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Sexta, 18 Junho 2021 05:00

“Liga desconto” Unimed Cuiabá

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A ação de vendas proporciona ao cliente a oportunidade de sanar dúvidas e escolher o plano particular ou empresarial que se encaixe à sua necessidade.

Nos dias 18 e 19 de junho a Unimed Cuiabá promove mutirão de vendas “Liga desconto” com valores e redução nas carências imperdíveis para novos contratos. A atividade é 100% via telefone, respeitando as regras de biossegurança e o distanciamento social. 

Os interessados podem entrar em contato com a equipe de vendas pelo telefone: (65) 3612-3101, na sexta-feira (18) das 7h às 19h e no sábado (19), das 7h às 17h.

Mais que uma comodidade e preocupação com a biossegurança em decorrência da Covid-19, a “Liga de desconto” proporciona oportunidade para sanar dúvidas e escolher o plano que mais se encaixe as necessidades do beneficiário.

 “O mutirão por telefone é uma opção aos que desejam adquirir os Planos Unimed Cuiabá, porém que acabam, na correria do dia a dia, deixando para depois. Nos dias do mutirão os interessados poderão entrar em contato e escolher a melhor opção conforme o perfil da família. Proporcionar cuidado é o nosso compromisso”, salienta o presidente da Unimed Cuiabá - Dr. Rubens Carlos de Oliveira Júnior. 

 

 

 

 

 

Sexta, 18 Junho 2021 05:00

Doação de sangue em MT tem queda de 40%

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Campanha Junho Vermelho visa reforçar estoques de hemocentros.

O Ministério da Saúde estima que, no ano passado, devido à pandemia de covid-19, o número de doações tenha diminuído 20%, na comparação com o ano anterior. No primeiro trimestre de 2021, a taxa de doação voluntária da população brasileira era de 1,6%, dentro do padrão estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A campanha Junho Vermelho, realizada este mês por instituições públicas e privadas da área da saúde, busca conscientizar a população sobre a importância da doação de sangue. A ação ganha ainda mais relevância no contexto da pandemia, já que, por medo, muitas pessoas deixaram de fazer o procedimento.

É o que explica a diretora do MT Hemocentro, Gian Carla Zanella. Em entrevista para a TRT FM 104.3, emissora de rádio do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso, ela conta que a queda foi de quase 40% na comparação entre 2020 e 2019.

No bate-papo, Zanella fala das medidas que o MT Hemocentro vem adotando para dar mais segurança a quem deseja doar, como a possibilidade de acompanhar os estoques de cada tipo sanguíneo on-line e o tempo de resguardo para quem teve covid-19 ou tomou vacina para a doença.

Confira os principais trechos da entrevista:

 Qual o panorama da doação de sangue hoje em Mato Grosso?

De 2019 para 2020 houve uma queda de 37% no número de pessoas que procuraram o banco de sangue para fazer doações.  Agora percebemos que houve uma diminuição maior porque muitos, principalmente do grupo de risco, estão com receio de ir ao banco de sangue devido à pandemia.

 Como a campanha Junho Vermelho pode contribuir para melhorar esse cenário?

Em todo território brasileiro houve uma diminuição do número de doadores, havendo necessidade de fortalecimento. O Junho Vermelho é uma campanha bastante especial porque é no mês do Dia mundial do doador de sangue, comemorado em 14 de junho.

A data foi escolhida pela OMS e é muito importante aqui no Brasil, já que é no mês anterior a julho, quando, em razão das férias escolares, as doações costumam ter uma queda. Muitos pais, em razão das férias dos filhos, não fazem doações nesse período. Por isso o Junho Vermelho é fundamental para incentivar os brasileiros a doarem.

Durante a campanha muitos órgãos públicos e privados buscam fazer parceria conosco para que seus colaboradores se solidarizem com toda a população. Esse ato voluntário e altruísta é fundamental! Essas parcerias com as instituições são fundamentais para que continuemos com os doadores de repetição, que são aqueles que vem sempre e são fundamentais para que a gente consiga manter os estoques de sangue necessários.

Essas campanhas maiores também trazem novos doadores que, ao doar uma vez, podem se tornar doadores de repetição, que são muito importantes para o país. Os homens podem doar de dois em dois meses e as mulheres de três em três.

 Quais informações podemos encontrar no site do MT Hemocentro e como fazer o agendamento?

Nós temos um site MT Hemocentro disponível no link: mthemocentro.saude.mt.gov.br. Nele dá para verificar o estoque de sangue e ver se está no nível estável ou crítico. Isso é importante porque, por exemplo, se sou B+ vejo que o meu tipo de sangue está com estoque estável, posso esperar um pouco mais para doar. Fazer uma coleta de sangue direcionada a esses dados é fundamental.

E outra facilidade para o doador é o fato das pessoas mesmo poderem agendar vendo a disponibilidade de dias. O sistema pode ser acessado por este link via navegador de qualquer dispositivo que possua conexão com a internet (celular, tablet, computador e notebook).

Também continuamos agendando por meio dos telefones (65) 3623-0044 (ramais 221 e 222) e whatsApp (65) 98433-0624. Tudo para dar mais acesso ao doador e conseguir o maior número de pessoas aqui dentro com segurança. O agendamento é fundamental para conseguir manter o distanciamento social. Procuramos atender no máximo cinco doadores a cada meia hora e assim cuidar da saúde do doador, que é tão precioso para nós.

 Existem problemas relacionados a doadores que marcam, mas não vão?

Hoje existe sim um problema de pessoas que agendam e não vão. A partir do momento que se faz o agendamento, é importante que, se não puder ir, nos avise para que a gente abra esse horário para outro doador. É fundamental esse cuidado!

 Quem pode fazer a doação de sangue?

Todas as pessoas saudáveis. Devem ter mais de 50 kg e entre 16 a 59 anos. Se tiver menos de 17 deve vir acompanhado de um representante legal que deve acompanhar o procedimento. Quem teve covid-19, aquela covid leve, pode sim fazer doação depois de 30 dias.

Se tomou a vacina da Pfizer ou AstraZeneca é preciso aguardar sete dias para doar. Se tomou Coronavac precisa aguardar 48 horas para fazer a doação de sangue.

A pessoa deve vir alimentada. Não pode vir em jejum. Se vier após o horário de almoço deve aguardar 2 horas depois de se alimentar para doar. Também é necessário trazer documentos pessoais com foto, ter dormido bem na noite anterior porque o repouso é fundamental para uma doação de sangue segura.

É um procedimento bastante seguro. Estamos cuidando de toda questão de higienização e biossegurança para garantir a segurança tanto da equipe quanto dos doadores de sangue que vêm aqui fazer esse gesto tão bonito.

Agradecemos muito essa parceria com o TRT/MT que temos há muitos anos para os servidores virem aqui fazer a doação no MT Hemocentro.

A sede do MT Hemocentro está localizada na Rua 13 de junho, 1.055, Cuiabá, Centro Sul. O funcionamento regular da unidade ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h30.

 

 

Em mato Grosso, o  MT Hemocentro divulga calendário de coletas para o Junho Vermelho para sensibilizar a população sobre a importância do ato de doar sangue. O MT Hemocentro realiza a Campanha Junho Vermelho durante todo este mês. A programação conta com a parceria dos municípios de Chapada dos Guimarães, Campo Verde e Rosário Oeste, além de instituições públicas e particulares que vão receber a equipe do Hemobus – o ônibus de coleta externa de sangue.

As empresas que tiverem o desejo de aderir à campanha do Junho Vermelho devem entrar em contato pelo número: (65) 3623-0044. O MT Hemocentro está localizado na Rua 13 de Junho, Nº 1.055, bairro Porto/Centro Sul; os atendimentos acontecem de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h30.

Já a Unidade de Coleta (UC) do Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá atende de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30, na Rua General Vale, Nº 182, bairro Bandeirantes. Para mais informações referentes à unidade, entre em contato pelo telefone: (65) 3324-1062.

O slogan do Dia Mundial do Doador de Sangue de 2021 será "Doe sangue para que o mundo continue pulsando". A mensagem destaca a contribuição essencial dos doadores de sangue para manter o pulso do mundo, salvando vidas e melhorando a saúde de outras pessoas. Também reforça o apelo global para que mais pessoas em todo o mundo doem sangue regularmente e contribuam para uma saúde melhor. A campanha deste ano enfocará especialmente o papel dos jovens em garantir um suprimento de sangue seguro
Saiba mais: www.paho.org/sites/default/files/2021-05/WBDD-event%20notice%202021-BRA.pdf

Veja a agenda de atividades para o mês de junho:

Dia 14 – Hemobus fará coleta no Laboratório Lentes Gradual, em Cuiabá;

Dias 18 e 19 – Hemobus atenderá no município de Campo Verde;

Dia 21 – Haverá coleta interna de plaqueta por aférese com a presença de doadores fidelizados;

Dia 26 – Hemobus estará no município de Rosário Oeste.

 

 

Diagnóstico precoce é essencial para tratamento.

Um engasgo no primeiro banho após sair da maternidade foi providencial na vida de Cecília Cavalcanti, hoje com 8 anos. Foi assim, com a ida de urgência ao hospital e vários exames para investigar possíveis complicações, que se descobriu uma má formação no coração.

O caso de Cecília mostra como o diagnóstico precoce e a atenção médica adequada no tempo certo são fundamentais para superar essa condição.

Ao perceber uma arritmia cardíaca, a médica que atendia a recém-nascida fez um ecocardiograma para diagnosticar o problema. “A cardiologista pediátrica que realizou o exame falou que no coraçãozinho dela tinha quatro furos. Esse era o problema: uma comunicação intra-arterial e intravenosa atípica, de forma que o sangue venoso se misturava com o arterial”, descreve o designer gráfico André Cavalcanti, pai de Cecília.

“[A cardiopatia congênita] começa a acontecer durante o desenvolvimento fetal e pode aparecer em qualquer momento do desenvolvimento, tanto na fase mais inicial, como na fase mais tardia do desenvolvimento intra-uterino, mas elas podem também se modificar após o nascimento. São alterações da estrutura do coração ou são alterações da musculatura do coração que tem algum grau de comprometimento”, explica Ieda Jatene, líder médica da Cardiologia Pediátrica do HCor, em São Paulo.

Diagnóstico

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) aponta que, no Brasil, conforme dados do Ministério da Saúde, são 10 casos a cada mil nascidos vivos. Cerca de 29 mil crianças que nascem com cardiopatia congênita por ano. Dessas crianças, cerca de 6% morrem antes de completar um ano de vida.

Em situações graves, a doença pode ser responsável por 30% das mortes após o nascimento. Além disso, em torno de 80% dos casos diagnosticados vão precisar de alguma cirurgia cardíaca durante a sua evolução.

Cecília tomou medicação até os seis meses, mas, ao retornar à médica, verificou-se a necessidade da cirurgia. “De zero a seis meses, ela teve muita dificuldade de crescimento, de ganho de peso, ela ficava cianótica em alguns momentos, ela parou de mamar com três meses, então tiveram consequências”, relembra André. Esses são alguns dos sintomas e complicações que podem se agravar com a falta de acompanhamento médico adequado.

“Você pode diagnosticar intra-útero muitas delas, mas outras você só consegue confirmar mesmo após o nascimento e outras, que são menos graves, muitas vezes a criança se desenvolve bem na primeira infância e o diagnóstico acaba sendo feito na adolescência, às vezes até na idade de adulto jovem”, aponta Ieda. Ela explica que o diagnóstico precoce vai permitir que se faça uma programação do tratamento.

A médica cardiologista aponta que o ultrassom morfológico pode ser um exame auxiliar para o diagnóstico intra-uterino. “Ao detectar alguma anormalidade mesmo que eles [ultrassonografistas] não saibam exatamente o que é, é importante que saibam que tem uma alteração e encaminhem para algum médico, um ecocardiografista fetal.” Alguns procedimentos intra-uterinos podem ser avaliados por meio de cateterismo, diminuindo o comprometimento da má-formação.

Cecília fez a cirurgia aos 11 meses e hoje não é mais considerada cardiopata. “Hoje ela não tem nenhum cuidado específico a não ser uma visita regular a uma cardiologista pediátrica, uma vez por ano”, explica o designer gráfico.

André reforça a necessidade dos protocolos de atendimento após o nascimento, como teste do pezinho, do coraçãozinho, entre outros. “É confiar na ciência, confiar nos médicos e saber que, se for o caso de cirurgia, o melhor é que seja feito com mais celeridade para que a criança tenha o menor sofrimento possível.”

Tratamento

Segundo a médica do HCor, a partir de dados do DataSUS, há um déficit de tratamento dessa doença de aproximadamente 65% no país. “Isso tem a ver com as condições de diagnóstico, tem a ver com serviços que tenham não só o cardiologista pediátrico, mas a estrutura para tratar cateterismo, cirurgia cardíaca pediátrica, equipe multiprofissional”, analisa. Ela destaca a necessidade de capacitação de profissionais para que se possa disseminar esse tipo de tratamento.

Especialistas do HCor explicam que não há formas de prevenir a doença, porém, algumas mudanças comportamentais podem ajudar para o bom desenvolvimento do bebê. Em caso de gravidez planejada e acompanhada por um ginecologista, é importante que a mulher faça uso diário de ácido fólico. Além disso, a grávida deve adotar uma alimentação saudável e abolir o fumo, as bebidas alcoólicas e o consumo de medicamentos sem o conhecimento de especialista. (Fonte: Agência Brasil)

 

Pediatra do MT Saúde alerta para risco de surtos de doenças que já são imunopreveníveis. A médica lembra que mesmo durante o período da pandemia é importante manter o calendário vacinal, inclusive o da gripe, para resguardar a população de surtos de outras doenças.

No último dia 09 foi celebrado o Dia Nacional da Imunização e a pediatra e patologista Natasha Slhessarenko, credenciada ao Mato Grosso Saúde pela Clínica Vida, destaca a importância do calendário de vacinação estar sempre atualizado, seja em crianças, adolescentes, adultos, gestantes e idosos.

A médica ressalta a importância do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que distribui pelo país vacinas, soros e imunoglobulinas, protegendo contra mais de 20 doenças infecciosas, como tuberculose, hepatites A e B, poliomielite, difteria, tétano, coqueluche, meningite, pneumonia, diarreia, sarampo, rubéola, caxumba, febre amarela, varicela, gripe, dentre outras.

Muitas dessas doenças já estavam em vias de eliminação em nosso país, em destaque especial para o sarampo. O Brasil inclusive tinha o certificado, concedido pela OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), de país livre do sarampo, desde 2016. 

“Entretanto, dada a baixas coberturas vacinais nos últimos anos, dentre outros motivos, temos constatado um aumento no número de casos. Só ano passado (2020) foram mais de 8.000 diagnosticados no Brasil e perdemos o certificado”, comenta a médica.

A patologista explica que, quando se tem alta cobertura vacinal, grande parte da população produz anticorpos. Com isso, os vírus e bactérias causadoras de doenças passíveis de prevenção pelas vacinas não conseguem entrar e se multiplicar no organismo, os microorganismos morrem. O vírus deixa de circular entre a população e os casos da doença desaparecem.

Em situações de pandemia, como a da Covid-19, é fundamental que todos estejam com seu calendário de vacinação em dia, para evitar surtos de doenças que já são imunopreveníveis.

“A vacina da gripe está disponível e todos devem se vacinar para evitar que o vírus da gripe se espalhe e provoque casos desta doença, em meio a esta tão terrível e avassaladora pandemia. Vacinar é prevenção! É amor à sua saúde e à saúde de todos!”, finaliza a médica.

 

 

Segunda, 07 Junho 2021 11:16

A saúde da mulher após os 50

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Exames de rotina, avaliação médica e hábitos saudáveis ganham importância ainda maior nessa faixa etária.

A faixa dos 50 anos é um período na vida das mulheres que requer um cuidado maior e constante com a saúde. O risco de desenvolvimento de algumas doenças aumenta consideravelmente, como osteoporose, doenças cardíacas e alguns tipos de câncer – entre eles, o de ovário. Grande parte delas pode surgir de forma repentina, com poucos sintomas. Por isso, a importância de se aumentar a frequência das visitas ao médico e dos exames de rotina.

“Dos 50 anos em diante, os cuidados devem ser redobrados. Os exames de sangue, de imagem, de saúde íntima e de coração devem ser cada vez mais rotineiros. Podem, inclusive, ser realizados em intervalos de menos de um ano”, conta a ginecologista e obstetra do Cedic Cedilab/Dasa Ana Glauce, especialista em oncologia pélvica e ultrassonografia dedicada à saúde da mulher. “A densimetria óssea é outro exame que também deve ser introduzido para avaliar a massa muscular, podendo prevenir assim a osteoporose”, continua.

Entre as doenças que possuem maior chance de se desenvolver nessa faixa etária estão o câncer de mama, câncer de ovário, de endométrio, de intestino, doenças coronarianas e doenças ósseas (como osteoporose e osteopenia). O câncer de ovário está entre os tumores ginecológicos mais comuns e é considerado o mais letal, já que não costuma dar sinais claros quando surge.

“Essa é uma doença traiçoeira. Ela inicialmente aparece sem nenhum tipo de sintomas e, a depender do caso, tem uma evolução muito rápida”, conta Ana Glauce. “O importante é que, além do exame físico, sejam feitas ultrassonografias periódicas e ressonâncias magnéticas caso haja dúvidas. Exames laboratoriais podem indicar a presença do câncer, mas não excluem a possibilidade da doença existir numa fase inicial. A prevenção é o melhor caminho”, continua.

Além do acompanhamento médico, é importante ainda se atentar para a vacinação, em especial as vacinas anuais contra a gripe e a pneumonia – já que a faixa etária é considerada de risco para essas doenças, aumentando a chance de complicações. É essencial também priorizar os hábitos de vida saudáveis, com uma alimentação balanceada, exercícios físicos regulares e, em alguns casos, a suplementação de algumas vitaminas e minerais, mas sempre com orientação médica.

“Nós percebemos a importância que todo esse acompanhamento tem e como é preciso manter uma vida saudável”, conta Ana Glauce. “Dormir bem, se exercitar, hábitos como esses são complementares para manter a saúde e realizar menos intervenções ao longo de toda a vida”, finaliza.

 

 

 

Oftalmologista do MT Saúde afirma que tratamento adequado pode proporcionar vida normal ao paciente com glaucoma. Na maioria dos casos o tratamento é feito com uso de colírios para controle da pressão intraocular, mas se não tratada, doença pode levar à cegueira.

O glaucoma não tem cura. Contudo, existem diversas formas de controle da doença disponíveis que permitem oferecer aos pacientes com glaucoma uma vida normal. A oftalmologista Heloísa Ramos Aguiar de Freitas, credenciada ao Mato Grosso Saúde pela Clínica Vida, observa que quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores serão as probabilidades de se evitar a perda da visão. 

“Na maioria dos casos, desde que o glaucoma seja tratado adequadamente poderemos controlar eficazmente a doença”, orienta a especialista.

Heloísa ainda explica que o glaucoma é uma doença ocular causada principalmente pela elevação da pressão intraocular que provoca lesões no nervo ótico e, como consequência, comprometimento visual. Se não for tratado adequadamente, pode levar à cegueira.

“No glaucoma, o tratamento tem como objetivo reduzir ou estabilizar a pressão intraocular. Quando este objetivo é atingido, o dano das estruturas oculares, principalmente do nervo óptico, pode ser evitado”, pondera a médica.

Na maioria dos casos, o tratamento de glaucoma pode ser realizado apenas com o recurso dos colírios hipotensores (para baixar a pressão), não sendo, portanto, necessário qualquer tipo de tratamento cirúrgico.

Alguns pacientes, no entanto, podem necessitar de tratamento cirúrgico de modo a reduzir a pressão intraocular para níveis mais baixos.

“Tratamento inadequado ou falta de tratamento podem levar à cegueira. Consulte com regularidade o oftalmologista. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento”, alerta a médica.

Tipos da doença

Há vários tipos de glaucoma. Os principais são os glaucomas de ângulo aberto ou fechado, que representam cerca de 80% dos casos, incidem nas pessoas acima de 40 anos e podem ser assintomáticos. Ele é causado por uma alteração anatômica na região do ângulo da câmara anterior, que impede a saída do humor aquoso, aumentando a pressão intraocular.

A principal característica do glaucoma de ângulo fechado, detalha a especialista, é o aumento súbito de pressão intraocular. Este tipo é mais incomum, porém de alta prevalência.

Existem ainda os glaucomas secundários, segundo a médica, que são decorrentes de enfermidades como diabetes, inflamações, o uso de medicamentos como os corticóides, inflamações intraoculares (uveítes), e até mesmo a catarata.

“A doença é assintomática no início. A perda visual só ocorre em fases mais avançadas e compromete primeiro a visão periférica. Depois, o campo visual vai se estreitando progressivamente até transformar-se em visão tubular. Sem tratamento, o paciente fica cego”, reforça a oftalmologista.

Sintomas

De modo geral, dois sinais merecem a atenção: pressão intraocular acima da média e alterações no nervo ótico, perceptíveis no exame de fundo de olho. Outros fatores podem ajudar a confirmar o diagnóstico.

Os principais fatores de risco para a doença, de forma geral, são a raça negra, a idade avançada, em especial pacientes acima dos 35 anos e portadores de doenças crônicas como diabetes e miopia. Outro fator de risco importante é a história familiar, com pacientes de primeiro grau que sofrem da doença. 

“Não se descuide da adesão e regularidade do tratamento quando diagnosticado o glaucoma. Muitas pessoas deixam de seguir as recomendações do médico pela ausência de sintomas. Isso pode ter graves consequências”, completa a oftalmologista.

 

Terça, 18 Mai 2021 05:00

Uma doença silenciosa

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Cardiologista reforça alerta sobre cuidados para prevenir a hipertensão. De acordo com o especialista, é importante medir a pressão regularmente, principalmente na terceira idade.  

Dados do Ministério da Saúde apontam que os problemas cardiovasculares são responsáveis por aproximadamente 300 mil mortes por ano no país, o que representa um índice 35% da população brasileira diagnosticada com a doença. O médico cardiologista Max Lima, médico credenciado ao Mato Grosso Saúde pela Clínica Vida Diagnóstico e Saúde, chama atenção para o problema.

Também conhecida como pressão alta, a hipertensão arterial pode atingir crianças, adolescentes, adultos e idosos, de ambos os sexos. O especialista explica que a doença, além de ser responsável por desencadear até 80% dos casos de derrame cerebral, é a causa de 60% dos casos de ataque cardíaco registrados no país.

“A hipertensão é uma doença silenciosa. Ela provoca o estreitamento das artérias e faz com que o coração precise bombear o sangue com mais força para impulsioná-lo por todo organismo e depois recebê-lo de volta”, explica o médico .

De acordo com o cardiologista, esse processo dilata o coração, danifica as artérias e, consequentemente, favorece a ocorrência de ataques cardíacos e derrames cerebrais. Uma pessoa é considerada hipertensa quando a sua pressão arterial apresenta valores iguais ou acima de 14 por 9.

“Há fatores ambientais, comportamentais e genéticos que possuem grande participação no desenvolvimento da hipertensão durante toda a vida. A obesidade, o sedentarismo, tabagismo, estresse e hábitos alimentares inadequados como ingestão elevada de álcool, sal e gordura estão no topo dos principais fatores de risco que favorecem o aumento da pressão arterial”, destaca.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da hipertensão é feito basicamente por meio da medida da pressão. As maneiras mais comuns são aquelas realizadas nos consultórios com aparelhos manuais ou automáticos.

“Alguns casos de hipertensão são identificados por meio de aparelhos capazes de registrar aproximadamente 100 medidas de pressão em um período de 24 horas”, explica Lima.

Já o tratamento é realizado, principalmente, por correção de hábitos alimentares pouco saudáveis e do combate ao sedentarismo. Porém, na maioria dos casos é necessário que o paciente faça o uso de medicamentos vasodilatadores.

“Ao tratarmos casos de pressão alta, o objetivo é fazer com que a pressão arterial do indivíduo não ultrapasse os valores de 12 por 8”, explica o cardiologista.

Grupo de risco e prevenção
Os grupos de risco da hipertensão são diversos. Após os 65 anos as mulheres são as mais atingidas pela doença. Já entre os jovens, o problema é mais comum em homens. Em função de fatores genéticos, o risco aumenta no caso de negros e latinos.

De modo geral, indivíduos que convivem com altos níveis de estresse, dormem pouco ou que abusam do consumo de substâncias como álcool e sal têm grandes chances de desenvolver a doença.

“Para prevenir a hipertensão é importante medir a pressão regularmente, principalmente na terceira idade. Afinal, a pressão também aumenta, conforme o indivíduo envelhece. Além disso, é importante praticar atividades físicas e adotar um estilo de vida saudável”, finaliza o cardiologista.

 

Sábado, 15 Mai 2021 05:00

“Ombro Amigo”

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Universidade tem cerca de 25% de aumento no atendimento psicológico gratuito. A clínica-escola de Cuiabá teve 296 consultas realizadas no mês de abril. Este foi o maior registro desde o início da pandemia.

Abril de 2021 foi o mês com o maior número na busca por atendimento psicológico gratuito em Cuiabá, desde o início da pandemia, com 296 consultas realizadas. O dado da Clínica de Psicologia da Universidade de Cuiabá (Unic) demonstra ainda que o número é 24,89% maior do que os registros de mês março do mesmo ano. Desde o início dos atendimentos em 2021, até a primeira quinzena de maio, os alunos do 9° e 10° semestres, que atuam com orientação dos professores, já realizaram 559 consultas, sem custos à comunidade.

A psicóloga e coordenadora da clínica-escola da Unic, professora Jordana Mendes Póvoa Oliveira, acredita que a implementação das atividades remotas facilitou o acesso. “Ficamos um período sem atendimentos no ano passado, por causa da pandemia da Covid-19 e em agosto de 2020 iniciamos as consultas online. Hoje contamos com as duas modalidades no atendimento, mas com horários reduzidos para a presencial”.

Ela explica ainda que os números podem sim estar relacionados ao período vivido pela sociedade, uma vez que coincide com o momento em que Mato Grosso completou um ano de enfrentamento à pandemia, registrando um dos piores cenários da doença, entrando na lista dos estados com alto índice de transmissão da Covid-19 e com falta de leitos de UTI. Na mesma época, a prefeitura de Cuiabá apontou ainda que unidades de saúde da capital pararam de receber pacientes com a doença, devido a superlotação.

A coordenadora a clínica considera que a saúde mental deve receber atenção especial. “Estamos vivendo a maior pandemia enfrentada em décadas, e é importante que a as pessoas busquem ajuda e deem atenção ao sofrimento psicológico, para atravessarmos por este período da melhor forma possível”, observou a profissional.

Atendimento gratuito

Os interessados podem agendar a consulta gratuita pelo formulário, informando idade, nome e se prefere realizar o atendimento de forma online ou presencial. A professora alerta ainda que as sessões presenciais contam com redução de horários disponíveis, devido a pandemia da Covid-19. O atendimento presencial acontece das 8h às 16h e o online das 8h às 19h.

A professora esclarece que, optando pelo atendimento remoto, o interessado deve ter acesso à plataforma interativa de videochamada e a um ambiente silencioso.

Sofrimento psicológico

Além da iniciativa que atende toda a comunidade, a Unic também é parceira da Associação dos Caminhoneiros na ação “Ombro Amigo”. A clínica Psicológica disponibiliza atendimento online aos caminhoneiros profissionais, que cruzam o estado, mantendo a logística de Mato Grosso em um momento tão delicado. Para mais informações, acesse: www.unic.br  

 

Confira os horários de atendimento:

Segundas-feiras – das 19h às 21h

Terças-feiras – das 8h às 11h; e das 19h às 21h

Quartas-feiras – das 8h às 11h

Quintas-feiras - das 8h às 11h; e das 18h às 21h

Sextas-feiras – das 18h às 21h

 

MT Hemocentro promove campanhas de doação de sangue no mês de maio. Carência maior é pelo tipo O Positivo (O+).

O MT Hemocentro, único banco de sangue público de Mato Grosso, organizou seis campanhas de coleta interna de doação de sangue para o mês de maio. A proposta é reforçar o estoque de bolsas de transfusão por meio de “parcerias do bem”, que salvam vidas.  

As parcerias ocorrem simultaneamente às doações agendadas de forma independente por doadores. Por medida de biossegurança, são atendidas cinco pessoas a cada meia hora, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h30.

“Conclamamos a população em geral para agendar a doação e garantir que o banco de sangue público tenha condições de abastecer os hospitais e prontos-socorros do Estado, salvando vidas de quem precisa de transfusão de sangue em cirurgia de urgência ou continuar um tratamento de saúde”, reforça a diretora do MT Hemocentro, Gian Carla Zanela. 

A programação prevê, de 1° a 30 de maio, a campanha anual da equipe “Os Últimos – Doadores Nota Mil”, com o sorteio de uma camiseta aos atletas corredores e doadores. 

Na quarta e quinta-feira (05 e 06.05), aconteceu campanha em parceria com os fiéis da Igreja Mundial; já na sexta-feira (07), a parceria será com a Igreja Adventista Central. De 11 a 14 de maio, as coletas internas ocorrerão em parceria com as equipes do Sistema de Cooperativa de Crédito Sicoob.

Entre os dias 12 e 19 de maio, haverá a campanha de doação pela organização “Mulheres em Combate à Violência”. Outra campanha de coleta de sangue ocorrerá nos dias 20 e 21 de maio, em parceria com o deputado estadual Faissal. 

Estoque crítico

O MT Hemocentro está com o estoque em situação crítica. Embora haja a necessidade de todos os tipos sanguíneos, no momento, a carência maior é pelo tipo O Positivo (O+).

A doação de sangue no Brasil deve ser voluntária e gratuita e cada bolsa pode salvar até quatro vidas. O sangue coletado beneficia pessoas internadas em prontos socorros e hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso.

Devido à pandemia pela Covid-19, o MT Hemocentro está agendando as coletas de sangue. “O agendamento é uma medida preventiva para evitar aglomeração e assegurar a saúde dos doadores e dos profissionais da unidade nesse período de pandemia”, explicou a diretora da unidade.

As doações podem ser agendadas por meio dos telefones (65) 3623-0044 (Ramal 221 e 222) e Whatsapp (65) 98433-0624. Também é possível agendar pela internet, por meio deste link.

A sede do MT Hemocentro está localizada na Rua 13 de junho, n° 1.055, Cuiabá, Centro Sul. O funcionamento regular da unidade ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h30.

 

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