultura, está fazendo uma série de visitas a instituições que foram contempladas com recursos da Lei Aldir Blanc em Várzea Grande. As primeiras visitas foram às instituições contempladas no edital Nº 01/2020, cujos recursos são destinados para manutenção das atividades dos espaços culturais.

Participaram das visitas a subsecretária, Maria Alice de Barros, o superintendente de Cultura, Joilson Marcos da Silva, e o presidente do Conselho, Wanderson Magalhães Farias.

No Edital Nº 01 foram selecionadas 26 entidades culturais, entre elas estão a Associação Social Civil Asca-Abaiuc (Asca) e a Caminhando Para Mais Um Sonho (Acamis).

A Acamis recebeu R$ 30 mil reais do Edital nº 01/2020 para manutenção das atividades e ainda R$ 50 mil reais do Edital nº 04/2020 para realização do Projeto Ciranda de Flores, que tem por objeto a realização de oficinas de dança cultural regional e dança contemporânea urbana (hip hop) para crianças e adolescentes.

A Asca recebeu R$ 30 mil reais do Edital nº 01/2020 para manutenção das atividades e R$ 50 mil reais do Edital nº 04/2020 para realização do Projeto Artes e Criatividade no Fazer Teatral, Dança e Musicalidade, que tem por objeto a realização de oficinas de dança, teatro, musicalização (fanfarra), informática, letramento, raciocínio lógico e esporte.

Conforme explica Joilson Marcos da Silva, os recursos da Lei Aldir Blanc, sancionada em junho de 2020, são repassados pelo Governo Federal aos estados e municípios, que são responsáveis pela sua distribuição.

A lei garante uma renda emergencial aos trabalhadores que participam da cadeia produtiva dos segmentos artísticos e culturais, como artistas, contadores de histórias e professores de escolas de artes e capoeira. Os espaços artísticos e culturais, microempresas e pequenas empresas culturais, cooperativas e organizações comunitárias também são contemplados com a lei. As instituições beneficiadas deverão realizar atividades para alunos de escolas públicas ou para a comunidade, de forma gratuita.

“Em Várzea Grande, foram inscritos 112 projetos na Lei e selecionados 61, totalizando R$1.807.458,08 de auxílio financeiro para o setor cultural. A Smecel, por meio da Superintendência de Cultura, tem o papel de acompanhar os projetos contemplados pela Lei”, ressalta o superintendente.

Segundo Wanderson Magalhães, nesta semana, a equipe visitará as instituições contempladas no Edital 02/2020. São três organizações da sociedade civil com Pontos de Cultura certificados pela Política Nacional de Cultura Viva. “Nas semanas seguintes as visitas serão para as entidades que receberam recurso pelo Edital Nº 03/2020 e nº 04/2020”, explicou.

O Edital nº 02/2020 selecionou três organizações da sociedade civil que são Pontos de Cultura certificados pela Política Nacional de Cultura Viva.

O Edital 03/2020 selecionou iniciativas culturais já realizadas por pessoas físicas, mestres e mestras da cultura popular e profissionais das mais diversas expressões artísticas e culturais. Foram selecionados 24 mestres e profissionais da cultura.

No Edital nº 04/2020 foram selecionados oito projetos de Territórios Criativos com a seleção de projetos culturais nas áreas de produção, intercâmbio, formação e difusão de conteúdos, bem como ações culturais e artísticas.

Na Acamis são ofertadas atividades de apoio à aprendizagem escolar, incentivo à leitura, orientações pedagógicas e oficinas de esportes, arte e cultura, promovendo ações de prevenção e de educação integral para a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à segurança alimentar e nutricional, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à arte, à cultura, entre outras.

Maiara Patrícia Silva Correa, coordenadora da Acamis, explica que, atualmente, são atendidas 102 crianças, sendo 51 no período da manhã e outras 51 no período da tarde. No entanto, a meta é atender cerca de 200 crianças. “Uma das nossas metas é construir mais salas para o atendimento de um número maior de crianças. O prédio hoje não comporta mais que as 102 que são atendidas, mas a nossa demanda é grande e temos 50 crianças na fila de espera”, ressalta.

Segundo o presidente da Asca, José Dias de Souza, a entidade trabalha com 136 crianças e adolescentes de 6 a 16 anos, contemplando 122 famílias. “Em tempos de pandemia trabalhamos mais com a musicalização e a informática. Muitos alunos não têm internet em casa e então eles recorrem à instituição para fazer as tarefas escolares e assistir as videoaulas. Aqui é um lugar de acolhimento às famílias”, destacou.

A instituição trabalha em parceria com as escolas Senhora Dirce Leite de Campos, bairro Jardim Itororó, Salvelina Ferreira da Silva e Antônio Joaquim da Silva, ambas da região do Cristo Rei. “Graças a Lei Aldir Blanc nós conseguimos adquirir vários instrumentos musicais, como a marimba, que é muito cara e não teríamos condições de comprar se não fosse com esse recurso”, disse José Dias, lembrando que no mês de agosto a fanfarra vai representar o município de Várzea em um concurso nacional, que será realizado online e contará com a participação de vários estados.

 

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