Educação

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Resultado sai no dia 3 de agosto.

Começam nesta terça-feira (27) as inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do segundo semestre de 2021. Os candidatos interessados poderão efetuar a inscrição no portal do Fies até o dia 30 de julho.

Os estudantes que realizaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010 poderão pleitear uma bolsa no programa de financiamento deste ano. Além disso, os estudantes deverão ter média mínima de 450 pontos e nota superior a zero na redação.

Cronograma

Inscrições

27 a 30 de julho

Resultado dos pré-selecionados em chamada única

3 de agosto

Prazo para complementação da inscrição dos pré-selecionados na chamada única

4 a 6 de agosto

Lista de espera

4 a 31 de agosto

Histórico

O Fies é um programa do Ministério da Educação (MEC) que tem por objetivo conceder financiamento a estudantes em cursos superiores particulares, com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo MEC e ofertados por instituições de educação superior privadas aderentes ao programa.

O novo Fies é um modelo de financiamento estudantil que divide o programa em diferentes modalidades, possibilitando juros zero a quem mais precisa e uma escala de financiamentos que varia conforme a renda familiar do candidato. (Fonte: Agência Brasil)

 

Domingo, 25 Julho 2021 05:00

Busca Ativa Escolar

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TCE-MT mobiliza instituições e busca adesão de municípios com lançamento de ferramenta  que visa o combate à evasão e abandono escolar.

Ao mobilizar entidades da administração estadual, governo e prefeituras, o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), amplia a efetividade da plataforma Busca Ativa Escolar. A ferramenta, desenvolvida pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), visa o combate à evasão e abandono escolar e foi oficialmente lançada no último dia 21.

A proposta de adesão à estratégia reuniu representantes de diversas instituições em evento realizado em formato híbrido.

Durante o lançamento o presidente do TCE-MT, conselheiro Guilherme Antonio Maluf, falou sobre o preocupante cenário da educação no país e destacou a importância da Busca Ativa Escolar. "O Tribunal se uniu de forma muito consciente e ativa à Unicef, porque precisamos melhorar o sistema educacional no Brasil, especialmente diante das graves consequências impostas pela pandemia", disse.

O supervisor da estratégia, conselheiro e ouvidor-geral do TCE-MT, Antonio Joaquim, chamou a atenção para os números da evasão no Brasil: cerca de cinco milhões de crianças e adolescentes estão fora da sala de aula. "Imaginem o impacto disso para a sociedade e para essas crianças, que não estão recebendo educação adequada. É um dever cívico que todos estejam engajados nesse projeto."

Neste contexto, destacou ainda que, em Mato Grosso, apenas 15% dos municípios aderiram à plataforma. "A estratégia é muito eficiente e precisa ser implantada por todos, por isso aprovamos a nota técnica de comunicação aos gestores. Esse documento tem dois objetivos básicos: o primeiro é universalização por todos os 141 municípios, e o segundo é identificar os alunos que estão excluídos para trazê-los de volta."

Segundo a oficial de comunicação da Unicef, Ida Pietricovsky Oliveira, o engajamento do TCE-MT é fundamental, uma vez que a instituição tem amplo trabalho no controle e realização de políticas públicas. Para além dos problemas relacionados à evasão e abandono escolar, ela também alertou para os altos índices de crianças e adolescentes com distorção de idade e série.

Em sua opinião, a reintegração destes estudantes está além da área da educação. "Nesse sentido a Unicef entende que são necessárias diversas articulações, uma vez que a educação sozinha não pode responder por tudo. É preciso uma série de políticas que garantam que a criança chegue à escola, esteja alimentada, vestida, cuidada. A escola tem que oferecer suporte institucional", avaliou Ida.

Diante disso, vale ressaltar que, no estado, os principais motivos para exclusão escolar de meninas e meninos informados pelos municípios participantes da estratégia são falta de infraestrutura escolar e mudança de domicílio, viagem ou deslocamentos frequentes. Em seguida vem o desinteresse pela escola e a falta de documentação da criança ou adolescente.

Uma nova reunião já foi marcada para o dia 25 de agosto na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), quando será feito o primeiro levantamento das ações.

Adesão

Na ocasião, o titular da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Alan Porto, explicou que o Governo já tem articulado junto à AMM e aos municípios para incentivar a adesão à ferramenta, disponibilizada gratuitamente. 

Ele também reforçou que esta é uma ação intersetorial. "Envolve a Secretaria de Saúde, de Assistência Social, prefeitos, secretários municipais e estado, para somarmos juntos a esse movimento. Objetivamos tanto reduzir a evasão quanto recuperar a aprendizagem dos nossos estudantes", sustentou.

De acordo com o presidente da AMM, Neurilan Fraga, é fundamental discutir o assunto em um momento em que o retorno das aulas presenciais também é foco de debate. "Todo esse trabalho será de extrema valia neste contexto, porque vai ajudar com que tenhamos retorno com segurança e com a garantia de que nossos alunos estejam dentro da sala de aula."

O promotor do Ministério Público Estadual (MPE) Miguel Slhessarenko, por sua vez, reforçou que a ação mostra que a atuação do TCE-MT está além da fiscalização de contas, implementando de forma qualitativa políticas públicas. "Estamos em um momento em que as escolas precisam reabrir. A Busca Ativa é uma ferramenta para que estudantes voltem à escola, uma vez que aulas remotas os fizeram desistir."

O deputado estadual Wilson Santos classificou o lançamento como oportuno. "Não é a primeira vez que o Tribunal provoca o estado no sentido de buscar a qualidade da nossa educação. Nesse momento de pandemia muitos alunos não têm acesso a equipamento adequado ou internet e os que tiveram, apresentaram baixa aprendizagem. Então, quando se trata desta agenda, a Assembleia será parceira", concluiu.

 

 

Afirmação é de professor da USP que lança livro sobre o estatuto.

 Há 31 anos o Brasil implementava um marco na proteção dos direitos da criança e do adolescente: o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Tendo como princípio fundamental a proteção integral desse público, o marco legal garante direitos como o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização e à proteção ao trabalho, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar. E determina que todos devem zelar por esses direitos: família, sociedade e poder público.

Ao comemorar o aniversário do estatuto, o professor de educação da Universidade de São Paulo (USP) e pedagogo Roberto da Silva pontuou as alterações mais significativas no próprio texto do documento. De acordo com Silva, houve mais de 400 avanços no ECA nesse período. Segundo ele, o estatuto “ajudou a criar uma infraestrutura que não existia; reformulou sistemas de saúde, educação, de trabalho da polícia”.

O professor destacou que boa parte dessas mudanças se refere à ampliação dos direitos das mães dessas crianças e adolescentes, principalmente nos aspectos de alimentação, saúde e cuidados, além de direitos trabalhistas e previdenciários.

Para essas alterações contribuíram as atividades do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Educação em Regimes de Privação da Liberdade, coordenado por Silva na Faculdade de Educação da USP. O grupo teve participação ativa na elaboração do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) e do Plano Nacional de Convivência Familiar e Comunitária.

Roberto da Silva destacou que o plano fechou o ciclo do reordenamento institucional ao regulamentar a prática do acolhimento. Os gigantescos abrigos onde ficavam mais de 1,5 mil crianças e jovens foram substituídos por casas pequenas, com capacidade para cerca de 20 crianças, tornando mais fácil o acompanhamento e a fiscalização.

Na área da adoção, foi resolvido um grande problema, que era o lobby de organizações religiosas que criaram um “mercado internacional de adoção”, citou o professor da USP. “Nós tínhamos mais adoções internacionais do que adoção nacional, no Brasil”. Hoje a adoção internacional é tratada somente no âmbito da excepcionalidade.

No caso da adoção nacional, Silva considera que o Cadastro Nacional de Adoção, criado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), ainda carece de eficácia. Isso ocorre, conforme explicou, porque alguns juízes ainda acham que a adoção deve ser feita na comarca e no estado deles, “quando, na verdade, o cadastro nacional é para universalizar a adoção de adotantes e adotandos no país inteiro”.

Roberto da Silva viveu na rua e em abrigos dos 2 anos aos 18 anos de idade. “Passei pelos dois Códigos de Menores de 1927 e 1979, durante o cumprimento de penas, em São Paulo”, narrou. Silva contou que muitos dos meninos que foram criados com ele no abrigo encontrou dentro da prisão, onde permaneceu por dez anos. Foi ao sair da cadeia que tomou a decisão de estudar e se formar em professor de educação.

Pandemia e novos desafios

Segundo o professor, a pandemia do novo coronavírus trouxe novos desafios para o cumprimento do ECA. Para ele, se as crianças e adolescentes foram a faixa menos atingida pela covid-19, recorrendo pouco ao Sistema Único de Saúde (SUS), na área da educação, houve grandes deficiências. “A escola faz muita falta para eles. O direito da aprendizagem ficou muito comprometido durante esse período”, analisou.

Silva enfatizou que o desafio daqui para a frente é rever “a função social da escola pública no Brasil”.  Segundo ele, durante muitos anos houve um processo de transferência da responsabilidade da família para a escola e dos pais para os professores. Neste momento de pandemia, a escola devolveu a responsabilidade para as famílias e os professores aos pais. Para o professor, o que se viu foi que famílias e pais não estão suficientemente preparados para acompanhar o processo de escolarização dos filhos.

Roberto da Silva afirmou que as famílias perceberam é que a escola ocupava o tempo livre da criança para eles poderem trabalharem e gerar renda e alimentação. “O que menos fez falta foi o estudo, foram as lições. Nesse sentido, a escola precisa se reerguer”.

Para abordar o tema, Roberto da Silva decidiu organizar um e-book intitulado ECA 31 Anos – Nem a Pandemia Nem o Ódio Podem Matar Nossos Sonhos. O trabalho reúne textos de 40 alunos da Faculdade de Educação da USP. Silva explicou que esses alunos nasceram na vigência do ECA e não conhecem grande parte da história de lutas que levou à criação do estatuto. “Mas tentaram uma aproximação da parte da política de implementação dos direitos da criança e do adolescente e acabaram descobrindo coisas muito interessantes para o educador”.

Até o dia 17 deste mês, o professor Silva e seus alunos participarão de lives para discutir os textos do livro, que pode ser encontrado nas lojas de livros digitais. As lives serão realizadas na página da Faculdade de Educação da USP. (Fonte: Agência Brasil)

 

Terça, 13 Julho 2021 05:00

Inscrições para o Prouni começam hoje

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Começam hoje (13) e vão até sexta-feira (16) as inscrições para o Programa Universidade para Todos (Prouni), do Ministério da Educação. O programa oferece bolsas de estudo, integrais e parciais (50%), em instituições particulares de educação superior, em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, a estudantes brasileiros sem diploma de nível superior. 

O resultado da primeira chamada está previsto para o dia 20 de julho.   

Para concorrer às bolsas integrais, o estudante deve comprovar renda familiar bruta mensal, por pessoa, de até 1,5 salário mínimo. Para as bolsas parciais (50%), a renda familiar bruta mensal deve ser de até 3 salários mínimos por pessoa.

Somente poderá se inscrever no Prouni o estudante brasileiro que não possua diploma de curso superior e que tenha participado do Enem mais recente e obtido, no mínimo, 450 pontos de média das notas. Além disso, o estudante não pode ter tirado zero na redação.

As modalidades de participação são para os estudantes que tenham cursado todo o ensino médio na rede pública, ou na rede particular na condição de bolsista integral da própria escola; estudantes com deficiência, neste caso, não é necessário ter cursado todo ensino médio na rede pública ou na rede particular na condição de bolsista integral da própria escola e, por fim,  professores  da rede pública de ensino, no efetivo exercício do magistério da educação básica, integrantes de quadro de pessoal permanente de instituição pública. Nesse caso, não é necessário comprovar renda.

O candidato a bolsas do Prouni não precisa fazer vestibular nem estar matriculado na instituição na qual pretende se inscrever. Entretanto, é permitido às instituições participantes do programa submeter os pré-selecionados a processo seletivo específico, isento de cobrança de taxa. Essa informação será dada ao candidato no momento da inscrição.

 

O processo seletivo do Prouni tem uma única etapa de inscrição. A inscrição, gratuita, é feita exclusivamente pela internet, na página do Prouni. O candidato pode escolher, em ordem de preferência, até duas opções de instituição, curso e turno dentre as bolsas disponíveis, de acordo com seu perfil. O candidato com deficiência ou que se autodeclarar indígena, preto ou pardo pode optar por concorrer a bolsas destinadas a políticas de ações afirmativas. Durante o período de inscrição, o candidato pode alterar as opções. Será considerada válida a última inscrição confirmada.

Encerrado o prazo de inscrição, o sistema do Prouni classifica os estudantes de acordo com as opções e as notas obtidas no Enem. Os estudantes são pré-selecionados em apenas uma das opções de curso, observada a ordem escolhida no momento da inscrição e o limite de bolsas disponíveis.

Serão realizadas duas chamadas. A cada chamada, os candidatos pré-selecionados têm um prazo para comparecer à instituição de ensino e apresentar os documentos que comprovem as informações prestadas na ficha de inscrição. Para certificar-se da veracidade das informações prestadas, a instituição pode pedir ao estudante outros documentos que julgar necessários.

É permitida às instituições a realização de processo seletivo próprio dos pré-selecionados pelo Prouni. Essa informação é dada ao candidato no momento da inscrição. Nesses casos, as instituições que optarem por processo próprio de seleção devem explicar formalmente aos estudantes, no prazo máximo de 24 horas da divulgação dos resultados das chamadas, a natureza e os critérios de aprovação, os quais não podem ser mais rigorosos do que aqueles aplicados aos pré-selecionados em seus processos seletivos regulares. É vedada a cobrança de taxas para realização do processo seletivo próprio.

Ao final das duas chamadas, o candidato pode manifestar interesse em participar da lista de espera do Prouni. As bolsas eventualmente não preenchidas nas duas chamadas serão ocupadas pelos estudantes participantes da lista de espera que comprovarem as informações prestadas na ficha de inscrição. (Fonte: Agência Brasil)

 

 

Candidato precisa ter feito Enem.

O Ministério da Educação publicou no último dia 28 os editais com os prazos e critérios de inscrição nos processos seletivos do Programa Universidade para Todos (Prouni), Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). As regras são referentes à seleção do segundo semestre deste ano. 

Os critérios foram publicados na edição de segunda-feira no Diário Oficial da União.

As inscrições para bolsas do Prouni  começam no dia 13 de julho e vão até 16 de julho na página do programa. Para realizar a inscrição, o candidato precisa ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2020 e ter tirado, no mínimo, 450 pontos de média em cinco provas do exame. 

As inscrições para o Fies começam em 27 de julho e vão até 30 de julho e estarão disponíveis na página do programa na internet. Para se inscrever, a exigência é a de que o candidato tenha participado do Enem, a partir da edição de 2010, e tenha obtido média aritmética das notas nas cinco provas do exame igual ou superior a 450 pontos e nota superior a zero na redação. Também é necessário possuir renda familiar mensal bruta, por pessoa, de até 3 salários mínimos. 

As inscrições para o processo seletivo do Sisu serão realizadas entre 3 e 6 de agosto. É preciso ter feito o Enem de 2020 e ter obtido nota superior a zero na prova de redação, desde que não tenha participado como treineiro.

Mais informações podem ser encontradas na página do Ministério da Educação. 

TCE-MT promove adesão a ferramenta da Unicef para combate à evasão escolar no Estado.

A exclusão e o abandono escolar, que afeta a vida de milhares de crianças e adolescentes brasileiros, ganham novos contornos com as limitações impostas pela pandemia de Covid-19. Para ajudar a diagnosticar e combater estes fenômenos, o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) estimulará a adesão à Busca Ativa Escolar, do Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O programa tem base estratégica composta por metodologia social e ferramenta tecnológica, disponibilizadas gratuitamente às gestões municipal e estadual. Portanto, a proposta de implementação no Estado, divulgada pelo TCE-MT na última semana, resultará, em um primeiro momento, na emissão de nota técnica, solicitando a adoção da ferramenta pelos 141 municípios mato-grossenses.

Com resultados positivos já constatados, a proposta será conduzida conjuntamente pela Secretaria de Controle Externo (Secex) de Educação e Segurança e pela Secretaria de Articulação Institucional e Desenvolvimento da Cidadania (SAI). Além disso, o trabalho conta com a parceria do conselheiro Antonio Joaquim, relator das contas de gestão da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), que tem papel central na ação.

De acordo com o conselheiro, a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) também dará suporte a esta missão. “É um trabalho imprescindível para identificarmos a evasão e o abandono e tomarmos as providências necessárias para combatê-los. Me refiro ainda a questão da pandemia, que alterou esta relação com o formato virtual. Também é necessário considerar este fator”, disse.

Na opinião de Antonio Joaquim, a ferramenta vai ao encontro do método preventivo, adotado pelo TCE-MT. “A prevenção é mais eficaz. É preciso contribuir para que as políticas públicas ocorram. Quando falamos sobre educação, a questão é muito mais sensível. Se não há informações sobre quantos alunos estão estudando, não tem como adotar medidas para recuperar a ausência desses estudantes”, pontuou.  

A titular da Secex de Educação e Segurança, Mônica Acendino, por sua vez, explicou que, por meio da Busca Ativa Escolar, os gestores terão acesso a dados concretos, que possibilitam planejar, desenvolver e implementar políticas públicas que contribuam para a garantia de direitos de meninas e meninos. Ela destaca ainda que, em Mato Grosso, cerca de 75% dos municípios não estão ativos no programa.

Segundo a secretária, depois de mobilizar os municípios para que todos façam a adesão, o trabalho do Tribunal ganhará sequência com o monitoramento e orientação dos adesos. “Prestaremos continuamente orientações aos gestores para, posteriormente, avaliarmos, por meio de ações de controle, qual a efetividade das medidas adotadas”, afirmou.

Neste contexto, Mônica também chamou a atenção para o fato de que o programa reúne representantes de diferentes áreas – Educação, Saúde, Assistência Social, Planejamento, fortalecendo, dessa forma, a rede de proteção. “A metodologia é validada por especialistas e pesquisadores da área e já deu resultados positivos em outros estados. Por isso resolvemos implementá-la aqui”, concluiu.

Busca Ativa Escolar

A Busca Ativa Escolar disponibiliza dados sobre a exclusão e o abandono escolares no Brasil, nas cinco regiões, nos estados e nos municípios. Fornece, ainda, dados sobre situação de adesão e de implementação da estratégia em todo o país. A intenção é apoiar os governos na identificação, registro, controle e acompanhamento de crianças e adolescentes que estão fora da escola ou em risco de evasão.

Nesta cadeia, cada secretaria e profissional tem um papel específico e todo o processo é acompanhado pela ferramenta tecnológica, que funciona como um grande banco de dados que facilita a comunicação entre as áreas, armazena dados importantes sobre cada caso acompanhado e apoia na gestão das informações sobre a situação da criança e do adolescente no município e/ou estado.

A ferramenta foi desenvolvida pelo Unicef, em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e com apoio do Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Autismo na escola é tema de formação com professoras do Infantil e séries iniciais.

A inclusão de crianças com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) no ambiente escolar foi tema de uma roda de conversa com professoras da Educação Infantil e Fundamental Séries Iniciais. O bate-papo aconteceu no último dia (17e foi conduzido pela psicóloga Glauciele Oliveira Santos e a terapeuta Dhullye Hiara, que atendem alunos matriculados na ECSA.

De acordo com Glauciele, a maior dificuldade relatada por mães e pais de crianças autistas é quanto à aceitação das escolas em receberem alunos nesta condição. Segundo ela, ainda há muitas dúvidas e receios por parte de educadores, o que impacta o desenvolvimento dos autistas nas séries iniciais. A psicóloga destaca a importância de observar alguns requisitos ligados ao comportamento do autista antes da decisão em matricular a criança na escola.

“Fala-se muito em inclusão hoje dia, porém, nem toda criança autista está preparada para a escola. O diagnóstico precoce é fundamental para o desenvolvimento de diferentes habilidades”, explica.

A psicóloga, que atua na área de desenvolvimento infantil, estuda e trabalha com crianças autistas há cerca de quatro anos, relatou que em geral o autismo é acompanhado de outras comorbidades. Por este motivo, a criança deve ser observada com atenção e cuidado. Conforme o nível de autismo identificado, profissionais como a terapeuta Dhullye Hiara são indicados para o acompanhamento de autistas na escola.

“Minha atuação na sala de aula é um apoio aos professores e o trabalho de desenvolver a criança autista junto das demais. Em alguns momentos, o autista exige atenção específica e estímulos diferentes dos outros alunos para a realização e participação em atividades”, complementa Dhullye.

As duas profissionais acompanham há dois anos o aluno Pedro, do Jardim I da ECSA. O menino foi diagnosticado com autismo quando tinha 1 ano e três meses, o que facilitou seu progresso em alguns comportamentos. Atualmente, o garoto já desenvolve diversas atividades, interage com os colegas, entre outros avanços.

“A inclusão social não pode ser só um slogan. É nosso dever colocá-la em prática no dia a dia. Quando eu aceito um aluno autista na escola, enxergo-o como qualquer outro. Toda criança exige um trabalho educacional. No caso do autista precisamos desenvolver um trabalho específico. Acreditamos em um mundo melhor e isso inclui todas as crianças. Vê-las no ambiente escolar me enche de esperança”, finalizou a diretora da ECSA, Márcia Bezerra.

 

Duas estudantes da Escola Estadual Governador José Fragelli, a Arena da Educação, representam Mato Grosso na final da Feira Brasileira de Jovens Cientistas (FBJC), que será realizada a partir do dia 23 de junho, de forma virtual. Samara Teixeira Dionizio e Yasmin Ruiz Siqueira são alunas do 3º e 2º anos do Ensino Médio, respectivamente.  

Samara participa com o projeto “Statsimple”, sobre o uso da estatística no basquete com o auxílio do software LiveStats, que é o mesmo programa usado pela Federação Internacional de Basquete (FIBA) para a coleta de dados estatísticos nas competições oficiais.

Orientador do trabalho, Fernando Vieira argumenta que a ideia do projeto é trazer o conteúdo aplicado em sala para a quadra de basquete, visto que a Arena da Educação é uma escola vocacionada ao esporte. “Estamos confiante com o projeto de nossa aluna Samara”, assinala.

Yasmin Ruiz levará o projeto “os limites do corpo na era digital”, que aborda como a tecnologia tem exercido influência no nosso corpo, na alimentação e quais os seus efeitos causados pelo uso excessivo dos aparelhos digitais.

A orientadora, Ligia Lewerger Ruiz, destaca a importância do projeto para uma profunda reflexão sobre a utilização dos aparelhos tecnológicos e as suas consequências no corpo físico e emocional. “Sabemos que a tecnologia hoje é necessária, porém, é preciso ter responsabilidade com o seu uso prolongado”, frisa.

A co-orientadora dos projetos, Majô Cristine Lopes Dias Figueiredo, explica que os projetos serão avaliados por área e os melhores pontuados serão premiados. Os projetos com maior pontuação em cada área serão contemplados com R$ 1.000,00 em espécie. Os outros prêmios são credencias para participação em feiras nacionais e internacionais.

“Além da possibilidade de prêmios, a participação no evento acrescenta no processo de ensino-aprendizagem dos estudantes, além da experiência de apresentar em um evento de relevância nacional”, destaca.

As duas alunas estão em expectativa desde abril quando foram divulgados os três projetos finalistas de Mato Grosso. Além das duas alunas da Arena da Educação, foi selecionado um projeto do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Mato Grosso (IFMT), de Tangará da Serra. “Inteligência Artificial baseada nos Sistemas Imunológicos Aplicada ao Diagnóstico de Câncer de Mama”.

A FBJC tem como objetivo divulgar projetos científicos para estudantes, professores e público em geral. Nesse evento, os trabalhos apresentados podem ser lapidados por meio dos feedbacks da comissão julgadora, além de conectar alunos e professores de todo o Brasil, valorizando a produção científica e os pesquisadores.

Para mais informações sobre a FBJC, acesse http://www.fbjc.com.br/index.php 

 

 

 

 

 

A emissora pode ser sintonizada nos canais 30.1 e 30.2 pela TV aberta e por meio das parabólicas na frequência do Satélite C2 Star One frequência 3645.

A partir desta segunda-feira (14.06), os alunos de Mato Grosso poderão começar a se preparar para o Concurso de Redação organizado pela Seduc, por meio de aulas transmitidas na TV Assembleia (TVAL). Em dois horários, das 09h às 10h e das 17h às 18h, será apresentada uma trilha formativa, que é um percurso que prepara o estudante para desenvolver um projeto. Serão exibidas aulas de redação, interpretação, literatura e projeto de vida. As aulas também servirão como preparatório para o Enem.

A emissora pode ser sintonizada nos canais 30.1 e 30.2 pela TV aberta e por meio das parabólicas na frequência do Satélite C2 Star One frequência 3645. Para quem tem internet, o acesso é pelo canal do programa no You tube da Assembleia Legislativa.

Segundo a coordenadora de Ensino Médio da Seduc, Giseli Maciano, como a TVAL atinge todo o Estado por meio de antena parabólica, a expectativa é chegar ao maior número possível de alunos do ensino médio.

O concurso de redação envolve toda a escola, com participação da equipe gestora e profissionais da educação. A expectativa de Giseli é que todos nas escolas vão colaborar no atendimento ao aluno, principalmente tirando dúvidas a respeito do concurso de redação.

“Tudo isso é um trabalho preparatório para o concurso de redação cujas inscrições começam no dia 5 de julho”, assinala.

O concurso é destinado aos estudantes do 3º ano do Ensino Médio e o objetivo é estimulá-los a desenvolverem a escrita do texto dissertativo-argumentativo, as habilidades exigidas pelo Enem e a análise crítica frente aos problemas sociais.

Como participar do concurso

As inscrições serão feitas de 5 a 30 de julho. Para participar, o estudante deve se inscrever no canal do Pré-Enem [email protected] MT no You tube da Seduc e assistir às aulas de redação e interpretação de texto: Diferença entre competências e habilidades; Texto dissertativo-argumentativo - introdução; texto dissertativo-argumentativo: desenvolvimento; e texto dissertativo-argumentativo: conclusão.

As aulas estão disponíveis na playlist “Inscrição Concurso de Redação”. Após essa etapa, os estudantes terão que preencher o formulário de inscrição com questões relacionadas aos temas tratados nestas aulas.

O link para o formulário de inscrição será disponibilizado no último vídeo da playlist e estará aberto para preenchimento apenas durante o período de inscrição (5 a 30 de julho).

Os estudantes classificados entre o 11º e o 20º lugar receberão menção honrosa. Do 1º ao 10º, haverá premiação (ainda a ser definida pela Seduc-MT) aos estudantes, aos professores de língua portuguesa que os orientaram e à unidade escolar a qual pertencem.

O concurso é organizado pela Superintendência de Educação Básica e Superintendência de Diversidade, ambas da Seduc.

 

Quinta, 10 Junho 2021 05:00

“Brincando com o Meio Ambiente”

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Projeto educativo com materiais recicláveis  ensina os bebês e as crianças bem pequenas a importância de preservar o meio ambiente.

Caixas de papelão que podem virar uma onça pintada, grade de ovos se transformam em jacaré, troncos de árvores feitos dos tubinhos do papel higiênico e fundos de garrafas petes que viraram folhas.

Tudo isso e muito mais foi criado por professores do Centro Municipal de Educação Básica (CMEI) Paulo Ronan Ferraz Santos, no projeto ‘’Brincando Com o Meio Ambiente’’. A unidade educacional localizada no bairro Ilza Terezinha Picolli, atende 232 estudantes das 1ª e 2ª Infância, do Berçário ao Maternal e Jardim (bebes e crianças bem pequenas, de 0 a 3 anos e 11 meses) e Pré-Escola (crianças pequenas, de 4 e 5 anos).

No mês dedicado ao Meio Ambiente a unidade lançou o projeto que tem como objetivo trabalhar de forma lúdica a questão ambiental desde do berçário até a Pré-escola, abordando temas como a conservação, preservação e reciclagem, mostrando para as crianças que é possível brincar e, ao mesmo tempo, preservar o meio ambiente.

A diretora da CMEI, Rosângela de Jesus Pereira, contou que com o apoio dos professores, foram montados vários kits com produtos recicláveis e materiais didáticos, como o giz de cera, lápis de cor, tinta guache entre outros materiais pedagógicos.

‘’A expectativa é inserir a família e a criança nesse movimento de brincar, porque é preciso ensinar as crianças desde pequenas para que elas aprendam a preservar o meio ambiente’’, relatou a diretora Rosângela.

Para a professora do maternal Rita de Cassia, além da educação ambiental, as crianças aprendem a fazer seus brinquedos com materiais que antes eram descartados no lixo. “É gratificante mostrar a eles que aquilo que eles jogam fora pode virar brinquedos’’, disse a professora.

O projeto também envolve os pais dos alunos que nesse tempo de pandemia, ficam sem alternativas para ocupar os pequenos durante o dia, é o que explica a professora de Educação Física, Karolina Almeida. ‘’A criança é movimento, ela é um ser brincante. Ela brinca com tudo, a gente apenas dá um empurrãozinho, o resto é com elas’’, relata a educadora.

Além das possibilidades infinitas de montar brinquedos com materiais recicláveis, o professor de artes da unidade, João Batista, ensina os pequenos a tirarem sons desses objetos. Ele conta que existem vários tipos de sons em diversos materiais recicláveis e isso ajuda muito no desenvolvimento dos alunos. “Vejo um universo de possibilidades dentro da reciclagem. Você pode por exemplo trabalhar o timbre para que a criança aprenda identificar o tipo de som’’ relatou o professor.

Ainda conforme a diretora Rosângela, o projeto pode ser levado para outras unidades escolares de ensino, pois o foco é despertar nos pequenos a importância de brincar preservando o nosso meio ambiente.

Desafios

Durante as próximas semanas, as crianças/estudantes do Berçário, Maternal, Jardim e Pré-Escola irão participar de várias atividades como por exemplo a Leitura Deleite será com o livro João e o Pé de Feijão e, junto com os pais, as crianças/estudantes farão o plantio de uma mudinha.

Débora Yasmin Constantino Leque Bruno, mãe da Pérola, do Berçário, disse que vai participar com os filhos. “Estou achando isso maravilhoso. É uma forma interessante das crianças apreenderem. Além da Pérola meus outros dois filhos, de 6 e 11 anos, que também estudam na rede municipal e gostam muito de ler, também estão participando”, contou.

Rosivane Teixeira de Oliveira, mãe da Ana Luíza, do Jardim II, também está sempre junto, participando. “É um desafio para nós também, os pais. É muito interessante os professores estão sempre encaminhando vídeos, explicando as atividades, e ‘prá’ gente é muito bom”, contou ela dizendo que assim que a Ana Luíza terminar de brincar de casinha, com o pai Milton e o seu cachorro, vão participar da atividade.  

 

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