Cultura

Cultura (242)

Quarta, 01 Dezembro 2021 05:00

“Espelhos da Terra”

A nova exposição da artista plástica Dayana Trindade.

Feche os olhos e se imagine em um passeio noturno. Essa é a experiência que a instalação Espelhos da Terra, criada com obras da artista plástica Dayana Trindade, vai proporcionar aos visitantes da exposição que acontece no Várzea Grande Shopping.

Ao entrar na exposição, a fonte de luz negra reflete as luzes neon das telas e das imagens fazendo com que o visitante percorra o espaço através de uma nova perspectiva, sendo “transportado” para diferentes cenários do bioma mato-grossense com a proposta de despertar e estimular a preservação ambiental.

“Enquanto pintava as obras, já imaginava os visitantes percorrendo a exposição e se impressionando com o que viam. Os quadros ganham vida e cor diferentes quando iluminados com a luz negra. A instalação Espelhos da Terra proporciona uma verdadeira experiência sensorial e vai encantar adultos e crianças”, explica Dayana.

Além da exposição, montada no piso 2 do empreendimento, os visitantes vão poder contemplar uma mini exposição na vitrine cultural do Shopping, com obras da artista e também do artista convidado Victor Hugo.

“Um espelho sempre contém mais coisas do que os olhos podem ver. Permita-se sentir! ”, conclui a artista.

NFT

Inovadora, Dayana Trindade é hoje uma das artistas que participa do projeto NFT Mulheres Brasileiras. A artista faz parte da plataforma virtual, com trabalhos exclusivos onde tem a oportunidade de apresentar as obras produzidas em telas físicas agora digitalizadas para o NFT.

NFT é a sigla em inglês para non-fungible token (token não fungível, na tradução para o português). Um token, no universo das criptomoedas, é a representação digital de um ativo – como dinheiro, propriedade ou obra de arte – registrada em uma blockchain, tecnologia que nasceu com o BTC no final de 2008. Exemplo: se uma pessoa tem o token de uma obra de arte, significa que tem direito àquela obra – ou parte dela.

Sobre a artista

Dayana Trindade, 38 anos, é natural de Campo Grande (MS), mudou-se para Cuiabá em 2011. Enfermeira desde pequena Dayana se interessava pela arte, pela pintura e dava cor a vários objetos de madeira, vidro e metal.

Esse ano a artista realizou a exposição Mato Grosso Amor à Primeira Vista em um shopping da capital; participou da mostra ‘Nascidos da Terra’ na Câmara Municipal, expôs na Conferência sobre o estatuto do Pantanal, mais recentemente pintou uma obra em tempo real, durante o evento Virada Feminina, na Assembleia Legislativa e de forma virtual, Dayana participou da ‘Exposição Virtual Coletiva’ e

 Em 2020, a artista doou uma obra que foi leiloada virtualmente com intuito de arrecadar fundos para aquisição de EPI para enfermeiras no início da pandemia. Ainda no ano passado, Dayana participou de uma live com o artista plástico Bruno Portella sobre a relevância artística e do Show-Room Virtual em 3D com Curadoria de Heloisa Azevedo.

 A carreira como artista plástica começou em 2016, pintando pedras e participando de feiras de artesanato e exposições. Em 2019, Dayana começou a estudar para somar dom e talento às técnicas.

 Ainda 2016 ela participou da exposição de artes na Feira Internacional do Turismo (FIT). Em 2019 as participações foram na exposição coletiva “A arte de Amamentar”, com curadoria de Ferraz Ronei, na exposição individual ”Pantanal e Sua Cultura Espontânea'', na Universidade de Cuiabá e na Feira Cultural e Sustentável em Chapada dos Guimarães. (Fonte: Assessora de imprensa)

 

 

Terça, 30 Novembro 2021 05:00

“Onde o tempo não para”

Festival Satyrianas transforma MT uma das sedes da cultura nacional.

De 02 a 05 de dezembro Mato Grosso será uma das sedes do Festival Nacional Satyrianas, que em 2021 traz como tema “Onde o tempo não para”, inspirado na música de Cazuza (O Tempo não Para), em formato híbrido, ou seja, apresentações virtuais e presenciais, no Cine Teatro Cuiabá, Casa Cuiabana e Cine Xin, em Cáceres. São, ao todo, 400 atrações de 9 países, de quase todos os estados do Brasil.

De acordo com a coordenadora administrativa e coordenadora de produção da MT Escola de Teatro, Flávia Taques, para esta edição, estima-se um público em torno de 1000 pessoas de forma presencial e mais de 3 mil online. “Em 2020, o festival foi totalmente online, em razão da pandemia. Esse ano, será híbrido e em diversas cidades, entre elas Cuiabá e Cáceres”, explica.

O festival acontece há muitos anos em São Paulo, Capital. Desde 2017, com a criação da MT Escola de Teatro, em parceria com a Associação Cultural Cena Onze, Secel-MT, Unemat e Adaap, os alunos e artistas de Mato Grosso se apresentam nas Satyrianas, presencialmente.

A inspiração na música de Cazuza surgiu como forma de representar o sofrimento pelo qual os brasileiros estão passando. “Se prestarmos atenção na letra, ela expressa muito do que estamos sentindo atualmente. É uma mobilização dos artistas em um momento difícil”, explana Flávio Ferreira, diretor do Cena Onze.

Fazem parte da programação local, a Inclusão Literária, de Clovis Matos, que acontece na frente do Cine Teatro Cuiabá, lançamento do Single Dias de Sombras, da Banda Lord Crossroads, com  Charles Luciano Martins Pereira, na Casa Cuiabana, apresentação  do conto Corá, de Eduardo Mahon no Youtube do CTC e a peça Bereu, do Cia Cena Onze de Teatro, na sala Anderson Flores. A programação completa pode ser acompanhada no site http://www.satyrianas.com.br/

Em suas últimas edições, o festival contou com a participação de mais de 5 mil artistas, em média anual, ofereceu 600 atrações e atingiu um público de cerca de 50 mil espectadores. Com ingressos pague quanto puder o público pode retirar o ingresso gratuitamente ou pagar qualquer quantia para cada artista, sendo a opção totalmente livre.

A Secretaria de Estado, Cultura e Lazer (Secel-MT), está apoiando o evento. Os polos alinhados são Cuiabá e Cáceres que contam com a parceria da Associação Cultural Cena Onze, MT Escola de Teatro e Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT). Tudo será possível através dos Satyros com a Associação dos Artistas Amigos da Praça de São Paulo (Adaap).

Serviço

O que: Festival Satyrianas

Quando: De a 02 a 05 de dezembro

Onde: Cine Teatro Cuiabá, Casa Cuiabana e Cine Xin, em Cáceres

Quanto: ingressos pague quanto puder

Sábado, 27 Novembro 2021 05:00

O Van Gogh do Cerrado

Trajetória do artista Benedito Nunes é perpetuada em site e documentário.

Apelidado carinhosamente de Van Gogh do Cerrado, a trajetória do artista plástico Benedito Nunes está eternizada no site que leva o nome dele, e que conta com detalhes a história de vida e o legado cultural deixado pelo mato-grossense, que gostava de retratar a natureza da região e o cotidiano da cuiabania. Aprovado no edital Conexão Mestres da Cultura, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), o projeto ‘Tributo ao Mestre do Cerrado: Benedito Nunes’, conta também com o documentário ‘Se essa rua fosse Nunes’, com estreia no último dia 26 na plataforma digital que homenageia o artista.

Falecido em março do ano passado, aos 63 anos de idade, Benedito Nunes é considerado um dos mais importantes artistas da famosa ‘Geração 80’. Nascido em 1956, era pintor, desenhista, professor e escultor. Ganhou reconhecidos prêmios nas artes visuais, participou de importantes exposições no Brasil e fora do país. E, os seus 30 anos de história com a arte, a biografia é contada pelo professor e crítico de arte Laudenir Antônio Gonçalves, disponível no site lançado pelo projeto.

A plataforma traz também o documentário ‘Se essa rua fosse Nunes’, produzido a partir das imagens e narração sobre as obras do artista. Também estão disponíveis no site uma galeria virtual e uma oficina apresentada pela proponente do projeto ‘Tributo ao Mestre do Cerrado: Benedito Nunes’, a artista Tânia Pardo.

“Nunes, além de ser um artista acessível e carismático, era famoso por retratar o cenário mato-grossense. Assim ficou conhecido como o Van Gogh do Cerrado, deixando sua marca na arte brasileira. Foi um grande artista, premiado em vários salões, não só em Mato Grosso, mas também fora. Reconhecido no Brasil por seu estilo, nos deixou um grande legado”, destaca Tania Pardo. 

Quinta, 25 Novembro 2021 18:27

"O Falar Cuiabano"

Coral Mato Grosso une rasqueado à música eletrônica. Qué vê, iscuta!

Tchá por Deus! O coral mais cuiabano de Mato Grosso está a caminho das pistas de dança. Em um projeto inovador, o grupo de coralistas que há 27 anos exalta o linguajar cuiabano, agora une música folclórica à eletrônica.

A primeira a ser lançada – de sete canções selecionadas para o projeto inovador – é a "O Falar Cuiabano". De cara nova, já pode ser apreciada no canal do Coral Mato Grosso no YouTube. No decorrer das próximas semanas o público poderá conferir como ficaram as outras seis faixas. Foi o produtor musical e arranjador José Stival quem trabalhou no remix das músicas, a convite do diretor artístico e produtor, Rogê Além.

Um evento em dezembro marcará o lançamento oficial do novo álbum e de um mini-documentário, produtos previstos no projeto Música Mato-Grossense Tipo Exportação, que recebe incentivo da Lei Aldir Blanc. Sônia Mazetto ficou eufórica quando conferiu as intervenções eletrônicas nas faixas que, até então, eram totalmente orgânicas. “Quando ouvi pela primeira vez, pensei: ‘esse é só o começo. Não vamos parar'’’, relembra. A maestrina do Coral Mato Grosso acredita que a música folclórica se oxigenou com novos fragmentos.

Foi durante a pandemia que a ideia surgiu. Sônia estava inquieta pela suspensão imperativa dos ensaios e apresentações. Foi então que a tecnologia se tornou válvula de escape. Ela convocou o músico Rogê Além, que já realiza um trabalho na área da música eletrônica, para ser o diretor artístico e produtor do projeto que é divisor de águas na história do coral.

“Das pesquisas que eu já realizava, vi que o downtempo se encaixava como uma luva ao som orgânico do coral. E então, com as habilidades do produtor musical José Stival, promovemos a intersecção da música folclórica mato-grossense com este que é um subgênero da música eletrônica. Acredito que foi uma aposta muito bem-sucedida, de universalizar o sotaque cuiabano, o rasqueado e assim, recriar a linguagem da música regionalizada”, explica.

No downtempo, as usuais batidas rápidas e dançantes da música eletrônica dão lugar a padrões de ritmo mais espaçados para que assim possam ser preenchidos por linhas melódicas e harmônicas mais consistentes. Bandas como a Portishead, Gotan Project, Massive Attack e Morcheeba são algumas das que se enveredam pelo gênero.

História de ativismo

Sônia Mazetto relembra que desde que o coral nasceu, no ambiente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), sua principal diretriz era quebrar barreiras do preconceito que havia em relação ao falar cuiabano.

“A gente sempre foi presença fácil em eventos culturais, dos oficiais às festas de santo. E de pronto já éramos reconhecidos quando chegávamos com nossos lenços de chita no pescoço e mais tarde, com as varandas feitas e bordadas pelas redeiras de Limpo Grande”.

Os coralistas sempre foram guiados pela necessidade urgente de exaltar a cultura regional. “De cantar as coisas que representassem o que a gente tem de mais genuíno. E para o lançamento do projeto, tínhamos que escolher a O Falar Cuiabano, pois foi essa canção que deu início a tudo que temos hoje, como grupo, como história, como cuiabanos de chapa e cruz e claro, paus rodados também. É importante ressaltar que mais uma vez estamos fazendo ecoar a sonoridade das obras da compositora Edna Maciel Vilarinho”.

Sônia ressalta que além do figurino característico e músicas que enaltecem a cultura cuiabana, o Coral Mato Grosso sempre teve esmero em tornar atrativas as suas apresentações.

“As performances sempre foram muito marcantes. A gente já fazia stand up, muito antes do estilo se popularizar por aqui. Dessas nossas apostas nasceram dois personagens que seguem até hoje, a Comadre Guanira e o Chico Petxero, ambos interpretados por Gonçalo Cristiano, um dos pioneiros do coral”. Com as músicas recriadas, em breve, o público poderá conferir ao vivo, uma apresentação jamais imaginada, com direito a DJ, globo espelhado e luzes pulsantes.   

Somam à equipe do novo projeto, o designer gráfico Eduardo Dario, o assistente de produção André G e os instrumentistas Claudinho (Henrique, Pescuma e Claudinho) e Alex Teixeira.

Curta, siga e compartilhe o trabalho do Coral Mato Grosso nas redes: @coralmatogrosso

Ficha técnica 

Direção Geral e Musical: Sonia Mazetto

Direção Artística e Produção: Rogê Além

Assistente de Produção: André G.

Produção Musical e Fonográfica: José Stival

Direção de Arte: Eduardo Dario

Produção Gráfica: Renan Archer

Instrumentação: Claudinho (viola caipira) e Alex Teixeira (bateria e percussão)

 

 CirandaMundo apresenta  clássicos do cinema em concerto. Temas de “E o vento levou”, “Forrest Gump”, “A lista de Schindler” e “Guerra nas estrelas” compõem o repertório.

O concerto “Temas Clássicos do Cinema”, executado pela Orquestra Sinfônica CirandaMundo com regência de Emanuelle Guedes e Murilo Alves, será apresentado a partir das 20h deste sábado (27) no Teatro Zulmira Canavarros. O ex-aluno do Instituto Ciranda e violonista da Orquestra Sinfônica de Goiânia, Rennan Vicente, é o convidado especial da noite. Os ingressos são limitados e devem ser retirados no local. 

O reencontro entre o público e a Orquestra Sinfônica CirandaMundo aconteceu no concerto “Temas Clássicos da Disney”, dia 30 de outubro. A apresentação deste sábado, assim como a anterior, também está relacionada ao universo cinematográfico, afinal o repertório é composto por temas de “E o vento levou (1939)”, “Forrest Gump (1994)”, “A lista de Schindler (1993)” e “Guerra nas estrelas (1977-2005)”. 

“Vamos fazer essas trilhas clássicas de um repertório já estabelecido no imaginário popular. Um dos lugares importantes para a realização da música com orquestra é o cinema. São trilhas sonoras com grandes orquestrações, verdadeiros monumentos orquestrais que podem ser comparados a grandes obras exclusivamente musicais”, comenta o maestro Murilo Alves, diretor artístico e presidente do Instituto Ciranda. 

Aliás, o convidado especial é um velho conhecido do Instituto Ciranda. Trata-se de Rennan Vicente, 30, cuiabano que fez parte da primeira turma da instituição, em meados de 2004. Posteriormente, entre 2013 e 2020, integrou a Orquestra Filarmônica de Goiás, e atualmente é membro da Orquestra Sinfônica de Goiânia. Além de apresentar seu talento e virtuosismo, ele vem reencontrar amigos.

“Fiz parte do Instituto no início da minha formação violinística. O Ciranda foi um instrumento social muito importante para a minha carreira. Fiz grandes amigos durante esse processo de aprendizado, por isso me sinto parte do projeto, é como se fosse uma família”, revela Rennan.  

Repertório

Para além de trabalhar com temas do cinema dentro da Orquestra CirandaMundo, Murilo Alves também tem adentrado neste universo de escrita de trilhas sonoras em alguns filmes do cineasta Perseu Azul. “Acho que também tem a ver um pouco com esse percurso mais pessoal”, reflete o maestro.

A proposta do repertório de sábado é contemplar diversas épocas e faixas etárias. A apresentação começa com “Gone With The Wind”, do compositor americano Max Steiner, música homônima ao título original do filme “E o vento levou”, vencedor do Oscar de 1940. 

O concerto segue com “Forrest Gump Suite”, composta por Alan Silvestri e arranjada por Calvin Custer. Em seguida, Rennan sobe ao palco para fazer o solo de “Schindler's List”. “É uma trilha sonora  de John Williams escrita para o violinista israelense Itzhak Perlman. É uma das peças mais maravilhosas do repertório do violino”, opina o instrumentista.

E a apresentação fecha com “Star Wars Suite”, também escrita pelo americano John Williams. Em sequência, serão executados temas de alguns dos principais personagens da saga, como Darth Vader, Princesa Leia e Yoda.

Cuidados com a pandemia

A participação nestes eventos requer o cumprimento dos protocolos de segurança e prevenção da covid-19. É obrigatório o uso de máscaras durante as apresentações, distanciamento social por meio de assentos intercalados do Teatro (60% da capacidade disponível) e uso de álcool em gel nos pontos de distribuição.

“Estamos felizes em retomar uma das atividades mais fundamentais no escopo de ações do Instituto Ciranda, as apresentações musicais. Com segurança, após esta grande pausa, esperamos uma noite de reencontros e imersão no universo sonoro da Orquestra Sinfônica”, planeja Murilo.

Instituto Ciranda

O Instituto Ciranda – Música e Cidadania foi criado em 2003 para desenvolver ações nas áreas da educação e cultura, utilizando a música como ferramenta de cidadania. Atende cerca de 800 crianças, adolescentes e jovens de diferentes classes sociais e cidades mato-grossenses. Além da Sinfônica CirandaMundo, o Instituto também conta com as orquestras Cirandinha e Primeira Ciranda.

São ofertadas aulas de violino, viola, violoncelo, contrabaixo, flauta transversal, clarineta, oboé, fagote, trompa, trompete, trombone, bombardino, tuba, percussão, coral e musicalização infantil. Os participantes dispõem gratuitamente de condições para que possam se desenvolver plenamente.

E além das aulas práticas, a instituição oferece aulas teóricas, métodos e partituras. São disponibilizados regularmente cursos de capacitação e aperfeiçoamento profissional nas áreas musicais e de produção cultural. A abordagem social inclusiva possibilita que muitos alunos continuem os estudos musicais em universidades do Brasil e exterior e ingressem no mercado de trabalho.

O Instituto Ciranda conta com algumas parcerias para a manutenção dos programas. A empresa Bom Futuro, Eletrobrás Furnas, Energisa, Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), Associação Mato-grossense de Produtores de Algodão (AMPA), Sesc Mato Grosso e Unimed Cuiabá são alguns destes parceiros. 

Serviço

O público deve comparecer a partir das 19h para a retirada dos ingressos, uma vez que as portas serão fechadas pontualmente às 20h. Os ingressos são gratuitos, porém, quem tiver condições, pode contribuir com o ingresso social (dois quilos de alimentos para doação). 

As apresentações da Temporada Artística visam garantir a acessibilidade de todos. Os concertos são acompanhados por libras e audiodescrição. Além disso, o espaço físico do Teatro Zulmira Canavarros também é pensado para receber Pessoas com Deficiência (PcD). Os números impressos nos bilhetes não têm relação com a numeração das poltronas do teatro.  

O que: Concerto “Temas Clássicos do Cinema”

Quando: 27 de novembro a partir das 20h

Onde: Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros - Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (Avenida André Maggi - Centro Político Administrativo)

Ingressos: Gratuito ou Social (Dois quilos de alimentos não perecíveis)

Obs: Retirar ingressos a partir das 19h no local

(Fonte: Assessoria)

Quarta, 24 Novembro 2021 05:00

“Quando tudo era mar”

Espetáculo sobre solidão materna será apresentado em plataforma digital.

O projeto “Quando tudo era mar” será lançado nesta quarta-feira (24.11), às 20h, na plataforma digital Primeiro Piso. Abordando a solidão na maternidade, o experimento reúne artes cênicas e visuais para provocar uma reflexão sobre como seria o dia a dia de cuidados do filho se a mãe pudesse contar com uma rede de apoio estruturada.

“Quando tudo era mar propõe uma travessia por diferentes plataformas digitais, um mergulho visual e sonoro contra as correntezas da maternidade vinculada à solidão, à invisibilidade, ao esgotamento, ao amor medido pelo sacrifício”, destaca a sinopse. O experimento cênico digital é assinado pelo in-Próprio Coletivo, e ficará disponível para os inscritos até domingo (28.11) na plataforma Primeiro Piso. A apresentação conta com audiodescrição para deficientes visuais.

A proposta, ao mostrar a invisibilidade e solidão materna, é trazer uma reflexão sobre como a responsabilidade de criar os filhos recai sobre a mulher, ao mesmo tempo em que apresenta  a necessidade de se ter uma comunidade para acolher e cuidar dessa criança. “Discutimos muito sobre essa ideia de maternidade ser sobre o sacrifício e isolamento de uma mulher. Tivemos consultoria com a Daniela Monteiro, doula e artista visual”, explica Karina Figueredo, proponente do projeto e uma das criadoras do in-Próprio Coletivo.

Primeiro Piso

A plataforma digital contempla a cadeia produtiva das artes cênicas em todas as etapas: da formação e criação, à conexão e difusão de artistas e trabalhos, independentemente de onde se localizam. Idealizada pelo In-Próprio Coletivo, também é um projeto selecionado em edital da Secel, neste caso, o MT Criativo. Para saber mais sobre a plataforma, acesse o perfil do Instagram @aprimeiropiso.

O In-Próprio Coletivo é um grupo que reúne artistas de diferentes linguagens, privilegiando processos compartilhados de criação e composição. Em seu repertório possui OraMortem (2014), Não cabe mais, gente! (2015), in-Próprio para Dinossauros (2018), e Despeça-te, uma desmontagem de OraMortem (2021).  A sede fica no Espaço Cultural Metade Cheio, em Cuiabá, onde desenvolve curadorias, formação artística, eventos e outros projetos.

Serviço

Espetáculo: Quando tudo era mar

Data e hora: 24 a 28 de novembro, 19h (MT) / 20h (BSB)

Ingressos gratuitos e limitados pela plataforma www.aprimeiropiso.com

Mais informações: (65) 98112-0169

Plataforma digital para formação, criação e difusão das artes cênicas será lançada nesta terça-feira (23).

A plataforma 1º PISO, idealizada pelo In-Próprio Coletivo, será lançada na próxima terça-feira (23.11), às 19h, em uma live. A plataforma www.aprimeiropiso.com contempla a cadeia produtiva das artes cênicas em todas as etapas: da formação e criação, à conexão e difusão de artistas e trabalhos, independentemente de onde se localizam. O projeto foi selecionado no edital MT Criativo, realizado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

O lançamento contará com a participação do ator e diretor Odilon Esteves e o tema “Territórios cênicos digitais: sobre atravessar fronteiras e criar comunidades”. Já é possível conhecer mais sobre a plataforma pelo perfil do Instagram @aprimeiropiso. Na rede social, uma minissérie de lives informativas é realizada diariamente até a data do lançamento.

O coletivo aposta na construção de um território virtual a partir da economia criativa e colaborativa. “Um único território que abriga várias frentes de trabalho para fazer as artes da cena acontecerem. A ideia é mediar uma rede de colaboradores capacitados para atender demandas específicas”, destaca a atriz e diretora de teatro Dani Leite.

Na prática, a 1º PISO funcionará como uma plataforma para realização de residências artísticas, consultorias, mentorias, cursos de curta duração e exibição de espetáculos para um público ávido por consumo e fruição de artes da cena. Oportunidades de formação e co-criação para artistas com trabalhos em diferentes fases de concepção.

“Chamamos a plataforma de 1º PISO como uma provocação ao encontro com nosso ‘chão’ de criação, esse lugar onde queremos pisar. É um espaço de incentivo à autoria artística”, complementa a atriz e iluminadora Karina Figueredo.

O projeto também publica um podcast quinzenalmente. O primeiro episódio de “O que POD o que teatro?”, com o tema “Criações em coletivo” e participação dos artistas conterrâneos Douglas Peron e Everton Britto, já está disponível no Spotify.

O catálogo virtual da 1º PISO deverá agregar múltiplas linguagens. Nele podem constar espetáculos de teatro, dança e circo, performances, desmontagens, documentários, shows, vídeos-dança, vídeos-arte e outras produções de curta, média e longa-metragem independente.

Agenda 2021

Em novembro e dezembro de 2021, a 1º PISO oferece uma programação gratuita com palestra, curso, bate-papo e exibição de espetáculo. A primeira temporada de apresentações fica por conta dos anfitriões do in-Próprio Coletivo, que exibem “Quando tudo era mar”.

Já a primeira residência artística da plataforma terá o tema “Honestidade Artística” e será realizada por Neto Machado e Jorge Alencar, da Dimenti Produções Culturais (BA). Após um primeiro período de inscrições gratuitas, essa será a primeira ação paga na plataforma.

Serviço

Plataforma 1º PISO

Acesso: www.aprimeiropiso.com

Lançamento: 23 de novembro de 2021, às 19h

Agenda 2021: 24 de novembro a 15 de dezembro. Inscrições gratuitas.

Residência artística: 01 a 03 + 06 e 07 de dezembro.

Inscrições:

23 a 26/11 - Gratuito

27 a 29/11 - R$ 50,00 (50% de desconto)

30/11 a 01/12 - R$ 100,00

Informações: Instagram @aprimeiropiso

Episódios do Podcast ‘O que POD o teatro?’ no Spotify aqui

 

Domingo, 21 Novembro 2021 05:00

'Uma história de fé'

Mostra fotográfica acontece no Sesc Arsenal.

Foi aberta na noite do último dia 19 a exposição fotográfica "Uma história de fé", que ocorre no SESC Arsenal. O projeto busca contar, por meio de fotografias das igrejas que compõem o patrimônio histórico arquitetônico religioso de Cuiabá, um pouco da cultura e da fé do nosso povo. 

 “Quem caminha pela capital mato-grossense, sem mesmo conhecer nosso passado, pode notar a riqueza histórica dos prédios e casarios espalhados pela cidade. Diante de tanta variedade escolhemos o patrimônio da cultura religiosa, propondo registrar ao caminho de uma expedição fotográfica urbana, os estilos arquitetônicos que demonstram épocas, características e carregam registros do que se passou em nossa fundação e trajetória”, explica a produtora Glaucia Bauermeister, organizadora do projeto.

 A mostra retrata as igrejas que fazem parte desta história, trazendo o antigo e o novo, contando um pouco dessa trajetória, através dos cliques do fotógrafo carioca João Carlos Lopes, que foi convidado especialmente para participar da expedição que deu origem à exposição, e será através do olhar dele, que o público poderá admirar a riqueza do patrimônio cultural arquitetônico e religioso retratado na exposição.

João é um carioca apaixonado pelas belezas de Mato Grosso e há anos realiza expedições no estado focadas em fotografia da cultura local e de natureza.

 O projeto de autoria de Glaucia Bauermeister  foi contemplado pela Lei Aldir Blanc e apoiado pela Secretaria Municipal de Cultura de Cuiabá. A produtora que tem em seu currículo a realização de eventos ligados a música, educação, comunicação, cultura e arte em Mato Grosso, conta que a motivação para realização do projeto se deu em grande parte pela percepção de que essa grande riqueza histórica não seria tão observada ou talvez reconhecida pela população local. E esse é o objetivo principal do projeto, dar foco e vida, voltando o olhar da nossa população para parte da riqueza cultural histórica e arquitetônica de nossa cidade, reforçando assim as nossas raízes e a identidade regional.

 Na ocasião do lançamento da exposição, também foi divulgado um blog fotográfico com mesmo tema. O objetivo dele é perpetuar o projeto e assim levar as imagens a um número ainda maior de pessoas. A previsão é de que a exposição siga aberta ao público nos próximos 90 dias após o lançamento.

 

Artista  plástica brasileira se destaca nos EUA e quer muito trazer sua arte para o Brasil.

 Ao olhar para trás, Flávia Carvalho Jackson, artista plástica relembra tudo que passou para ter um encontro com sua vocação profissional e artística.  De natureza empreendedora, aos 16 anos já vendia doce na escola. Em sua vida já empreendeu várias vezes, porém foi na arte que encontrou sua verdadeira vocação. 

Filha de socióloga,  sua mãe criou seus três filhos  sozinha, com muito esforço e dedicação. Aos 23, começou a viajar mundo afora. Aos 30 anos abriu uma agência de turismo e aos 37 anos mudou-se para Miami. 

Ao chegar em Miami, uma situação completamente diferente do Brasil, Flavia precisou empreender novamente ao aprender um novo idioma e se redesenhar profissionalmente mais uma vez.

Flávia vive na América há 7 anos e além da arte, o país lhe apresentou o amor, foi lá que  conheceu seu esposo. De forma entusiasmada, a artista nos revela que o  marido contribuiu para se conectar ainda mais com a arte, a convivência, conversas sobre música, cultura e arte onde ficou evidente a afinidade pelos mesmos gostos, aproximando-os cada vez.  Porém há apenas  um ano começou a pintar e hoje se sente realizada por tudo que vem acontecendo em sua vida. 

"Na vida a gente tem a oportunidade de ser coadjuvante ou protagonista" e Flávia conta que sempre  tentou ser protagonista da sua história, sempre buscando o verdadeiro sentido da vida e o que realmente vale a pena, nesta vida tão linda e breve.

O despertar

Apesar de já ter uma forte conexão com a arte e ser apaixonada, o despertar  veio ao receber de presente do seu sogro, um baú de madeira que pertenceu a  mãe dele, que foi professora de arte, ela conta que quando abriu o baú foi tomada de muita emoção, pois haviam objetos, recibos, pincéis,  e especialmente uma pintura em papel  datada de 1960, que ao  olhar, sentiu-se inteiramente tocada. 

As lembranças do momento ainda são fortes, Flávia conta que imediatamente parou tudo o que estava fazendo e foi enquadrar, ao voltar para seu escritório, com a pintura em mãos, colocou atrás da mesa de escritório, e era como se a imagem se comunicasse com ela de forma muito forte. "Me perguntei como pode um pedaço de papel com algumas cores e formas e uma assinatura ter me tocado tanto e como pode a pessoa que o fez a mais de 60 anos atrás, estar aqui tão presente, em forma desta arte.   Imediatamente voltei na loja  que enquadrei a arte e comprei suplementos para eu começar a pintar. Naquela  noite fiz meu primeiro quadro e eu não consigo descrever tamanha a satisfação e alegria em só poder olhá-lo", relembra.

A oportunidade

Flávia conta que nunca estudou arte, é autodidata e foi aprendendo com as pinturas que ia fazendo, expondo suas obras no Instagram. De abril para cá, pintou mais de 100 peças  até que foi convidada para expor junto com outras mulheres no Mark arts, museu que pertence à família kock,  referência em arte no mundo. Foi nesse evento que o inesperado aconteceu, em meio a tantas artes maravilhosas de grandes artistas, uma obra sua foi elogiada por um artista renomado, James Gross (Jim Gross), que tem suas peças em museus importantíssimos ao redor do mundo. 

A brasileira descreve o elogio, como algo surreal,  Jim  elogiou a sua arte e no meio artístico, quando um artista renomado faz esse tipo de elogio, em especial a um artista novo, abre-se grandes portas, "Ele viu talento na minha arte, e isso é como uma chave garantida para o sucesso de um novo artista", além do elogio, ela conta que também nessa exposição vendeu a sua maior peça para uma colecionadora de artes. Esses dois fatores geraram oportunidade e portas abertas para novas exposições em galerias e tem impulsionado sua carreira artística. 

Com alegria e gratidão, ela pontua que o fato de ter sido convidada  tão rapidamente para expor em um evento desse porte, sua arte ter sido elogiada e ter vendido sua peça para uma grande colecionadora,  foram os elementos que juntos impulsionaram a carreira de forma tão rápida, inclusive com convites para expor em Miami e no Brasil. 

Aos 44 anos, com ascensão no mercado internacional, a artista diz que quer levar sua arte para o Brasil, sua terra natal  e participar em projetos sociais. "Aonde a minha arte puder chegar eu quero estar. Tudo  que você faz  com amor e dedicação é impossível não dar certo", finaliza Flávia.

 

Terça, 16 Novembro 2021 09:44

“Arte na Rua”

O Último Tom da Cor": Escadaria do Beco Alto tem visual renovado com obras de artistas regionais

A escadaria do Beco Alto, localizado no Centro Histórico de Cuiabá, foi ponto de encontro no último sábado (13)  de artistas plásticos e  grafiteiros. A ação, uma homenagem no mês em que se celebra o dia da Consciência Negra (20 de novembro), contou ainda com muita música, dança, capoeira e poesias. Assim foi o encontro ‘Arte na Rua: O Último Tom da Cor', realizado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, e o Museu da Imagem e Som (Misc).

A iniciativa é mais uma estratégia de fomento à cultura e potencializa o potencial turístico da capital mato-grossense. O evento prestou ainda uma homenagem ao mestre Pastinha - (Vicente Ferreira) - falecido há quatro décadas e que foi um dos principais mestres de Capoeira da história do Brasil. 

Cada artista, respeitando seu estilo, registrou seu trabalho a fim de expressar um conceito. Carlos Pina é grafiteiro há pouco mais de cinco anos. A imagem escolhida foi o ‘Escravo Tigre’, uma  figura conhecida na época dos séculos XXVIII e XIX.

“Sou um estudioso da história, principalmente da nossa eterna Cuiabá, a cidade de antigamente”, contou Carlos. Já a artista plástica Elaine Fogaça, 24 anos, pintou um rosto com flores ao redor.

“Utilizo a técnica da aquarela. Pintura em papéis. É a minha primeira vez. Curti muito. É uma coisa que vou começar a praticar, arte na rua”, declarou a jovem. 

“Os pontos históricos da capital merecem esse cuidado retratado através da arte produzida pelos artistas locais. A Prefeitura de Cuiabá tem investido como forma de fortalecer a cultura regional”, finalizou a secretária municipal de Cultura, Esporte e Lazer, Carlina Jacob.

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