Agronegócio

Agronegócio (7)

Natural de Santo Ângelo/RS, aos 41 anos, Fernando Cadore foi empossado como novo presidente da Aprosoja-MT e conduz os trabalhos da entidade pelos próximos três anos. Ainda criança, aos seis anos de idade, Cadore deixou o Rio Grande do Sul com a sua família, o destino: Mato Grosso. Assim como muitos produtores rurais que chegaram ao Estado naquela década, os Cadore também vieram em busca de oportunidade de uma vida no campo. A família chegou em Campo Verde, mas se estabeleceu em Primavera do Leste, no ano de 1988. Fernando Cadore é casado com Franciella Cadore com quem tem três filhos. Possui formação técnica em Agropecuária pelo Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e graduação em Agronomia pela Universidade de Mato Grosso (UFMT). Aos 41 anos foi empossado como novo presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), no dia 18 de dezembro de 2020. O produtor rural conduz os trabalhos da entidade pelos próximos três anos.

Em 2010, Fernando se associou a Aprosoja e começou a se engajar com a entidade. Foi delegado coordenador por Primavera do Leste de 2011 até 2013, depois assumiu o cargo de segundo vice-presidente Sul por dois anos (2016-2017). No último triênio (2018-2020) atuou como vice-presidente da instituição. Agora chegou ao cargo mais alto da entidade, foi eleito presidente com 1.900 votos pela chapa 01 “Aprosoja Decidida, Produtor mais Forte” para o triênio (2021-2023).

O que a entidade representa para você e o que o produtor rural pode esperar desta gestão?
Cadore:
 A entidade é um mecanismo de defesa do produtor rural na coletividade. É o local onde nós produtores temos voz. É justamente isso que a nossa gestão vai fazer: ouvir às demandas e buscar soluções para que a nossa classe se desenvolva cada vez mais forte. Queremos uma gestão participativa, entender os verdadeiros anseios e agir em prol de melhorias.

A logística e o armazenamento são alguns dos gargalos que precisam ser solucionados para que a produção agrícola avance. Na sua gestão, como esses entraves serão trabalhados?
Cadore: 
É preciso investir em políticas públicas. Temos um déficit na questão da armazenagem dos grãos. Hoje temos apenas 50% dos armazéns disponíveis para o que Mato Grosso produz. E a perspectiva é de que essa produção aumente em 45% nos próximos 10 anos. Um Estado como o nosso, líder na produção de grãos, fica com a capacidade produtiva comprometida. A logística do escoamento dos grãos também precisa de atenção. A Aprosoja-MT já tem desenvolvido projetos em parceria com o Movimento Pró-logística para melhorar a condição de trafegabilidade. E vamos dar continuidade.

Em relação aos projetos desenvolvidos pela Aprosoja-MT, na sua gestão irão continuar?
Cadore:
 Vamos dar sequência aos projetos que têm gerado resultados positivos. É preciso disseminar o que temos feito e investir em pesquisas e ações que trazem benefícios ao produtor, seja na área da defesa agrícola, política agrícola, logística e sustentabilidade.

E por falar em sustentabilidade, essa é uma questão bastante desafiadora. Como a sua gestão pretende mostrar para a sociedade que o produtor rural tem responsabilidade socioambiental?
Cadore:
 Temos que romper com essa desinformação que muitos têm de que o produtor é inimigo do meio ambiente. O único caminho é a comunicação. Vamos informar a sociedade, mostrar que conservamos e preservarmos o meio ambiente. De acordo com o levantamento feito pelo projeto Guardião das Águas, utilizamos menos de 10% de todo o território mato-grossense com agricultura, conservamos 34% da área com florestas privadas, dentro das nossas propriedades rurais, em forma de reserva legal, área de preservação permanente, corredores ecológicos e nascentes.

Para finalizar, qual recado do presidente para os associados?
Cadore:
 Primeiramente agradeço a confiança depositada em mim para conduzir uma das maiores entidades de classe do país. Somos 7 mil e 200 produtores associados. Faço o convite para que todos participem, se engajem na causa rural. Estamos abertos para ouvir sugestões, críticas e contamos com todos para uma gestão participativa.

Governo de MT realiza o segundo maior leilão de rodovias do Brasil. Foram concedidos à iniciativa privada três lotes de rodovias estaduais, totalizando 512,2 quilômetros. Ao todo, os contratos somam quase R$ 6 bilhões, com uma taxa de retorno de 9,2% .

O Governo de Mato Grosso realizou, no último dia 26, na sede da B3, a bolsa de valores oficial do Brasil, na cidade de São Paulo, o leilão de concessão de três lotes de rodovias estaduais, totalizando 512,2 quilômetros.  Este foi o segundo maior leilão de rodovias do Brasil, perdendo somente para o Governo de São Paulo, que concedeu 1.273 quilômetros de malha rodoviária.

Foram leiloados três lotes de rodovias: Lote 1, com 138,4 quilômetros da MT-220, no trecho entre Tabaporã e Sinop; o Lote 2, com 233,2 quilômetros, das rodovias MT-246, MT-343, MT-358 e MT-480, nos trechos de Jangada a Itanorte; e o Lote 3, com 140,6 quilômetros da MT-130, entre Primavera do Leste e Paranatinga.

As concessões têm prazo de 30 anos e o critério de julgamento das vencedoras durante o leilão foi o de menor valor da tarifa de pedágio, tendo como critério de desempate o maior valor de outorga, cujo valor mínimo estabelecido em edital era de R$ 50 mil.

O Lote 1, entre Tabaporã e Sinop, teve como vencedor o Consórcio Via Norte Sul, que ofertou o menor valor de tarifa, de R$ 8,25.  Este consórcio disputou o lote com o consórcio Via Brasil MT-220, que perdeu por ofertar uma tarifa de R$ 8,30. O valor do contrato soma R$ 1,173 bilhão.

O Lote 2, entre Jangada a Itanorte, teve o consórcio Via Brasil MT-246 como vencedor, com uma oferta de tarifa de R$ 7,90. Este consórcio foi o único na disputa por este lote. O valor do contrato é de R$ 3,103 bilhões.

Já o Lote 3, entre Primavera do Leste e Paranatinga, foi o único lote em que houve disputa entre os consórcios participantes, Via Brasil MT-130 e Primavera MT-130. Ambos ofereceram o mesmo valor de tarifa, de R$ 7,90, e o desempate foi realizado com a oferta de maior valor de outorga pelos consórcios.

O consórcio Via Brasil MT-130 ofereceu R$ 50 mil de outorga; já o consórcio Primavera MT-130 ofertou R$ 1 milhão, sendo considerado o vencedor deste lote. Com a maior oferta da outorga, o ágio sobre a outorga mínima estabelecido em edital foi de 1.900%. O valor desse contrato é de R$ 1,719 bilhão.

Ao todo, os contratos somam quase R$ 6 bilhões, com uma taxa de retorno de 9,2%. Os investimentos previstos para serem aplicados na melhoria dos três lotes das rodovias ao longo do prazo de concessão são da ordem de R$ 3,341 bilhões.

O resultado final do leilão dos três lotes foi homologado com a batida do martelo realizada pelo governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, pelo secretário-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho e pelo secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira.

Para o governador Mauro Mendes, a concessão de mais esses lotes de rodovias assegura ao Estado novo fôlego para que possa realizar mais obras de pavimentação e, por meio de investimentos em infraestrutura rodoviária, proporcionar o desenvolvimento de Mato Grosso.

“Ficamos muito felizes, pois o grande objetivo almejado pelo estado de Mato Grosso é a transferência à iniciativa privada da manutenção desses lotes rodoviários de nosso estado. Está no eixo de nossa estratégia deste e dos próximos anos a construção de 2,14 mil quilômetros de rodovias pavimentadas e definitivamente o Estado não tem condições de continuar implementando investimentos na construção e, ao mesmo, alocar recurso também para a manutenção”, afirmou. 

Mauro Mendes ressaltou ainda que o Governo já está estudando realizar a concessão de novos lotes de rodovias e ampliar a malha rodoviária repassada à responsabilidade da iniciativa privada. Com a concessão realizada hoje e a posterior formalização dos contratos, o Governo de Mato Grosso somará 1.435,6 quilômetros de rodovias concedidas.

“Todos conhecem a importância que o Estado tem na logística e no mundo do agro, um estado com dimensões continentais. Somos hoje o maior PIB agrícola deste país, neste que é o maior setor em que o Brasil é um player competitivo ao redor do mundo. Isso cria grandes oportunidades em nosso estado”, garantiu.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, afirmou que foi excelente o resultado do leilão e considerou uma demonstração importante de como Mato Grosso está sendo bem visto pelo mercado investidor, como um estado pujante, com uma administração responsável e comprometida com o futuro de Mato Grosso.

Estado pujante

“Mato Grosso mostrou ao Brasil que o mundo empresarial está olhando para o Estado. Os três lotes ofertados tiveram interessados e hoje nós temos menos 512,2 quilômetros de rodovias para fazer manutenção. Com isso, durante esses 30 anos de concessão, será garantida a qualidade da rodovia, do trânsito, geração emprego, renda, impostos e o Estado podendo investir mais em novas obras. Hoje foi uma demonstração inequívoca de que o Estado está consertado e está no caminho certo”, encerrou.

O representante do consórcio Via Brasil MT-246, Mário Marcondes, avaliou o leilão como positivo e um sucesso, apesar de o consórcio ter concorrido na disputa dos três lotes, mas ter vencido somente o Lote 2. O consórcio Via Brasil já é o responsável por duas concessões em Mato Grosso, das MT-320 e MT-208, em Alta Floresta, e da MT-100, em Alto Taquari.

“Nós viemos para esse leilão com uma estratégia bem definida, que era ganhar um lote. Já temos duas concessões em Mato Grosso. Vencemos e não houve a disputa que esperávamos, em razão de termos ido sozinho justamente no maior lote. Então, consideramos que estava de bom tamanho, dentro do nosso planejamento de investimento para 2021, e resolvemos recuar da disputa nos outros dois lotes. O Lote 2, que vencemos, é o maior lote. Ele sozinho é praticamente maior do que a soma dos dois lotes. Para Mato Grosso, foi importantíssimo esse leilão, principalmente nesses eixos que serão integrados com concessão”, avaliou.

Todo o processo de concessão foi conduzido pela Comissão Permanente de Licitação da Secretaria Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) e assessorado pela B3. Já os estudos de modelagem técnica, econômico-financeira e jurídica referentes aos três lotes, bem como as respectivas minutas de edital e contrato, foram realizados pela Secretaria-adjunta de Logística e Concessões da Sinfra, junto ao Grupo Houer Concessões.

 

Governo brasileiro escolheu o país asiático para primeira missão comercial internacional em 2020. Está prevista assinatura de declaração conjunta para troca de experiências em saúde animal e melhoramento genético. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o presidente Jair Bolsonaro cumprem nos próximos dias agenda de compromissos na Índia. O país de dimensões continentais e população acima da casa do bilhão será o primeiro destino a ser visitado por comitiva do governo federal em 2020. A escolha do roteiro reflete o interesse brasileiro em estreitar relações comerciais com a nação asiática.

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) inicia nesta quarta-feira (22) a agenda de compromissos na Índia com objetivo de ampliar e diversificar o comércio e a cooperação com o país asiático. Estão previstas reuniões com os ministros que tratam da agricultura e alimentação no país, além da participação em encontros empresariais.

No dia 24, a ministra se integra à comitiva do presidente Jair Bolsonaro, quando participará da cerimônia de troca de atos e reunião com integrantes do governo local.

Tereza Cristina irá se encontrar com Harsimrat Kaur Badal (ministra do Processamento de Alimentos), Giriraj Singh (ministro da Pecuária, Pesca e Lácteos), Narendra Singh Tomar (ministros da Agricultura e Bem-Estar dos Agricultores) e Ram Vilas Paswan (ministro de Abastecimento, Alimentos e Distribuição Pública).

Está prevista a assinatura de uma declaração conjunta entre o Mapa e o Ministério da Pecuária, Pesca e Lácteos para cooperação em saúde animal e melhoramento genético. A cooperação, com duração de três anos, prevê que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) irá oferecer capacitação para técnicos indianos em fertilização in vitro e transferência de embriões, além de apoiar a instalação e operacionalização de um Centro de Excelência em Pecuária de Leite na Índia.  

Um dos encontros empresariais tratará de parcerias entre os dois países na área de segurança alimentar, com a participação do setor privado brasileiro e indiano. Além de negociações para aumentar a oferta de produtos agropecuários brasileiros para o mercado indiano – que tem a segunda maior população do mundo (mais de 1,2 bilhão de pessoas), o modelo produtivo brasileiro, a qualidade dos produtos, status sanitário e a sustentabilidade da produção serão abordados.

Oportunidades na área de energia é o tema de outra agenda com empresários. A ministra participará ao lado do ministro Bento Albuquerque, de Minas e Energia. Uma das pautas é o apoio do Brasil para o aumento da produção de etanol na Índia.

No dia 27, último dia da agenda naquele país, Tereza Cristina estará na abertura do seminário India-Brazil Business Forum, que terá a presença do presidente Jair Bolsonaro e mais ministros brasileiros. O evento é organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) em parceria com o governo e entidades empresariais indianas.

Missão

Cerca de 70 representantes de empresas brasileiras e de associações, de diversos setores, integram a missão. Desse total, há 16 empresas do agronegócio, como de carnes, frangos, suínos, etanol, algodão, feijão, pulses (lentilha e grão de bico) e cítricos. Eles terão a oportunidade de fazer visitas técnicas e conhecer empresários indianos, o que poderá facilitar a realização de futuros negócios entre os dois países.

Ao menos sete projetos setoriais de promoção de exportações desenvolvidos pela Apex-Brasil em parceria como setor privado tem hoje a Índia como mercado prioritário, entre os quais os de carnes suínas, frangos e ovos; suco de laranja; couros; alimento, acessórios médicos e cosméticos para animais e o de etanol e derivados.

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que participa do encontro, o mercado indiano já está aberto para o frango brasileiro, porém cobra tarifas de 30% para produtos inteiros, 100% para cortes de frangos e 27% para suínos.

Balança comercial

Em 2019, as exportações agropecuárias para a Índia somaram US$ 676 milhões. Os dez produtos agrícolas mais vendidos foram: óleo de soja (bruto), açúcar de cana (bruto), algodão, feijão seco, pimenta piper (seca ou triturada em pó), óleo essencial de laranja, óleos essenciais, maçãs (frescas), sucos e milho.

As importações resultaram em US$ 85 milhões no ano passado. Os produtos indianos mais comprados foram: óleos essenciais, cominho (semente), cebola, chocolate e preparações à base de cacau, sementes oleaginosas (com exceção da soja), ração para animais domésticos, óleos vegetais, hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos, muciloginosos e espessantes e substâncias de animais para produtos farmacêuticos. (Fonte: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

 

Domingo, 19 Janeiro 2020 00:00

Suíno vivo em alta no Mato Grosso

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Também no PR e SC e queda em SP, RS, MG e GO. Os preços do suíno vivo no mercado independente começaram a recuar em parte dos estados produtores e a subir em outros. Em São Paulo, onde o quilo do animal vivo custava R$ 6,51 na primeira semana do ano, houve recuo para R$ 6,39. É uma retração de 1,84%.

Houve queda no preço também no Rio Grande do Sul. No fim de dezembro, o quilo do suíno vivo valia R$ 5,68 e agora está em R$ 5,59, o que representa queda de 1,58% no preço.

No fim de dezembro, nos estados de Minas Gerais e Goiás, o suíno comercializado vivo custava R$ 6,50. No começo deste ano, recuou 10 centavos. Na última quinta-feira (9), a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg) acordou em manter a bolsa de suínos no patamar de R$ 6,40. O mesmo valor vale para Goiás.

VALORIZAÇÃO

Por outro lado, os preços do animal vivo tiveram valorização nos dois principais produtores de país. No Paraná, o quilo do suíno vivo chegou a R$ 6,10. Ocorreu um avanço de 1,67% sobre os R$ 6 pagos até a primeira semana de 2020.

Em Santa Catarina, novamente houve valorização. Desta vez, o preço do animal vivo chegou a R$ 5,76 o quilo. Até o fim de dezembro, o valor era R$ 5,73.

Também no Mato Grosso ocorreu valorização, com o suíno vivo comercializado agora a R$ 4,85. É uma alta de 1,68% sobre os R$ 4,77 praticados até dezembro do ano passado. (Fonte: Suinocultura Industrial)

Sábado, 11 Janeiro 2020 00:00

‘Acrimat em Ação’

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O maior programa itinerante da pecuária de corte mato-grossense chega a sua 10ª edição.

Houve uma época em que a pista de julgamento de zebuínos era a forma de testar o máximo potencial produtivo da genética Nelore,

Segunda, 23 Dezembro 2019 00:00

Saberes da Terra - Desenvolvimento sustentável

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Revista reúne informação e balanço de ações voltadas à agricultura familiar