Blog da Condessa

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Primeiro turno do pleito municipal está previsto para 4 de outubro

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), marcou para hoje, terça-feira (23), a votação da Proposta de Emenda à Constituição nº 18/2020, que trata do adiamento das eleições municipais, previstas para outubro deste ano.

O Congresso Nacional começou a discutir o tema nas últimas semanas, considerando a resiliência do novo coronavírus, causador da covid-19. Especialistas da área médica ouvidos pelos senadores estimam um achatamento da curva de contaminação apenas no mês de setembro.

“Na terça-feira, pautaremos o substitutivo do senador Weverton Rocha [PDT-MA] para votação em primeiro e segundo turnos, para garantir, principalmente, os prazos já estabelecidos, segurança jurídica e o fortalecimento da democracia com as eleições ainda neste ano”, disse Alcolumbre, em mensagem no Twitter.

O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro. Congressistas mostram preocupação não apenas com a data da ida da população às urnas, mas com todo o calendário eleitoral. Isso compreende a realização das convenções partidárias e a própria campanha em si. É nesse momento que os candidatos precisam ter contato com os eleitores, conversando nas ruas e ouvindo as demandas da população. Nesse contexto, a participação dos candidatos que têm mais de 60 anos é um dos pontos que mais preocupam, já que os idosos são os mais vulneráveis à covid-19.

A proposta

A PEC 18 é de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e a ela foram apensadas outras propostas com teor semelhante. A PEC do senador da Rede encabeçará o processo por ter sido a primeira a obter as 27 assinaturas necessárias para apresentação de uma proposta de emenda à Constituição.

O relator da PEC, Weverton Rocha, tem ouvido médicos, infectologistas e ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para construir seu relatório. Na última quarta-feira (17), foi realizada uma sessão inteiramente dedicada à discussão do tema, para que o relator pudesse ouvir as opiniões de seus pares. Hoje (22), nova sessão de debates ocorrerá  e contará, inclusive, com a participação do presidente do TSE, Luís Roberto Barroso.

A PEC de Randolfe prevê o dia 6 de dezembro como nova data para o primeiro turno das eleições, mas o martelo ainda não está batido. O dia 15 de novembro surge como uma possibilidade viável. A única certeza que parece existir no momento é a realização das eleições ainda neste ano. A maioria dos senadores não considera viável prorrogar o mandato de prefeitos e vereadores, o que ocorreria se om pleito  municipal ficasse para o ano que vem, ou até mesmo para 2022, coincidindo com as eleições estaduais e nacionais. (Fonte: Agência Brasil)

 

Terça, 23 Junho 2020 05:00

Pandemia afetou tratamento de câncer

Mais de 40% dos pacientes tiveram o tratamento impactado pela pandemia

Além de já ter causado 445.535 mortes em todo o mundo até o último dia 19, o novo coronavírus impôs cuidados que, se por um lado ajudam a conter a disseminação da covid-19, por outro criaram desafios adicionais ao enfrentamento de outras doenças.

Uma das consequências da pandemia foi o atraso no diagnóstico e a interrupção do tratamento de casos de câncer. Situações que, segundo especialistas, podem contribuir para o agravamento da enfermidade.

Uma pesquisa que o Instituto Oncoguia realizou entre os dias 29 de março e 10 de maio revelou que 43% dos 429 pacientes oncológicos que responderam ao questionário foram impactados pela pandemia, contra 55% de entrevistados que disseram não ter sido prejudicados.

Entre os que declararam ter sido afetados pela crise sanitária, 15% afirmaram que seus tratamentos tinham sido adiados. Dez por cento relataram que não conseguiam agendar consultas e 6% que seus tratamentos haviam sido cancelados, sem previsão de retorno. Os 12% restantes relataram diferentes efeito da pandemia sobre suas rotinas.

Quarenta e três por cento dos pacientes afetados responderam que o adiamento ou a interrupção dos tratamentos ou procedimentos foi decidido por clínicas e hospitais, unilateralmente, por necessidade de priorizar o atendimento a pacientes infectados pelo novo coronavírus; incertezas quanto ao risco de propagação da covid-19; falta de profissionais de saúde ou outros fatores associados à pandemia.

Apenas 12% dos que responderam ao questionário disseram ter decidido eles próprios interromper a rotina de cuidados médicos. Em geral, por medo do contágio da covid-19. Em 3% dos casos a decisão foi compartilhada entre médico e paciente. Dois por cento dos pesquisados não tinham uma justificativa e 10% apresentaram outras razões.

Seis em cada dez dos pacientes oncológicos que responderam ao questionário e que utilizam o Sistema Único de Saúde (SUS) declararam que seu tratamento sofreu impacto, contra 33% dos usuários de hospitais particulares.

Analisadas por regiões, as respostas indicam que os entrevistados da Região Norte (Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) foram mais impactados que a média (43%) nacional: 63% deles responderam que seus tratamentos foram sim afetados em razão do contexto.

A presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz, acredita que a situação se alterou após o fim da coleta das respostas, em 10 de maio, quando a sociedade já tinha mais clareza quanto aos riscos da doença e a forma como o novo coronavírus se propaga. Mesmo assim, ela sustenta que os resultados são preocupantes e merecem atenção.

“Os resultados comprovam os relatos de suspensão e cancelamentos que vínhamos recebendo e, em parte, refletem o que foram os dois primeiros meses [da doença no Brasil]. Tudo virou de ponta cabeça. As pessoas tinham muito medo de sair às ruas e tivemos que nos organizar para compreender o real impacto do novo coronavírus nos hospitais”, disse Luciana a Agência Brasil.

“Agora que já estamos vendo pessoas e serviços se reorganizando, modificando padrões e comportamentos e, pouco a pouco, retomando os tratamentos, estes dados servem de alerta para os gestores”, acrescentou Luciana, defendendo que hospitais devem informar seus pacientes sobre os protocolos de segurança adotados para garantir a integridade de todos. “Isso será importante para a reconquista da confiança.”

Diagnósticos

A partir de um levantamento realizado junto a serviços especializados de todo o país, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica e a Sociedade Brasileira de Patologia estimam que ao menos 70 mil pessoas com câncer deixaram de receber o diagnóstico da doença entre março e o fim de maio.

As duas entidades calculam que cerca de 70% das cirurgias oncológicas deixaram de ser realizadas nos primeiros três meses após a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretar a situação de pandemia. Além disso, em alguns lugares, o número de biopsias realizadas em determinados períodos chegou a cair 80% em comparação ao mesmo período de um ano antes.

Questionado, o Ministério da Saúde se limitou a informar que a organização e o controle da Rede de Atenção às Pessoas com Câncer são de responsabilidade dos estados e municípios. “Quanto ao impacto nos tratamentos desse grupo [pacientes oncológicos], o gestor tem quatro meses de prazo para lançar os dados de atendimentos nos Sistemas de Informação Hospitalar (SIH) e no Sistema de Informação Ambulatorial (SIA), do Ministério”, acrescentou a pasta.

Doenças crônicas

Desde que o primeiro caso da covid-19 no Brasil foi confirmado, em 26 de fevereiro deste ano, entidades médicas e profissionais de saúde vêm manifestando preocupação com pacientes com doenças crônicas.

Conforme a Agência Brasil noticiou em abril, enquanto os números de casos e de mortes causadas pelo novo coronavírus aumentavam dia após dia, hospitais, laboratórios e clínicas públicas e privadas registravam o esvaziamento de setores destinados a pacientes com outras doenças.

Fosse pelo medo dos próprios pacientes que temiam sair de casa e serem infectados, fosse pelas dificuldades de agendar consultas ou seguir com seus tratamentos, pacientes cardíacos, diabéticos, imunodeprimidos, oncológicos, entre outros, deixaram de procurar ou receber a adequada assistência médica.

Segundo a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), o número de exames gerais caiu cerca de 80% entre fevereiro e março, enquanto o total de cirurgias caiu pela metade. No mesmo período, as clínicas de diagnóstico por imagem registraram uma redução de 70% na realização de exames.

Ainda em meados de abril, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou uma nota reafirmando que, apesar da recomendação para as pessoas manterem o distanciamento social, permanecendo o máximo de tempo possível em suas casas, tratamentos contínuos não deveriam ser interromper sem orientação médica.

A recomendação da ANS se aplica não só a pessoas com doenças crônicas, mas também àquelas que necessitam de atendimentos associados ao pré-natal e pós-parto; revisões pós-operatórias; tratamentos psiquiátricos e outros “cuja não realização ou interrupção coloque em risco o paciente”.

Além disso, para tentar reduzir a demanda nos hospitais particulares e a exposição desnecessária dos pacientes ao novo coronavírus, o Conselho Federal de Medicina (CFM) admitiu e o Ministério da Saúde regulamentou o uso da telemedicina no país, para algumas modalidades.

 

 

No palco da Plataforma Virtual Cultura e Vivência, concerto inédito apresenta obras de Chopin, Lecuona e Piazzolla_

Na próxima quinta-feira (25/06) às 20h, a Plataforma Virtual Cultura e Vivência se tornará palco para o espetáculo musical conduzido pelo pianista Pedro Henrique Calhao. O concerto integra o Programa "A importância da Cultura nos 50 anos da UFMT".

O concerto virtual inédito apresenta obras de Chopin, Lecuona e Piazzolla, e foi gravado no último dia 15 de junho na “Sala de Concerto Arone” no bairro Vila Mariana em São Paulo.

O desafio proposto pela Coordenação de Cultura e Vivência da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) foi prontamente atendido pelos cuiabaníssimos Prof. Dr. Ernani Calhao e o pianista Pedro Henrique Calhao, que cuidaram pessoalmente dos detalhes e produção, oportunizando ao público da Plataforma Virtual este espetáculo.
O concerto integra o Programa “A importância da Cultura nos 50 anos da UFMT“, e para a Coordenadora de Cultura, Thania Arruda “O concerto é um belo presente da família Calhao aos 50 anos da UFMT”.

A proposta é que o concerto tenha em média uma duração de 50 minutos a 60 minutos.

Pedro Henrique Calhao foi o solista do “Concerto Tricentenário para Piano e Orquestra”, que teve estreia mundial realizada em homenagem aos 300 anos de Cuiabá, com a Orquestra Sinfônica da UFMT (em agosto de 2018).
A orquestração de temas do cancioneiro cuiabano em solo para piano e orquestra foi encomendado ao compositor Jether Garotti Jr, sob a regência do Maestro Fabricio Carvalho. O concerto integrou a Agenda Cuiabá Tricentenária e fez parte da Série “Gabriel Novis Neves”, que teve como norte a música erudita sinfônica.

Pedro Henrique Calhao: o pianista

Trilhou os primeiros passos de sua formação pianística com a profa. Maria Mendes, em Cuiabá, MT, continuando posteriormente em São Paulo, com Alexandre Leite, Sonia Muniz de Carvalho e Helenice Audi.

Estudou analise musical com o compositor José Antônio de Almeida Prado, e participou de Master Classes com os professores Paul Ruttman e Eric Ruebner (USA). Seu interesse pela música popular o levou a estudar improvisação jazzística com o maestro alemão, radicado em São Paulo, Frank Herzberg, e posteriormente em Londres com Tim Richards, no Morley College. Desde 2018 vem sendo orientado pela profª Maria José Carrasqueira, que é pianista, conferencista e professora com atuação nacional e internacional.

Dotado de grande versatilidade no trato com a linguagem musical, Pedro Henrique Calhao transita com naturalidade pelo repertório do piano clássico e popular.

Apaixonado pela música brasileira e argentina, descobriu a riqueza da linguagem tangueira ouvindo o maestro Horácio Salgan em gravações memoráveis. Priorizando a obra de Piazzolla, criou e lidera os grupos Tangueiros in Concert, e ‘’Cabaret Vintage”, com turnês por várias cidades brasileiras.

Como recitalista, apresenta-se continuamente pelo Brasil, incluindo as cidades de Cuiabá, São Paulo, Curitiba e Fortaleza.

Em 2018 por ocasião das comemorações dos 300 anos de fundação da cidade de Cuiabá, MT, foi solista do “Concerto Tricentenário”, em estréia mundial.

Pedro Henrique Calhao é Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie – SP.

SERVIÇO
Ação: 1º Concerto virtual de piano com Pedro Henrique Calhao
Lançamento: Quinta-feira (25), às 20h
Acesso ao Concerto: culturaufmt.wordpress.com

 

Cerca de 70% dos pedidos de divórcio são iniciados pelas mulheres

 A procura por divórcio tem aumentado durante o período de isolamento social provocado pela pandemia da covid-19. Segundo a advogada da área de Família e Sucessões, Débora Guelman, o convívio intenso em virtude da quarentena tem sobrecarregado física e emocionalmente as famílias brasileiras.

“Esse isolamento social forçado pela pandemia aumenta o convívio entre os casais e justamente esse aumento do convívio gera conflitos. Por conta disso, a probabilidade de haver mais divórcios é muito maior”, disse Débora Guelman, em entrevista à Rádio Nacional.

A advogada afirma que cerca de 70% dos pedidos de divórcio são iniciados pelas mulheres, e a reclamação mais frequente é a tripla jornada. “Essas mulheres trabalham, cuidam dos filhos e cuidam da casa. Então, elas não aguentam relacionamentos machistas”, afirmou.

No Brasil há dois tipos de divórcios. No mais simples, chamado de “extrajudicial”, casais podem se separar de forma mais rápida, pelo cartório, amigavelmente. Já o divórcio judicial ou litigioso é realizado diante de um juiz e envolve questões mais complexas como falta de consenso entre o casal, partilha de bens, pensão e guarda de filhos.

“Se divorciar não é um processo rápido, pelo contrário. É um processo demorado e muito doloroso. Principalmente no aspecto emocional e no aspecto financeiro. Então, essa decisão de se divorciar envolve diversos fatores, que são impedimentos até para pessoa efetivar esse divórcio. Normalmente, a pessoa pensa por um ano e meio, até dois anos, antes de se efetivar o pedido”, explicou Débora Guelman.

Apoio

Em Brasília, um grupo terapêutico formado por duas psicólogas e uma advogada foi criado para auxiliar mulheres que estão passando por esse momento. O grupo se reune por meio de uma plataforma online, com participação de três a seis pessoas.

“O isolamento causado pela pandemia acirrou os conflitos nas relações, mas, por outro lado, dificultou o acesso aos advogados e ao Judiciário; e a recursos essenciais em uma separação, como mudar de casa, por exemplo”, explicou a psicóloga Lívia Magalhães, uma das responsáveis pela condução do grupo.

O grupo reúne mulheres que passam pelo momento pós-divórcio e aquelas que ainda estão se preparando para tomar essa decisão.

“Muitas vezes elas não têm com quem compartilhar suas angústias, suas dores, não tem o conhecimento de outras para aprenderem, não tem o acolhimento de quem passou pelo que elas estão vivendo”, disse a psicóloga.

“O isolamento causado pela pandemia acirrou os conflitos nas relações, mas, por outro lado, dificultou o acesso aos advogados e ao Judiciário, e a recursos essenciais em uma separação, como mudar de casa, por exemplo”, completou.

Segundo Lívia Magalhães, depois do atendimento em grupo, as mulheres passam por uma escuta individual para orientações específicas.

“A posteriori do grupo, ofereceremos um plantão de acolhimento individual para essas mulheres entrarem em contato e para que possamos escutá-las na sua singularidade. Não é um dispositivo terapêutico. Mas um espaço para acolher alguma demanda ou sofrimento que por ventura o grupo possa ter desencadeado”, acrescentou a psicóloga. (Fonte: Agência Brasil)

 

Em entrevista concedida ao Blog da Condessa, o deputado federal Emanuel Pinheiro Neto (PTB-MT), o Emanuelzinho, comenta sobre os obstáculos da educação remota vivido pelos estudantes da rede pública durante a pandemia da Covid-19. Diante dessa situação, o parlamentar sugere soluções. No último dia 9, ele apresentou um Projeto de Lei que tem por objetivo garantir o acesso gratuito à educação por meio da utilização multiplataformas digitais para os alunos do Ensino Infantil, Fundamental e Médio das escolas públicas.

Blog da Condessa - O PL 3209/20  tem por objetivo garantir o acesso gratuito à educação por meio da utilização multiplataformas digitais para os alunos do Ensino Infantil, Fundamental e Médio das escolas públicas. De que forma isso pode se tornar viável?

Emanuel Pinheiro Neto - Se tornaria viável por meio de políticas públicas juntamente com as secretarias de educação estaduais e municipais para buscar e dar acesso aos alunos. Por meio de programas educacionais definidores de como serão o uso dessas multiplataformas para divulgação de atividades, controles de frequência, incentivo à pesquisa, envio de tarefas, exercícios, vídeo-aulas gravadas e ao vivo, entre outras possibilidades como a transmissão de aulas por meio de canais de televisão. Sendo também necessário, por parte das instituições de educação, uma pesquisa de campo para diagnosticar a situação das famílias e dos estudantes no acesso à internet e aos equipamentos necessários para aulas na modalidade à distância, analisando também os pontos críticos que demonstraram as dificuldades de acesso aos recursos tecnológicos e midiáticos, afim de minimizar os problemas acarretados pela falta de conexão à internet e ou pela falta de equipamentos eletrônicos para o acesso as ferramentas digitais educacionais. Por outro lado, alguns estados brasileiros já vêm deliberando a favor de atividades não presenciais. Entre eles, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Espírito Santo, Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso, Acre, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraná, Rio Grande do Sul e Amazonas.

Blog da Condessa - Escolas privadas, públicas tentam se ajustar à estruturação digital para enfrentar isolamento, mas enfrentam dificuldades. Esse desafio tornou-se tão grande quanto o combate em si ao coronavírus?

Emanuel Pinheiro Neto - Sim. Acredito que a pandemia escancarou a desigualdade social que existe entre os estudantes do nosso país. Ouço alunos da rede privada dizerem que está difícil o aprendizado, agora imagine para os estudantes da rede pública? Muitos sequer têm acesso à Internet. A última pesquisa TIC Domicílios constatou que a conexão à Internet somente pelo celular se tornou a forma mais comum de navegar na web no Brasil. Com os estudantes, é a mesma coisa. É preciso repensar a maneira de disseminar o conteúdo e levar em consideração que a utilização de telas já é uma realidade. A forma híbrida de ensino veio para ficar. Agora é preciso políticas públicas que façam essa adaptação no ensino público e para isso é preciso preparar os estados e municípios.

Blog da Condessa - Diante de escolas fechadas por tempo indeterminado, a rede pública tem nas mãos a missão de encontrar solução. Essa é a sua missão também num território marcado por diferenças econômicas, sociais e culturais?

Emanuel Pinheiro Neto - Enquanto parlamentar, tenho o dever de melhorar a vida das pessoas. A pandemia trouxe o foco para problemas antigos no campo da Educação, como a falta de acesso à Internet, o despreparo dos professores, o modelo antiquado de ensino, as novas tecnologias de aprendizagem. Sou um parlamentar municipalista e trabalho para trazer desenvolvimento para o interior do meu estado. Quero que a universalização da Internet seja uma realidade em Mato Grosso. Temos que pensar também no pós-pandemia. Todo investimento feito agora será útil quando as aulas retornarem. Acredito que rotina escolar passará a ser mista com momentos on e offline.

Blog da Condessa - Outra dificuldade é a inaptidão para por conteúdos no ar ou falta de pessoal para fazê-lo. Isso requer professores bem formados e estrutura adequada. Como suprir essa deficiência?

Emanuel Pinheiro Neto - Com investimento e políticas públicas que permitam a transformação digital do ensino público. Capacitação de professores, acesso ilimitado à rede mundial de computadores e infraestrutura adequada nas escolas para tornar o modelo híbrido possível.

Blog da Condessa - Em meio à crise, o PL deve ser determinado como caráter de urgência?

Emanuel Pinheiro Neto - A crise pandêmica afeta a todos prejudicando o regular desenvolvimento em diversas áreas sociais o que torna imprescindível uma regulamentação mais breve possível, uma vez que, ainda não é previsível o fim da pandemia, o que nos obriga a viver o “novo normal” e se adaptar a ele. Vejo que sim, a proposta da educação digital se mostra urgente e precisa ser debatida na finalidade de encontrar a melhor solução e assim os estudantes não serem penalizados.

Blog da Condessa - Qual a sua posição em relação à decisão do CNE que autoriza as redes estaduais e municipais a computarem as aulas à distância como parte da carga horária mínima obrigatória?

Emanuel Pinheiro Neto - Não é o intuito nem o objetivo do nosso projeto. O nosso PL busca oferecer um ensino à distância como alternativa de complementação do ensino presencial. Utilizar o ensino à distância como carga horária, no meu entendimento, seria benéfico somente quando houvesse uma preparação e uma qualificação de estrutura física e de estrutura humana das escolas da rede pública oferecendo, assim, aos professores toda a gama de opções de ofertas de qualificação para que possam estar adequados ao ensino à distância como estão bem habilitados ao ensino presencial. Nosso projeto busca a complementação do ensino presencial, então vejo com certa ressalva a decisão do CNE.

Blog da Condessa - Qual a sua posição acerca da necessidade de reorganização do calendário escolar por conta da epidemia?

Emanuel Pinheiro Neto - Acredito que essa reorganização se faz necessária, visto que não existem condições de cumprir totalmente o que já estava previsto. Os estudantes brasileiros terão pelo menos quatro meses de prejuízo no calendário escolar. Serão necessárias mudanças, porque o momento exige soluções diferenciadas. Temo que assegurar aos estudantes direito à aprendizagem.

Blog da Condessa - Ensino remoto: uma realidade que veio para ficar?

Emanuel Pinheiro Neto - Acredito que o modelo híbrido será o que irá prosperar. Com a pandemia, tivemos que nos adaptar à tecnologia e certamente isso não irá mudar. Acredito que terão momentos online e presencial, visto que o convívio social é muito importante para a formação dos jovens. Nosso desejo é que o ensino presencial seja o mais qualificado possível e o ensino remoto, como o mundo moderno caminha neste sentido, tem que ser estruturado e preparado para as novas tendências que irão surgir dentro da Educação. Discutindo isso sempre com técnicos e especialistas e principalmente com o corpo docente que são os que vivem a realidade do dia-a-dia.

 

A queda de renda dos brasileiros em meio à crise econômica provocada pela pandemia de covid-19, preocupa os economistas. As razões para a diminuição do poder aquisitivo estão no desemprego no mercado formal (com carteira assinada), na desocupação de trabalhadores informais (sem registro) e na redução negociada de rendimentos.

Os efeitos são sentidos na queda do poder aquisitivo e na capacidade de consumo das famílias. Conforme mostrado pela Agência Brasil, o percentual de famílias com dívidas, em atraso ou não, chegou a 66,6% em abril deste ano – recorde desde janeiro de 2010. As projeções a médio prazo também despertam atenção. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) prevê que os brasileiros possam chegar até 8% mais pobres em 2021, na comparação com 2019.

“É um momento muito complicado, as famílias já estavam endividadas. A redução de renda é muito grave porque há pessoas passando necessidade”, diz o economista Ronalde Lins. “Quem perdeu o emprego não vai conseguir recuperar em curto prazo, mesmo que aceite salário mais baixo”, afirma Newton Marques, também economista. 

O presidente do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal, César Bergo, avalia que o comprometimento dos orçamentos domésticos e o desemprego se agravam com os riscos à saúde, que exigem reclusão. “A pessoa não tem dinheiro, ainda vai ficar doente? O melhor é cuidar da saúde”, afirma, acrescentando que “não se esperava tanto tempo nesse período de isolamento”.

Racionalização de gastos

Nenhum economista prescreve receita mágica ou ad hoc (expressão latina cuja tradução literal é "para isto" ou "para esta finalidade") como descreve Bergo. Em meio à recessão econômica, a bula prevê mais austeridade. As famílias precisam de “mais disciplina e racionalização de gastos. É questão de fechar o caixa e direcionar recursos. A despesa tem que estar dentro do orçamento”, recomenda.

O presidente do Conselho Regional de Economia frisa, no entanto, que “o momento é de fazer foto, mas enxergar com a luneta. Tem que olhar o futuro. O importante é ganhar tempo. A gente sabe que a pandemia não vai durar para sempre”.

O economista Ronalde Lins também diz que “não existe momento eterno sem dinheiro, sem recurso financeiro.” Por ora, ele orienta as famílias a não fazerem novos compromissos, focar no atendimento às necessidades básicas, como alimentação, renegociar dívidas e prolongar pagamento. Abra o jogo: diga não tenho dinheiro”.

Lins admite, porém, que a negociação “é difícil” no momento. “Dizer que não vai pagar para quem tem a receber é outro complicador. Uma bola de neve. A não paga B, B não paga C, e assim a economia quebra”.

Ronalde Lins é consultor de empresas privadas e observa que seus clientes sofrem com percalços para obter novos empréstimos ou rever condições de antigas operações de crédito.

“Os bancos estão fazendo propaganda que não estão cumprindo, ou beneficiando poucos. Todos os bancos estão dizendo que têm recursos. Infelizmente, os bancos não têm tido esse compromisso. Diversos clientes meus, pessoas jurídicas, não conseguiram recursos com benefício de taxa mais baixa e prolongamento de prazo. Estão colocando muita dificuldade”.

Segundo ele, a situação é ruim para as empresas e para as famílias. Apesar de quedas recentes, as taxas cobradas pelos bancos estão bem acima do que o Banco Central estabelece para a Selic (3% ao ano). Entre março e abril, a taxa de juros total do rotativo do cartão de crédito desceu de 327,1% em março para 313,4% em abril. No cheque especial, a redução dos juros foi de 130% para 119,3%.

Nesse cenário, de “taxas elevadas e absurdas”, o economista Newton Marques espera novas decisões macroeconômicas e que os bancos negociem. “A sociedade tem o direito de exigir medidas concretas. É preciso abrir os cofres. Não tem outra saída em qualquer país do mundo. É momento de guerra”, define.

Além do alto custo para famílias e empresas tomarem dinheiro emprestado, Marques aponta que há exigências de garantias que não podem ser atendidas. “Os bancos não podem fazer análise de risco exigente. Quem está precisando de dinheiro vai sucumbir a critérios rigorosos”, salienta.

 

Sábado, 20 Junho 2020 05:00

“A educação não pode esperar”

Ensino a distância: 61% das redes municipais não preparam professores

Menos de 40% das redes de ensino municipais qualificaram ou estão dando formação aos seus professores para lecionar durante a pandemia de covid-19, com recursos de educação à distância, e 61% das redes informam que não ofereceram qualquer treinamento.

Apesar da falta de capacitação, 82% das redes municipais ouvidas têm alguma estratégia para aula ou oferta de conteúdos pedagógicos a distância durante a pandemia. No caso das redes estaduais, todas estão mantendo atividades não presenciais. A Base Nacional Comum Curricular é a principal referência (93%) para a elaboração dessas atividades.

Os dados constam da pesquisa A Educação Não Pode Esperar, elaborada pelo Comitê Técnico da Educação do Instituto Rui Barbosa (IRB) e pelo centro de pesquisa Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), com 26 tribunais de Contas do país.

O IRB é uma associação civil criada pelos tribunais de Contas do Brasil e funciona há 46 anos. O instituto se apresenta como braço acadêmico dos tribunais, no desenvolvimento e aperfeiçoamento das atividades de controle externo. Na União, nos estados, no Distrito Federal e nos municípios do Rio de Janeiro e São Paulo, os tribunais de Contas são vinculados às casas legislativas.

O trabalho foi feito para o IRB a partir de levantamento de informações em 249 redes de ensino de todas as regiões do país. Dessas, 232 são municipais e 17 são estaduais. Entre as redes municipais, a amostra envolve capitais e cidades sorteadas. As informações apuradas dizem respeito à educação infantil, ao ensino fundamental e médio.

A pesquisa identificou que é recorrente o “uso do WhatsApp para comunicação entre Secretaria de Educação, escolas, professores, alunos e responsáveis e também para envio de conteúdos curtos”.

Para os alunos que têm acesso à internet, as secretarias disponibilizam conteúdos em páginas online próprias e em redes sociais. Também se identificou a utilização de plataformas, como Google Classroom, para videoaulas em tempo real.

No caso dos alunos que não têm acesso à rede mundial de computadores, as secretarias de Educação informaram que fazem a entrega de conteúdos impressos na própria escola ou até nas residências dos estudantes.

Acima de 80% das redes municipais e estaduais ouvidas pela pesquisa mantêm a distribuição de alimentos às famílias dos estudantes, como prevê a Lei nº 13.987, de 7 de abril de 2020, que autorizou, em caráter excepcional, a distribuição de gêneros alimentícios adquiridos com recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) aos pais ou responsáveis pelos estudantes das escolas públicas.

Ampla maioria (em torno de 80%) das redes municipais pesquisadas está planejando a volta às aulas presenciais, elabora estratégias contra o abandono escolar e prepara avaliações para o retorno às aulas.

No caso das redes estaduais, 15 (das 17 pesquisadas) disseram que estão se preparando para a volta às aulas. Todas informaram que têm estratégias para evitar o abandono escolar e que farão avaliação para verificar o nível dos estudantes e suas principais dificuldades.

 

Empreendedor mira na igualdade de gêneros e na tecnologia para criar plataforma que busca desenvolvimento social e sustentável no mercado de trabalho

O marketing digital, as redes sociais e a internet têm se mostrado uma solução em tempos de pandemia para ajudar as empresas a alavancarem os seus negócios na internet e também como ferramenta de impulsionamento para mudanças na sociedade.

Pensando nisso, o especialista em marketing e fundador em série de startups, Augusto Spineli, aposta no Marketing e em plataformas digitais como ponto fundamental de geração de desenvolvimento empresariais e sociais. O empreendedor, especialista em social media, SEO & SEM, identificou a possibilidade de trazer uma transformação social para o mercado de trabalho e para a sociedade de um modo geral através da criação de uma nova Startup, a Vexatio, que é uma plataforma independente de apoio às mulheres que estão sofrendo assédios em seus ambientes de trabalho: “Para uma empresa continuar crescendo mesmo em meio à crise, é preciso mais do que investir em propaganda nas redes sociais ou fazer análise das métricas da internet e trendings, mas também se comprometer com uma mudança de cultura, posicionamento e total adequação ao novos tempos, em especial no que diz respeito à igualdade de gêneros. Devido a essas mudanças de paradigmas comportamentais, que me ocorreu o desenvolvimento de um novo projeto de plataforma digital, que possui como objetivo orientar e informar as mulheres que estão sofrendo assédio moral e sexual no seu ambiente de trabalho.”
Mercado de trabalho afetado pela desigualdade entre os gêneros
Augusto aponta que é necessário ocorrer uma alteração do status quo da sociedade: “Felizmente, aquele pensamento retrógrado que colocava a mulher em uma situação de inferioridade nas relações de trabalho está ficando para trás. Essa é uma das chaves para uma mudança cultural e estrutural da sociedade. Todos nós sabemos que o machismo dominante prejudica as mulheres em todos os âmbitos sociais, principalmente no trabalho. O que me causa uma certa estranheza é que esse assunto seja tão século passado, mas tão atual ao mesmo tempo, que parece que os homens não nasceram dos ventres femininos, e nem possuem irmãs nem esposas. A Vexatio surgiu neste contexto, justamente porque mesmo saltando aos olhos da sociedade e sendo um assunto recorrente, não existem ações afirmativas e eficazes para a sua desconstrução.”
Ao vermos os movimentos sociais e ações afirmativas que tomaram lugar no mundo todo nos últimos meses, assim como o posicionamento de grandes marcas diante deste fenômeno, é certo que o consumidor hoje se identifica com empresas que são socialmente responsáveis, engajadas em diminuir a desigualdade e combater o preconceito: “Políticas afirmativas são importantes para uma sociedade melhor e também para mostrar aos consumidores nas redes sociais e em toda a comunicação corporativa que aquela marca tem empatia com o que acontece no mundo real. E que não ignora valores fundamentais para a sustentabilidade e existência humana, que são: a igualdade e o respeito”.
É preciso falar sobre o assédios e a desigualdade de gêneros
Segundo pesquisa feita pela BBC, nos últimos 12 meses, mais de 22 milhões (37,1%) de mulheres brasileiras passaram por algum tipo de assédio. No entanto, após sofrer o assédio, mais da metade das mulheres (52%) não denunciou o agressor ou procurou ajuda, por motivos diversos como medo de represálias ou de não serem ouvidas nem levada a sério.
Para o empreendedor e sócio fundador da Vexatio, é fundamental estender as mãos as essas mulheres e prover a cada uma delas meios de encontrar ajuda, aconselhamento jurídico e psicológico e até mesmo encorajá-las a levar as provas a uma autoridade competente: “A Vexatio entende as necessidades e desafios das mulheres no ambiente de trabalho, e somos uma mão amiga e profissional que auxilia na construção, na orientação sobre a real ocorrência do assédio, no empoderamento feminino e na manutenção da saúde mental. Por isso, a maneira de conscientizarmos as mulheres sobre esse assunto é criando uma ferramenta de armazenamento de provas digitais com suporte que vai da simples orientação de como produzir e armazenar provas legalmente aceitas sobre os assédios, mesmo como, dando suporte psicoterapeuta e legal para romper o silêncio e denunciar esta prática abusiva.”
O futuro é colaborativo
Augusto revela que hoje o segredo para o crescimento é uma postura colaborativa e não egoísta: “podemos não estar todos no mesmo barco, mas definitivamente estamos na mesma tempestade! Por isso, o segredo para o crescimento profissional também passa por se importar com o outro e ajudar o próximo a desenvolver suas habilidades. Não se chega a nenhum lugar sozinho, sendo um rolo compressor com ideias e posturas autoritárias. Hoje, as empresas devem ter como origem um conceito genuinamente orgânico, social e sustentável. Apenas dessa forma, a comunicação com a sociedade se fará de um forma contemporânea e que produza valores e desenvolvimento”. Fonte: MF Press Global)
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Comprovação deve ser feita anualmente, no mês de aniversário

 O Ministério da Economia atualizou as normas e diretrizes para a comprovação de vida dos aposentados e dos pensionistas da União, bem como dos anistiados políticos civis e seus pensionistas. A Portaria nº 244/2020 foi publicada no último dia 17no Diário Oficial da União e entra em vigor em 3 de agosto.

A comprovação de vida deverá ser feita anualmente, no mês de aniversário do beneficiário, e é condição necessária para a continuidade do recebimento da aposentadoria, pensão ou reparação econômica. O ato exige o comparecimento pessoal do beneficiário ou do seu representante legal ou voluntário e também poderá ser realizado por meio de sistema biométrico ou aplicativo móvel, nos casos em que essas tecnologias estejam disponíveis.

O Ministério da Economia, responsável pelo Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal (Sipec) estabelecerá os procedimentos para a comprovação de vida dos beneficiários acometidos por moléstia grave, impossibilitados de locomoção, sob custódia do Estado ou fora do país.

De acordo com a portaria, caso haja suspensão do pagamento do provento, pensão ou reparação econômica pela falta de comprovação de vida, o seu restabelecimento fica condicionado à realização do procedimento e terá efeito retroativo, a partir da primeira folha de pagamento disponível para inclusão.

Com a atualização das normas, fica revogada a Portaria nº 363/2016, do extinto Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, que tratava da comprovação de vida. (Fonte: Agência Brasil)

No total, R$ 2 bilhões serão distribuídos para as 33 legendas

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou no último dia17 o cálculo da divisão de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) destinado para as campanhas dos partidos nas eleições de 2020. 

No total, R$ 2 bilhões serão distribuídos para as 33 legendas. O PT vai receber R$ 201 milhões, a maior quantia. O PSL ficou em segundo lugar no rateio e receberá R$ 199 milhões. Na terceira posição está o MDB, com R$ 148 milhões. A tabela com a distribuição para todos os partidos pode ser acessada no site do TSE. 

O partido Novo e o PRTB abriram mão do fundo e não vão receber recursos para financiar as campanhas de seus candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador. 

A distribuição dos recursos leva em conta os votos válidos recebidos pelo partido e número de parlamentares da sigla na Câmara dos Deputados e no Senado. 

Após pedido de revisão do primeiro cálculo, divulgado no início do mês, o tribunal decidiu considerar que também deve ser levado em conta na divisão dos recursos do fundo o número de senadores eleitos pela legenda nas eleições de 2018, mas que saíram dos partidos. A divisão inicial levou em conta a representatividade das legendas no primeiro dia útil de junho. 

O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) foi criado pelo Congresso após a decisão do STF que, em 2015, proibiu o financiamento privado de campanhas políticas. 

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