Blog da Condessa

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O Bazar da Assembleia Social será a partir desta sexta-feira (11/6) , às 9h, apenas on-line, pelo site www.bazarsocial.com.br

População é sensibilizada, desapega e doa; o ciclo gera o reuso consciente, menor impacto ambiental, renovação de energias. São mais de mil peças disponíveis à venda. Roupas, calçados adultos e infantis, masculino e feminino, acessórios, brinquedos e artigos para o lar. Todos novos ou semi-novos com preços ente R$ 4.99 e R$ 149,99.

O objetivo do Bazar Solidário é ajudar através de recursos financeiros uma instituição filantrópica. “Nós apoiamos inúmeras entidades e ações sociais de diversas maneiras. Porém, como somos uma entidade que não possui recursos, a forma que encontramos de direcionar é através do Bazar”, disse a diretora da Assembleia Social, Daniella Paula Oliveira.

Essa é a 11ª edição do Bazar Solidário organizado pela Assembleia Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e já tem data e método: será dia 11 de junho, com vendas exclusivamente on-line. Segundo Daniella, todas superaram as expectativas. “No último, passamos de R$ 32 mil repassados para Obras Sociais Espírita Manoel Philomeno de Miranda.

A ideia é renovar o guarda roupa, a esperança, o consumo consciente , o reuso e fazer a energia circular. “Enfim, cuidar do planeta e uns dos outros”, frisou Dani Paula.

O ciclo começa com uma campanha para que as pessoas se desapeguem. “Na sequência, fazemos uma triagem do que foi arrecadado para verificar o que pode ser vendido on-line como por exemplo as peças de lojistas, as que estão em perfeito estado - já que este ano ao evento será em formato híbrido. O que vai para o presencial futuramente, assim que a pandemia possibilitar, são as peças que precisam de manuseio e aquilo que não dá para ser comercializado ela se transforma em guarda roupa solidário e segue para uma comunidade carente para ser distribuído”, explica a diretora da Assembleia Social. Todas as peças estão sendo higienizadas.

 Atualmente, a equipe da unidade social está em etapa de arrecadação de peças novas ou usadas (roupas e calçados infantis e adultos, acessórios, brinquedos, utilidades domésticas, móveis e itens de decoração) e os doadores podem agendar retirada em casa ou na loja parceira. Para isso, basta manter contato pelos telefones (65) 3313-6994 e 9 9213-7380.

Está sendo desenvolvido um site para as vendas e toda a renda arrecadada será revertida para a Associação de Trabalhadores Voluntários contra o Câncer de Mama em Mato Grosso (MTMamma).

Em tempos de pandemia, a importância de ações de amor ao próximo, de solidariedade e de empatia se torna essencial.

O bazar é uma opção para ajudar a levantar recursos, por isso a participação da comunidade é muito importante, tanto na compra de roupas, quanto na doação de peças e acessórios que a comunidade pode doar. “Isso só dá certo porque as pessoas nos abraçam de uma forma muito verdadeira desde o desapego, da doação até o comprar, que muitas vezes é só com o intuito de ajudar. Todo esse movimento é para de fato alcançar a comunidade”, conclui Daniella.

Quem quiser doar ou precisar de mais informações pode manter contato pelos telefones (65) 3313-6994 e 9 9213-7380.

 

A Secretaria de Fazenda (Sefaz) realiza nesta quinta-feira (10.06), a partir das 8h30, o sorteio mensal do Programa Nota MT. Serão R$ 550 mil distribuídos em mil prêmios de R$ 500 e cinco de R$ 10 mil.

O concurso contemplará consumidores que são cadastrados no Programa Nota MT e que solicitaram o CPF na nota, em documentos fiscais emitidos entre os dias 1º a 31 de maio deste ano.

Este será o primeiro dos dois sorteios desse mês. Dia 24 haverá o sorteio especial de São João que irá distribuir 5 prêmios de R$ 50 mil.

Nessa edição mensal, concorrem 1.849.451 de bilhetes gerados a partir de compras de 292.043 contribuintes, tendo sido registrado um aumento no número de bilhetes equivalente a 11,61% em relação ao sorteio mensal de abril.

Do total geral de bilhetes que concorrem aos prêmios, 7.834 são de bilhetes de passagem eletrônicos (BPEs), que são gerados a partir de compras de passagens de ônibus nas linhas intermunicipais e interestaduais (exceto da Região Metropolitana de Cuiabá), que o consumidor solicita a inclusão do CPF na nota de compra.

O sorteio será realizado na sala de reuniões do Complexo 3 A, da Secretaria de Fazenda, com transmissão ao vivo pelas redes sociais do Governo de Mato Grosso e da Sefaz.

Em 2021 o programa Nota MT vai distribuir ao todo, R$ 7,6 milhões em prêmios distribuídos entre sorteios mensais e especiais. Até o momento 20.009 consumidores já foram contemplados.

Para participar dos sorteios, o consumidor deve fazer o cadastro no site www.nota.mt.gov.br ou pelo aplicativo Nota MT, disponível para Android e IOS e indicar uma instituição cadastrada para receber uma doação, caso o usuário seja sorteado. Também deve solicitar que seu CPF seja informado no Documento Fiscal Eletrônico (NFC-e, NF-e ou BP-e) no momento da aquisição da mercadoria ou bilhete eletrônico de transporte interestadual ou intermunicipal.

 

 

São dois quebra-cabeças com 500 peças, Unique e Flor e Cactus, e mais seis quebra-cabeças com 48 peças: Flor e Cactus, México, Perfil, Unique, Janela Vermelha e Janela Amarela. Após montados, podem virar lindos quadrinhos para decorar, além de proporcionar um momento de diversão e uma pausa para montar o quebra-cabeça.

Desde 2016, ano de sua fundação, a Puzzle Me já produziu mais de 10 mil quebra-cabeças, em projetos de destaque como Lollapalooza, em 2018 com 6 imagens dos lambe-lambe do festival, em 2019, 3000 unidades para o Cirque du Soleil na turnê OVO, além de um projeto para a multinacional Gestamp, que envolveu atividades de RH.

“Nossa missão é oferecer nossos produtos para entreter e criar uma pausa na vida de quem monta nossos quebra-cabeças. Estamos cada vez mais conectados e nos desconectando de nós mesmos. Criar uma pausa, resgatar experiências sensoriais, resgatar o tato real e não o virtual e usar os dois hemisférios do cérebro são algumas das sensações que queremos oferecer com os nossos quebra-cabeças”, disse Daniela Petroni fundadora da Puzzle Me.

Serviço:
Coleção Projeto Mulheres - Puzzle Me
Site: www.puzzle-me.com.br
Instagram: @puzzlemebr

Empresária há dez anos no ramo de entretenimento, em Cuiabá, Roberta Araújo F. Auad, 29 anos, disponibilizava aos clientes serviços gráficos customizados de ingressos, pulseiras, comandas para shows, festas e bares. Sem faturar praticamente nada desde meados de março de 2020, ela viu a necessidade de se reinventar para seguir em frente com o seu negócio.

Em meio às dificuldades, o crédito emergencial concedido pelo Governo de Mato Grosso para quem é Microempreendedor Individual (MEI) foi fundamental para manter a empresa no mercado. “Se a gente não tivesse conseguido o empréstimo, talvez hoje eu não estaria com as portas abertas. Estamos tentando seguir em frente. O dinheiro veio para segurar o custo fixo, até o setor de eventos se recuperar’’, conta Roberta.

No momento, a empresa que chegou a contar com sete funcionários antes da pandemia, agora possui apenas os proprietários tocando o negócio. A expectativa é de que o cenário mude e o estabelecimento possa voltar a atender os clientes em breve.

Proprietária do Desapegando com Classe, brechó de peças premium, localizada em Sinop, no bairro Jardim Maringá, a microempreendedora Lidiane Motta também teve que agir e mudar os planos do seu empreendimento.

“Quando eu pensei que ia ganhar dinheiro para crescer, eu tive que sobreviver. As vendas caíram e eu tive que moldar para não fechar as portas’’, afirma a empresária.

Os desafios trouxeram força e foco para o negócio de Lidiane, que mudou a loja de local, investiu em ferramentas digitais que possibilitaram estreitar o relacionamento com clientes, e com isso conseguiu manter as vendas pelas redes sociais mesmo com a pandemia.

A empresária conta, ainda, que a proposta do Governo de Mato Grosso em liberar o crédito emergencial para os empreendedores foi a tranquilidade que ela estava procurando naquele momento para organizar ainda mais o seu negócio.

“A linha de crédito de capital de giro da Desenvolve MT me trouxe paz em um momento difícil. Eu não ia conseguir me organizar e focar no meu negócio, pensando no aluguel que tinha que pagar no mês. Com o crédito eu consigo respirar e planejar melhor as minhas ações”, explica. 

O brechó de roupas é um mercado que vem se destacando há alguns anos no Brasil. A crise econômica, e o apelo sustentável vêm impulsionando os consumidores adquirirem roupas e acessórios neste formato.

O Desapegando com Classe trabalha com roupas de grife com um preço acessível. As lojas de Sinop procuram a empresária na troca de coleção, para não ficarem com as mercadorias paradas. “É um bom negócio para todos e com esse formato eu consigo fomentar o comércio’’.

Wellington Ricelli, sócio proprietário da hamburgueria temática Poltrona Nerd, em Cuiabá, no bairro Jardim das Américas, também é um dos microempreendedores beneficiados.

A empresa completa três anos em agosto deste ano, e há um ano e meio teve que fechar as portas ao público e abrir espaço para o serviço de delivery.

O empresário conta que devido à forte presença da hamburgueria no meio digital, eles conseguiram ter uma atuação de vendas positiva desde o começo da pandemia.

“Recorremos ao recurso da Desenvolve MT para nos ajudar na retomada da economia. O crédito vem para nos dar folego e estruturar a empresa para abrir as portas novamente e atender ao público”, comenta Wellington.

Os empresários reabriram as portas ao público no último dia 04 cumprindo protocolos de biossegurança.

Ele conta ainda que a pandemia trouxe uma maior aproximação entre ele e o sócio, na tentativa de fazer o negócio dar certo. “Fomos para a cozinha, aprendemos a fazer os lanches e com isso conhecemos melhor as necessidades da empresa’’.

Novos hábitos

Para o consultor do Sebrae Mato Grosso, Fábio Apolinário, a pandemia forçou as empresas a adotarem novos hábitos e novos modelos de negócios, e a gestão deve ser repensada daqui para a frente.

“O empresário tem uma nova realidade que ele precisa encarar. O delivery e a presença digital não têm mais volta. O consumidor já se acostumou com esse ambiente com a nova forma de negócio e de comprar", explica o consultor. 

Ele diz ainda, que o empresário precisa fazer a gestão do seu negócio e aproveitar que o consumidor acabou sendo obrigado a experimentar e sempre tentar gerar novidades. Reduzir estoque, fazer liquidação, reduzir custo, postergar endividamento e acima de tudo pensar em reserva de caixa para enfrentar as situações inesperadas.

 Crédito Emergencial

O crédito emergencial foi anunciado pelo Governo para dar o apoio às micro e pequenas empresas de Mato Grosso durante a pandemia.

Duas linhas de crédito foram disponibilizadas para o Microempreendedor Individual (MEI), no valor de até R$ 10 mil, com juros zero para pagamento das parcelas em dia.

Para o micro e pequeno empresário do ramo de bares, restaurantes e eventos, o valor de empréstimo de até R$ 50 mil, com seis meses de carência para começar a pagar e bônus de adimplência.

De abril a 29 de maio de 2021, a Desenvolve MT já analisou mais de 7 mil empresas que solicitaram o crédito via portal. Aos empreendedores do estado já foram liberados até o momento R$ 3,5 milhões, e R$ 9.924.350,00 estão em processo de liberação.

Para saber mais informações sobre as linhas de crédito e demais dúvidas, acesse o site http://www.desenvolve.mt.gov.br ou ligue para a central de atendimento (65) 3613-7900.

 

Segunda, 07 Junho 2021 11:16

A saúde da mulher após os 50

Exames de rotina, avaliação médica e hábitos saudáveis ganham importância ainda maior nessa faixa etária.

A faixa dos 50 anos é um período na vida das mulheres que requer um cuidado maior e constante com a saúde. O risco de desenvolvimento de algumas doenças aumenta consideravelmente, como osteoporose, doenças cardíacas e alguns tipos de câncer – entre eles, o de ovário. Grande parte delas pode surgir de forma repentina, com poucos sintomas. Por isso, a importância de se aumentar a frequência das visitas ao médico e dos exames de rotina.

“Dos 50 anos em diante, os cuidados devem ser redobrados. Os exames de sangue, de imagem, de saúde íntima e de coração devem ser cada vez mais rotineiros. Podem, inclusive, ser realizados em intervalos de menos de um ano”, conta a ginecologista e obstetra do Cedic Cedilab/Dasa Ana Glauce, especialista em oncologia pélvica e ultrassonografia dedicada à saúde da mulher. “A densimetria óssea é outro exame que também deve ser introduzido para avaliar a massa muscular, podendo prevenir assim a osteoporose”, continua.

Entre as doenças que possuem maior chance de se desenvolver nessa faixa etária estão o câncer de mama, câncer de ovário, de endométrio, de intestino, doenças coronarianas e doenças ósseas (como osteoporose e osteopenia). O câncer de ovário está entre os tumores ginecológicos mais comuns e é considerado o mais letal, já que não costuma dar sinais claros quando surge.

“Essa é uma doença traiçoeira. Ela inicialmente aparece sem nenhum tipo de sintomas e, a depender do caso, tem uma evolução muito rápida”, conta Ana Glauce. “O importante é que, além do exame físico, sejam feitas ultrassonografias periódicas e ressonâncias magnéticas caso haja dúvidas. Exames laboratoriais podem indicar a presença do câncer, mas não excluem a possibilidade da doença existir numa fase inicial. A prevenção é o melhor caminho”, continua.

Além do acompanhamento médico, é importante ainda se atentar para a vacinação, em especial as vacinas anuais contra a gripe e a pneumonia – já que a faixa etária é considerada de risco para essas doenças, aumentando a chance de complicações. É essencial também priorizar os hábitos de vida saudáveis, com uma alimentação balanceada, exercícios físicos regulares e, em alguns casos, a suplementação de algumas vitaminas e minerais, mas sempre com orientação médica.

“Nós percebemos a importância que todo esse acompanhamento tem e como é preciso manter uma vida saudável”, conta Ana Glauce. “Dormir bem, se exercitar, hábitos como esses são complementares para manter a saúde e realizar menos intervenções ao longo de toda a vida”, finaliza.

 

 

 

Segunda, 07 Junho 2021 05:00

Alerta Vermelho: Há apenas uma Terra

Um novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Fazendo as pazes com a Natureza (2021), destaca a “gravidade das triplas emergências ambientais da Terra: clima, perda de biodiversidade e poluição”. Essas três “crises planetárias autoinfligidas”, afirma o Pnuma, colocam “o bem-estar das gerações atuais e futuras em um risco inaceitável”. Esse Alerta Vermelho, lançado para o Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), é produzido com a Semana Internacional de Luta Antiimperialista.

A reportagem é publicada por Tricontinental, 02-06-2021.

 Qual a escala da destruição?

 Os ecossistemas se degradaram a um nível alarmante. O relatório da Plataforma de Política Científica Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos de 2019 fornece exemplos impressionantes da escala da destruição:

Um milhão das cerca de oito milhões de espécies de plantas e animais estão ameaçadas de extinção.

As ações humanas levaram pelo menos 680 espécies de vertebrados à extinção desde 1500, com as populações globais de espécies de vertebrados caindo 68% nos últimos 50 anos.

Mais de 9% de todas as raças de mamíferos domesticados usados para alimentação e agricultura foram extintas em 2016, com outras mil raças em extinção.

A degradação do ecossistema é acelerada pelo capitalismo, que intensifica a poluição e o desperdício, o desmatamento, a mudança e exploração do uso da terra e os sistemas de energia movidos pelo carbono. Por exemplo, o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês), Mudanças Climáticas e Terra, (janeiro de 2020) aponta que apenas 15% das zonas úmidas conhecidas permanecem, a maioria tendo sido degradada além da possibilidade de recuperação. Em 2020, o Pnuma documentou que, de 2014 a 2017, os recifes de coral sofreram o mais longo evento de branqueamento grave já registrado. Prevê-se que os recifes de coral diminuam drasticamente com o aumento das temperaturas; se o aquecimento global aumentar para 1,5°C, apenas 10-30% dos recifes permanecerão; e se o aquecimento global aumentar para 2°C, então menos de 1% dos recifes irão sobreviver.

Do jeito que as coisas estão, há uma boa chance de que o oceano Ártico esteja sem gelo em 2035, o que afetará tanto o ecossistema ártico quanto a circulação das correntes oceânicas, possivelmente transformando o clima global e regional. Essas mudanças na cobertura de gelo do Ártico já desencadearam uma corrida entre as principais potências pelo domínio militar na região por conta de seus valiosos recursos energéticos e minerais, abrindo ainda mais a porta para uma devastadora destruição ecológica; em janeiro de 2021, em um artigo intitulado Regaining Arctic Dominance [Recuperando o domínio do Ártico], os militares dos EUA caracterizaram a região como “simultaneamente uma arena de competição, uma linha de ataque em conflito, uma área vital que contém muitos dos recursos naturais de nossa nação e uma plataforma de projeção de poder global”.

O aquecimento do oceano vem junto com o despejo anual de até 400 milhões de toneladas de metais pesados, solventes e lodo tóxico (entre outros resíduos industriais) – sem contar os resíduos radioativos. Este é o lixo mais perigoso, mas é apenas uma pequena proporção do lixo total lançado no oceano, incluindo milhões de toneladas de plástico. Um estudo de 2016 descobriu que, em 2050, é provável que haja mais plástico no oceano do que peixes em termos de peso. No oceano, o plástico se acumula em redemoinhos, um dos quais é a Grande Mancha de Lixo do Pacífico, uma massa estimada de 79 mil toneladas de plástico oceânico flutuando dentro de uma área concentrada de 1,6 milhão de km² (aproximadamente o tamanho do Irã). A luz ultravioleta do sol degrada os detritos em “microplásticos”, que não podem ser limpos e que perturbam as cadeias alimentares e destrói habitats. O despejo de resíduos industriais nas águas, inclusive em rios e outros corpos de água doce, gera pelo menos 1,4 milhão de mortes anualmente por doenças evitáveis ​​que estão associadas à água potável poluída por patógenos.

Os resíduos nas águas são apenas uma fração do que é produzido pelos seres humanos, estimado em 2,01 bilhões de toneladas por ano. Apenas 13,5% desses resíduos são reciclados, enquanto apenas 5,5% são compostados; os 81% restantes são descartados em aterros sanitários, incinerados (o que libera gases do efeito estufa e outros gases tóxicos) ou vão para o oceano. Com a taxa atual de produção de resíduos, estima-se que esse número aumentará 70%, chegando a 3,4 bilhões de toneladas em 2050.

Nenhum estudo mostra uma diminuição da poluição, incluindo a geração de resíduos, ou uma desaceleração do aumento da temperatura. Por exemplo, o Relatório da Lacuna de Emissões do Pnuma (dezembro de 2020) mostra que, até 2100 e mantendo a atual taxa de emissões, o mundo está a caminho de um aquecimento de pelo menos 3,2°C acima dos níveis pré-industriais. Isso é muito maior do que os limites estabelecidos pelo Acordo de Paris de 1,5° – 2,0°C. O aquecimento planetário e a degradação ambiental se alimentam mutuamente: entre 2010 e 2019, a degradação e a transformação da terra – incluindo o desmatamento e a perda de carbono do solo em terras cultivadas – contribuíram com um quarto das emissões de gases de efeito estufa, com as mudanças climáticas agravando ainda mais a desertificação e o rompimento de ciclos de nutrição do solo.

 Quais são as responsabilidades comuns e diferenciadas?

Na declaração da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento de 1992, o sétimo princípio de “responsabilidades comuns, mas diferenciadas” – acordado pela comunidade internacional – estabelece que todas as nações precisam assumir algumas responsabilidades “comuns” para reduzir as emissões, mas que os países desenvolvidos têm maior responsabilidade “diferenciada”, por historicamente ter maior contribuição nas emissões globais cumulativas que causam as mudanças climáticas. Uma olhada nos dados do Projeto de Carbono Global do Centro de Análise de Informações de Dióxido de Carbono mostra que os Estados Unidos da América – por si só – têm sido a maior fonte de emissões de dióxido de carbono desde 1750. Os principais emissores de carbono ao longo da História foram todas as potências industriais e coloniais, principalmente Estados europeus e os EUA. A partir do século 18, esses países não apenas emitiram a maior parte do carbono na atmosfera, mas também continuam a exceder sua parcela justa do Orçamento Global de Carbono em proporção às suas populações. Os países com menos responsabilidade pela criação da catástrofe climática – como pequenos Estados insulares – são os mais afetados por suas desastrosas consequências.

A energia barata baseada no carvão e nos hidrocarbonetos, junto com a pilhagem dos recursos naturais pelas potências coloniais, permitiu aos países da Europa e da América do Norte aumentar o bem-estar de suas populações à custa do mundo colonizado. Hoje, a extrema desigualdade entre o padrão de vida do europeu médio (747 milhões de pessoas) e do indiano (1,38 bilhão de pessoas) é tão gritante quanto há um século. A dependência da China, Índia e outros países em desenvolvimento do carbono – particularmente do carvão – é de fato alta; mas mesmo esse uso recente de carbono pela China e Índia está bem abaixo do dos Estados Unidos. Os números de 2019 para as emissões de carbono per capita da Austrália (16,3 toneladas) e dos EUA (16 toneladas) são mais do que o dobro da China (7,1 toneladas) e da Índia (1,9 toneladas).

Todos os países do mundo precisam fazer avanços para deixar de depender de energia baseada em carbono e evitar a degradação do meio ambiente em grande escala, mas os países desenvolvidos devem ser responsabilizados por duas ações urgentes principais:

Reduzir as emissões prejudiciais. Os países desenvolvidos devem fazer cortes drásticos nas emissões de pelo menos 70-80% dos níveis de 1990 até 2030 e se comprometer com um caminho para aprofundar ainda mais esses cortes até 2050.

Mitigação e adaptação capacitante. Os países desenvolvidos devem ajudar os países em desenvolvimento transferindo tecnologia para fontes de energia renováveis, bem como fornecendo financiamento para se mitigar e se adaptar aos impactos das mudanças climáticas. A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima de 1992 reconheceu a importância da divisão geográfica do capitalismo industrial entre o Norte e o Sul Global e seu impacto nas respectivas participações desiguais do orçamento mundial de carbono.

É por isso que todos os países nas inúmeras Conferências do Clima concordaram em criar um Fundo Verde para o Clima na Conferência de Cancún, em 2016. A meta atual é de 100 bilhões de dólares anuais até 2020. Os Estados Unidos, sob a nova administração Biden, se comprometeram a dobrar seu valor internacional, financiar contribuições até 2024 e triplicar suas contribuições para adaptação. Mas, dado o patamar muito baixo, isso é altamente insuficiente. A Agência Internacional de Energia, em seu World Energy Outlook , sugere que o número real para o financiamento climático internacional deve estar na casa dos trilhões a cada ano. Nenhuma das potências ocidentais sugeriu algo parecido com um compromisso dessa escala com o Fundo.

 O que pode ser feito?

Mudança para emissões zero de carbono. As nações do mundo como um todo, lideradas pelo G20 (que responde por 78% de todas as emissões globais de carbono), devem adotar planos realistas para chegarmos a zero emissões líquidas de carbono. Na prática, isso significa zerar a emissão de carbono até 2050.

Reduzir a pegada militar dos EUA. Atualmente, as Forças Armadas dos EUA são o maior emissor institucional de gases de efeito estufa. A redução da pegada militar dos EUA reduziria consideravelmente os problemas políticos e ambientais.

Fornecer compensação climática para países em desenvolvimento. Garantir que os países desenvolvidos forneçam compensação climática por perdas e danos causados por suas emissões climáticas. Exigir que os países que poluíram as águas, o solo e o ar com resíduos tóxicos e perigosos – incluindo resíduos nucleares – arquem com os custos da limpeza; exigir o fim da produção e utilização de resíduos tóxicos.

Fornecer financiamento e tecnologia aos países em desenvolvimento para mitigação e adaptação. Além disso, os países desenvolvidos devem fornecer 100 bilhões de dólares por ano para atender às necessidades dos países em desenvolvimento, inclusive para adaptação e resiliência ao impacto real e desastroso da mudança climática. Esses impactos já são suportados pelos países em desenvolvimento (particularmente os países de baixa altitude e pequenos Estados insulares). A tecnologia também deve ser transferida para os países em desenvolvimento para mitigação e adaptação.

 

 

 Depois de dois adiamentos, o Banco Central (BC) confirmou que, a partir desta segunda-feira (7), começará a funcionar o registro centralizado das receitas de lojistas com as vendas realizadas por cartão.

Segundo a instituição financeira, a medida deve beneficiar principalmente micro e pequenas empresas, que poderão ter acesso a créditos com juros mais baixos ao oferecerem parte do que têm a receber aos bancos.

Em nota, o BC informou que a medida aumentará a concorrência entre as instituições financeiras, permitindo a redução do spread bancário – diferença entre as taxas pagas pelas instituições para captarem recursos e as taxas cobradas dos clientes.

O comerciante poderá dividir as agendas de recebíveis, em lotes de dezenas ou centenas de transações, e negociar com várias instituições financeiras ao mesmo tempo, até conseguir o melhor empréstimo.

Os recebíveis valem tanto para as vendas com cartão de crédito e de débito. Como as empresas credenciadoras vão registrar essas transações, os comerciantes poderão conseguir empréstimos ao oferecer os recebíveis para cobrir eventuais inadimplências ou até revender as receitas que têm direito a receber nas vendas com maquininhas.

Atualmente, existem três empresas autorizadas a atuar como credenciadoras de recebíveis no país: CIP, Cerc e Tag. As companhias, no entanto, alegaram dificuldades na montagem dos sistemas e pediram ao Banco Central os adiamentos da entrada em vigor do registro.

Inicialmente prevista para 3 de novembro do ano passado, a data havia passado para 17 de fevereiro e foi novamente adiada para 7 de junho, data confirmada pelo BC.

Por causa do segundo adiamento, o BC multou uma das companhias em R$ 30 milhões e obrigou a empresa a assinar um termo de compromisso em que prometia resolver as dificuldades tecnológicas até o início de junho.

A autarquia estima que os recebíveis de cartões têm potencial para movimentar até R$ 1,8 trilhão por ano, dos quais R$ 1 trilhão correspondem às transações com cartões de crédito e R$ 800 bilhões ao fluxo com cartão de débito.

O novo sistema também deve aumentar a segurança para as instituições financeiras. Atualmente, um mesmo recebível pode ser dado como garantia para mais de um banco. Com o registro centralizado, isso não será mais possível.

Os primeiros 100 dias de atuação do deputado Max Russi (PSB) frente à Presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) foram marcados pela implementação de ações de combate a vulnerabilidade social, articulações de políticas públicas voltadas para a Educação e aceleração da vacinação contra a covid-19 em Mato Grosso.

Nos trabalhos desenvolvidos na Casa de Leis, no mesmo período, outra medida importante foi a economia de recursos do parlamento. De acordo com Max Russi, a Assembleia Legislativa tem auxiliado o governo estadual na aprovação de leis, formatação e execução de projetos de auxílio aos mato-grossenses e, principalmente, na disponibilização de aporte financeiro. Exemplo disso foi a devolução de R$ 10 milhões, referentes ao duodécimo, para aplicação no programa Desenvolve MT Emergencial. 

“Todas essas ações têm a aprovação e incentivo dos deputados estaduais, que não têm medido esforços tanto para economizar recursos, quanto para aprovar as medidas no Legislativo para acelerar em cumprir políticas públicas em todos os setores”, assegurou. 

Ações sociais

O presidente da Assembleia tem protagonizado diversas frentes sociais e de desenvolvimento econômico. Uma delas foi a participação nos encaminhamentos, que garantiram a aprovação do Projeto de Lei nº 226/21, que isenta diversos setores comerciais do pagamento de Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores (IPVA) em 2021. O pacote inclui motocicletas de até 160 cilindradas, veículos de motoristas de aplicativos e da frota dos setores de bares, restaurantes, turismo e eventos. 

 “São 550 mil contribuintes sendo beneficiados com essa medida. Dessa forma podemos avaliar o quanto é necessária a união entre Executivo e Legislativo para que possamos fazer valer esses benefícios, levando à quem mais precisa nesse momento tão difícil que estamos vivendo”, ressaltou.

O aumento na abrangência das redes de proteção social também tem sido a principal bandeira do deputado Max Russi, que teve participação integral na formatação do programa de distribuição de renda “Ser Família”, assim como a sua edição extra, o “Ser Família Emergencial”, que atualmente atende a mais de 100 mil famílias de baixa renda que estão passando dificuldades por conta das ações de combate ao novo coronavírus. Do montante total investido, R$ 10 milhões são oriundos dos cofres do Legislativo.

Max marcou presença na distribuição dos cartões em grande parte dos municípios e na baixada cuiabana, junto à primeira-dama Virgínia Mendes e equipes da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).  As parcelas de R$ 150 reais já estão sendo creditadas nas contas dos beneficiados e o recurso só pode ser utilizado para compra de alimentos. A vigência do Ser Emergencial será de 5 meses. 

Alívio para a dona de casa Francisca de França (55), que é moradora do Bairro São Miguel, em Campo Verde, que também foi uma das contempladas com o auxílio. “Uma ajuda que veio em boa hora e eu só tenho a agradecer. Vou comprar alimentos e fazer um almoço bem gostoso para a minha família”, comemorou.

Educação

Ainda dentro desse período, frente à condução dos trabalhos no parlamento, Max Russi comemorou a aprovação da mensagem 35/2021 do Poder Executivo, que contempla 15.890 professores da rede pública estadual com a compra de computadores novos, além de um plano de internet mensal no valor de R$ 70,00 por um período de 36 meses.

Na mesma linha de defesa dos educadores de Mato Grosso, o deputado Max Russi, por meio da Casa de Leis, ingressou na Justiça com Embargos de Declaração em favor dos professores da rede pública, visando evitar que os profissionais sofram perdas salariais, referentes ao ano de 2018. 

A ação diz respeito à Lei 510/2013, que trata do reajuste anual da inflação mais recomposição, visando garantir o aumento real de 100%, nos salários, em um período de 10 (dez) anos. Iniciado em 2014, o abono deveria ser cumprido pelo Estado até 2024.

Contra a violência

Dentre os diversos projetos de lei propostos pelo presidente da ALMT, o Governo do Estado aprovou a Lei 11.366, que pune financeiramente agressores de mulheres em Mato Grosso. 

Conforme a nova medida, aquele que cometer esse tipo de delito terá que ressarcir aos cofres públicos as despesas previdenciárias e de saúde inerentes ao ato praticado: atendimento médico, hospitalar, auxílio-doença, aposentadoria, inclusive pensão por morte. “Quem agride mulher tem que pagar pelos seus atos, não só pelas vias judiciais, mas também financeiras”, defende.

Previdência

 Em relação à Previdência, Max Russi tem proposto alternativas para a destinação de recursos ao Fundo do Mato Grosso Previdência (MTPREV), com o intuito de garantir a diminuição das alíquotas de contribuição dos servidores, especialmente dos aposentados e pensionistas. 

Em sua ultima proposta, Max apresentou o Projeto de Lei nº 382/2021, que busca um aumento na arrecadação previdenciária, por meio da restituição de valores creditados em instituições financeiras, pelos entes públicos estaduais em favor de pessoas falecidas. Com a mesma intenção, de diminuir o déficit atual, o presidente do Parlamento apresentou a Emenda nº 02 ao Projeto de Lei Complementar nº 20/2021, Mensagem nº 48/21, que busca o direcionamento de recursos do Desenvolve Floresta ao Fundo Previdenciário.

Ainda no início do ano, em evento no Palácio Paiaguás, Max Russi já havia defendido que todo o dinheiro desviado por atos de corrupção e recuperado pelos órgãos de controle também seja direcionado ao mesmo fundo.

Conta de Energia

Uma das grandes conquistas da Assembleia Legislativa foi promulgação da Lei 11.339, que proíbe o corte no fornecimento de energia elétrica dos consumidores de baixa renda, em Mato Grosso, no período de 90 dias. 

Conforme Max Russi, durante a vigência da nova medida o contribuinte terá o direto de parcelar, em até 10 vezes, o pagamento do montante das contas acumuladas, incluindo as subsequentes, nas agências da concessionária ou por meio de cartão de crédito.

 Vacinação

A partir das tratativas conduzidas pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, junto aos deputados estaduais, a Casa de Leis implantou mais 3 postos de vacinação contra a covid-19, que estão ajudando a acelerar a imunização na baixada cuiabana. Só no novo ponto de vacina, que está funcionando em frente ao Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, já foram vacinadas mais de 14mil pessoas até o início de junho.

ACSs e ACEs

 O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, está acompanhando os trabalhos da Comissão Especial de Fiscalização do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) quanto ao levantamento acerca da situação dos agentes comunitários de saúde (ACS) e dos agentes de combate às endemias (ACE) nos municípios mato-grossenses, especialmente quanto à efetivação no cargo e às questões previdenciárias. Ele se reuniu, em maio, com o presidente do TCE, Guilherme Maluf.

Maluf assegurou que o Tribunal está priorizando as tratativas e acrescentou que, atualmente, o estado possui mais de 7 mil profissionais da categoria, atuando nos 141 municípios. “Esse já é um assunto que nós estamos tratando como prioridade e o presidente Max está nos cobrando a resolução. Eu acredito que nos próximos 30 dias nós vamos concluir esse trabalho”, garantiu.

Público-alvo são professores e divulgadores de ciência

Os corpos celestes, como estrelas, planetas, cometas, nebulosas, aglomerados de estrelas e galáxias, e os fenômenos que se originam fora da atmosfera da Terra estão entre os temas do 21ª Curso de Introdução à Astronomia e Astrofísica (CIAA, promovido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), unidade do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.

Com atividades online, o curso será realizado nos dias 9, 11, 13, 16, 18 e 20 de agosto deste ano e as inscrições podem ser feitas até o próximo dia 20 de junho na página do Inpe na internet. O curso é gratuito.

O CIAA 2021 é online e é dirigido a professores do ensino fundamental e médio ligados à área de ciências, de disciplinas como física, química, biologia, matemática, geografia e história, assim como a estudantes universitários a partir do terceiro ano de graduação em ciências exatas. Outros profissionais ligados diretamente à área de educação e divulgação de ciências também são incentivados a participar. O curso deste ano tem também o objetivo de receber participantes de países de língua portuguesa.

Além de abordar a astronomia do dia a dia, o curso abrange sistema solar, estrelas, galáxias, cosmologia, astrobiologia, astrofísica de altas energias e ondas gravitacionais, informa o pesquisador André de Castro Milone, mestre em astronomia pela Universidade de São Paulo (USP).

“Os dois primeiros temas estão diretamente ligados à Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio (BNCC, MEC 2018) e foram também incluídos na grade de conteúdos do ensino fundamental. Astronomia no dia a dia engloba os tópicos dias e noites, estações do ano, calendário solar, fases da lua, eclipses da lua e do sol e marés dos oceanos. Sistema Solar abrange introdução histórica, sol, planetas e corpos menores, dinâmica, formação e outros sistemas planetários”.

Segundo Milone, na versão presencial do curso, haveria oficinas temáticas com atividades que podem ser aplicadas no processo ensino-aprendizagem formal, tais como relógio de sol equatorial portátil e determinação dos pontos geográficos, sistema solar em escala, cores das estrelas, universo em expansão, campos magnéticos do sol e medidas da radiação luminosa. “Contudo, em 2021, não ofereceremos tais oficinas temáticas, as quais ilustram atividades didático-científicas práticas.”

Neste ano, pela primeira vez, os inscritos no curso poderão participar de mesas-redondas sobre questões diversas envolvendo o ensino de astronomia e o ensino remoto. “Haverá oportunidade para breves relatos de experiências de ensino de professores em ambientes formais e informais de educação. O tema astrofísica de raios X e gama será apresentado pela primeira vez também. Duas palestras abertas ao público serão oferecidas no Canal do Inpe no YouTube sob os possíveis títulos A vida no contexto cósmico e Astronomia de Ondas Gravitacionais, acrescenta o pesquisador.

Atividades online

O curso online será transmitido apenas para os selecionados por meio da plataforma Webex Meetings em um ambiente virtual privado. Os participantes do CIAA 2021 poderão apresentar suas experiências de ensino nas mesas-redondas. A carga horária é de 25,5 horas, incluídas aulas e atividades como mesas-redondas, apresentações e palestras.

Na versão online, as atividades serão distribuídas por três tardes de duas semanas consecutivas do mês de agosto.

Organizado pela Divisão de Astrofísica do Inpe desde 1998, o CIAA já contou com cerca de 1.200 participantes, entre professores do ensino formal e estudantes de graduação de todas as regiões brasileiras. O curso é ministrado em português.

 

Uma mulher de 18 anos descobre, em uma noite, que foi adotada e é fruto de um relacionamento extraconjugal de seu pai adotivo com a empregada da família. A partir daí, a vida muda por completo e eles enfrentam inúmeras tragédias pessoais. Essa era a trama de Em busca da felicidade, primeira radionovela brasileira veiculada na Rádio Nacional, cuja estreia completa 80 anos neste sábado (5).

A história gira em torno do segredo por trás da adoção de Alice (Isis de Oliveira) pelo rico casal Alfredo Medina (Rodolfo Mayer) e Anita de Montemar (Zezé Fonseca). Carlota (Yara Sales), a empregada e mãe biológica da personagem, alega que não teria condições de criar a menina. Após a revelação de que Alice era filha de Alfredo e Carlota, os personagens enfrentam dramas em busca da felicidade alardeada no título.

Antes de 1941, os ouvintes já ligavam o aparelho para escutar tramas do radioteatro. Mas com Em busca da felicidade, o formato mudou. O texto original do cubano Leandro Blanco foi adaptado por Gilberto Martins e seguia o estilo das soap óperas norte-americanas: capítulos estruturados, exibição periódica e veiculação de propaganda. A experiência bem sucedida no rádio começou a pavimentar a paixão do brasileiro pela dramaturgia, consolidada na televisão.

A ideia veio da empresa Colgate, patrocinadora da trama, que originalmente queria apenas comprar o horário da emissora para a transmissão e contratar o diretor Vitor Costa e elenco por conta própria. Mas a Nacional não aceitou e foi decidido que a produção ficaria a cargo da rádio.

Horário matutino

A novela foi transmitida no horário matutino, às 10h30, toda segunda, quarta e sexta, até o ano de 1943. O elenco criticou a faixa escolhida para a exibição da radionovela, por não ser considerado nobre à época. Mas o objetivo era alcançar um público específico: as donas de casa, consumidoras dos produtos da patrocinadora. 

Uma campanha promocional, criada para aferir a audiência do programa, mostrou logo o impacto da novela. Os ouvintes enviaram cartas com embalagens dos produtos da patrocinadora para receber, em troca, um álbum com o resumo da história, informações sobre os personagens e fotos dos atores. Mas o número de correspondências foi muito acima do esperado e a promoção foi interrompida porque os livretos se esgotaram.

Realidade x ficção

Com elenco formado por estrelas como Rodolfo Mayer, Zezé Fonseca, Isis de Oliveira, Floriano Faissal, Yara Sales, Amaral Gurgel, Lourdes Mayer, Saint Clair Lopes, Brandão Filho e Luís Tito, entre outros, a novela mexeu com o imaginário do público.

A ficção se misturava com a realidade. Thiago Guimarães, pesquisador do Acervo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), conta que os atores eram constantemente confundidos com os personagens. Floriano Faissal, que interpretava o médico Doutor Mendonça, chegou a ser “consultado” por uma ouvinte que sofria com dores no fígado. Já Saint Clair Lopes foi abordado por um homem que achava que era parente de seu personagem. 

A novela afetava de tal forma a vida dos ouvintes que uma mulher procurou os jornais ao constatar que se mudaria e não conseguiria saber o final da história, como relata Thiago Guimarães:

Com o sucesso de Em Busca da Felicidade, a Rádio Nacional investiu pesado na produção das radionovelas e emplacou inúmeras tramas de sucesso - entre eles, O Direito de Nascer. Rose Esquenazi, jornalista e professora da PUC-Rio, lembra que, durante a transmissão desse clássico, os ouvintes da Nacional chegaram a enviar um enxoval completo para o fictício bebê de uma personagem, que nasceu durante a trama.

As principais radionovelas falavam de amores proibidos e mexiam com temas como infidelidade e preconceito entre classes sociais, entre outros. Tinham títulos que fortaleciam o melodrama. Rose reforça ainda que os ouvintes se identificavam com a história e comparavam a própria vida com a dos personagens, que tinham dramas verossímeis. "Havia uma certa relativização a partir da existência destas personagens", afirma.

Elenco estrelado e novos autores

Como pelo rádio o público não podia ver os atores, os ouvintes consumiam revistas da época, que mostravam quem eram os artistas. Além disso, a Nacional fazia caravanas pelo país com o elenco, que também estrelava filmes da época. A sede da emissora, na Praça Mauá, recebia fãs que iam ao local só para ver os ídolos.

Os artistas da Nacional influenciavam o público. O marketing da emissora conseguia lançar produtos novos alinhados com o perfil das estrelas do rádio, que faziam estrondo sucesso. Afinal, as pessoas queriam consumir o mesmo que os atores da época.

A partir da explosão da dramaturgia no rádio, surgiram novos autores que começaram na rádio e depois foram para o teatro e a televisão, como Dias Gomes, Oduvaldo Vianna e Janete Clair.

Certificado Unesco

Infelizmente, não há registro sonoro da radionovela. Na época em que foi ao ar, em plena Segunda Guerra Mundial, o material era gravado em acetatos à base de vidro que, devido à fragilidade, não resistiram ao passar dos anos. Este breve trecho, gravado anos depois em homenagem ao programa pioneiro, simula como seria a abertura da radionovela. O prefixo, narrado por Aurélio de Andrade, locutor da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, era assim: “Senhoras e senhoritas, a Rádio Nacional do Rio de Janeiro apresenta Em busca da felicidade, emocionante novela de Leandro Blanco, anunciando também a parceria da Rádio com a Empresa de Propaganda Standard Ltda., responsável pela conta publicitária da Colgate-Palmolive no Brasil". Clique na matéria para ouvir:

Mas parte dos roteiros da novela estão conservados: seis dos nove volumes do conjunto são mantidos pelo Acervo da EBC. O trabalho de restauração começou em 2018, quando os roteiros foram tirados do arquivo. Ainda naquele ano, este acervo ganhou o certificado Programa Memória do Mundo da Unesco, reconhecido por reunir documentos relevantes para a memória coletiva. Os cadernos foram restaurados e digitalizados, em um trabalho que durou seis meses, como conta a gerente de Acervo da EBC, Maria Carnevale.

Audio Playe

Os originais passaram por higienização, conservação, indexação para, enfim, receberem uma nova encadernação. A cópia digital do material poderá ser fonte de pesquisa e de divulgação da obra, mantendo o material em papel preservado. 

Continuidade do sucesso

Após o boom das radionovelas nos anos 40 e 50, veio a chegada da televisão. Os radioatores migraram para a telinha e o número de novelas radiofônicas foi diminuindo com o passar do tempo. Mas o formato ainda faz sucesso, como conta a jornalista e autora de radionovelas Artemisa Azevedo, que trabalhou durante mais de 40 anos na Rádio Nacional da Amazônia. Na região, a relação dos ouvintes com as histórias narradas pelo rádio manteve-se muito próxima. A emissora recebia inúmeras cartas de pessoas que se identificavam com as tramas.

Autora de muitos sucessos veiculados na emissora, como Amazônia, Turmalina e Passageiros da ilusão, Artemisa percebeu desde o início que histórias com temáticas ligadas ao povo amazônico atraíam mais ouvintes. Assim, as radionovelas se tornaram um meio de informação importante e mudaram também vidas, como relata a jornalista.

 

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