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Saúde (230)

Segunda, 17 Janeiro 2022 17:10

VG agiliza vacinação infantil

Várzea Grande abre cadastro para crianças entre 5 e 11 anos e define locais exclusivos para vacinação.

Com 1.840 doses recebidas da Secretaria de Estado de Saúde, Várzea Grande abre nesta segunda-feira (17/01) o cadastro para crianças de 5 a 11 anos e quer imediatamente iniciar a aplicação das doses seguindo determinação do PNI – Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde que definiu como prioritários os portadores de comorbidades ou deficiências, indígenas e quilombolas.

O prefeito em exercício, José Hazama e o Secretário de Saúde, Gonçalo Barros em reunião conjunta com o Comitê de Enfrentamento ao Novo Coronavírus (COVID-19) e seguindo determinação das autoridades médicas e científicas, separou três pontos exclusivos para a aplicação das doses das crianças que deve ser em local separado das demais pessoas a serem vacinadas.

“A ordem do prefeito Kalil Baracat é de atenção total a saúde, sem, contudo, deixar de lado outras prioridades também importantes para a população como um todo, por isso temos atuado com zelo na vacinação das pessoas para que as mesmas se tornem imunes e possam retomar suas vidas dentro desta nova normalidade”, explicou o prefeito em exercício José Hazama.

Os locais de vacinação escolhidos são:

  • Clínicas Médicas do Centro Universitário Várzea Grande – UNIVAG no Grande Cristo Rei;
  • Escola Estadual Adalgisa de Barros no Centro da Cidade;
  • Escola Estadual Jayme Veríssimo de Campos Jr (Grande Mapim/Imperial).

Fora isto Várzea Grande vai colocar em prática uma migração de bancos de dados das Escolas Públicas para facilitar a inscrição das crianças, ou seja, aqueles alunos que se encontram regularmente matriculados em unidades de ensino público terão seus dados transportados para o Banco de Dados da Secretaria Municipal de Saúde para agilizar e acelerar o processo de inscrição e posterior vacinação na medida em que forem chegando as vacinas.

“Quando da liberação da vacina para os profissionais da Educação, nós migramos os dados das unidades públicas e particulares para conseguir atender com mais celeridade e eficiências”, disse o secretário de Saúde, Gonçalo Barros lembrando que o secretário de Educação de Várzea Grande, Silvio Fidélis, que é o presidente do Comitê de Enfrentamento ao Novo Coronavírus - COVID-19, tem se dedicado para atender as demandas e ajudar a Saúde nesta missão de vacinar o maior número de pessoas. 

Já a partir de hoje, 17/01,  o cadastro estará disponível na página oficial do site da Prefeitura de Várzea Grande, pelo endereço www.varzeagrande.mt.gov.br na aba IMUNIZAÇÃO VÁRZEA GRANDE, apresentar documentos pessoais como Certidão de Nascimento, CPF e RG se tiver ou dos pais, mas principalmente o Cartão do SUS e comprovante de endereço.

Para receber a dose, a criança deve estar acompanhada dos pais ou responsável, que precisa apresentar documento pessoal ou enviar autorização assinada.

“Estrategicamente escolhemos estes três pontos, que são importantes, locais, de fácil acesso, amplos, arejados, e que vão dar segurança, conforto e agilidade aos trabalhos de vacinação. Não queremos provocar aglomerações ou congestionamento nos pontos de vacinação, pela própria segurança deles e da família, vez que atravessamos a quarta onda da Pandemia da COVID-19 e de Síndromes Gripais.  Tudo foi discutido com o prefeito em exercício José Hazama e comunicado ao Comitê de Enfrentamento a COVID-19”, explicou o secretário, Gonçalo de Barros.

O titular da pasta de Saúde de Várzea Grande fez um alerta que faz parte do protocolo clínico para as crianças que testaram positivo para COVID devendo aguardar 30 dias a partir dos primeiros sintomas para se vacinar após realizar os exames necessários. Já aquelas com sintomas gripais (que testaram negativo para COVID) devem aguardar melhora e não podem apresentar quadro febril. Aquelas que receberam algum tipo de imunizante em prazo inferior a 15 dias também não podem tomar a vacina. “Este alerta é muito importante e faz parte das orientações do Ministério da Saúde, para melhor segurança da saúde da criança”, explicou.

Vacinação de 12 anos acima

Para estas faixas etárias a vacinação contra a COVID-19 ocorre normalmente, nesta semana, de 17 a 22 de janeiro;

De segunda a sexta-feira, no Ginásio Poliesportivo Fiotão, com mudança de horário, das 8h às 17h. E sexta, haverá das 8h às 22h, a edição do ‘Sextou Vacina VG’.

No sábado, dia 22 de janeiro, em sistema drive thru no Parque Berneck e funcionará das 8h às 16h.

Locais de Vacinação nas Unidades Básicas de Saúde: Alerta para alteração

A vacinação será realizada nos seguintes locais em horário de expediente, entre 8h às 11h e das 13h às 16h, com mudança para 13 Unidades disponíveis. 

São elas:

  • Centro Saúde Nossa Senhora da Guia; 
  • UBS Cabo Michel; 
  • Policlínica Atenção Primária Cristo Rei; 
  • ESF Jardim Manaíra; 
  • UBS Ouro Verde; 
  • Clínica de Atenção Primária 24 de Dezembro; 
  • Policlínica Atenção Primária Parque do Lago; 
  • PSF Capão; 
  • Centro de Saúde Cohab Cristo Rei; 
  • Policlínica Marajoara; 
  • UBS Aurília Curvo; 
  • UBS São Mateus 
  • UBS do Água Vermelha.

As Clínicas de Atenção Primária do Jardim Glória e a do Santa Isabel, ficam exclusivas para diagnóstico e tratamento das Síndromes Gripais.

“Esta reorganização foi necessária, porque reabrimos a UPA do IPASE 24h, como referência aos casos e sintomas da COVID-19, com tendas, triagem, atendimento médico, exames clínico e de imagem e dispensação de medicamentos, e se necessário internação. Ficando a UPA do Cristo Rei para atender as demais ocorrências em Saúde. E as duas Unidades de Saúde do Jardim Glória e Santa Isabel, para atendimento aos casos de Síndrome Gripal, deixando de aplicar a vacina, para atender com exclusividade as ocorrências das gripes. Toda esta logística foi readequada para melhor atender a nossa população, vez que as ocorrências e registros da COVID-19 aumentaram muito a ponto de cada 10 testes realizados em média 6 a 7 darem positivo. Temos que enfrentar esta nova onda e atender bem a população na Rede SUS do município e evitar mortes”, alertou o secretário para que a população fique atenta às mudanças." Vacine suas crianças, a vacina protege e evita morte”.

As causas e motivos que levaram a óbito à paciente R.M.R.C., no último dia 12 de janeiro, que deu a luz a uma criança que se encontra bem, está sob apuração médica e técnica da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande por ordem do secretário de Saúde, Gonçalo Barros.

R.M.R.C. deu entrada nas primeiras horas do dia 12 deste mês em curso e recebeu todos os atendimentos e procedimentos médicos e de enfermagem. 

A avaliação médica inicial apontou plenas condições para a realização de parto normal, também manifestada pela paciente.

Os Prontuários Médicos estão à disposição das autoridades competentes, bem como estão sendo avaliados por equipes técnicas do Município, diante do registro de Boletim de Ocorrência (B.O.), feito pela família da então paciente, que alega falha médica.

Nota de Esclarecimento elaborada pela Equipe Médica da Maternidade Municipal Dr. Francisco Lustosa de Figueiredo, que realizou os procedimentos na paciente em questão esclarece como os fatos se deram e que estão sendo apurados em diversas esferas públicas, e em conjunto com a Secretaria de Saúde de Várzea Grande, que lamenta a fatalidade do ocorrido diante dos resultados positivos entregue pela unidade de saúde em quase oito meses de funcionamento.

 

 

 

Médicos alertam para importância de consumir mais líquidos no verão. Ingerir pouco líquido pode provocar problemas renais.

 A temporada do verão pode trazer impactos negativos para o funcionamento dos rins. O alerta é da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) em campanha em suas redes sociais, que se estenderá por todo o ano de 2022, destacando o dia 10 de março, quando se comemora o Dia Mundial do Rim. O Brasil é líder global da campanha de prevenção primária à doença renal.

Em entrevista à Agência Brasil, a médica Andrea Pio de Abreu, secretária-geral da SBN, explicou que na estação do verão há uma maior necessidade de se ingerir líquidos. “Com o calor, a gente sua mais. E é muito perigoso que as pessoas acabem não aumentando a quantidade da ingestão líquida, de preferência água e bebidas naturais, apesar de estarem suando muito”.

Em faixas etárias extremas, que englobam pacientes idosos e pediátricos, muitas vezes a pessoa já pode ter desidratação e nem percebe. O ativador da sede, que fica no cérebro, pode não apontar a necessidade de líquido. Acaba sendo necessário que a pessoa tenha o controle da ingestão de líquido suficiente. Por outro lado, muitos indivíduos acham, mesmo não estando no grupo de faixa etária extrema, que deve beber só quando está com sede. “A sede é um sinal de alarme, quando a pessoa já está desidratada”, disse a especialista.

Como os brasileiros moram em regiões distintas, desenvolvem atividades físicas diferentes e têm pesos variados, a dica da nefrologista é observar a coloração da urina. O ideal é que ela esteja amarelo clara. “Se tiver amarelo escuro, é sinal de que a pessoa está bebendo pouco líquido. Os rins sofrem com a desidratação. Esse é o primeiro ponto que a gente deve ter cuidado”, alertou.

Infecção

Outra questão que pode prejudicar os rins é que o calor no verão pode aumentar o risco de infecção urinária, principalmente em mulheres. Isso acontece porque, geralmente, as mulheres têm uma anatomia que já propicia o risco de infecção urinária, quando comparadas aos homens.

Segundo Andrea, no verão é muito frequente que as mulheres usem roupas íntimas úmidas, como biquínis, que permanecem molhados durante muito tempo, e mesmo calcinhas, que ficam úmidas pelo suor. Isso, segundo ainda a médica, pode propiciar o surgimento de microorganismos. E a falta de ingestão de água faz com que a urina fique concentrada e não seja liberada. “Muitas mulheres não vão ao banheiro muitas vezes para urinar, o que favorece também o crescimento de microorganismos.”

Outro problema apontado pela médica é que os pacientes que já têm outro fator de risco, diminuir a ingestão de água pode propiciar o surgimento ou desenvolvimento de cálculos renais. “Os cálculos renais envolvem vários fatores de risco. Um deles é a diminuiçaõ da ingestão de líquidos”.

Andrea salientou, contudo, que nem todas as pessoas que têm ingestão insuficiente de líquidos no verão vão ter cálculo renal. Do mesmo modo, nem todas as pessoas que bebem muitos líquidos na estação do calor estão livres de ter cálculo renal. “Mas para aquelas pessoas que têm outros fatores de risco, o fato de não beber água, sobretudo no verão, quando a temperatura está mais quente, faz com que elas possam aumentar a probabilidade de ter cálculo renal”.

A nefrologista Lygia Vieira, professora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e diretora médica de Tratamento Intra-hospitalar da DaVita Tratamento Renal, alertou que as pessoas devem ficar atentas, porque o quadro de cólica renal é mais comum nessa estação do ano.

“Nessa época, o corpo desidrata mais facilmente e a ingestão de líquido nem sempre acompanha a necessidade de reposição adequada. Dessa maneira, a urina fica mais concentrada e propicia a formação de cálculos. Também no período de festas e férias, há maior consumo de bebidas alcoólicas, que inibe o hormônio antidiurético, estimulando assim a diurese tendendo à desidratação”, explicou. Ela recomenda que o serviço de emergência deve ser procurado nos quadros de dor lombar com ou sem hematúria.

Diálise

Dados da SBN mostram que cerca de 145 mil pacientes estão em terapia dialítica no Brasil, sendo 92,7% deles em hemodiálise. Para essa população, a doutora Lygia Vieira chama atenção para os quadros de falta de ar, aumento dos edemas e ganho de peso relacionados ao aumento da ingesta de líquidos.

Para Andrea Pio de Abreu, de modo geral, a orientação é que todo mundo beba líquidos de forma adequada, observe a diurese (produção e secreção de urina pelo rim) e aumente a ingestão de líquidos no verão. Ela ressaltou, entretanto, que para as pessoas que fazem diálise, a quantidade de líquido deve ser individualizada, porque há pacientes que urinam mais na diálise e pacientes que, simplesmente, não urinam.

A secretária geral da SBN disse que os pacientes que não urinam podem até ter mais sede no verão, só que não podem beber muita água. Eles vão precisar conversar com seu nefrologista para que ele recomende a quantidade de líquido que vão poder beber, levando em consideração a quantidade de diurese que eles têm. “Isso é muito importante entre os pacientes que já estão em diálise”, recomendou.

A médica disse que os pacientes que não chegaram ainda à diálise, mas têm doença renal crônica avançada, também precisam de orientação do nefrologista para saber quanto de líquido é interessante que tomem. “O médico vai pedir para medir a quantidade de urina do paciente, vai avaliar questões como edema, dar suporte nutricional adequado”.

Os líquidos incluem não só água potável, mas sucos, sorvetes, chás, café, açaí, gelatinas, refrigerantes, sopas.

Sal

Em relação ao sal, a recomendação é que o consumo seja abaixo da metade do que o brasileiro consome, que é entre 11 e 12 gramas por dia. “Isso é muito”, disse Andrea. “O problema do sal é que ele tem vários impactos. Um deles é sobre a pressão arterial. Ele faz com que haja maior retenção de água no organismo. Com isso, há risco maior de aumentar a pressão arterial. Faz também com que pacientes que já tenham doença renal avançada inchem mais, retenham mais líquido dentro do corpo”, explicou.

Em grupos de pacientes que necessitam ter uma quantidade de líquido ingerida individualizada, como pessoas com insuficiência cardíaca ou pacientes com doença renal avançada, é frequente que eles sigam a orientação do volume de líquido, mas consumam comida industrializada, cheia de sal.

O que acontece é que a sede aumenta e qualquer líquido que eles vão ingerir vai reter no organismo. Andrea alerta que esse quadro aumenta a chance de ter edema. Ela disse que 70% do sal que as pessoas comem estão escondidos nos produtos industrializados. “Está presente, inclusive, em alimentos doces da indústria, como conservantes”.

 

Dieta balanceada com todos os nutrientes necessários ao corpo, associada à atividade física pode ser considerado meio caminho andado para ter mais qualidade de vida.

A qualidade de vida está diretamente ligada a uma alimentação saudável e à prática de atividades físicas. Porém, criar uma rotina mais sadia não significa ter que eliminar da sua  vida todas as guloseimas ou alimentos – não tão saudáveis–, que aprecia. O equilíbrio sempre será o melhor caminho.     

“Dedicar um mês para promover a qualidade de vida é fundamental para tornar as pessoas mais conscientes sobre como está sua saúde física e mental, suas relações sociais, no trabalho ou pessoais. A partir dessa pausa para auto-avaliação é possível identificar o que não anda bem e precisa ser melhorado”, explica a médica cooperada da Unimed Cuiabá, dra. Ana Gisela Arruda Santos, especializada em endocrinologia e metabologia.

Basicamente, a Organização Mundial de Saúde (OMS), define que a qualidade de vida está relacionada à “satisfação do indivíduo no que diz respeito à sua vida quotidiana”. Seu conceito é amplo, mas quem pretende atingir esse objetivo em 2022, pode começar pelo cuidado com a saúde como: criar hábitos alimentares mais saudáveis e incluir a prática de exercícios físicos no dia a dia, tudo dentro do que é praticável para sua rotina.

“Uma pessoa que leva uma vida sedentária, que mantém uma dieta inadequada [consumo exagerado de doces e salgados] pode perceber alguns desconfortos. Alguns sintomas como fadiga, irritabilidade e indisposição ao longo do dia, podem ser o indício de que algo não vai bem. Se não houver uma mudança de hábitos, o quadro pode evoluir para azias após as refeições e insônias, por exemplo, condições que podem causar prejuízos no ambiente de trabalho e até nas relações pessoais”, aponta Ana Gisela Santos. 

Ter uma dieta balanceada – com todos os nutrientes necessários ao corpo –, associada à atividade física pode ser considerado meio caminho andado para ter mais qualidade de vida.

 Conseguir colocar isso em prática pode evitar o surgimento de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, obesidade e até câncer. 

A última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF -2017/2018), elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, trouxe uma análise do consumo alimentar no Brasil. O levantamento identificou que 13,9% da população tinha algum tipo de restrição alimentar. Desse grupo, as restrições alimentares relacionadas às doenças crônicas ou distúrbios metabólicos (hipertensão, hipercolesterolemia, diabetes mellitus ou doença cardiovascular) foram referidas por 26,8% das mulheres idosas e 19,1 % dos homens idosos. 

*Comida de verdade*

A construção de bons hábitos pode começar a partir de pequenas substituições como de um ingrediente industrializado, por in natura ou minimamente processado, na hora do preparo das refeições.

“Além da substituição de alimentos ultraprocessados por outros mais naturais – rico em fibras, vitaminas e sais minerais –, associar alguns minutos para praticar alguma atividade física, formam o combo de quem quer começar 2022 com mais qualidade de vida.

Os benefícios vão além do corpo. Quem busca uma dieta balanceada tem mais disposição para as atividades do dia. Até mesmo o humor melhora”, sugere.

Nos últimos anos, uma mudança no padrão alimentar tem preocupado a maioria dos países.

De acordo com o “Guia Alimentar para a População Brasileira” do Ministério da Saúde, as mudanças ocorrem de forma rápida, em particular, nos países economicamente emergentes. São transformações, observadas com grande intensidade no Brasil, que tem determinado, entre outras consequências, o desequilíbrio na oferta de nutrientes e a ingestão excessiva de calorias. 

“As principais mudanças envolvem a substituição de alimentos in natura ou minimamente processados de origem vegetal (arroz, feijão, mandioca, batata, legumes e verduras) e preparações culinárias à base desses alimentos por produtos industrializados prontos para consumo”, destaca o Guia.

Dos alimentos disponíveis nos mercados e restaurantes podem ser divididos em dois grupos: comida de verdade (in natura ou minimamente processados) e os ultra processados.

*Cultura e alimentos*

Ainda conforme o Guia, a alimentação adequada e saudável é um direito humano básico, garantindo uma alimentação adequada aos aspectos biológicos e sociais do indivíduo. 

Além disso, a dieta deve estar de acordo com as necessidades alimentares e levar em consideração aspectos culturais, tendo como base práticas produtivas adequadas e sustentáveis.

“Dar atenção aos costumes locais é uma forma de viabilizar o acesso de acordo com a oferta e também da situação financeira de cada região. Promover a educação e conscientização de uma dieta saudável reflete em um consumo mais moderado e prazeroso”, finaliza a médica. (C/Assessoria)

 

 Para um diagnóstico correto, é preciso fazer testes, diz médica.

 Neste fim de ano, em meio à pandemia de covid-19 - embora com queda acentuada das curvas de mortes e infecções - crescem no Brasil os casos de gripe As duas doenças podem confundir, dada a semelhança dos sintomas.

O conhecimento e a reação aos sintomas são necessários diante dos riscos de transmissão da covid-19. Conforme orientações do Ministério da Saúde, uma pessoa infectada deve, além de procurar atendimento, ficar isolada de outros indivíduos e fazer quarentena durante 14 dias. O prazo pode ser menor, dependendo das orientações das prefeituras.

Segundo a infectologista Ana Helena Germoglio, não é possível definir se uma pessoa está com covid-19 ou com gripe apenas com a análise do profissional, chamado no jargão técnico de diagnóstico clínico.

Para a avaliação do quadro de saúde do paciente é preciso realizar testes. No caso da covid-19, há diferentes modalidades, como os testes de antígeno ou laboratoriais PCR. No caso da gripe, também há distintos tipos de exames.

Por isso, a infectologista destaca a importância de que, diante de sintomas, as pessoas procurem assistência médica para que o profissional possa indicar os procedimentos adequados à realização do diagnóstico.

Gripe x covid-19

Embora os sintomas sejam bastante parecidos, há especificidades entre as duas doenças. Na gripe, sintomas como febre, tosse seca, cansaço, dores no corpo, mal-estar e dor de cabeça são comuns. Coriza ou nariz entupido e dor de garganta podem aparecer, mas são menos frequentes.

A gripe pode evoluir para casos graves e até mesmo para a morte. Segundo material explicativo do Instituto Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz (IFF-Fiocruz), a hospitalização e a possibilidade de óbito estão, em geral, vinculadas aos grupos de alto risco. A influenza pode também abrir espaço para infecções secundárias, como aquelas causadas por bactérias.

Na covid-19, febre e tosse seca são sintomas comuns. Já cansaço, dores no corpo, mal-estar e dor de garganta podem surgir às vezes. A doença tem outros sintomas que, em geral, não são sentidos por quem tem gripe, como perda do olfato e paladar.

A covid-19 também pode avançar para quadros mais graves, como evidencia a marca de mais de 600 mil pessoas. Pessoas nessas situações mais graves ou críticas podem ter forte falta de ar, pneumonia grave e outros problemas respiratórios que demandem suporte ventilatório ou internação em unidades de terapia intensiva.   

“A covid-19, principalmente agora, dá muita queixa de perda de olfato e paladar. A influenza costuma deixar mais prostrado, acamado, dor no corpo, sensação de congestão. Quando a gente compara as duas, a influenza dá muito mais sintomas. Pra gente fechar o diagnóstico, somente com exame laboratorial”, diz Ana Helena Germoglio.

A atividade terapêutica contribui com diversos benefícios para a saúde, pois trabalha equilíbrio, postura, força muscular, a autoestima e a concentração do paciente.

Os reeducandos do Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC) que trabalham no projeto da equoterapia - atividade terapêutica realizada com cavalos – encontraram uma nova oportunidade de recomeço e de virada de página.

Anexo ao CRC, no bairro Carumbé, o projeto atende, de forma gratuita, 45 pessoas de todas as idades, diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), deficiência física, Parkinson, Síndrome de Down, pós-Covid-19 e outras enfermidades com apoio de psicólogos, terapeutas, pedagogos e outros profissionais da saúde. 

Formado em fisioterapia, o reeducando Osiel de Andrade Filho, contou que o seu trabalho de término de conclusão de curso foi voltado na equoterapia e desde que passou a participar do projeto, há sete meses, tem sido mais fácil superar os desafios da privação de liberdade.

"Participar do projeto, na minha área de formação, foi um divisor de águas para superar os desafios de estar privado de liberdade. Só pelo fato de eu sair da cela, ter contato com demais pessoas, com os animais e ver a melhora dos pacientes é muito gratificante, o que me dá a sensação de estar fazendo a coisa certa", destacou o recuperando.

Osiel explica que a equoterapia contribui com diversos benefícios para a saúde, pois trabalha equilíbrio, postura, força muscular, a autoestima e a concentração do paciente. "É uma atividade multidisciplinar indicada para todas as idades. Tenho pacientes de dois anos até 76 anos, que em pouco tempo já conseguiram uma melhora significativa e participar dessa evolução me faz sentir cada vez mais entusiasmado".

O instrutor de equitação e reeducando do CRC, Jovanil Salvaterra Carvalho, mais conhecido como 'Jacaré', também compartilhou da mesma opinião de que participar do projeto é uma oportunidade de recomeço e de ressocialização.

Há oito meses no projeto, ele é responsável pela preparação dos animais antes e pós- atendimento, alimentação e higienização. Além disso, auxilia como guia, acompanhando o paciente que está montando no cavalo e os outros profissionais da saúde. 

"Tem sido muito gratificante participar desse projeto por que você acompanha a melhora dos pacientes, que chegaram com alguma dificuldade e depois você vê a transformação deles. Quando retorno para cela, deito com a consciência tranquila e o dever de papel cumprido, pois estamos fazendo uma coisa de coração aberto para o bem de outras pessoas. Então essa troca é uma oportunidade de recomeço", afirmou.

Relatos

A aposentada Aparecida Fátima de Carvalho relatou que contraiu a Covid-19 e precisou ficar intubada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por dois meses. Assim que recebeu alta médica, foi recomendada a iniciar o tratamento com a equoterapia.

Ela procurou o CRC e só tem a comemorar pela recuperação. "Tem sido maravilhosa cada sessão. A equoterapia me ajudou também a passar pelo luto do meu marido que não resistiu a Covid-19. Eu só tenho a agradecer toda equipe do projeto", disse.

Já o autônomo, Francis Francisco de Souza, faz o acompanhamento do filho, de 6 anos, que é hiperativo, há pouco mais de cinco meses. "Recebemos o encaminhamento por parte da psicóloga para ajudar no tratamento. Nesse curto período, já notamos uma melhora muito grande no comportamento dele, tanto em casa, na escola e aqui mesmo no espaço. Sempre que ele vem é uma diversão, pois ele fica bastante à vontade com a equipe e os instrutores".

A pedagoga Jaqueline Aparecida de França, que é voluntária no projeto, explica que para cada paciente, especialmente crianças, é desenvolvido uma atividade que busca uma melhor interação com o animal.

"Todo mundo é acostumado a ver o pedagogo em sala de aula e na equoterapia, ele ajuda com uma equipe multidisciplinar e para isso não tem lugar melhor lugar que ao ar livre e em contato com a natureza. É uma equipe que visa o bem estar tanto dos pacientes, como dos animais e é fundamental o esforço de cada um aqui para esse projeto dar certo".

Sobre o projeto

O diretor do CRC, Winkler de Freitas Teles, destaca que a ideia do projeto surgiu em 2020, a partir do filme "Rédeas da Redenção", que relata a história de um detento que começa a fazer parte de um programa de terapia reabilitacional com cavalos. Atualmente, há uma fila de espera de 120 pessoas para novos atendimentos.

Ele relembrou que a estrutura da equoterapia do CRC foi toda montada com auxílio dos reeducandos, demais servidores e entidades da sociedade civil organizada.

"Nós vimos uma necessidade de ter este lado social em prol da sociedade cuiabana, de forma gratuita e que pudesse ajudar as pessoas que mais precisam. Os atendimentos da equoterapia são realizados de segunda a sexta-feira, das 17h às 20h", disse o diretor da unidade.

Ainda segundo Winkler, o projeto conta com a parceria da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), da Cavalaria da Polícia Militar, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) e do Poder Judiciário de Mato Grosso.

"Todos contribuíram de alguma forma para fazer esse projeto dar certo. Os reeducandos participaram de cursos com o pessoal da UFMT e do Senar. Toda a estrutura de madeira foi cedida pela Juizado Volante Ambiental (Juvam), enfim, são uma série de esforços que somados, acabaram dando muito certo", finalizou Winkler.

 

 

Sábado, 04 Dezembro 2021 05:00

“Eu aceitei o desafio e salvei 4 vidas”

MT Hemocentro divulga calendário de dezembro para coletas de doação de sangue.

Com a proposta de intensificar as coletas para repor e manter o estoque do banco de sangue público do Estado, o MT Hemocentro realizará, no mês de dezembro, diversas campanhas voltadas para a doação voluntária de sangue, além das coletas de rotina realizadas pela entidade.

O cronograma também prevê coletas em Cuiabá e em algumas cidades do interior por meio do Hemobus com apoio de instituições públicas e particulares.

Na sexta-feira (03.12), o MT-Hemocentro conclui a coleta de doação de sangue no município de Diamantino, com a equipe técnica do Hemobus. Essa ação tem o apoio da empresa de comunicação e revista RDM.

Nos dias 06 e 07, ainda em parceria com a revista RDM, o Hemobus estará na Secretaria de Estado de Educação (Seduc) até às 16h30.

Entre os dias 09 e 10, a colega externa será na Assembleia Legislativa do Estado (ALMT), em parceria RDM, Qualivida e 10S, também até às 16h30. Aa coleta irá ocorrer dentro do espaço físico da Assembleia.

A igreja Adventista será parceira em uma ação envolvendo seus membros, no dia 11, na sede do MT Hemocentro, localizada na Rua 13 de Junho, em Cuiabá.

No dia 14, o hemobus estará coletando doações no município de Nova Marilândia, atendendo os moradores da região.

Nos dias 16 e 17, a coleta será na Agência Transfusional e no Hospital e Pronto-socorro municipal de Várzea Grande.

A campanha “Eu aceitei o desafio e salvei 4 vidas” iniciou em 25 de novembro; e seguirá até o dia 17 de dezembro. Neste período, estarão sendo distribuídas mil camisetas com o slogan da campanha.

Encerrando a agenda de dezembro, será realizada a Campanha “Doador Nota 1000’, no período de 20 a 31, na sede do MT Hemocentro. Essa mesma campanha será prorrogada, após recesso de fim de ano, até o dia 20 de janeiro de 2022.

Conforme a diretora do Hemocentro, Gian Carla Zanela, onde o Hemobus estiver durante o mês de dezembro, haverá o cadastramento de novos doadores. O cadastro será das 8h às 11h30. A capacidade de atendimento é de 40 pessoas por turno e de 80 doadores por dia.

Para participar da campanha, é necessário realizar o agendamento da doação para coletas internas. Para as coletas com o Hemobus, o atendimento é por ordem de chegada, não necessitando agendamento prévio.

Para agendar a doação: acesse o Sistema de Agendamento do MT-Hemocentro no link http://mthemocentro.saude.mt.gov.br. O voluntário também pode agendar as doações por telefone, no número (65) 98433-0624 (Whatsapp, ligação ou mensagem) ou no tradicional número fixo: (65) 3623-0044 ramais 211 e 221.

 

 

Sexta, 03 Dezembro 2021 17:15

A Jornada do paciente oncológico

 Câncer de pele pode ser evitado com cuidados diários. Prevenir é melhor, mas se houver diagnóstico, a Unimed Cuiabá está preparada para realizar um tratamento humanizado e especializado por meio da Jornada do Paciente Oncológico.

 O câncer de pele é o tipo de maior incidência no Brasil e corresponde por 33% de todos os diagnósticos. Exposição prolongada ao sol, histórico de câncer na família ou exposição à câmara de bronzeamento artificial estão entre os fatores de risco para o desenvolvimento da doença. Conhecer os sintomas e manter um protetor sempre às mãos são alguns cuidados que podem evitar casos graves dos tumores e aumentar as chances de cura. 

 De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2020, estima-se que o número de novos casos do tipo mais comum da doença (não melanoma), ultrapasse os 176,9 mil registros, sendo que destes 83,7 mil eram homens e 93,1 mil eram mulheres. Já os casos mais graves (melanoma), apesar de uma incidência menor, a previsão é que 8,5 mil novos casos no total. 

 Anualmente, o Inca registra cerca de 185 mil novos casos, um número que por si serve de alerta e motiva campanhas de conscientização como o Dezembro Laranja. “O câncer de pele é mais comum e frequente, ainda mais na nossa região. Na maioria das vezes é curável, mas há tipos mais graves como o melanoma, por isso a importância do Dezembro Laranja. Um período para trabalhar com orientações e cuidados que previnem o desenvolvimento do câncer de pele”, ressalta Alexandre Lima Marques, coordenador médico da jornada do paciente oncológico da Unimed Cuiabá. 

 Os tumores malignos da pele classificam-se em dois tipos: melanoma e não melanoma. Para ambos os casos, um diagnóstico precoce aumenta as chances de cura. 

 “Ficar sempre alerta aos sinais de mudanças como lesões mais pigmentadas, com formas irregulares, coceira, sangramentos, mudança de cor. Também, observar as manchas de “nascença”, se ela teve alguma mudança de cor, tamanho”, orienta o médico. 

 Alguns cuidados simples ajudam na prevenção da doença. “É fundamental o uso de protetor solar, principalmente nas regiões de maior exposição, como mãos, rosto, braços”, aconselha Alexandre. Outras proteções como bonés, óculos de sol e evitar exposição nos horários de sol mais intenso, geralmente das 10h às 16h do dia, também reforçam o cuidado. 

 Pessoas de peles claras são as mais afetadas pela doença, porém a atenção aos sintomas e cuidados preventivos devem ser seguidos por todos. “Mesmo as peles com mais pigmentadas estão suscetíveis. Pessoas que foram muito expostas ao sol durante a infância ou adolescência, também têm risco de câncer de pele no futuro", alerta. 

 JORNADA

 A Jornada do Paciente Oncológico tem como foco o atendimento humanizado do cliente. Ações desde a prevenção do câncer até o seguimento dos pacientes curados e/ou cuidados de fim de vida para aqueles com doença avançada, são priorizadas na campanha. 

 Uma das ações preventivas é o rastreamento nos check-ups. Os pacientes precisam de orientações para que façam os exames certos e deixem de simplesmente agendar exames sem critérios médicos. Assim, com o diagnóstico precoce é mais fácil começar o tratamento certo o mais rápido possível. 

 A Jornada do Paciente Oncológico parte de uma coordenação de atendimento e da disponibilidade de informações sistêmicas para todos os médicos envolvidos no tratamento do paciente oncológico. 

 

Hospital e Pronto Socorro de Várzea Grande  é credenciado para fazer residência médica. Em 5% ou apenas 253 cidades do Brasil existem ofertas de vagas para médicos residentes que após este período se tornam médicos especialistas.

Mesmo em um ano de adversidades para a Saúde Pública e porque não dizer também para a Saúde Privada, Várzea Grande, avançou no setor e se consolida diante do eficiente planejamento colocado em prática, seja na vacinação contra a COVID- 19, seja da implantação da Maternidade Pública da Rede Cegonha Dr. Francisco Lustosa de Figueiredo e agora com a confirmação do Ministério da Educação de que o Hospital Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande (HPSMVG) entra para o rol de instituições que realizarão Residência Médica.

“Essa é uma grande notícia e demonstra que estamos no caminho certo, que continuamos um trabalho realizado desde 2015 e continuado por nós e que vem representando melhorias em uma das áreas mais essenciais de todas, a saúde pública, da qual milhões de pessoas no Brasil dependem”, disse o prefeito Kalil Baracat para quem a Saúde em Várzea Grande caminha a passos largos e vai continuar sendo prioridade.

A Residência Médica (RM) é uma das fases mais importantes para o profissional da saúde; durante esta etapa acontecem as principais vivências na área em que o médico irá se especializar. Essa modalidade de ensino de pós-graduação, que confere o título de especialista, completou 77 anos em 2021 – uma conquista para a medicina como um todo.

A Residência é um período de grande dedicação ao desenvolvimento de competências profissionais no qual o médico destina 60 horas semanais à aprendizagem em serviço, totalizando, ao final de cada ano, 2.880 horas de formação. Essa carga horária prioriza eminentemente a prática profissional: 288 a 576 horas dedicadas às atividades teóricas, e a carga horária restante é destinada às atividades práticas.

De acordo com os dados divulgados na Demografia Médica no Brasil, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), no País, cerca de 40% das vagas de residência médica não são ocupadas.

“Atualmente no Brasil são apenas 809 instituições credenciadas pelo Ministério da Educação para ofertar vagas de Residência Médica em apenas 5% 253 cidades ofertam vagas e Várzea Grande passou a fazer parte deste seleto grupo que acompanha 53.776 médicos residentes, sendo anualmente 7 mil vagas são disponibilizadas entre novas e de profissionais médicos que completaram sua carga horária”, disse o prefeito Kalil Baracat.

“É simplesmente uma decisão fantástica”, comemorou o Dr. Glen Arruda, coordenador da Comissão de Residência Médica (Coreme) do Hospital Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande que desde 2018 realiza um trabalho para chegar até este momento e que necessita avançar ainda mais para se tornar um Hospital Escola que transformará médicos em especialistas “e com certeza em brilhantes profissionais”, disse Glen Arruda que nos últimos três anos esteve mensalmente se especializando fora de Mato Grosso para permitir que Várzea Grande desse um grande passo em prol do SUS – Sistema Único de Saúde e da saúde que atende a milhares de pessoas da cidade, de outros municípios, Estados e até mesmo países vizinhos do Brasil.

“O Hospital e Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande foi credenciado pela Comissão Nacional de Residência Médica do Ministério da Educação para dois programas de residência médica: clínica médica e cirurgia geral. A visita técnica contou com a participação das doutoras Magali Sanches e Heloise Siqueira, que visitaram in loco o HPSMVG em outubro passado e é com muita satisfação que recebemos essa notícia, pois esse projeto trará muitas melhorias para o SUS Várzea Grande”, disse Glen Arruda.

O projeto iniciado em 2018 tem como eixo o ensino/serviço para melhorar a qualidade no atendimento e a eficiência nos resultados, pois foram três anos de muito esforço e dedicação para que o Hospital Pronto Socorro de Várzea Grande fosse autorizado pelo Ministério da Educação.

“Tivemos o empenho de dois gestores, a então prefeita Lucimar Sacre de Campos que iniciou essa caminhada e agora o prefeito Kalil Baracat que está concluindo este importante avanço para a Saúde Pública de Várzea Grande, de Mato Grosso e do Brasil, pois em nossa cidade tem curso de medicina, na capital do Estado também e a especialização é fundamental”, frisou Glen Arruda lembrando ainda do ex-secretário Diógenes Marcondes, do atual titular da pasta, Gonçalo Barros que se juntaram ao Diretor Geral do HPSMVG, Ney Provenzano, do supervisor da área de cirurgia geral, Dr. Gunther Pimenta e da supervisora da área de Clínica Médica, Aline Almeida que juntamente com nós se dedicaram para que a Residência Médica se tornasse uma realidade.

Glen Arruda ressaltou que este é só o começo de um projeto bem maior que visa transformar o Hospital Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande em numa instituição do tipo Hospital Ensino e se tornar referência na especialização de médicos além do bem maior, que é salvar vidas com conhecimento. “Temos ainda outros passos a serem dados e o que é melhor, quanto mais avançarmos, melhores serão as possibilidades de ampliar atendimento e receber mais recursos, só que de outros Ministérios, além da Saúde, também da Educação e futuramente da pasta de Ciência e Tecnologia, pois também transformaremos a unidade em um centro de pesquisas”, disse.

Referência no atendimento

Segundo o secretário de Saúde, Gonçalo Barros, fica evidente neste Credenciamento para Residência Médica de que Várzea Grande avança a passos largos para se consolidar como referência em Saúde Pública de qualidade. “O prefeito Kalil Baracat tem reiteradamente nos cobrado que a Saúde Pública de Várzea Grande seja referência nos atendimentos que ela oferta para as pessoas, independente de residirem ou não na cidade, pois cerca de 40% a 52% dos atendimentos prestados anualmente, são de pessoas de outras cidades, Estados e até mesmo países vizinhos ao Brasil e com quem Mato Grosso faz fronteira”, disse Gonçalo Barros.

Ele apontou ainda que o credenciamento de Residência Médica (RM) é feito por etapas e neste primeiro momento ele é provisório, “mas é necessário lembrar que fomos visitados por técnicos dos Ministérios da Educação e da Saúde que avaliam as condições da unidade hospitalar, a possibilidade de realizar um trabalho desta envergadura que é a Residência Médica que no Brasil representam mais de 55% dos atendimentos realizados em grandes unidades hospitalares”, frisou Gonçalo Barros.

“É um primeiro passo de muitos que a Administração Kalil Baracat planeja dar ao longo dos próximos anos e que consolidarão em definitivo a saúde pública da segunda maior cidade de Mato Grosso, em uma caminhada iniciada pela ex-prefeita Lucimar Sacre de Campos que deu um salto nos serviços de saúde prestados pela Várzea Grande”, frisou Gonçalo Barros.

Já para o Diretor Superintendente do Hospital Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande, Ney Provenzano, a Residência Médica é uma das etapas vencidas pela Administração Municipal que coroa todo um processo de crescimento e de investimentos visando melhorar o atendimento médico que é oferecido a população que espera uma Saúde Pública eficiente e sempre presente.

“Temos conquistado ao longo dos últimos anos, importantes avanços no Hospital Pronto Socorro Municipal e que são reconhecidos por todos interessados. A Saúde Pública conquista a cada dia novas vitórias e demonstra isto em números de atendimentos realizados e especializações, tanto que conseguimos enfrentar a pandemia da COVID- 19”, disse Ney Provenzano.

 

A infectologista Maria Isabel de Moraes Pinto, pontua a relevância de se estar ciente de que existem várias doenças respiratórias que podem ser transmitidas e muitas delas são passíveis de prevenção através de vacinação.

Os casos de infecções virais em crianças aumentaram nas regiões onde houve maior retorno às aulas presenciais, segundo boletim InfoGripe, da Fiocruz. É o caso de Cuiabá que tem diagnosticado mais casos de vírus respiratório sincicial. Conforme Maria Isabel de Moraes Pinto, infectologista e especialista em vacinas do Cedic Cedilab/Dasa, é um vírus que ainda não existe vacina. Os sintomas mais comuns são coriza, tosse e febre. “No entanto, principalmente em crianças pequenas, pode ter um desenvolvimento com dificuldade de respirar e precisar de internação hospitalar”, observa a especialista. Segundo a médica, ainda não há casos expressivos de internação. Porém, ela sugere atenção.

“Observo aí um problema. Muitas pessoas não se vacinaram contra a Influenza, incluindo crianças, mesmo diante da possibilidade de realizar na rede pública gratuitamente na oportunidade em que foram disponibilizadas”.

Para a infectologista é necessário que a gente tenha cuidados especiais. De acordo com ela, não se deve deixar de lado a higiene das mãos, a lavagem dos brinquedos em comuns e o uso de máscaras para evitar que essas infecções aconteçam de uma maneira descontrolada. “Algo muito importante é que frente a essas infecções respiratórias, mesmo que pouco sintomáticas, seja feita a testagem visando diagnosticar a infecção pelo SARS-CoV-2 e que nos casos mais graves que possa indicar internação é necessário que se faça a testagem de outros vírus. “Sabemos que é uma testagem desagradável, porém muito importante. Visa não somente o diagnóstico, mas a possibilidade dessa criança poder passar para outros indivíduos, bem como a necessidade de isolamento nesse caso”, friosu a doutora.

Raramente um paciente faz teste para esses tipos de vírus, porque eles são caros e os planos de saúde não cobrem. “Realmente esse diagnóstico de outros vírus respiratórios são caros e nem sempre são contemplados pelos convênios médicos. Mas em algumas situações eles podem fazer a diferença, principalmente em crianças”, destacou.

Por fim, ela pontua a relevância de se estar ciente de que existem várias doenças respiratórias que podem ser transmitidas e muitas delas são passíveis de prevenção através de vacinação. Alerta ainda para a quantidade de pessoas e crianças que estão com a vacinação desatualizada. “Ainda está disponível a importante vacina influenza.  Quem não se vacinou, deve se vacinar. Atualizar as outras vacinas. Há doenças respiratórias graves como coqueluche que podem ser prevenidas através de vacinação, bem como as causadas pelo pneumococo. Então é de suma importância colocar a carteira vacinal em dia, inclusive se vacinando contra a influenza”, ponderou a médica.

 

 

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