Meio Ambiente

Meio Ambiente (47)

 Várzea Grande sedia o Programa Rios+Limpos.

Porta de entrada do Pantanal Mato-grossense, um dos mais importantes biomas do mundo, Várzea Grande espera que o desenvolvimento seja sustentável para que as gerações futuras também desfrutem das riquezas de um ecossistema equilibrado e eficiente.

Várzea Grande foi escolhida para sediar o lançamento do Programa Nacional Rios+Limpos. As baías de Siá Mariana e Chacororé - localizadas no Pantanal - também terão a edição do evento, nesta sexta e sábado, 18 de setembro, data em que se comemora o Dia Mundial da Limpeza.

O Programa Rios+Limpos, visa melhorar a qualidade das águas no país, e consequentemente a saúde das pessoas. A iniciativa é inédita no Pantanal e fortalece as ações executadas pelo Governo do Estado para manter o nível de água e a biodiversidade local, em parceria com os municípios que estão dentro da área do Pantanal ou de bacias que formam o Pantanal Mato-grossense.

“É um orgulho para nós a escolha de Várzea Grande para sediar o lançamento desse importante programa. A nossa administração tem aplicado políticas públicas de desenvolvimento econômico e social, e nossa preocupação é para que a qualidade de vida da população não seja comprometida, por isso estamos investindo em todos os setores, e principalmente, no esgotamento sanitário, que ajuda a preservar o Rio Cuiabá, um dos mananciais mais importantes na formação da região pantaneira e um dos maiores pontos turísticos de nosso país”, destacou o prefeito Kalil Baracat.

Ele reafirmou, durante o evento, a parceria de serviços com o Governo Federal e com o Governo do Estado, em ações conjuntas para o fortalecimento e desenvolvimento de projetos que assegurem a preservação do meio ambiente e das bacias e rios que unem as cidades de Cuiabá e Várzea Grande.

“A questão ambiental sempre será primordial, essencial e repleta de diversidade de ações, pois não é apenas em uma gestão que iremos conseguir resolver todos os problemas que cercam o meio ambiente e o desenvolvimento tão essencial às pessoas”, disse o prefeito Kalil Baracat acompanhado pelo governador do Estado em exercício, Otaviano Pivetta.

O vice-governador do Estado no exercício da Chefia do Poder Executivo, Otaviano Pivetta disse que o Governo do Estado tem se esforçado na tratativa de decisões e na adoção de medidas efetivas para evitar danos ao meio ambiente e que tem estabelecido ordem de desenvolvimento para que os agentes produtivos se integram ao meio ambiente e façam a sua produção sem agredir os recursos naturais.

“Preservar os nossos recursos naturais é uma obrigação de todos nós, e a consciência popular precisa colocar isso na pauta do dia a dia. Esse gesto com o universo em que vivemos precisa acontecer dentro de casa, na rua, no bairro, na cidade e no estado. Nós temos que incorporar a cultura da sustentabilidade. O Rio Cuiabá merece e precisa urgentemente de cuidado, por isso são necessárias ações como esta e outras para a preservação desse bem. O Governo do Estado está pensando e agindo de forma consciente na certeza de que nós vamos deixar um legado positivo, e o início de uma cultura que se tornará patrimônio da sociedade. A secretaria de Meio Ambiente está fazendo um trabalho transparente, consciente, estratégico e no cumprimento da Lei”.

O secretário Nacional do Ministério do Meio Ambiente, André França, disse que o programa Rios+Limpos integra a agenda ambiental urbana que é desenvolvida pelo Ministério de Meio Ambiente para melhorar a qualidade de vida das pessoas, aliadas às ações amplamente desenvolvidas pelos estados e municípios. “Escolhemos Cuiabá/Várzea Grande por saber da conexão que as duas cidades têm com o Rio, e que tiveram o seu desenvolvimento a partir do rio, e esse é um bom exemplo para mostrar ao país, que Mato Grosso tem feito um bom trabalho na conscientização da população para a importância de se preservar esse bem maior, e tão essencial para a vida. Cada um fazendo a sua parte, os rios ficam mais limpos e todos ganham com essa educação ambiental”.

André França disse ainda que em um bioma único no mundo, como o Pantanal, é mais emblemático desenvolver ações, porém Mato Grosso tem feito um bom trabalho no meio ambiente, e este trabalho é importante porque é um momento de também chamar a atenção do voluntariado para que mais ações e projetos sejam realizados em prol da preservação das nascentes e rios. “E essa época é totalmente adequada uma vez que os rios estão mais baixos, e os trabalhos ficam mais facilitados. E como o Brasil está passando por uma crise hídrica é mais um motivo para cuidar melhor dos nossos rios”, asseverou.

A secretária Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Mauren Lazzaretti, disse que o lançamento do programa Rios+Limpos é importante uma vez que as ações, no Estado, seguem até o dia 18 de setembro, Dia Mundial da Limpeza. “Neste dia haverá uma movimentação de mais de 180 países, e mais de 50 milhões de pessoas envolvidas na limpeza dos rios, de áreas urbanas e de cursos d’águas, e o nosso Estado também participa desse movimento. Esse é um programa para todo o Brasil com o objetivo de promover ações e medidas voltadas para a limpeza dos rios brasileiros. O Estado de Mato Grosso é parceiro do Governo Federal e hoje é protagonista dessa ação tão importante para a qualidade de vida da população. “Estamos procurando melhorar a cada dia a gestão e a política estadual para que ela reflita no apoio que o Estado e o Governo Federal podem dar aos municípios, para que essa agenda urbana possa refletir a toda a população mato-grossense”. 

A Conexão de duas cidades com o Rio

O secretário municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento Rural e Sustentável, Célio Santos agradeceu a iniciativa do Governo Federal e o Governo do Estado por oportunizar ao município de Várzea Grande o lançamento de um importante programa como o Rios+Limpos. “Esse projeto visa, principalmente, conscientizar a população para que não descarte lixos nas ruas, que acabam desaguando nos córregos e, consequentemente, nos rios e no Pantanal, causando danos irreparáveis para o meio ambiente".

Para o prefeito Kalil Baracat, natural de Várzea Grande, não existe desenvolvimento econômico e social sem que ele seja autossustentável, sob pena das futuras gerações não desfrutarem da importância de um ecossistema equilibrado. “Ou adotamos medidas agora, ou as futuras gerações padecerão”, disse Kalil Baracat sinalizando que este é um problema de conscientização, pois o desenvolvimento não pode parar, mas também não por ter consequências danosas ao meio ambiente.

Logo após a solenidade de lançamento do programa Rios+Limpos, equipes das secretarias de meio ambiente de Cuiabá e Várzea Grande, além de moradores do Distrito de Passagem da Conceição e voluntários realizaram a limpeza das margens do Rio Cuiabá. Equipes de barcos também percorreram o Rio para a limpeza nos locais com mais dificuldade de acesso. 

Presentes ao evento, os deputados estaduais, Paulo Araújo (PP) e Carlos Avallone (PSDB) e a suplente senadora Margareth Buzetti enalteceram o evento apontando que a globalização passa a exigir dos governos medidas positivas e efetivas visando o desenvolvimento autossustentável, pois ele é essencial para que o Planeta Terra possa se manter e não sofrer com as decisões adotadas pela exploração irracional de seus recursos naturais.

As autoridades presentes conheceram um pouco da cultura e artesanato de Várzea Grande, como as Redes do Limpo Grande, a gastronomia e a apresentação de danças como o cururu e o siriri. Na oportunidade o Secretário Nacional do Ministério do Meio Ambiente, André França lembrou que o artesanato, a gastronomia e a cultura têm dado demonstrações inequívocas da importância do desenvolvimento sustentável. “Está muito claro que as riquezas locais sobrepuseram o desenvolvimento industrial, comercial e convivem de forma harmônica, é isto que todos nós desejamos, a manutenção dos valores históricos e culturais”, disse André França.

 

Rede de supermercados inaugura Ecoponto - um projeto ambiental, social e econômico de sustentabilidade.

Foi inaugurado o Ecoponto Lixo Zero no estacionamento do Comper do Jardim Itália, no último dia 12. Trata-se de um projeto ambiental, social e econômico de sustentabilidade que tem por objetivo receber doações de lixos recicláveis, que após serem vendidos terão o valor revertido para instituições sociais e para a compra de materiais escolares de escolas municipais. A iniciativa nasceu da união de esforços de várias empresas, instituições e parceiros que trabalham por um mundo mais sustentável.

A rede de supermercados Comper é um dos parceiros incentivadores para a destinação correta do lixo. A gerente regional de Operações, Izilda Maria da Silva, afirma que esta campanha é importante porque visa a educação e a conscientização da população para fazer o descarte correto do lixo que será reciclado, além de gerar emprego e também renda para instituições sociais. “O Comper sempre abraça iniciativas que visam um planeta mais sustentável. Disponibilizamos o espaço para a implantação do primeiro Ecoponto Lixo Zero de Cuiabá, que é um local de fácil acesso e com grande fluxo de pessoas, o que facilitará a doação do lixo reciclável”. Ela disse também que a rede estuda ampliar esta parceria para outras unidades.

O diretor da Teoria Verde, Jean Peliciari, disse que o objetivo é fazer a conexão de pessoas e empresas com o mesmo desejo de um planeta sustentável. Ele disse também que a inauguração do Ecoponto é a realização de um sonho: mostrar para a população que é possível fazer a separação do lixo para a destinação correta e não enterrar nos lixões. “Já fizemos várias ações na região, de um dia e até semanas, mas nunca tivemos um ponto fixo e ainda mais com a possibilidade de expandir para toda rede Comper”, ressalta. 

A jovem de 19 anos Raiane Conceição Ferreira Nunes trabalhava no lixão junto com sua mãe e agora está bem feliz porque foi contratada para trabalhar no Ecoponto para receber as doações e fazer a triagem. “Vou receber mais do que no lixão e ainda com possibilidades de crescimento”, comemora.

O Ecoponto Lixo Zero é o resultado da união de Ongs, startups, iniciativas privada e pública e sindicato: Comper, Lebrinha, Teoria Verde, Instituto Lixo Zero Brasil, Sindirecicle, Canaã Recicláveis, Central de Reciclagem, Biomavi, Ecodescarte, WM Ambiental e Prefeitura de Cuiabá.

Os valores arrecadados com as doações recebidas pelo Ecoponto são destinados para as instituições de acordo com cada segmento:

• Plásticos: É o Bicho MT, Cão Cuidado Cão Amor e Tampatinhas.
• Alumínio e sucata de ferro: Abrigo Bom Jesus de Idosos.
• Papel e Papelão: compra de kits escolares para crianças carentes da região.
• Eletrônicos: Hospital de Câncer de Mato Grosso.
• Óleo de Cozinha: valor dividido para as 12 escolas municipais cadastradas na campanha LEVO e que são locais de entrega voluntária.
• Vidros: não haverá valor em dinheiro para a reciclagem, pois o valor do resíduo é baixo, mas terão destinação correta.
• Remédios vencidos: não gera receita, mas igualmente terão a destinação correta.

 

Quinta, 09 Setembro 2021 05:00

Fauna silvestre

Ibama conduz e regulamenta resgate de animais no Pantanal com apoio da Sema-MT. Voluntários devem se cadastrar junto ao Ibama para atuação no manejo de fauna silvestre.

Para planejar medidas de apoio à fauna no Pantanal mato-grossense, alinhar atribuições e procedimentos a serem adotados, representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) e do Instituto Brasileiro de Recursos Naturais (Ibama) se reuniram na segunda-feira (06.07). O Ibama estabelece normas para a retirada de animais da fauna e realiza cadastramento para voluntários junto ao órgão. 

"Neste ano, o Ibama já se apresentou para cumprir a sua competência natural estabelecida pela lei, e a Sema atuará como parceiro com o quadro técnico, infraestrutura e recursos para que o Pantanal seja atendido da melhor maneira possível", explica a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.

Ela acrescenta que a equipe da Sema está pronta para iniciar as medidas de dessedentação, alimentação e resgate dos animais, com recursos para isso, mas toda a intervenção no Bioma será de acordo com os critérios técnicos ambientais. 

De acordo com o monitoramento realizado pela Sema até o momento, a intervenção no Bioma ainda não é recomendada, visto que há riscos e impactos ambientais já conhecidos pela ciência de interferências no Bioma. 

Para os voluntários

Os órgãos ambientais esclarecem que a autorização para entidades que irão atuar com espécimes da fauna silvestre, ovos e larvas no pantanal é de responsabilidade do Ibama, assim como o controle e gestão dos animais, de acordo com a Lei Complementar 140/2011.

Ficou definido na reunião que quando for necessário atendimento a animais fora do Pantanal, deve haver a anuência da Sema, e autorização de transporte do Ibama. No caso de transporte para fora do estado, será necessária também a aprovação prévia da organização estadual de meio ambiente de destino. 

Quanto ao apoio financeiro/institucional da Sema-MT para tratamento médico veterinário do animal resgatado, quando necessário, será acionada a Coordenadoria de Fauna para verificar o local de atendimento e custos. 

Será definido um local de recebimento dos animais, um ambulatório para atendimento de emergências, as clínicas que poderão receber animais silvestres, e os insumos. O monitoramento que atualmente é realizado pela Sema do Pantanal, será realizado em conjunto com o Ibama.

Para definição sobre a suplementação alimentar e dessedentação, técnicos do Ibama e Sema irão avaliar a necessidade de acordo com os critérios: perda intensa e significativa de habitat e refúgios naturais; perda de fontes naturais de alimento em todos os extratos da vegetação; perda, deterioração ou contaminação de fontes de água; e análise do escore corporal dos animais.

Durante a reunião, foi apresentado o monitoramento realizado desde abril pela Sema-MT , que apontou o escore corporal dos animais adequado, presença de água em mais da metade dos pontos vistoriados na Transpantaneira, e espécies em reprodução como: cateto, cachorro do mato, anhuma, cervo do pantanal, catingueiro, quati, capivara, filhote de lobo guará. 

Riscos da interferência inadequada no Bioma

Animais silvestres podem se habituar a presença humana, trazendo uma série de prejuízos à fauna, como facilidade para caça ilegal, atropelamento, prejudica a sociabilidade do animal dentro da espécie dele e a habilidade de procurar alimentos. 

Também pode ocorrer de os animais associarem a figura humana à disponibilização de alimentos, o que aconteceu no ano passado, onde lobetes foram filmados comendo ovo na mão de voluntários, e animais frequentando casas e pousadas. Ambas as situações prejudicam o bioma pantaneiro e a preservação da fauna silvestre.

 

Domingo, 08 Agosto 2021 05:00

Pesca predatória no Manso está proibida

De autoria do presidente da ALMT, deputado Max Russi, nova Legislação busca preservação ambiental.

De agora em diante está proibida a pesca predatória nos entornos da barragem da Usina Hidrelétrica de Manso, distante 100 km de Cuiabá. A Lei 11.486/2021, de autoria do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB), sancionada pelo governo do estado, proíbe a extração de recursos pesqueiros naquela região, salvo nas modalidades exercidas com a finalidade de subsistência ou amadora.

O parlamentar defende a ampliação das ações de preservação ambiental, tendo em vista que grupos específicos de pescadores não respeitam os limites ambientais e acabam jogando lixo na beira do lago e da rodovia, que dá acesso a Bom Jardim, que é distrito de Nobres.

"Um dos mais importantes pontos turísticos do Estado vem sendo tomado por uma pesca predatória, acompanhada de grande volume de lixo acumulado no entorno da barragem, poluindo as margens da rodovia MT-351, que dá acesso ao município de Nobres, um dos cartões postais de Mato Grosso. Com muita gente pescando no mesmo local e levando quilos e quilos de peixe para casa, não há ecossistema que aguente", conscientiza o deputado. 

Os trechos onde serão proibidos o uso dos recursos pesqueiros, conforme a normativa, compreendem o Rio Cuiabazinho e suas drenagens até a confluência com o Rio Manso e; Rio Manso e respectivas drenagens até a confluência com o Rio Cuiabazinho.

Segundo a Lei, o sítio pesqueiro está classificado, de acordo com seu objetivo, como área destinada para a prática da pesca esportiva, nos termos da Lei n 9.074, de 24 de dezembro de 2008. Portanto, "fica autorizada a pesca de subsistência mediante cadastramento dos integrantes das comunidades ribeirinhas no órgão competente”, cita trecho da norma. 

É considerado sítio pesqueiro a porção do sistema hídrico, caracterizado por expressiva piscosidade, com ecossistemas reservados, capazes de assegurar a manutenção do recurso pesqueiro, não caracterizado como reserva de pesca esportiva.

O texto deixa claro que fica proibida a extração de recursos pesqueiros a menos de cinco quilômetros de proximidade da barragem da Usina Hidrelétrica de Manso, salvo nas modalidades de pesca exercidas com a finalidade de subsistência ou amadora.

Caso seja flagrada a pesca na área estabelecida, será aplicada multa de até 3 UPF/MT por kg por produto e subproduto.

O artigo 4º da nova legislação aponta que sítio pesqueiro estadual do Manso está sob regime jurídico específico de domínio do Estado de Mato Grosso, não sendo permitidas as atividades que degradem o meio ambiente ou que, por qualquer forma, possam comprometer a integridade das condições ambientais da área, assim como demais práticas que venham a prejudicar a atividade de pesca esportiva.

O  artigo 5º estabelece que se considera pesca esportiva a modalidade de pesca, exercida por pescador amador ou esportivo devidamente licenciado, com petrechos específicos, cujo produto de sua captura não caracteriza comércio.

“Considera-se como pescador amador ou esportivo pessoa física devidamente licenciada pelo órgão competente que pratica a pesca sem fins lucrativos”, cita o parágrafo único do artigo.

A lei regulamenta que no Sítio Pesqueiro Estadual do Manso, somente será permitida a pesca esportiva na modalidade “pesque e solte”, com os seguintes apetrechos: linha de mão; caniço simples; caniço com molinete ou carretilha; equipamentos de pesca com mosca; iscas naturais (endêmicas da bacia hidrográfica); iscas artificiais; anzol sem farpa.

 

 

 

Saiba de onde vem o produto que você consome e a importância disso para a conservação da floresta e para a nossa sobrevivência. Comprar alimentos da Amazônia, produzidos de maneira sustentável, mantém a floresta em pé, famílias no território e gera bem estar e saúde para todos.

No dia 17 de julho é comemorado o Dia de Proteção às Florestas.  A biodiversidade é um bem compartilhado com o planeta. Por isso, a preocupação em conservar a Amazônia não é somente uma questão nacional e está no topo da lista dos grandes líderes mundiais. Mas não são apenas eles que podem ajudar nesta empreitada. Qualquer consumidor pode fazer uma enorme diferença se souber escolher os produtos que adquire. “O consumo afeta o meio ambiente de várias maneiras e o impacto ambiental pode ser irreversível - para melhor e para o pior”, afirma Fabiana Prado, coordenadora do LIRA - Legado Integrado da Região Amazônica, do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas. 

O Projeto LIRA desenvolve, junto com uma rede de parceiros, uma série de ações e impulsiona diretamente negócios sócio-produtivos vinculados a 12 cadeias de valor da Amazônia: castanha, farinha de mandioca, turismo, açaí, pesca, pirarucu, artesanato, artefatos de madeira, cumaru, cacau silvestre e borracha. “Quando vamos ao mercado para fazer as compras do dia a dia, devemos rever alguns hábitos e ter atenção àquilo que compramos, saber de onde veio aquele produto e como foi produzido. Parece uma ação pequena, mas pode ajudar a manter a floresta em pé”.

A castanha-da-Amazônia, por exemplo, também conhecida como castanha-do-Pará, ou castanha-do-Brasil, ocupa o segundo lugar entre os produtos de extração vegetal mais produzidos no Brasil, (IBGE/2019). “Tem uma importância enorme como alimento, está intimamente ligada à cultura local e é fonte de renda de comunidades tradicionais”, afirma Cristina Tófolli, coordenadora do MPB – Monitoramento Participativo da Biodiversidade que, assim como o LIRA, é conduzido pelo IPÊ. Segundo ela, na Reserva Extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, no Acre, os moradores extrativistas notaram a diminuição na produção de castanha com o decorrer dos anos, o que já estava impactando significativamente a renda familiar local e foram eles mesmos que pediram a inclusão da castanha entre os produtos monitorados pelo projeto. “Quem compra hoje as castanhas da Resex, está apoiando uma extração sustentável, além de apoiar uma comunidade engajada pela Amazônia, inclusive de jovens, que passaram a se orgulhar em participar de um modo de vida tradicional em aliança com a conservação da floresta” conclui.

Viva o pirarucu!

Com o pirarucu ocorre algo similar. O maior peixe com escamas de água doce do mundo é nativo da Amazônia e desempenha um papel-chave na pesca de subsistência realizada pelas populações ribeirinhas da região Norte. Ele está entre os mais apreciados nas demais regiões do país. Sua pesca é permitida apenas em área com manejo autorizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e precisa vir de áreas manejadas, um trabalho de séculos das comunidades tradicionais com algumas adaptações científicas e metodológicas. Desde 2014, com a participação de monitores locais, já foram registrados 216.699 kg de pescados de pirarucu em 4 áreas de manejo (RESEX do Rio Unini, RESEX Baixo Juruá, RESEX Médio Juruá e RDS Uacari) - todas no estado Amazonas. 

Para ajudar no momento de escolher as compras, existem selos que podem ser encontrados nos produtos que foram produzidos de maneira sustentável, como é o caso do “Origens Brasil”. “Consuma produtos que vêm de áreas protegidas e manejadas, assim você colabora significativamente com a bioeconomia e valoriza a cultura dos povos tradicionais da Amazônia, além de conservar a floresta mais biodiversa do planeta”, conclui Fabiana Prado. 

A Prefeitura de Cuiabá intensificou nesta semana o trabalho de eliminação de bolsões de lixo ao longo do perímetro urbano da cidade. A atividade é coordenada pela Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) e durante esta semana está contemplando cinco comunidades, sendo quatro da região Sul e uma da Leste.

Durante a segunda-feira (14) e terça-feira (15), as equipes atuaram em áreas localizadas no Residencial Brasil 21 e também no bairro São José. Agora, desde a quarta-feira (16) até o próximo sábado (19), os trabalhos estão concentrados nos bairros Jardim Presidente II, Recanto do Sol e Planalto.

A atividade de limpeza das áreas utilizadas como pontos de descarte irregular de resíduos é realizada de forma contínua e conta com apoio de maquinários como pás carregadeiras e caminhões. Todo material recolhido por meio das ações da Limpurb é encaminhado para o aterro sanitário da Capital.

“O prefeito Emanuel Pinheiro nos deu a missão de não só dar continuidade, mas também de intensificar nossas ações de zeladoria. A eliminação de bolsões de lixo é fundamental para os moradores vizinhos dessas áreas, para o meio ambiente e para a saúde pública”, comenta o diretor-presidente da Limpurb, Vanderlúcio Rodrigues.

De acordo com a Limpurb, Cuiabá chegou a ter mais de 300 áreas identificadas como locais de despejo ilegal de lixo. Atualmente, apesar de ainda não ser considerado o ideal, o número foi reduzido para cerca de 38. Ainda conforme o órgão municipal, todas essas áreas são monitoradas com o apoio da população e recebem constantes intervenções de limpeza.

Além disso, para potencializar o combate dessa prática irregular, a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos, criou o programa Mutirão Contra Bolsões de Lixo, executado todos os sábados. No entanto, Vanderlúcio destaca que para acabar com esse tipo de problema é necessário que a população também colabore com o trabalho executado.

“O primeiro passo para o cidadão nos ajudar a cuidar da cidade é também o mais eficaz, que é não jogar lixo em locais que não são apropriados para isso. Àqueles que seguem esse bom caminho da preservação, podem atuar como fiscalizadores e denunciar os infratores para a Secretaria de Ordem Pública pelo telefone (65) 3616–9614 ou até mesmo utilizar o 190 da Polícia Militar”, completa o diretor-presidente.

 

 

Segunda, 07 Junho 2021 05:00

Alerta Vermelho: Há apenas uma Terra

Um novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Fazendo as pazes com a Natureza (2021), destaca a “gravidade das triplas emergências ambientais da Terra: clima, perda de biodiversidade e poluição”. Essas três “crises planetárias autoinfligidas”, afirma o Pnuma, colocam “o bem-estar das gerações atuais e futuras em um risco inaceitável”. Esse Alerta Vermelho, lançado para o Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), é produzido com a Semana Internacional de Luta Antiimperialista.

A reportagem é publicada por Tricontinental, 02-06-2021.

 Qual a escala da destruição?

 Os ecossistemas se degradaram a um nível alarmante. O relatório da Plataforma de Política Científica Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos de 2019 fornece exemplos impressionantes da escala da destruição:

Um milhão das cerca de oito milhões de espécies de plantas e animais estão ameaçadas de extinção.

As ações humanas levaram pelo menos 680 espécies de vertebrados à extinção desde 1500, com as populações globais de espécies de vertebrados caindo 68% nos últimos 50 anos.

Mais de 9% de todas as raças de mamíferos domesticados usados para alimentação e agricultura foram extintas em 2016, com outras mil raças em extinção.

A degradação do ecossistema é acelerada pelo capitalismo, que intensifica a poluição e o desperdício, o desmatamento, a mudança e exploração do uso da terra e os sistemas de energia movidos pelo carbono. Por exemplo, o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês), Mudanças Climáticas e Terra, (janeiro de 2020) aponta que apenas 15% das zonas úmidas conhecidas permanecem, a maioria tendo sido degradada além da possibilidade de recuperação. Em 2020, o Pnuma documentou que, de 2014 a 2017, os recifes de coral sofreram o mais longo evento de branqueamento grave já registrado. Prevê-se que os recifes de coral diminuam drasticamente com o aumento das temperaturas; se o aquecimento global aumentar para 1,5°C, apenas 10-30% dos recifes permanecerão; e se o aquecimento global aumentar para 2°C, então menos de 1% dos recifes irão sobreviver.

Do jeito que as coisas estão, há uma boa chance de que o oceano Ártico esteja sem gelo em 2035, o que afetará tanto o ecossistema ártico quanto a circulação das correntes oceânicas, possivelmente transformando o clima global e regional. Essas mudanças na cobertura de gelo do Ártico já desencadearam uma corrida entre as principais potências pelo domínio militar na região por conta de seus valiosos recursos energéticos e minerais, abrindo ainda mais a porta para uma devastadora destruição ecológica; em janeiro de 2021, em um artigo intitulado Regaining Arctic Dominance [Recuperando o domínio do Ártico], os militares dos EUA caracterizaram a região como “simultaneamente uma arena de competição, uma linha de ataque em conflito, uma área vital que contém muitos dos recursos naturais de nossa nação e uma plataforma de projeção de poder global”.

O aquecimento do oceano vem junto com o despejo anual de até 400 milhões de toneladas de metais pesados, solventes e lodo tóxico (entre outros resíduos industriais) – sem contar os resíduos radioativos. Este é o lixo mais perigoso, mas é apenas uma pequena proporção do lixo total lançado no oceano, incluindo milhões de toneladas de plástico. Um estudo de 2016 descobriu que, em 2050, é provável que haja mais plástico no oceano do que peixes em termos de peso. No oceano, o plástico se acumula em redemoinhos, um dos quais é a Grande Mancha de Lixo do Pacífico, uma massa estimada de 79 mil toneladas de plástico oceânico flutuando dentro de uma área concentrada de 1,6 milhão de km² (aproximadamente o tamanho do Irã). A luz ultravioleta do sol degrada os detritos em “microplásticos”, que não podem ser limpos e que perturbam as cadeias alimentares e destrói habitats. O despejo de resíduos industriais nas águas, inclusive em rios e outros corpos de água doce, gera pelo menos 1,4 milhão de mortes anualmente por doenças evitáveis ​​que estão associadas à água potável poluída por patógenos.

Os resíduos nas águas são apenas uma fração do que é produzido pelos seres humanos, estimado em 2,01 bilhões de toneladas por ano. Apenas 13,5% desses resíduos são reciclados, enquanto apenas 5,5% são compostados; os 81% restantes são descartados em aterros sanitários, incinerados (o que libera gases do efeito estufa e outros gases tóxicos) ou vão para o oceano. Com a taxa atual de produção de resíduos, estima-se que esse número aumentará 70%, chegando a 3,4 bilhões de toneladas em 2050.

Nenhum estudo mostra uma diminuição da poluição, incluindo a geração de resíduos, ou uma desaceleração do aumento da temperatura. Por exemplo, o Relatório da Lacuna de Emissões do Pnuma (dezembro de 2020) mostra que, até 2100 e mantendo a atual taxa de emissões, o mundo está a caminho de um aquecimento de pelo menos 3,2°C acima dos níveis pré-industriais. Isso é muito maior do que os limites estabelecidos pelo Acordo de Paris de 1,5° – 2,0°C. O aquecimento planetário e a degradação ambiental se alimentam mutuamente: entre 2010 e 2019, a degradação e a transformação da terra – incluindo o desmatamento e a perda de carbono do solo em terras cultivadas – contribuíram com um quarto das emissões de gases de efeito estufa, com as mudanças climáticas agravando ainda mais a desertificação e o rompimento de ciclos de nutrição do solo.

 Quais são as responsabilidades comuns e diferenciadas?

Na declaração da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento de 1992, o sétimo princípio de “responsabilidades comuns, mas diferenciadas” – acordado pela comunidade internacional – estabelece que todas as nações precisam assumir algumas responsabilidades “comuns” para reduzir as emissões, mas que os países desenvolvidos têm maior responsabilidade “diferenciada”, por historicamente ter maior contribuição nas emissões globais cumulativas que causam as mudanças climáticas. Uma olhada nos dados do Projeto de Carbono Global do Centro de Análise de Informações de Dióxido de Carbono mostra que os Estados Unidos da América – por si só – têm sido a maior fonte de emissões de dióxido de carbono desde 1750. Os principais emissores de carbono ao longo da História foram todas as potências industriais e coloniais, principalmente Estados europeus e os EUA. A partir do século 18, esses países não apenas emitiram a maior parte do carbono na atmosfera, mas também continuam a exceder sua parcela justa do Orçamento Global de Carbono em proporção às suas populações. Os países com menos responsabilidade pela criação da catástrofe climática – como pequenos Estados insulares – são os mais afetados por suas desastrosas consequências.

A energia barata baseada no carvão e nos hidrocarbonetos, junto com a pilhagem dos recursos naturais pelas potências coloniais, permitiu aos países da Europa e da América do Norte aumentar o bem-estar de suas populações à custa do mundo colonizado. Hoje, a extrema desigualdade entre o padrão de vida do europeu médio (747 milhões de pessoas) e do indiano (1,38 bilhão de pessoas) é tão gritante quanto há um século. A dependência da China, Índia e outros países em desenvolvimento do carbono – particularmente do carvão – é de fato alta; mas mesmo esse uso recente de carbono pela China e Índia está bem abaixo do dos Estados Unidos. Os números de 2019 para as emissões de carbono per capita da Austrália (16,3 toneladas) e dos EUA (16 toneladas) são mais do que o dobro da China (7,1 toneladas) e da Índia (1,9 toneladas).

Todos os países do mundo precisam fazer avanços para deixar de depender de energia baseada em carbono e evitar a degradação do meio ambiente em grande escala, mas os países desenvolvidos devem ser responsabilizados por duas ações urgentes principais:

Reduzir as emissões prejudiciais. Os países desenvolvidos devem fazer cortes drásticos nas emissões de pelo menos 70-80% dos níveis de 1990 até 2030 e se comprometer com um caminho para aprofundar ainda mais esses cortes até 2050.

Mitigação e adaptação capacitante. Os países desenvolvidos devem ajudar os países em desenvolvimento transferindo tecnologia para fontes de energia renováveis, bem como fornecendo financiamento para se mitigar e se adaptar aos impactos das mudanças climáticas. A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima de 1992 reconheceu a importância da divisão geográfica do capitalismo industrial entre o Norte e o Sul Global e seu impacto nas respectivas participações desiguais do orçamento mundial de carbono.

É por isso que todos os países nas inúmeras Conferências do Clima concordaram em criar um Fundo Verde para o Clima na Conferência de Cancún, em 2016. A meta atual é de 100 bilhões de dólares anuais até 2020. Os Estados Unidos, sob a nova administração Biden, se comprometeram a dobrar seu valor internacional, financiar contribuições até 2024 e triplicar suas contribuições para adaptação. Mas, dado o patamar muito baixo, isso é altamente insuficiente. A Agência Internacional de Energia, em seu World Energy Outlook , sugere que o número real para o financiamento climático internacional deve estar na casa dos trilhões a cada ano. Nenhuma das potências ocidentais sugeriu algo parecido com um compromisso dessa escala com o Fundo.

 O que pode ser feito?

Mudança para emissões zero de carbono. As nações do mundo como um todo, lideradas pelo G20 (que responde por 78% de todas as emissões globais de carbono), devem adotar planos realistas para chegarmos a zero emissões líquidas de carbono. Na prática, isso significa zerar a emissão de carbono até 2050.

Reduzir a pegada militar dos EUA. Atualmente, as Forças Armadas dos EUA são o maior emissor institucional de gases de efeito estufa. A redução da pegada militar dos EUA reduziria consideravelmente os problemas políticos e ambientais.

Fornecer compensação climática para países em desenvolvimento. Garantir que os países desenvolvidos forneçam compensação climática por perdas e danos causados por suas emissões climáticas. Exigir que os países que poluíram as águas, o solo e o ar com resíduos tóxicos e perigosos – incluindo resíduos nucleares – arquem com os custos da limpeza; exigir o fim da produção e utilização de resíduos tóxicos.

Fornecer financiamento e tecnologia aos países em desenvolvimento para mitigação e adaptação. Além disso, os países desenvolvidos devem fornecer 100 bilhões de dólares por ano para atender às necessidades dos países em desenvolvimento, inclusive para adaptação e resiliência ao impacto real e desastroso da mudança climática. Esses impactos já são suportados pelos países em desenvolvimento (particularmente os países de baixa altitude e pequenos Estados insulares). A tecnologia também deve ser transferida para os países em desenvolvimento para mitigação e adaptação.

 

 

Para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, o projeto Verde Novo do Poder Judiciário de Mato Grosso promoverá uma série de ações de distribuição e plantio de mudas de árvores frutíferas e nativas do cerrado na capital mato-grossense. Ao todo serão disponibilizadas gratuitamente à população cerca de 5 mil mudas, ao longo do mês de junho.

 Nesse sábado (5 de junho) pela manhã, a equipe do Verde Novo entregará o plantio de 1.000 mudas no Parque das Águas, situado no Centro Político e Administrativo de Cuiabá. O trabalho de preparação dos berços, para colocara as mudas, iniciou nessa semana e contou com a parceria do Unicred que doou a mão de obra para a realização do plantio. As mudas serão disponibilizadas pelo Grupo Petrópolis parceiro do Projeto desde 2017.

 No período da tarde, outras 2,5 mil mudas serão entregues no Shopping Pantanal. A entrega das árvores contará com uma unidade volante, por meio de um carrinho de mudas, dentro do estabelecimento comercial que também entregará um saquinho de adubo orgânico produzido pelo shopping.

 Conforme o assessor do Juvam, Sergio Saviolli, as ações são homenagens ao Dia do Meio Ambiente e serão encerradas com o plantio de várias espécies na MT-251 (saída para Chapada dos Guimarães) no dia 12 de junho. "Todas as ações estão sendo pensadas nesse contexto da pandemia e com todas as precauções necessárias. Por isso, pensamos em um ponto móvel de distribuição no shopping, nos 'deliverys' que estamos promovendo nos bairros com a van do Juvam", pontuou Sérgio.

 O gerente de Sustentabilidade do Grupo Petrópolis, Alaercio Nicoletti Junior, frisa que os benefícios do plantio de árvores para a comunidade cuiabana são significativos. Ele exemplifica dizendo que as 300 mil mudas compensará, ao longo de 20 anos, o equivalente à quantidade de CO2 geradas em 1 ano por mais de 6 mil veículos de médio porte, rodando 500 km por semana. "Além disso, a cobertura de árvores torna mais bela a capital mato-grossense, e ainda reduz a sensação térmica com suas sombras", disse.

 Este ano, além da doação de mudas, o Grupo Petrópolis anunciou a destinação de 2.400 'berços' para o plantio de mudas de árvores do Projeto Verde Novo. Esses berços são cavidades feitas em locais apropriados com tratamento necessário para o bom desenvolvimento das árvores.

 Verde Novo 

 Um projeto do Poder Judiciário de Mato Grosso, idealizado pelo Juvam de Cuiabá, desenvolvido em cooperação técnica com o Município de Cuiabá e o Instituto Ação Verde e patrocinado pelo Grupo Petrópolis, responsável pela doação das mudas de árvores nativas e frutíferas.

 Até hoje o Verde Novo realizou quase 400 ações e foram distribuídas e plantadas cerca de 100 mil mudas em diversos pontos de Cuiabá.

 

 

Sábado, 01 Mai 2021 05:00

Os Guardiões do Pantanal

Os Guardiões do Pantanal

Brasil fecha 2020 entre os maiores recicladores de latas de alumínio. Segundo associação do setor, país reciclou 97% das latas vendidas.

 O Brasil fechou 2020 como um dos principais líderes mundiais em reciclagem de latas de alumínio. De acordo com levantamento da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas), o país obteve um índice de reciclagem de 97,4%.

De 402,2 mil toneladas de latas vendidas, foram recicladas 391,5 mil, ou, aproximadamente 31 bilhões de unidades. Em 2019, o número de latas vendidas e recicladas foi menor. Na ocasião, foram 375,7 mil toneladas vendidas e 366,8 mil toneladas recicladas.

“Os dados mostram como a estrutura de reciclagem de latas no Brasil é sólida. O setor manteve suas operações dentro de padrões seguros, contribuindo para a preservação do meio ambiente e a geração de emprego e renda para milhares de famílias”, afirmou Alfredo Veiga, diretor de Metais da Novelis e coordenador do Comitê de Reciclagem da Associação Brasileira do Alumínio (Abal).

O desempenho do setor em 2020 manteve-se satisfatório, mesmo em um cenário de pandemia, com a interrupção de atividades de coleta seletiva em diversos municípios e a suspensão do trabalho de cooperativas e catadores. A reciclagem de produtos é uma referência de economia circular no Brasil e no mundo, com a renovação infinita da embalagem.

De acordo com a Abralatas, o Brasil é o terceiro maior mercado mundial de latas de alumínio. Em 2020 foram quase 32 bilhões de latas consumidas no Brasil.

Em novembro do ano passado, a Abralatas e a Abal firmaram um Termo de Compromisso com o Ministério do Meio Ambiente para ampliar a gestão de coleta e reciclagem de latinhas de alumínio para bebidas.

No termo, as associações garantiram a manutenção do índice de reciclagem das latinhas no patamar de 95%, em cumprimento à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

O fortalecimento da cadeia de reciclagem gera benefícios econômicos e ambientais para todo o Brasil. O aumento na produtividade gera renda para milhares de famílias de catadores envolvidos, além de promover a conservação do meio ambiente pela reutilização das latas em circulação.

 

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