Blog da Condessa

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Protocolo permite procedimentos eletrônicos como realização de autenticações de documentos e reconhecimento de firmas

A realização de divórcios, compra e venda de imóveis, doações, partilhas e inventários de bens imóveis urbanos e rurais no Brasil pode ser feita por meio de videoconferência por todos os cartórios de notas do país desde o último dia 27.

A Norma nº 100/2020 foi publicada pela Corregedoria Nacional de Justiça do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que fiscaliza os serviços dos cartórios, e dispõe sobre a realização de atos notariais eletrônicos a distância utilizando a plataforma e-Notariado, desenvolvida pelo Colégio Notarial do Brasil - Conselho Federal (CNB/CF). O procedimento estava há dois anos em andamento no CNJ.

O protocolo permite ainda a realização de autenticações de documentos, reconhecimento de firmas, procurações públicas, como as de fins previdenciários para recebimento de pensão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e atas notariais. Tudo isso com assinatura digital.

Para a presidente do Colégio Notarial do Brasil, Giselle Oliveira de Barros, a norma traz, entre outras vantagens para os cidadãos, praticidade nesses procedimentos, além de colocar os cartórios no século 21. “Quer dizer, em uma plataforma digital, com atendimento único para o país inteiro. É uma plataforma que uniformiza o atendimento nos cartórios de notas no Brasil inteiro. Você faz isso com muito mais segurança, já que é uma coisa mantida pela inscrição da classe, que congrega mais de 9 mil cartórios”, afirmou.

Além da uniformidade, a presidente do CNB destacou que a ferramenta torna mais fácil o acesso do cidadão aos serviços dos cartórios. “Acho que é uma ferramenta importante que vai trazer mais agilidade para o atendimento nos cartórios de notas”.

Criada durante a pandemia do novo coronavírus, a norma vai vigorar de forma permanente após o fim da crise. “Ela ajuda no trâmite todo, no trânsito de documentos. Acho que facilita bastante. Você tem uma redução de custos indireta”.

Giselle Oliveira de Barros esclareceu que há cinco tipos de cartórios: de registro de imóveis; de registro civil das pessoas naturais, que registram casamentos, nascimentos e óbitos; cartórios de protesto; tabelionatos de notas; e de registros de documentos e títulos da pessoa jurídica. Em alguns estados, como o Rio de Janeiro, por exemplo, ainda existem distribuidoras de contratos marítimos, lembrou a presidente do CNB.

Exclusividade

Segundo Giselle, essa plataforma é exclusiva dos tabeliões de notas, que são aqueles que lavram os atos de escrituras, procurações, reconhecimento de firmas, autenticações. Inventários, partilhas, divórcios também são feitos nos tabelionatos de notas, graças à Lei 11.441/2007, que possibilitou que esses serviços fossem feitos em cartórios, extrajudicialmente.

Com a Lei 11.441, os inventários que podiam se arrastar por anos na Justiça ganharam agilidade. A realização de um inventário em cartório de notas é, atualmente, um processo muito ágil, mesmo não sendo efetuado de maneira digital, afirma Giselle.

“Desde 2007, a gente já agilizou muito os inventários, divórcios e partilhas. Custa mais barato e é muito mais rápido. Se você tiver todos os documentos em ordem, faz em uma semana um inventário, e até em menos tempo. Divórcio, você faz na hora, dependendo do que tem que partilhar ou não”.

A partir de agora, o cidadão conta com a facilidade de fazer esses procedimentos eletronicamente. De acordo com dados do CNB, inventários levavam até 15 anos na Justiça. Divórcios levavam até um ano na Justiça e, no Cartório de Notas, são feitos em um dia. “Isso desafogou muito o Judiciário”.

Certificado digital

Para efetuar esses serviços na plataforma, o cidadão deverá pedir a emissão de um certificado digital pelo próprio cartório de notas, o que é feito gratuitamente. Esse certificado garante total segurança na identificação das pessoas, na checagem da base de dados, inclusive com biometria e reconhecimento facial. “A gente vai fazer isso de forma segura, vai emitir esses certificados gratuitamente para o cidadão, porque é uma forma de facilitar o uso da nossa plataforma”. Segundo Giselle, os serviços feitos pela plataforma digital não trazem custo extra para o usuário. No caso de divórcios, os tabelionatos de notas só podem realizá-los caso sejam consensuais. Se houver litígio, é necessário que o processo passe pelo Poder Judiciário.

As pessoas já podem acessar a plataforma. Para isso, devem entrar em contato com o cartório que estão acostumadas, seja por telefone, e-mail ou WhatsApp, cujo tabelião vai dar andamento ao serviço na plataforma digital. No final, o cidadão é direcionado para a plataforma pelo tabelião que está lavrando o ato. (Fonte: Agência Brasil)

Paiaguás Palace Hotel e Pantanal Mato Grosso Hotel reabrem no início de junho

Após quase dois meses de quarentena, o Paiaguás Palace Hotel, em Cuiabá, e o Pantanal Mato Grosso Hotel, na Transpantaneira, em Poconé, unidades da Rede de Hotéis Mato Grosso, reabrem nos dias 05 e 08 de junho, respectivamente.

O grupo suspendeu temporariamente as atividades de alguns hotéis, seguindo as recomendações dos órgãos oficiais e de saúde, em virtude da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

A retomada das atividades seguirá uma série de protocolos de higienização para garantir a saúde e o bem estar de hóspedes e colaboradores. Entre as obrigações estão o uso de máscaras por parte de todos os funcionários, inclusive os que não tenham contato com o público, disponibilização de álcool gel para uso dos clientes, demarcações para promover o distanciamento entre as pessoas e intensificação do serviço de governança quanto à higienização dos quartos e banheiros.

Segundo a diretora de Marketing da Rede, Adriana Aires, os funcionários dos seis estabelecimentos do grupo receberam palestras e instruções sobre as novas medidas preventivas. Além disso, ao retomar as atividades, somente 50% da capacidade total de hospedagem nos hotéis serão ativadas.

“Todas as recomendações de saúde para essa retomada das atividades estão sendo tomadas e estamos muito empenhados em receber os hóspedes da maneira mais segura possível”, enfatizou Adriana.

O Hotel Mato Grosso Águas Quentes está funcionando normalmente e também atua com capacidade reduzida de 50% das hospedagens e day use.

Sobre a Rede de Hotéis Mato Grosso
A Rede de Hotéis Mato Grosso é pioneira no estado, com 54 anos de história. É formada por seis estabelecimentos – Hotel Mato Grosso, Mato Grosso Palace Hotel, Hotel Mato Grosso Águas Quentes, Pantanal Mato Grosso Hotel, Paiaguás Palace Hotel e Hotel Fazenda Mato Grosso – todos localizados em pontos estratégicos em Cuiabá e em áreas de preservação do Estado. Mais informações pelo site: hotelmt.com.br

 

Terça, 02 Junho 2020 05:00

‘Prontos para servir’

Sebrae MT e Abrasel MT orientam empresários para se prepararem para reabertura

Com o objetivo de auxiliar os comerciantes da alimentação fora do lar a preparar seus negócios com segurança para o retorno das atividades presenciais em Cuiabá, além de elucidar dúvidas a respeito das regras municipais para a reabertura e o novo comportamento do consumidor nessa fase, a Associação de Bares e Restaurantes de Mato Grosso (Abrasel-MT) em parceria com o Sebrae-MT, convida a todos para o webinar Prontos pra Servir, que acontece nesta terça-feira (02), às 15h, na modalidade online com a participação da presidente da Abrasel/MT, Lorena Bezerra, e dos consultores do Sebrae/MT, Sérgio Molinari e Marcelo Martins.

Há menos de uma semana para a reabertura dos restaurantes, bares e lanchonetes de Cuiabá, após permanecerem fechados por mais de 60 dias, os especialistas vão tratar do retorno das atividades presenciais do setor em Cuiabá, autorizada pelo decreto 7.929 assinado pelo prefeito Emanuel Pinheiro, no dia 28 de maio. A autorização inclui uma série de regras de biossegurança, entre elas a limitação do número de pessoas a 50% da capacidade de cada casa, distanciamento de 2 metros entre as mesas, oferta de álcool gel 70% disponível para os clientes, uso obrigatório de máscara para funcionários e clientes, que só poderão retirar na hora do consumo de alimentos e bebidas. As regras de limpeza e desinfecção de mesas, cadeiras, máquinas eletrônicas e cardápios é rígida.

A consultora do Sebrae MT, Marisbeth Gonçalves, reforça que, primeiro, os empresários do setor de alimentação fora do lar devem ter um bom entendimento do que está sendo exigido pelo decreto municipal que autoriza a reabertura e seguir tudo que estabelece, as regulamentações técnicas.

Todas as pesquisas veem demostrando que não seremos os mesmos após a pandemia, muitas coisas mudaram. O primeiro cuidado que os consumidores terão ao escolher um empreendimento para comer é com a questão da limpeza, higiene e da segurança alimentar. “Isso está na cabeça dos consumidores e os empresários precisam fazer não só o que o regulamento pede, mas precisam ir um pouco além. Também precisam comunicar aos seus clientes o que estão fazendo, por meio de cartazes dentro do empreendimento (o que é uma exigência do decreto), pelas redes sociais, de todas as formas, os cuidados que a empresa está adotando para garantir uma segurança alimentar. Isso é o ponto fundamental”.

Destaca ainda a importância de se fazer um planejamento da operação para que ela seja o mais eficiente possível. “Muitos dispensaram funcionários e precisam avaliar qual a capacidade de operação, quantas pessoas precisarão chamar. É importante que façam um planejamento para irem chamando o pessoal aos poucos porque a expectativa é que não volte tudo de uma vez”, reforça.

Outro ponto que ressalta é com relação às compras. Segundo ela, mais do que nunca é necessário ficar atento à qualidade da matéria-prima, ao preço, pesquisar muito bem antes de comprar, porque cada centavo a mais conta no custo operacional. Lembra ainda que todo e qualquer desperdício deve ser evitado.

Por fim reforça que muita gente está querendo continuar com o hábito de cozinhar em casa e os empresários de restaurantes têm que estar atentos para oferecer alguma inovação, alguma experiência que desperte no cliente o hábito de querer comer fora novamente. (Fonte: Sebrae/MT)

As inscrições gratuitas podem ser feitas pelo link https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/Webinars/inscricao?webinar=retomada-das-atividade-de-bares-e-restaurantes-em-cuiaba,1d10e6b235262710VgnVCM1000004c00210aRCRD

 

Conif lança painel com ações da Rede Federal durante pandemia. Em Mato Grosso, são realizados 52 projetos de extensão para o combate à pandemia do novo coronavírus nos 19 campi do IFMT

Produção de álcool (líquido e gel 70%) e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), desenvolvimento de aplicativos para acompanhamento da evolução do novo Coronavírus (COVID-19) e para facilitar o comércio dos mais variados setores no contexto de isolamento social, além da doação de alimentos e kits de higiene.

A lista resume uma série de projetos que foram e ainda estão sendo colocados em prática pelas instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, desde 11 de março de 2020, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a existência da pandemia de COVID-19.

Com o objetivo de difundir as iniciativas dos 38 Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, dos dois Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets) e do Colégio Pedro II, o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) lançou, na segunda-feira, 1º/6, o Mapa “Rede Federal no Enfrentamento à COVID-19”.

“Neste momento de pandemia, a Rede Federal segue se empenhando para contribuir com a sociedade, realizando as ações de ensino, pesquisa e extensão em conjunto com todos aqueles que necessitam, para amenizar os efeitos dessa crise", declara o presidente do Conif, Jadir Pela.

O reitor do IFMT, professor Willian de Paula, salientou o trabalho do Conif, através da gestão do presidente, Jadir José Pela, e de toda a equipe técnica que compõe o conselho, ao pensar num painel que especifique todas as ações que estão sendo desenvolvidas num cenário nacional pelos Institutos Federais, os Cefets e o Colégio Pedro II.

“Esse painel mostra o quanto a nossa Rede é forte mas, principalmente, mostrará para a sociedade brasileira a capilaridade dessas instituições em rede nacional e o seu potencial para o desenvolvimento do ensino, da pesquisa e da extensão, em prol do desenvolvimento do país no tocante às questões de tecnologia, dos cursos técnicos e tecnológicos, como também para a formação do cidadão, através dos nossos cursos de formação de professores”, salientou Willian de Paula.

Neste momento em que o país enfrenta junto o combate à pandemia da COVID-19, o reitor do IFMT destacou que o painel apresenta o comprometimento dos docentes, dos técnicos administrativos e dos estudantes.

“Essa Rede mostra a sua grandiosidade, o seu compromisso e comprometimento com a sociedade brasileira, através do trabalho dos servidores públicos neste momento em que o país tanto precisa de uma ação como essa, desenvolvida através dos projetos de extensão”, frisou Willian de Paula.

Em Mato Grosso, são realizados 52 projetos de extensão para o combate à pandemia do novo coronavírus nos 19 campi da instituição, com a produção de álcool 70% (liquido e gel), máscaras de proteção individual (face Shields), máscaras de tecido ou TNT, lavatórios portáteis, produção de sabão e sabonete líquido, conserto de respiradores pulmonares, laboratórios para a detecção da COVID-19, fomento à compra direta dos produtores familiares, desenvolvimento de respiradores mecânicos automatizados, consultoria e assistência aos empreendimentos em vulnerabilidade, fornecimento de hortaliças, grupo de dança e leitura on-line, atividades físicas on-line, educação física on-line, acompanhamento pré-natal em domicílio, acolhimento remoto e dispensador de álcool sem contato.

Mapa

A primeira fase da plataforma mostra a contribuição de cada uma das instituições com a força-tarefa mundial para deter o número de contaminações, internações e óbitos.

Um contador mostrará o quantitativo geral do que foi produzido pelas unidades como, por exemplo, mais de 153 mil litros de álcool em gel 70%, de 197 mil máscaras e a confecção de quase 66 mil protetores faciais.

As atividades envolveram gestores, professores, estudantes, técnicos-administrativo e egressos, ademais de parcerias (públicas e privadas) e inúmeros voluntários da comunidade externa, que se uniram respeitando a suspensão das aulas em razão do isolamento social.

O Mapa “Rede Federal no Enfrentamento à COVID-19” será aperfeiçoado ao longo dos próximos meses. A cada fase serão agregados novos dados que ficarão disponíveis para consulta ao público em geral, destacadamente, no que diz respeito à transparente aplicação dos recursos públicos destinados à Rede Federal compromissada com a educação pública, gratuita e de qualidade.

Projeto

A plataforma foi viabilizada pelo Conif a partir de uma proposta do Instituto Federal de São Paulo (IFSP). De acordo com o reitor do Instituto, Eduardo Modena, a ideia apresentada levou em consideração layout e dados de mapas que já haviam sido criados por outras instituições da Rede.

“Esse trabalho é voltado para a comunidade acadêmica e para todos os brasileiros. Internamente, reafirmamos a importância do nosso modelo baseado no tripé ensino, pesquisa e extensão. Para toda a sociedade, é uma forma de mostrar que recursos para educação não são gastos, mas sim, investimentos. E, enquanto instituições públicas, efetivamos um dos pilares da Administração Pública: o da publicidade”, diz Modena.

Coube aos integrantes do Fórum dos Gestores de Tecnologia da Informação (Forti), a construção do Mapa “Rede Federal no Enfrentamento à Covid-19”. A coordenadora do Forti, Carla Pires, do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), explica que a construção do painel partiu de definições como: estrutura do sistema, descentralização, criação de usuários, alimentação das informações em cada instituição, dentre outros aspectos.

“Nossa ideia é manter em constante evolução dois focos de desenvolvimento: tornar o sistema o mais flexível possível, com todos os aspectos configuráveis; e realizar melhorias de layout, levando em consideração as demandas que possam surgir. Ainda alinhados com o Conif, a possibilidade de viabilizarmos o mapeamento para outros nichos de ações produzidas pela Rede Federal, pensando já no momento pós-pandemia”, afirma Carla. Acesse o Mapa “Rede Federal no Enfrentamento à COVID-19” - https://covid.redefederal.org.br/ (Fonte: Assessoria de Comunicação/Conif com informações da Ascom/Reitoria/IFMT)

Todos os animais são entregues para adoção já vermifugados, vacinados e castrados

Está se sentindo sozinho? A vida em casa precisa de mais alegria? A Diretoria de Bem-estar Animal te apresenta 37 possibilidades de ser mais feliz neste período tão duro do isolamento social. Esse é o número de animais, entre gatos e cachorros sob tutela do órgão e que aguardam por adoção responsável. A Diretoria é vinculada à Secretaria de Meio Ambiente e está realizando os procedimentos de adoção por agendamento.

“Temos muitos animais carinhosos no canil, todos aguardando por um lar em que possam retribuir carinho e atenção. Recentemente resgatamos alguns filhotes muito animados que estão disponíveis para adoção responsável, explica Saula Ouverney, diretora do órgão.

Todos os animais são entregues para adoção já vermifugados, vacinados e castrados. Em caso de filhotes, o futuro dono assina um termo de responsabilidade se comprometendo a retornar com o animal, em período determinado, para que a Diretoria realize a castração. A medida é uma das ações do órgão para reduzir a proliferação de possíveis animais abandonados. 

“Precisamos da solidariedade da população em não abandonar seus bichinhos”, ressalta a diretora. A Diretoria ainda enfatiza que a pessoa, ao adotar um animal assume os seguintes compromissos: atendimento das necessidades físicas, psicológicas, ambientais e de saúde do animal; prevenção de riscos que ele possa causar à comunidade ou ao ambiente, como agressão, transmissão de doenças ou de danos a terceiros. Essas e demais recomendações podem ser consultadas na Lei Complementar 463/2017.

Para agendar uma adoção, basta entrar em contato pelo telefone 0800 647 7755, de segunda a sexta, das 08h às 12h.

 

Zaid Arbid: o que incomoda hoje a política e a maior Corte de Justiça do país é a fake news. O autor não tem corpo, é abstrato, dificultando a sua identificação

Após 45 anos advogando em Mato Grosso, conhecido por atuar em casos polêmicos e de grande repercussão, o advogado Zaid Arbid, 70, encerra sua trajetória nesta segunda-feira, 1º de junho. Zaid estima que nestes quase 45 anos, atendeu quase mil clientes.

Entre os casos que Zaid Arbid atuou e mais ganharam destaque na mídia estão em 1994 o do juiz José Geraldo Palmeira, envolvido no favorecimento nos presídios de Pascoal Ramos, Carumbé e Agrícola das Palmeiras, na aposentadoria compulsória deste, em 2004, após acusação de envolvimento em um plano para facilitar a fuga de uma grande traficante. Na lista de clientes também estão políticos como Jonas Pinheiro, Gilmar Fabris, Ondanir Bortolini, o Nininho. Há agropecuaristas, como é o caso do pioneiro e plantador de arroz em Mato Grosso, Wellington Mercante Campos, que inclusive foi quem vendeu as primeiras terras a André Maggi.

E, é claro, João Arcanjo Ribeiro, que Zaid afirma ter sido um cliente que lhe ofereceu desafio profissional e produziu satisfação pessoal. Destaca o julgamento público antecipado, retaliações estendidas a seus defensores e muitas dificuldades para resgatar a legalidade dos atos processuais. E satisfação pessoal porque garante que conheceu e conviveu com uma pessoa que poucos conheceram e conhecem.

Apesar de não assinar mais nenhuma peça processual e não ir mais a audiências e julgamentos a partir desta segunda-feira, Zaid definiu que fará uma transição de todos os processos aos novos advogados escolhidos pelos clientes, pelo período de um ano. Até 31 de maio de 2021, vai manter seu escritório na avenida Historiador Rubens de Mendonça, em Cuiabá.

Zaid Arbid afirma que a decisão de parar, é sem dúvida alguma pela força do tempo e para poder justamente fazer essa transição. “Acho que não é necessário esperar acender o sinal vermelho. Você se conhece e ao acender o sinal amarelo basta”. Ele afirma ainda não querer “passar do tempo”. “Tenho receio de ficar com aquela conversa pastosa, vencida e repetitiva. Eu acho que não se precisa ir ao sacrifício. O profissional tem que se gostar e respeitar o cliente. Saio porque estou bem e por estar bem é que vou conseguir repassar aquilo que o cliente me confiou”.

Ele destaca que ao longo de todos esses anos, clientes se tornaram amigos e ele terá o prazer de encontrá-los pessoalmente para informar a sua decisão. O que o advogado não queria era uma interrupção abrupta, “pela força maior, sempre sem agenda e traumática”.

“É muito frio você pegar uma pasta e devolver. A pessoa quer informações. No andar das ações, uma coisa ou muitas das coisas você sabe por que fez daquele jeito e quem vai assumir quer saber onde você quis chegar. Toda defesa tem um começo, um meio e um fim. Tem um silogismo natural nisso. Eu acho ser o senso de gratidão que tenho. Vou parar, mas não vou deixar o cliente sem a informação e sem a prestação de contas dos serviços”.

Sem nenhuma punição disciplinar, sem ter sido envolvido em nenhuma investigação policial ou ação criminal, se despede da profissão com leveza. “Entro e saio pela porta da frente”.

Sobre o que vai fazer, Zaid diz que ainda é cedo para pensar, que é precipitado. “Entre a terra e o mar tem a praia e eu vou caminhar nesta praia para ver para que lado eu vou, o que eu vou fazer. O tempo é o senhor da razão”.

‘Clínico geral’

Apesar das causas criminais terem levado Zaid às páginas de jornais e às televisões por longos anos, é a advocacia voltada para o direito de posse e para as razões de domínio sua grande paixão. Ele atuou em todas as áreas, desde processo civil, tributário, administrativo. “Me considero realizado porque consegui fazer um pouco de tudo. É bem verdade que você erra mais. Você atuando em mais áreas do direito, você vai errar mais. Acho que hoje a vantagem da advocacia é que ela se especializa e pode oferecer um trabalho de mais qualidade. O campo de atuação é menor e o campo de erro também é menor”.

Zaid enfatiza que a informática revolucionou a profissão, dando possibilidade de atualização constante. Lembra que é da época do mimeografo, do telex, da primeira fotocopiadora, com impressão escura.

“Hoje você digitaliza e está presente no mundo. Os tempos são outros. Eu acho que isso exige mais criatividade da pessoa, principalmente do profissional. Quando se fala que essa evolução vai desaparecer com determinadas profissões, eu discordo. Acho que ela vai aprimorar as profissões. Você tem um doutor google no sapato, ele tira dúvidas, ele resolve aquilo que já é conhecido, mas não cria nada. Por isso acho que o profissional de hoje tem o compromisso da criatividade, o que o jovem tem de sobra”.

Áreas mais complexas

A violência doméstica e o tráfico de drogas são, na visão do advogado Zaid Arbid, as áreas mais complexas do direto. “A violência doméstica é um problema terrível porque não envolve só os protagonistas do ato, o agressor e a agredida, mas um universo de todos que passam em torno deles, a família e os amigos. É difícil para quem milita nessa discórdia, porque sempre tem que ser o algodão entre cristais”.

O direito ambiental é uma área que Zaid acredita que vai impressionar, por exigir intimidade com outras áreas do direito, a exemplo do direito constitucional, do direito civil e do direito penal. A área do direito cibernético será o futuro. Aliás, o que incomoda hoje a política e a maior Corte de Justiça do país é a fake news. O autor não tem corpo, é abstrato, dificultando a sua identificação”.

MOMENTOS MARCANTES

Clientes deixaram grande aprendizado

Para quem acha que os clientes que mais marcaram a vida profissional de Zaid Arbid foram aqueles         que deram mais repercussão ao seu trabalho ou a causa que ele ganhou e nunca se esquece está entre aquelas que recebeu muito, se engana.

Zaid Arbid afirma que dois clientes são considerados muito especiais porque participaram de momentos marcantes e deixaram grandes aprendizados.

“No início advoguei para Wellington Mercante Campos, de 76 e até os anos 80. Era uma pessoa diferenciada. Carioca, veio plantar arroz em Mato Grosso. Me deixou um legado de vida. Era um visionário. Alienou propriedades para André Maggi. A determinação do Wellington, a visão dele, serviram como bússola para Rondonópolis e Mato Grosso.

O outro cliente, Zaid Arbid afirma que tem uma admiração profunda. Trata-se de Ademar Wurzius, para quem advogou entre 1978 até 2017. “Ele não tinha uma estrutura cultural, mas a experiência e a vontade de viver fizeram dele um vencedor”.

“Esses clientes me inspiraram, talvez pela marca do início e do acertamento pessoal e profissional. Costumo dizer que a mãe de todo o sucesso é a necessidade. Essa faz a pessoa fazer coisas que até ela mesma não se acha capaz”.

Já a causa que Zaid ganhou e lembra com um largo sorriso é uma que venceu em Rondonópolis nos anos de 1979. Existia uma taxa de contribuição de melhoria que os moradores pagavam para as ruas serem asfaltadas. O cliente Rosalvo, no entanto, não foi procurado para fazer o pagamento quando a rua em frente a sua residência recebeu o asfalto. Uma ação pedia a perda da propriedade e já era dada como causa perdida quando Zaid assumiu. Ele conseguiu anular o edital e o cliente permaneceu com o imóvel.

“Não tem causa perdida, tem causa sem direito. Um advogado de Campo Grande, Nelson Trad, uma vez no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, estava ele, eu e o desembargador Odiles, e ele disse que não perdia ou ganhava causa, o cliente tinha ou não tinha direito”.

 

VENDAS DE SENTENÇAS

Paro sem conhecer o ‘marcado marroquino’

Zaid Arbid considera o Judiciário mato-grossense como referência nacional e afirma que se despede da profissão sem ter conhecido o “mercado marroquino”, se referindo às denúncias de venda de sentenças.

“Posso dizer que nesses 45 anos ninguém me ofereceu uma decisão à venda e nunca comprei e nem negociei. Eu não conheço esse mercado, apesar de haver quem diga existir. Penso que muitos vendem, mas não entregam. Não acredito que um juiz, um desembargador, vai dar a decisão dele por um vil metal. Nunca fui procurado por lobistas, e nem os procurei, porque não acredito”.

Zaid lembra uma situação da época da CPI do Judiciário, em 1999. Em uma conversa, o senador Ramez Tebet afirmou que não acreditava que a venda de sentenças era na proporção que falavam.

Ordem dos Advogados

Todo órgão representativo precisa ter a liberdade e a independência que apregoa também como lição de casa. Já se foi o tempo das capitanias hereditárias. É preciso que a representação da classe seja buscada da vontade direta e não indireta dos advogados inscritos. Existem profissionais exemplares em Mato Grosso, assim conhecidos pelos colegas, mas desconhecidos pelos seus representantes. Deve existir a escolha de todos, na forma de plebiscito, para qualquer indicação aos Tribunais de Justiça, Eleitoral e do Trabalho.  (Fonte: Assessoria de Imprensa)

 

Domingo, 31 Mai 2020 06:00

Uma jornada interior

Sathya Dhara Yaga, 44, é terapeuta quântica vibracional. Atua há 10 anos. Entre as várias ferramentas evolutivas de autoconhecimento e desenvolvimento que ela trabalha, o destaque no momento é a Mesa Quântica Estelar. Justamente por não precisar ser presencial, pode ser feita à distância. Segundo Dhara, o retorno é imediato. “Em uma semana já se percebe significativas mudanças. Quando se trabalha com energia o resultado é muito rápido”. Confira a seguir a entrevista na íntegra.

Blog da Condessa - O que é mesa quântica estelar?

Sathya Dhara - Não é adivinhação, nem previsão do futuro. É uma técnica que une a radiestesia eradiônica, símbolos e a psiônica. E, através das energias positivas podem ajudar o ser humano no seu desenvolvimento pessoal. Auxilia no progresso e evolução espiritual . Como tudo é energia, a mesa vai fazer um escaneamento das energias que estão em desequilíbrio na vida da pessoa. Esse desequilíbrio normalmente é momentâneo. A mesa vai ajustar tudo o que está em desequilíbrio no seu campo. Lembrando que 50% ela atua , limpa e organiza  e ajusta dentro do campo vibratório e 50% fica para o seu livre arbítrio depois da consciência do trabalho da mesa. A duração do tratamento da mesa quântica é de 90 dias.

Blog da Condessa - Há toda uma questão espiritual envolvida?

Sathya Dhara  - Sim. O espírito é energia.

Blog da Condessa - Há quanto tempo atua com terapeuta quântica?

Sathya Dhara - Há aproximadamente sete anos. Já ao longo de uma década atendi inúmeras pessoas nas mais diversas técnicas.

Blog da Condessa - Qual o perfil do público que a procura?

Sathya Dhara - 80% de mulheres que desejam autocura, mudanças, transformações. No entanto, a principal busca é pelo autoconhecimento.

Blog da Condessa - Há casos mais complexos com tratamento mais prologado?

Sathya Dhara - Há também pessoas que querem estender o tratamento para o seu autodesenvolvimento.  Começo a orientá-la e me torno a sua mentora no sentido de direcionamento e desenvolvimento pessoal.

Blog da Condessa - Dá pra sentir o efeito na primeira sessão?

Sathya Dhara - Por mais sutis que sejam as mudanças, elas ocorrem. Quando você para e se auto-observa tem percepções que mudaram seja no emocional, na vibração, na perspectiva de vida. Enfim, a mesa permite o autoconhecimento, ela vai mostrar o que está em desequilíbrio.

Blog da Condessa – Você atende pessoas de todo Mato Grosso e também de fora do estado?

Sathya Dhara - Acontece inclusive com pessoas que estão fora do país.

Blog da Condessa - Em tempos de distanciamento social o tratamento pode ser feito à distância?

Sathya Dhara - Sim, Tranquilamente. No caso do presencial, utiliza-se uma ferramenta aliada a outras. No caso da mesa quântica eu até prefiro que seja à distância.

Blog da Condessa - Como funciona, há uma técnica?

Sathya Dhara - A técnica é desenvolvida através da radiestesia, da psiônica e da física quântica. Ela tem todo um amparo dessas três técnicas. Cada símbolo da mesa tem um significado e depois que o pêndulo mostra os símbolos em que deve atuar, fazemos o envio de energias. A mesa atua durante três meses. Trabalha tudo o que está em desequilíbrio na vida das pessoas, inclusive as passadas. A duração do tratamento é de três meses. “Eu envio o aúdio das ferramentas que saiu pra pessoa e a devida orientação com direito a três perguntas objetivas.

Blog da Condessa -Para quais casos?

Sathya Dhara -  Problemas afetivos, de saúde, financeiros, profissionais, nos negócios, energias nocivas, desequilíbrio dos chakras, limpeza dos espaços, corte de laços cármicos e quebra de contratos.

Blog da Condessa - Quais os benefícios?

Sathya Dhara - Ela atua em todos os campos da sua vida. Profissional, pessoal, afetivo, familiar e atua também na saúde mental, física, espiritual e energética. A mesa mostra frequências e energias de campo.

Blog da Condessa -O que é a análise cármica?

Sathya Dhara  - A minha forma pessoal de ver essa análise cármica é porque ocorre uma energia que fica estagnada em decorrência de negligências acumuladas ao longo dessa vida ou de passadas. Então na hora da leitura energética nós conseguimos fazer a leitura, pois existe um excesso daquela energia ali bloqueando a sua vida e não permitindo fluxo.

Blog da Condessa -Quanto aos resultados, o que a pessoa pode esperar da Mesa Quântica?

Sathya Dhara - Há muitas transformações. Entre elas, a consciência, a mudança vibratória, o autoconhecimento e a proposta para um auto desenvolvimento.

SERVIÇO

Mesa Quântica Estelar

Contato: (66) 9643 8121

Valor: R$ 232,00

Iniciativa traz apresentações da Orquestra Sinfônica de São Paulo

Durante o período de isolamento social, a Sala São Paulo está promovendo uma programação on-line, com transmissões ao vivo de concertos e reprises de concertos feitos pela Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), além de outras atrações. É o projeto Sala São Paulo Digital, que disponibiliza um novo vídeo todas as quintas-feiras e sábados.

No sábado, dia 30, a obra foi executada pela orquestra é a Sinfonia nº 1 em Si Bemol Maior, opus 38, Primavera, de Robert Schumann, com o regente Marin Alsop.

Os vídeos anteriores permanecem disponíveis. Entre as obras que podem ser ouvidas estão a Nona Sinfonia de Beethoven, a Sinfonia nº 5 em Si Bemol Maior de Sergei Prokofiev e a Sinfonia nº 5 em Mi Menor, de Tchaikovsky. Todos os concertos já oferecidos estão disponíveis aqui.

Os concertos oferecidos pelo projeto Sala São Paulo Digital são disponibilizados no YouTube, no Facebook e no Instagram. A programação completa do projeto pode ser encontrada aqui. (Fonte: Agência Brasil)

Obras do Complexo de Lazer e de Cultura avançam em ritmo acelerado. Com recursos próprios de até R$ 17 milhões, a nova orla em Várzea Grande deve se transformar em point  turístico

A manutenção dos investimentos públicos e a ampliação de esforços para aplicação de recursos, serão essenciais para retomada da economia e conservação de empregos”, disse a prefeita Lucimar Sacre de Campos, durante visita técnica às obras de construção e revitalização da Orla da Alameda Júlio Müller, em Várzea Grande.

A revitalização da Orla tem previsão para ser concluída no segundo semestre deste ano e vai receber o maior investimento em recursos próprios da atual gestão: R$ 17 milhões.

Apesar da nova rotina imposta pela pandemia do novo coronavírus, as obras do projeto – que vai dar à cidade um novo cartão postal – seguem em ritmo acelerado e deverão estar com sua primeira fase concluída em setembro, mês em que a cidade celebra 72 anos de emancipação política e administrativa, 23 de setembro de 1948. “Temos os recursos garantidos, projeto aprovado e licenças outorgadas. Essa obra vai dar a esta região uma valorização imobiliária sem precedentes, vai se tornar um atrativo para toda a cidade e para quem passa por Várzea Grande. Até a obra pronta, empregos estarão sendo gerados e muitas famílias terão sua renda assegurada por meio dessa iniciativa”, completou a prefeita Lucimar Sacre de Campos.

Estima-se que a obra da Orla em Várzea Grande gere entre 1.800 até 3 mil empregos diretos e indiretos, o que é significativo neste momento de dificuldades e desaceleração econômica.

Considerando as novas normas sanitárias determinadas por autoridades em Saúde Pública, o canteiro de obras está sendo mais otimizado, sem a necessidade de aglomeração. Técnicos do Município, que acompanharam a prefeita na visita, destacam que os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) têm sido utilizados de forma correta. “O setor da construção civil e construção pesada tem como praxe o cuidado adicional com a saúde. Algumas adaptações em relação ao distanciamento foram aplicadas, orientações reforçadas, e assim, o trabalho pôde seguir, sem paralisações”, explica o assessor de gestão da Secretaria Municipal de Assuntos Estratégicos de Várzea Grande, Enodes Soares Ferreira.

Na vistoria, a prefeita e sua equipe constaram in loco os avanços dos trabalhos. O acesso, Avenida Júlio Müller acaba ficando prejudicado por causa das obras. Nesse momento, as obras estão focadas no muro de gabião, intervenção necessária para conter a erosão da margem do rio Cuiabá, que faz limite com a via. Esse tipo de edificação, o muro de gabião, é produzido com malha de fios de aço doce recozido e galvanizado, em dupla torção, amarradas nas extremidades e vértices por fios de diâmetro maior. São preenchidos com seixos ou pedras britadas.

Essa parte do trabalho é tida como ‘pesada’ e emprega muito maquinário, o que contribui para aplicação das normas de higienização e de distanciamento entre os trabalhadores. Para esta etapa foi necessária ainda o bloqueio total da avenida, ação que se seguirá até setembro. “Nossa intenção é entregar o projeto o mais rápido possível para o várzea-grandense. No entanto, não abrimos mão da qualidade e da segurança dos trabalhadores, técnicos e engenheiros que passam e passarão pela obra”.

FASE ATUAL - A Avenida Júlio Müller estará sob interdição total no trecho entre a Avenida da FEB, ponte Júlio Müller até o acesso à rua Sebastião dos Anjos. Nos primeiros meses das obras, a pista estava liberada em meia faixa, permitindo acesso no sentido FEB ao bairro, mas desde a primeira quinzena desse mês ficou bloqueada.

As orientações repassadas pela Guarda Municipal, pelos técnicos responsáveis e por agentes da secretaria de Mobilidade Urbana, para quem trafegar pelo local são as seguintes: veículos de passeio e comerciais leves podem optar pela rua Vereador Abelardo e em seguida entrar na rua Sebastião dos Anjos para acessar a ponte Sérgio Motta e outros trechos da Avenida Júlio Müller. A Travessa Independência, paralela a Avenida Júlio Müller, não está obstruída e dá acesso à Avenida da FEB, tanto para quem vai para Cuiabá, como também, precisa retornar para o Centro de Várzea Grande.

Quem vier pela ponte Sérgio Motta sentido ponte Júlio Müller, vai transitar pela Avenida Júlio Müller até chegar à rua Sebastião dos Anjos, que passa a ser desvio obrigatório.

Já os veículos pesados e de carga o trajeto indicado é seguir pela Avenida da FEB, em Várzea Grande, em direção à Avenida Beira Rio, em Cuiabá e então retornar pela ponte Sérgio Motta e assim, acessar novamente a Avenida Júlio Müller. Essa orientação é necessária porque a rua Sebastião dos Anjos, que corta os bairros Alameda e Construmat, possui muita movimentação de pedestres, ciclistas e carros de passeio.

A OBRA - “O projeto finalizado será o mais novo cartão postal da cidade. O empenho na transformação do local tem dois grandes objetivos: resolver a erosão, um problema ambiental que a região enfrenta e que já vem tomando conta de uma extensão considerável da margem várzea-grandense do rio Cuiabá. Por outro lado, o poder público municipal cria mais um espaço de convivência e de referência para as famílias, na principal porta de entrada à cidade, via ponte Júlio Müller, que liga Várzea Grande ao tradicional e histórico bairro do Porto, em Cuiabá”, pontuou a prefeita.

Conforme o projeto, serão reurbanizados, revitalizados e recuperados 700 metros de extensão às margens do rio Cuiabá. O projeto da 'Orla da Alameda Júlio Müller' tem início na Avenida da FEB, junto à ponte Júlio Müller e se estende até a rua Sebastião dos Anjos, uma das principais vias do bairro Alameda. 

O complexo abrigará lanchonetes, pergolados, escadas, rampas de acesso, parque infantil, pista de caminhada, mirante, centro cultural, auditórios, sanitários, bancos e calçadões por toda sua extensão. O projeto arquitetônico sustentável está distribuído em dois níveis, um mais próximo ao rio e outro no nível da rua, com espaços voltados à contemplação do rio e da natureza ao redor. Fonte: Secom/VG)

 

Sábado, 30 Mai 2020 06:00

“Mundo pós-pandemia”

 

Mais de 165 mil pessoas participaram de uma consulta

Entre as catorze ideias consideradas prioritárias figuram o desenvolvimento de circuitos curtos, a adoção da agroecologia e a relocalização de produções estratégicas.

Mais do que nunca, os cidadãos se envolveram na construção do “mundo pós-pandemia”. A consulta “Como podemos inventar juntos o mundo pós-pandemia?”, lançada em 10 de abril por várias organizações, incluindo o WWF France, a Cruz Vermelha ou a Make.org, reuniu nada menos que 165 mil participantes, que elaboraram 20 mil propostas e realizaram 1,7 milhão de votações. Os resultados, publicados nesta quinta-feira, 28 de maio, mostram o desejo de um futuro mais ecológico e mais focado na produção local. Eles estão na mesma linha da consulta “O dia seguinte”, lançada por 66 parlamentares e concluída em meados de maio.

Entre as catorze ideias que consideraram prioritárias, os cidadãos que responderam à consulta declararam-se a favor do consumo local, com o desenvolvimento de circuitos curtos, e da diminuição das importações, de modo especial através da taxação da quilometragem percorrida pelos produtos. Eles também querem a prática de uma agricultura e de uma pecuária “alternativas”, mais locais e menos intensivas, baseadas principalmente na agroecologia ou na permacultura, e a utilização de menos produtos fitossanitários.

Eles também defendem a limitação da produção de lixo, em particular as embalagens e o plástico descartável, e o incentivo à reciclagem. Eles são a favor da relocalização na França e na Europa de todas as produções consideradas estratégicas, especialmente nos setores da saúde, dos alimentos e do têxtil. Eles querem desenvolver as mobilidades ecológicas (transporte público, carona solidária, bicicleta) e reduzir o transporte rodoviário e aéreo de mercadorias em benefício do transporte ferroviário.

Modificação radical do modelo econômico

Por fim, querem um espaço urbano mais verde, proteger melhor a biodiversidade, conhecer e remunerar melhor as profissões consideradas essenciais (professores, agricultores, caixas, caminhoneiros, cuidadores...), proporcionar mais recursos aos hospitais, desenvolver uma democracia mais participativa ou ainda modificar radicalmente o modelo econômico.

Por outro lado, algumas propostas não foram mantidas por serem consideradas muito controversas, como o estabelecimento de uma renda universal, a proibição da implantação do 5G, a redução do tempo de trabalho semanal ou o abandono da energia nuclear.

“Esta consulta mostrou um alto grau de envolvimento da população, alegra-se Axel Dauchez, presidente da Make.org. A taxa de propostas, quando reduzida ao número de participantes, é cerca de dez vezes maior que a de outras consultas de nossa plataforma”.

De resto, o WWF compromete-se a “traduzir as expectativas dos cidadãos em medidas mais detalhadas, modelizar seu impacto socioeconômico (especialmente em termos de manutenção e de criação de empregos) e avaliar as necessidades de investimentos necessários para implementá-las”, explica Pierre Cannet, diretor do setor jurídico da ONG. A ideia é entregar as medidas ao Presidente da República e ao governo até o final de junho, com a ideia de que elas sejam integradas ao plano de retomada da economia prevista para o outono.

“Plano nacional de retomada sustentável da economia”

É justamente aqui que reside o principal desafio para as dezenas de consultas à população lançadas desde a crise da Covid-19: como elas podem ter um peso na política? Diferentemente da convenção cidadã sobre o clima, que tem um mandato oficial e recebeu o compromisso de Emmanuel Macron de ver suas propostas serem transmitidas “sem filtro”, as outras plataformas não sabem se os resultados de seus trabalhos serão levados em consideração e como.

“Existe o risco de que essas muitas plataformas permaneçam letras mortas politicamente, o que pode desacreditar os processos da democracia participativa”, adverte Mathilde Imer, uma das criadoras da “Nous les premiers”, nome de uma tribuna dirigida a Emmanuel Macron e que reúne autoridades eleitas locais e atores da sociedade civil, que se propõe a reunir todas as consultas cidadãs.

“Nous les premiers” convida para fazer uma síntese das consultas, o que poderia ser feito, por exemplo, pela Comissão Nacional do Debate Público. Esta síntese poderia, na sequência, ser usada para definir um “plano nacional de retomada sustentável da economia” através de um processo deliberativo do tipo Grenelle ou Assembleia Cidadã.

A reportagem é de Audrey Garric, publicada por Le Monde, 28-05-2020. A tradução é de André Langer.

 

 

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