Blog da Condessa

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Lançamento ocorre no Sesc Arsenal nesta quarta-feira (29)

A relação das crianças com o patrimônio material e imaterial é tema do livro “Cribiás 300+: por uma educação patrimonial toda nossa”. Diversas atividades realizadas com estudantes da rede pública e privada de ensino em mais de dez anos, ajudaram a compor o conteúdo da obra que propõe uma metodologia pautada pela interação das crianças com a cidade em que vivem.

O lançamento ocorre no dia 29 de setembro, às 19h, no Sesc Arsenal. O acesso é livre, mas para participar é preciso seguir os principais protocolos de segurança: máscara e distanciamento social.

A organizadora do livro, a professora Daniela Freire, que é coordenadora do Grupo de Pesquisa em Psicologia da Infância da Universidade Federal de Mato Grosso (GPPIN/UFMT), explica que cada capítulo foi desenvolvido por especialistas da área da Educação, tanto do grupo acadêmico quanto do coletivo Cribiás. A estes, somam a professora doutora Larissa Freire Spinelli (Casa Silva Freire) e a artista visual Regina Pouchain.   

O livro – que relata três etapas do trabalho– apresenta os resultados de pesquisas realizadas desde 2010. Na primeira delas, estudiosos se dedicaram a debater os princípios sobre o desenvolvimento infantil como processo cultural, articulado com os estudos sobre memória social e produção de identidades sociais.

As experiências do projeto Cribiás, crianças sabidas, que foi realizado em unidades educacionais, e que também é definido como um projeto cultural para a infância de Cuiabá, é tema da obra lançada pela editora Entrelinhas.

Por fim, a última parte narra a experiência da oficina-piloto, realizada com um grupo de crianças. Elas percorreram um roteiro poético pensado pelos pesquisadores para propor uma metodologia participativa de Educação Patrimonial.

“Questões sobre Patrimônio, memória e processos identitários, em diálogo com as infâncias são o foco desta publicação. Todas as experiências narradas, assim como relatos dos pequenos, fotografias e registros da oficina-piloto ajudam a compor suas páginas”, indica Daniela. 

Ao transitar a pé pela cidade, elas foram estimuladas a reconstituir os passos de crianças que vivenciaram uma Cuiabá de outrora e assim, enxergá-la de uma perspectiva jamais imaginada, considerando o tensionamento entre tradição e modernidade .

O projeto do roteiro e do livro receberam incentivo da Lei Aldir Blanc, via edital MT Nascentes. Este, foi realizado pelo Governo de Mato Grosso via Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer em parceria com o Governo Federal, via Secretaria Nacional da Cultura do Ministério do Turismo.

Ao certo que o livro será excelente fonte para estudos acadêmicos,  profissionais da Educação e gestores culturais. Ele revela que quando a criança é anunciada como sujeito partícipe do processo educacional, ela também produz suas próprias narrativas contribui do para que adultos pensem a realidade considerando diferentes perspectivas. Ao vivenciar a cidade e conhecer sua história, a criança passa a encará-la de um outro jeito, valorizando ainda mais suas raízes, sua cultura e se implicando em sua construção.

 

 

Segunda, 27 Setembro 2021 05:00

"Uma geopolítica da esperança"

O compromisso de cuidar da vida onde ela é ferida.

É de se perguntar o que pode acontecer na mente de uma menina de 8 anos que é abusada e traficada, o que uma mulher maltratada por traficantes que a forçam a se prostituir, que passa fome, pode pensar. O que elas pensam, o que sentem, mas também o que está sendo feito para superar a mercantilização da vida.

O Dia Internacional contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças foi uma oportunidade para refletir sobre uma realidade presente na sociedade de hoje, da qual mulheres e meninas representam 72% das vítimas, e para rezar pelas vítimas. Organizada pela CLAR, a Rede Clamor e as redes da vida consagrada da América Latina e do Caribe contra o tráfico humano, mais de 70 participantes se encontraram virtualmente, em um dia em que a Campanha "A vida não é mercadoria, é tráfico humano" foi encerrada.

À luz da Campanha e do Evangelho deste dia, Ir. Liliana Franco afirmou que "ver Jesus é a condição para transformar nossas vidas, para nos colocarmos ao lado das vítimas". A presidenta da Confederação Latino-americana de Religiosos e Religiosas (CLAR), insistiu que "as opções têm que ser povoadas por rostos e têm que ser povoadas por histórias".

A Campanha serviu para ouvir os gritos das vítimas, mas também para denunciar aqueles que querem comercializar o mal, como disse a religiosa. Diante disso, o desafio é "ver Jesus nas vítimas, trabalhar juntos", exigindo a promoção da intercongregacionalidade e da interinstitucionalidade. O objetivo deve ser "gerar nichos afetivos nos quais a vida e a dignidade das pessoas sejam restauradas, que o que vemos nos descomponha e nos ajude a defender a dignidade humana", insistiu a Irmã Liliana.

Diante de um fenômeno que triplicou nos últimos 15 anos, como é o número de vítimas entre as crianças, cada vez mais capturadas através de redes sociais, onde se tornam vítimas fáceis, o encontro serviu para mostrar a necessidade de "uma geopolítica da esperança", para entender os territórios como lugares para defender e dar novo sentido à vida, tornando as crianças embaixadoras de um mundo melhor. Um sentimento que estava presente, como foi demonstrado nos testemunhos de dezenas de crianças, que falavam de seus sonhos, mas também de seus medos.

Como a Irmã Carmen Ugarte García denunciou, a exploração sexual existiu ao longo da história, mas é algo que está crescendo a cada dia. É mais um fruto de uma sociedade que estabelece diferenças marcantes entre homens e mulheres, que incentiva "a objetivação das mulheres, o que contribui para uma cultura global de exploração", algo a ser enfrentado a fim de promover a dignidade e a igualdade de todas as pessoas.

A representante da CLAR na Rede Talitha Kum, denunciou as "barreiras visíveis e invisíveis contra as mulheres que impedem a igualdade e a equidade", algo que está presente no mundo do trabalho e na própria Igreja. Ugarte destacou os esforços do Papa Francisco para aumentar a presença das mulheres nos órgãos eclesiais de tomada de decisões. Na verdade, segundo a religiosa, a Palavra de Deus mostra o papel da mulher na preservação da vida e a atitude de Jesus em defesa da mulher em uma sociedade marcadamente sexista.

O trabalho que a vida religiosa faz, com muitas pessoas dando suas vidas para que as vítimas possam recuperar sua dignidade roubada e as causas estruturais do tráfico sejam abordadas, foi motivo de gratidão por parte de Elvy Monzant. O secretário executivo da Rede Clamor lembrou os frutos de uma campanha realizada durante 8 meses, citando os frutos tangíveis (antologia poética, fotografias, audiovisuais) e os frutos intangíveis (experiência de comunhão entre organizações que trabalham contra o tráfico).

A irmã Rose Bertoldo recolheu em uma cuia, como expressão de tantas mulheres e homens, de tantas redes, que "ajudaram a conectar nos momentos de dor sofridos pelas vítimas do tráfico humano". A representante da Rede Um Grito pela Vida destacou que "encerramos a campanha com mais força e com a certeza de continuar o trabalho porque a violação da vida continua". É um "compromisso de cuidar da vida onde ela é ferida, das mulheres e crianças que são vítimas deste crime". (A reportagem é de Luis Miguel Modino)

 

 

Domingo, 26 Setembro 2021 05:00

‘Batalhas da Alencastro’

Grupo retoma apresentações no Beco do Candeeiro.

A programação do ‘Setembro Amarelo’ realizada pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, da Prefeitura de Cuiabá, conta com uma participação especial do grupo de Hip Hop - “Batalhas da Alencastro”. Após quase  dois anos das atividades suspensas em razão da pandemia causada pelo novo coronavírus, o movimento retoma as apresentações na próxima quinta-feira (30), no Beco do Candeeiro.

Com o tema “Sua Vida Importa” o público poderá refletir sobre as ações de prevenção ao suicídio. A atividade inicia às 18 horas.  “Será uma noite especial, que marcará as ações do Setembro Amarelo. Tenho certeza que por meio da forma lúdica, o público irá atender a mensagem que é repassada pelo movimento em todas as edições”, disse a secretária-adjunta de Direitos Humanos, Christiany Fonseca.

“Os grupos que fizerem as melhores apresentações receberão prêmios. Serão classificados os dois primeiros colocados”, informou a secretária.

As batalhas de rap são tradicionais. Nelas, um número geralmente formado por pares de MC’s se reúnem para batalhar em duplas. No duelo, em três rounds eliminatórios, os participantes competem com suas rimas ao som do beat – nome que se dá à música que acompanha ao fundo. O vencedor é escolhido por júri popular.

Na capital, o movimento criado em 2015, cresce a cada ano que passa. As batalhas nasceram com uma estratégia  contra a  marginalização e figuram como atrativo para juventude da cidade.

A ‘Batalha da Alencastro’ se consolidou como um movimento cultural e despontando como ferramenta de movimentação social.

A Praça Alencastro, localizada em frente à Prefeitura de Cuiabá, foi escolhida pela tradição underground. Ali já havia uma forte movimentação com a galera do skate e do rock, além de ser um local acessível. De 2015 para cá, já foram realizadas mais de 120 edições dos duelos.

 

Sefaz apresenta o ‘Doe Sua Nota’ para entidades sociais cadastradas no programa.

A Secretaria de Fazenda (Sefaz) promoveu nesta semana uma agenda de reuniões com as entidades sociais cadastradas no Programa Nota MT para apresentar as regras e procedimentos do Doe Sua Nota, nova funcionalidade que permite doar para as instituições as notas fiscais sem o CPF do consumidor. Foram realizadas duas agendas, nos dias 21 e 23 de setembro, transmitidas ao vivo pelo canal da Sefaz no Youtube e que contou com a participação de 120 entidades filantrópicas de todo o estado.

O Doe Sua Nota é mais uma forma das entidades sociais receberem recursos do Nota MT, pois a cada nota fiscal doada vai gerar pontos para as entidades que serão convertidos em valores em dinheiro. Ao todo, serão distribuídos R$ 2 milhões por ano.

A nova funcionalidade estará disponível a partir de 1º de outubro de 2021 no site e aplicativo do Nota MT. As notas fiscais poderão ser doadas de duas formas: eletronicamente no aplicativo ou site do Nota MT, ou pessoalmente em urnas que serão disponibilizadas nos estabelecimentos comerciais. Cada entidade será responsável pelos pontos de coleta, assim como por computar os documentos fiscais doados.

Durante as reuniões, a coordenadora do Nota MT, Agatha Santana, explicou que só podem ser doadas as notas fiscais de consumidor eletrônicas (NFC-e) com valor inferior a R$ 1.000 e sem o CPF do consumidor. Nos casos em que o CPF for informado, o documento fiscal concorrerá aos sorteios, caso a pessoa esteja cadastrada no Programa.

“Estamos dando mais uma opção para o consumidor. Se ele quiser pedir o CPF na nota e inscrever no Nota MT, ele vai participar dos sorteios. Agora se a pessoa ainda tem o receio de pedir o CPF na nota, por questões pessoais, ou se ela não quer participar dos sorteios, basta ela pedir a nota fiscal sem o CPF e doar para uma instituição”, explica Agatha.

A coordenadora do Nota MT ressalta ainda que ao exigir os documentos fiscais nas compras de mercadorias, o consumidor está desempenhando sua cidadania. “Essa também é uma forma de conscientizar a população da importância de pedir os documentos fiscais, independente de ter o CPF ou não e independente do valor. Porque pedir a nota fiscal é a garantia que a gente tem de que o imposto que nós consumidores estamos pagando naquela compra, vai ser recolhido para os cofres públicos. E esse valor volta para a sociedade em forma de política pública”, afirma.

Campanhas e pontuação

De acordo com a Portaria 184, publicada no dia 14 de setembro, serão realizadas quatro campanhas por ano, com o valor de R$ 500 mil, cada uma. São elas: “Siriri e Cururu”, de 1º de janeiro a 31 de março; “Cavalhada”, de 1º de abril a 30 de junho; “Dança dos Mascarados”, de 1º de julho a 30 de setembro e “Rasqueado”, de 1º de outubro a 31 de dezembro.

O registro das notas doadas deve ser feito até o décimo dia subsequente à data final de cada período, para os pontos serem computados.

Para 2021, está programada uma campanha – a do Rasqueado. Portanto, a partir de 1º outubro até 31 de dezembro, os consumidores poderão doar as notas ficais para uma das 194 instituições filantrópicas cadastradas no Nota MT.

Em relação à pontuação, as regras foram definidas de forma que os valores de R$ 500 mil das campanhas sejam distribuídos entre todas as entidades. Para isso, cada nota fiscal doada terá uma pontuação específica, seguindo o previsto no artigo 4º da Portaria 194, publicada no Diário Oficial do dia 14 de setembro.

Habilitação das entidades

Para receber as doações as entidades sociais precisam estar devidamente cadastradas no Nota MT. As instituições que ainda não fazem parte do banco de dados do Programa devem procurar na Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), o setor de Cidadania e Inclusão Socioprodutiva.

Hábito pode causar danos.

A menina Alice, de 5 anos, ama tirar fotos e vídeos. Ela tem um perfil na rede social Instagram administrado pela mãe, a empresária do setor de alimentos Tainara Paradelas. A mãe cuida com atenção do perfil, feito apenas para registrar os momentos da infância da garotinha. 

“O perfil da Alice foi feito para compartilhar memórias e coisas engraçadas com amigos íntimos e familiares”, conta a mãe, que usa critérios de segurança no perfil da pequena. “O perfil dela é trancado e só pode segui-la quem eu aceito”, detalha Tainara.

A empresária explica que a menina não tem obrigação com o Instagram dela, “e eu não fico fazendo conteúdo voltado para a rede. Eu tiro fotos e gravo vídeos de momentos descontraídos e felizes para eu ter guardado, postar é uma consequência. Alice é uma criança animada, ama foto e vídeos e, se algum dia, eu pedir para tirar uma foto e ela não quiser, eu não forço. Mas nunca pedi ela para tirar uma foto ou fazer um vídeo para postar no Instagram”. 

Diferentemente de Taianara, no entanto, muitos pais e mães expõem indevidamente informações pessoais de seus filhos menores em redes sociais, o que pode colocá-los em situação de vulnerabilidade. Esse tipo de atitude, conhecida como sharenting - termo em inglês que combina as palavras share (compartilhar) e parenting (paternidade) -, parte de uma tendência crescente e que pode ter consequências indesejadas.

Impactos

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) alerta para os perigos e impactos de longo prazo desse hábito na vida dos menores.

"A criança e o adolescente não devem ter vida pública nas redes sociais. Não sabemos quem está do outro lado da tela. O conteúdo compartilhado publicamente, sem critérios de segurança e privacidade, pode ser distorcido e adulterado por predadores em crimes de violência e abusos nas redes internacionais de pedofilia ou pornografia, por exemplo", explica a coordenadora do Grupo de Saúde Digital da SBP,  Evelyn Eisenstein.

O coordenador do Grupo de Trabalho de Saúde Mental da SBP, o médico Roberto Santoro, alerta que o sharenting traz perigos objetivos e subjetivos ao desenvolvimento da criança: “Acho que a gente tem que partir primeiro de uma questão de princípio. A vida da criança não pertence aos pais. Eles são promotores do desenvolvimento da criança e do adolescente e têm que zelar por esse desenvolvimento, para que ocorra de uma maneira coerente e equilibrada, rumo a uma idade adulta em que a pessoa consiga se realizar plenamente de acordo com os seus potenciais”.

Guia prático

Para atualizar pediatras, pais e educadores sobre a influência das tecnologias de informação e comunicação (TICs), redes sociais e internet nas questões de saúde e de comportamento das crianças e adolescentes, a SBP publicou neste ano o Guia Prático de Atualização "#SemAbusos #MaisSaúde.  

O guia destaca importantes recomendações aos médicos sobre como avaliar na história e no exame, durante a consulta, casos suspeitos de violência ou abusos offline ou online; além de orientar os pais sobre alternativas seguras, educativas e saudáveis de atividades para crianças e adolescentes.

A exposição exagerada de informações sobre crianças representa uma ameaça à intimidade, vida privada e direito à imagem, como dispõe o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Somado a isso, todo conteúdo publicado na internet gera dados que, no futuro, podem ser desaprovados pelos filhos, por entenderem que sua vida privada foi exposta indevidamente durante a infância.

A mãe da Alice afirma que não se preocupa com esta questão, pois não posta nada inadequado. “Isso não me preocupa nem um pouco. Não posto nada que venha a envergonhar minha filha no futuro”, garante Tainara. 

Assim como Tainara, o publicitário Filipe Ferraz também é o administrador do perfil da Mariah, também de 5 anos. “A gente que gera todo conteúdo publicado. Evitamos deixar o celular na mão dela e dar essa autonomia. Acho que ainda é cedo, ela tem 5 anos de idade. O conteúdo é mais viagem, brincadeiras e algumas danças. Nada vulgar, para preservar a integridade dela”.

O pai conta que o perfil da Mariah é despretensioso. “Não temos uma frequência nem planejamento. Registramos ocasiões fora da rotina e novidades”. Além disso, Mariah gosta e até pede para fazer postagens. “Quase todos os dias ela quer publicar! Ela adora dancinhas e montagens! Filtros com carinhas então... ama!”.

Agora, quando a menina não quer fazer alguma postagem, os pais aceitam e respeitam a decisão, conta Filipe. “A gente respeita o momento dela. Nem sempre ela está disposta”. Para ele, é preciso ter discernimento de como a criança será exposta. “A responsabilidade é toda dos pais”.

Já na opinião do médico Santoro, não há como minimizar os riscos da exposição exagerada de crianças na internet. Para ele, esse público não deve ser exposto nas redes. “Eu sou radical em relação a isso. A gente não tem que minimizar os riscos de exposição da criança. A gente simplesmente não tem que expor crianças e adolescentes, porque eles não têm ainda condições de determinar o que é seguro e o que não é seguro em termos dessa exposição”.

Segundo ele, os pais precisam zelar justamente pela privacidade dos filhos. “Sugiro que as imagens de crianças e adolescentes não sejam compartilhadas livremente na internet, a não ser com muito cuidado para pessoas muito próximas, para pessoas da família. Eu não colocaria, por exemplo, imagens de crianças em sites públicos e tomaria muito cuidado com isso”, aconselha Santoro.

Consequências

Os dados digitais das crianças podem ser utilizados para diferentes finalidades, desde o roubo de identidade, cyberbullying, uso indevido de imagens e vídeos por pedófilos, até outras ameaças à segurança.

A coordenadora do Grupo de Saúde Digital da SBP,  a médica Evelyn Eisenstein, destaca que a privacidade online é uma garantia para que as futuras gerações possam entrar em sua maturidade livres para construir por elas mesmas suas identidades digitais.

"Isso é mandatório. A SBP sempre procura destacar a importância da mediação parental em acessos a conteúdos nas redes sociais para tentar reduzir problemas relacionados à segurança e à saúde das crianças e adolescentes", disse Evelyn.

A psicóloga Thais Ventura Corrêa Dominguez reforça que os pais são os principais responsáveis pela exposição de crianças na internet. “É importante que eles estejam atentos a resguardar a individualidade e privacidade da criança, considerando-a como um ser de direitos, que devem ser preservados”. 

O cuidado com a disponibilização de informações pessoais deve sempre ser considerado, completa Thaís. “As crianças não possuem habilidade cognitiva para tal discernimento. O estar on-line hoje se torna quase uma obrigação, o que muitas vezes leva a comportamentos reativos e impulsivos de compartilhamento de informações. Por isso, o cuidado com as ações nas redes deve ser redobrado”.

Precauções 

No Brasil ainda não existem medidas legislativas que regulem a privacidade das crianças pelos provedores de internet. Logo, a publicação de uma foto aparentemente simples pode ter diversas interpretações e prejuízos, mesmo anos após a postagem.

"Temos vários projetos de lei barrados por indústrias de entretenimento, mídias e provedores que lucram em demasia com esse tipo de compartilhamento", comentou a médica Evelyn Eisenstein. Segundo ela, não há na legislação brasileira uma lei como a Children's Online Privacy Protection Act (Coppa - Lei de Proteção à privacidade online de crianças, em tradução livre), instituída nos Estados Unidos, em 1998, para a proteção de dados e regulação da exposição de crianças menores de 13 anos na internet.

Em agosto deste ano, o Google anunciou o lançamento de um serviço que permite remoção de imagens pessoais de adolescentes menores de 18 anos em seus resultados de pesquisa. Um formulário para fazer o pedido de remoção está disponível na página de suporte da empresa. O Google informa, no entanto, que essa remoção não significa que a foto será retirada da internet, mas que deixará de ser mostrava nos resultados de busca do Google Imagens.

O compartilhamento de imagens e vídeos é um hábito relativamente novo, por isso as repercussões na vida futura das crianças ainda não são totalmente conhecidas, esta é a parte mais preocupante da exposição excessiva.

"Não são apenas os pais que devem ser mais cuidadosos, mas também familiares e cuidadores. Eles precisam estar cientes das possíveis consequências indesejadas para a saúde das crianças. Não é inofensivo compartilhar conteúdo online", disse Evelyn.

Para a psicóloga Thaís Ventura, é importante a reflexão dos pais quanto aos seus interesses pessoais em relação à exposição de seus filhos a essas tecnologias, “buscando sempre refletir quais as necessidades e consequências de suas atitudes referentes ao uso dessas tecnologias na influência da saúde da criança”.

Os pais que desejam compartilhar fotos e vídeos de seus filhos podem tomar medidas protetivas para garantir que o conteúdo não seja usado para fins maliciosos. Por exemplo, é possível limitar o público de postagens para que apenas aqueles em quem você confia que possam ver o conteúdo. 

Influencers Mirins

Com status de celebridade, muitas crianças se tornaram influenciadoras digitais. Elas começaram com o incentivo dos familiares e muitos têm até patrocinadores. "Essas crianças constroem uma vida falsa, de imagens e não uma vida de experiências reais. E os pais estão colaborando para a construção de uma personalidade moldada para agradar a imagem que fazem da pessoa, ou seja, de um falso self. A criança começa a passar por essa situação desde pequena. Muitas vezes, por trás desse perfil falso pode existir um grande vazio. A exploração dessas crianças por parte dos pais é uma forma de abuso infantil", apontou o coordenador do Grupo de Trabalho de Saúde Mental da SBP, Roberto Santoro.

Na opinião do médico, essa conduta pode interferir no desenvolvimento da criança e englobar múltiplos aspectos como o interesse econômico e o narcisismo patológico dos pais. 

“Porque em vez da criança seguir sua via natural de desenvolvimento, os pais podem estar usando a criança para exibir a outras pessoas com fins de lucro financeiros e, às vezes, por puro narcisismo, ou seja: pais frustrados que não conseguiram realizar suas necessidades de se destacar, então usam os filhos para atender essas necessidades. Isso é sempre absolutamente inadequado”.

A opinião é compartilhada pela psicóloga Thaís Ventura: “Deve-se estar atento ao natural conflito e interesses familiares, pois a falta de entendimento e a administração equivocada desse cenário podem resultar em exploração e afetar a saúde e o bem estar da criança. É importante que os pais busquem conhecimento e informação quanto a função e a exposição que seu filho está exercendo, agindo em prol de garantir o cuidado e a saúde da criança”. (Agência Brasil)

 

Produto será utilizado em 93 cidades, nas unidades de imunização contra a Covid.

Da junção de esforços do segmento industrial, um importante reforço ao enfrentamento da pandemia em Mato Grosso. Como parte das ações desenvolvidas pelo Unidos Pela Vacina no Estado, 15 mil litros de álcool 70% serão enviados a 93 municípios, para utilização nas unidades de imunização contra a Covid-19. O material foi produzido e doado por usinas regionais de etanol, sob a articulação do Sindicato das Indústrias de Bioenergia (Sindalcool/MT) e da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), apoiadora do movimento. A entrega oficial foi realizada no último dia 24, no Senai Cuiabá, e contou com a presença do secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo.

“Olhando aqui essa entrega, tão importante para nossas cidades, não posso deixar de lembrar das dificuldades pelas quais passamos no início da pandemia. Ficamos sem produtos básicos, como as máscaras descartáveis, que sumiram do mercado. Foi quando a Fiemt prontamente nos ajudou, produzindo cinco milhões de máscaras e um milhão de capotes (jalecos)”, contou Gilberto Figueiredo. “E na falta de oxigênio, a Energisa entrou em cena e fez doações fundamentais para que vidas fossem salvas”, frisou, acrescentando que a concessionária de energia, que é coordenadora estadual do UPV, e a Indústria “abraçaram Mato Grosso no combate ao coronavírus”.

O álcool doado hoje foi fabricado pelas usinas Barralcool, Uisa, Inpasa, Brenco, Novo Milênio, Cooprodia, Libra, Usimat e FS Bioenergia. “Este produto nunca foi tão necessário como atualmente – e ele continuará sendo amplamente utilizado. Nós estamos muito felizes em poder contribuir com o conjunto de ações que significam, de fato, saúde e vida”, declarou Silvio Rangel, presidente do Sindalcool. “A indústria mato-grossense faz questão de ser presente. Todos os setores têm se empenhado para colaborar com as medidas de saúde, de inclusão e de geração de oportunidades que farão com que a pandemia seja vencida e a economia, fortalecida”, pontuou o presidente da Fiemt, Gustavo de Oliveira.

O álcool será disponibilizado em garrafas pet cedidas pela Solar Coca-Cola e Ambev e identificadas com rótulos doados pela Ligraf. O envase do produto foi feito pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O produto, entregue à Secretaria Estadual de Saúde (SES/MT), será enviado aos municípios, que receberão a exata quantidade solicitada ao UPV-MT.

Geladeiras, caixas térmicas, luvas, algodão, álcool 70%. É muito gratificante saber que as necessidades dos municípios mato-grossenses estão sendo supridas e que a vacinação segue avançando em todas as regiões. Importante é vacina no braço”, declarou Riberto Barbanera, presidente da Energisa-MT e coordenador do Unidos pela Vacina, ressaltando que se sentiu honrado ao ter sido escolhido pelo Mulheres do Brasil para atuar na gestão do projeto no Estado.

Sobre o UPV - O movimento Unidos pela Vacina tem apoiado, por meio de doações, a aceleração da imunização contra a Covid-19 no país. As ações têm se concentrado em auxiliar em toda a cadeia produtiva da vacinação por meio da aquisição de agulhas, seringas, transporte, armazenamento e locais de vacinação, itens essenciais para o avanço da vacinação. Atuando em rede, o movimento nacional foi idealizado pelo Grupo Mulheres do Brasil, liderado pela empresária Luiza Helena Trajano.

Em Mato Grosso, o movimento é coordenado pela Energisa e grupo Mulheres do Brasil, com apoio da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) e o Grupo de Líderes Empresariais Lide-MT.

Saiba mais em www.unidospelavacina.org.br.

 

Ruas e praças de Cuiabá se tornam palco do Festival Zé Bolo Flô que terá ações em formato de cortejo e transmissão pelo Youtube.

Entre os dias 30 de setembro e 02 de outubro, ruas e praças de Cuiabá serão palco da 4ª edição do Festival Zé Bolo Flô, que espalha arte em suas diversas expressões no Centro Histórico, no CPA 1 e Pedra 90. A programação é gratuita, ao ar livre, e conta com performances, espetáculos itinerantes, teatro em caixinha, dança, orquestra de percussão com latas, poesia musical, circo e hip-hop. O festival foi contemplado no edital Circuito de Mostras e Festivais, realizado pelo Governo de Mato Grosso via Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

Mantendo a tradição do teatro de rua e, ao mesmo tempo, adaptando-se às medidas de segurança sanitária contra a contaminação da covid-19, a edição especial também será transmitida ao vivo pelo Youtube, no canal Festival Zé Bolo Flô. Assim, o festival realizado pelo Grupo Tibanaré desde sua primeira edição, em 2013, segue com a proposta de promover diálogos e reflexões sobre desafios do teatro de rua, agora diante de um contexto delicado, fomentando a produção local.

Segundo Jefferson Jarcem, idealizador da iniciativa junto à produtora Fernanda Gandes, a programação é um convite para se deixar acolher a cada momento de apresentação. Esse formato de acolhimento proposto pelo festival também tem relação com precauções e experimentações relacionadas à pandemia, já que, conforme o artista, as ações serão itinerantes e realizadas em cortejos, possibilitando encontros com distanciamento.

“Atualmente, um grande número de artistas de rua estão elaborando e reformulando o seu pensar dentro do processo criativo de como chegar ao público nesse momento, e o festival acaba abraçando isso. Então nossos artistas convidados também toparam adaptar suas obras para o campo afetivo. Por isso a gente fala que essa é uma edição especial, não estamos voltados somente à qualidade artística, mas à qualidade da arte como campo de humanização, encontro e esperança”, destaca Jarcem.

Ao todo, serão 12 performances híbridas, todas presenciais e com transmissão online. A cada dia, se apresentam quatro grupos/artistas mato-grossenses em uma região da capital. As ações de acolhimento também repercutem em entrevistas com os (as) artistas participantes, que irão compor, junto aos vídeos das apresentações, um registro de toda a experiência.

 “Durante os intervalos das ações, os artistas serão entrevistados, antes ou depois de suas apresentações. O foco dessas entrevistas será justamente a vivência do formato proposto pela edição nesse momento de retomada dos espaços da rua. Como o evento será transmitido, teremos um material gravado que será compactado em resumos de cada dia. Essa foi a forma encontramos de reunir um bom material para potencializar a discussão de maneira diferente”, explica Jefferson Jarcem.

 A curadoria é de Jarcem e Jeferson Bertoloti, proponente do projeto que, em um segundo momento, também promoverá uma residência artística. Informações e inscrições podem ser acompanhadas nas redes sociais do Grupo Tibanaré (@grupotibanare) no Instagram e Facebook.

Festival Zé Bolo Flô de Teatro de Rua

Idealizado e produzido pelo Grupo Tibanaré em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso, o Festival Zé Bolo Flô de Teatro de Rua foi realizado pela primeira vez em 2013 e teve mais duas edições em 2015 e 2016. A iniciativa carrega o nome do poeta andarilho que ficou conhecido em Cuiabá na década de 1960 e foi eternizado no imaginário popular da cidade.

A primeira edição, com foco na promoção e valorização da cena local, reflexão crítica sobre as produções e formação de plateias, alcançou aproximadamente 3.500 pessoas. A segunda fez do festival um espaço de referência e contribuição para o enriquecimento e difusão da produção nacional de Teatro de Rua em diálogo com a produção local, fortalecendo a pesquisa como estímulo para a criação de novos trabalhos. Na terceira, tomou as ruas provocando o olhar do artista para as comunidades de sua cidade.

Diante do contexto de distanciamento social, a quarta edição do Festival Zé Bolo Flô busca criar momentos íntimos entre artista e público, verdadeiras trocas de afeto proporcionadas pela arte. “Em um movimento continuado de fortalecer o elo entre artistas locais e público, artistas regionais e nacionais, bem como entre as pessoas e a cidade, o evento percebe a necessidade de promover na rua um espaço mais intimista, de caráter especial”, destacam os realizadores.

Programação:

30.09 (quinta-feira), no Centro Histórico

 17h: Anjos da Lata – Ritmos de Lata

Local: começa no Museu de Imagem e Som de Cuiabá (Misc) e encerra na Praça da República.

 17h30: Cia Vostraz De Teatro – Conversas de botas e batidas

Local: começa na Praça do Rasqueado e encerra na Praça Ipiranga.

 18h00: Theatro Fúria – Histórias ao pé do ouvido com as Furiosas Macchinas Historiadoras

Local: Praça Ipiranga

 18h30: Grupo Variações – Dançar na rua, por que não?

Local: começa na Praça Ipiranga e encerra na Praça República

 01.10 (sexta-feira), no bairro CPA 1/Morada da Serra

 9h: Nhantumbo'space – Memórias

Local: Terminal do CPA 1

 9h30: Grupo Limacs – Olha o palhaço no meio da rua

Local: Terminal do CPA 1 e comércios

 10h: Juliana Graziela – Performance Índia Ró

Local: Terminal do CPA 1 e comércios

 10h30: Sabiá – Canta e Conta Sabiá

Local: Terminal do CPA 1

 02.10 (sábado), no bairro Pedra 90

 19h: Spectrolab – Epif Nia

Local: Praça Cultural do Pedra 90

 19h30: GORA – Grafite

Local: Praça Cultural do Pedra 90

 20h: BBoys VG e CBA – Cypher dos BBoys

Local: Praça Cultural do Pedra 90

 21h: Leite de Pedras – Espetáculo Estórias de Jardim

Local: Instituto Casarão das Artes

 A programação é gratuita, itinerante e ao ar livre.

Transmissão completa: https://bit.ly/zeboloflo

Resumos de cada dia: https://bit.ly/grupo-tibanare e no Instagram @grupotibanare.

 

Sábado, 25 Setembro 2021 05:00

“Less fire, more life”

Alunos de Chapada dos Guimaraes (MT) são semifinalistas em concurso nacional de ciência e tecnologia. O projeto inscrito pretende estudar as mudanças climáticas em reflexo das queimadas na região.

Três alunos do 2° ano do Ensino Médio, da Escola Estadual Coronel Rafael de Siqueira, são semifinalistas da 8° edição do concurso “Solve for Tomorrow”, promovido pela Samsung. Orientados pela professora de física, Hozana Donatila Delgado, em parceria com o professor Eduardo Vinícius Rocha Pires, os estudantes Nicole Conceição, Vitória Cruz e Guilherme Figueiredo criaram um projeto que visa monitorar as mudanças climáticas causadas pelo fogo, em Chapada dos Guimarães.

A ideia para o projeto surgiu durante a inscrição para a 1ª Olimpíada Brasileira de Satélites (OBSAT). A professora Hozana inscreveu os alunos no evento. “Para participar nós deveríamos propor a missão de um CubeSat, formamos uma equipe e esses alunos começaram as pesquisas. A única coisa que eu orientei foi que eles pensassem em contemplar a região de Mato Grosso. Então, eles pensaram na própria Chapada dos Guimarães, que é onde a gente mora”, relata a educadora.

Os alunos conquistaram o 2° lugar no estado de Mato Grosso e foram premiados com um CubeSat, satélite miniaturizado de baixo custo, que é utilizado para pesquisas espaciais e comunicações radioamadoras.

Intitulado como “Less fire, more life”, que em tradução literal significa “Menos fogo, mais vida”, a proposta tem como objetivo principal analisar as mudanças climáticas, provocadas pelas queimadas, na região de Chapada dos Guimarães e foi inscrita no concurso.

“O nanossatélite vem com certos sensores que conseguem coletar alguns dados, como a umidade, temperatura, pressão atmosférica, o CO2. Coletando esses dados por vários dias ou várias horas, ele consegue ver uma certa variação e se, por exemplo, essa temperatura está muito elevada. Nosso objetivo é criar um aplicativo que envie um sinal de alerta e as pessoas que tiverem o código ou acessarem esse aplicativo serão notificadas sobre essa elevação ”, explica Hozana.

Delgado ressalta que a iniciativa desperta nos estudantes o interesse pela ciência e torna a aprendizagem mais significativa.

Para Vitória Cruz, de 16 anos, integrante da equipe, todo o processo para chegar à semifinal foi enriquecedor. “Para mim e para minha equipe o processo foi de muita pesquisa e muito estudo. O modo como cada orientador nosso nos recepciona ao nos ver nos abastece de forças, de encorajamento. Isso me marcou nesse momento lindo que estamos vivenciando”.

A aluna afirma que ficou surpresa quando soube do resultado, mas a felicidade foi ainda maior. “A expectativa para a divulgação dos projetos finalistas é grande, mas estamos muito felizes por ter chegado até as semifinais”, conclui a estudante.

A lista com o resultado dos projetos finalistas será divulgada no dia 8 de outubro, no site do concurso www.respostasparaoamanha.com.br

Solve for Tomorrow

A iniciativa está presente em mais de 20 países e estimula os estudantes de escolas da rede pública de ensino a identificarem e solucionarem problemas sociais por meio da ciência e da tecnologia. É a segunda vez que o concurso está sendo realizado totalmente remoto.

 

Sexta, 24 Setembro 2021 12:53

‘Guarda Roupa Solidário’

Famílias carentes da região do grande Cristo Rei recebem doações de roupas. Cada pessoa tem direito a cinco peças, mas havendo a necessidade, podem retirar um número maior.

Para muitas famílias carentes a alimentação é mais que uma necessidade básica, o salário muitas vezes não dá para comprar o essencial, e o vestuário acaba se tornando um item de luxo. Pensando nisso, a direção do Centro de Referência em Assistência Social – CRAS – do bairro Cristo Rei, resolveu instalar na sede do órgão o ‘Guarda Roupa Solidário’, dando àqueles que precisam a oportunidade de levar para casa, peças de roupas (usadas, porém em boas condições).

Como explica a gerente do CRAS – Lucilene da Silva Amaral, o 'Guarda Roupa Solidário' é um projeto que visa auxiliar famílias em extrema vulnerabilidade, que precisam de roupas e não tem condições de comprar se quer uma peça de vestuário. “Cada pessoa tem direito a cinco peças, e havendo a necessidade, podem levar um número maior. As roupas são doadas pela comunidade em geral, e a partir da entrega são colocadas em araras e varais e já podem ser retiradas sem que haja necessidade de cadastro ou inscrição”.

Lucilene Amaral disse ainda que todos os dias o CRAS recebe essas doações, mas que os vestuários não ficam lá por muito tempo porque todos os dias tem uma família de um bairro do Cristo Rei, e de outras regiões à procura das peças de roupas. “As roupas infantis são as que mais têm saída, uma vez que as crianças crescem rápido e acabam perdendo as roupas com mais facilidade. Bermudas também saem bastante, aliás, tem aumentado muito a procura por roupas masculinas e eles próprios têm vindo ao CRAS para fazer a seleção da peça. Antes, a presença no local era de mulheres e crianças. Agora o público masculino tem sido percebido por vários dias da semana”.

A Secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira, destaca a importância do projeto, que além de alcance social, pois beneficia aqueles que realmente necessitam, é um ato de solidariedade, que foi ampliada, principalmente, neste período de pandemia, onde muitas famílias que já eram consideradas carentes foram afetadas ainda mais, tendo as suas necessidades aumentadas, ao ponto de não terem o que comer e vestir.

“Temos oferecido cestas básicas e agora estamos também com esse projeto de distribuições de roupas, que a princípio está sendo realizado na CRAS do bairro Cristo Rei, mas a nossa intenção é levar para outras unidades, por isso é essencial que a população que tenha condições de doar, que faça a sua doação na unidade ou quem não puder levar que ligue informando a sua localização, que a nossa equipe irá buscar”, explicou a secretária destacando que ajudar quem precisa nunca sai de moda.

Moradora do bairro da Manga, a aposentada Valdeci Pereira Matias, é usuária do CRAS - do Cristo Rei – e recebe mensalmente uma cesta básica que atende as necessidades de sua família. Sem condições de comprar roupas novas, ainda que a preços acessíveis, ela é uma que se dispõe desse benefício, e sempre vai à unidade à procura de peças para ela e seus netos. “Já levei para casa diversas roupas para mim e meus netos. São peças semi novas e que nos ajudam uma vez que não temos dinheiro para comprar. É importante que programas como esse existam, porque o que não serve mais para uns, servem para outros”.

A dona de casa, Georgina Maria Damaceno também já levou para casa várias peças e sempre volta para ver o que pode ser usado por ela, e pela família. “Para o pobre a prioridade é ter comida no prato, mas também não podemos sair sem roupas por aí, daí a importância desse projeto que beneficia aqueles que mais precisam. É necessário que quem tem mais possa ajudar a quem nada tem, por isso eu peço que se você tem roupas sem uso em seu guarda roupa, que faça a sua doação a este posto de atendimento que com certeza fará a felicidade de quem mais precisa”, pontuou.

 

Comprovação deve ser feita no banco onde beneficiário recebe dinheiro.

 Aposentados, pensionistas e anistiados políticos civis que ainda não fizeram, junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a comprovação de vida em 2020 ou em 2021, no período de janeiro a junho de 2021, têm até 30 de setembro para se atualizar. A necessidade dessa comprovação foi suspensa de março de 2020 a junho de 2021 como medida de proteção contra a pandemia.

A comprovação de vida deve ser feita na agência bancária onde o beneficiário recebe o pagamento. Quem já tem a biometria cadastrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou no Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) pode acessar o aplicativo SouGov.br para consultar a situação da comprovação de vida e obter as orientações para realizá-la por meio de aplicativo móvel.

Algumas instituições bancárias oferecem alternativas como prova de vida pelo caixa eletrônico ou por aplicativo móvel. O beneficiário deve confirmar as opções disponíveis e o horário de funcionamento junto ao banco.

O prazo varia conforme o mês em que o recadastramento deveria ter sido feito em 2020. Quem faria a prova de vida em setembro ou outubro de 2020 e ainda não fez a atualização deve realizar o procedimento até o dia 30 de setembro deste ano. 

Notificação

“Aqueles que não fizerem a comprovação de vida até o fim de julho de 2021 serão notificados, até o dia 10 de agosto, para fazê-la no prazo de 30 dias, contados do recebimento da notificação. O prazo limite para fazer a Prova de Vida é 30 de setembro de 2021 para os aposentados, pensionistas e anistiados políticos civis que não a fizeram durante o período da suspensão da exigência”, informou o INSS, em junho, ao anunciar o retorno da necessidade de comprovação de vida.

A não realização do cadastramento não implica em cancelamento imediato do benefício. Antes disso, há outras duas etapas: bloqueio e suspensão do pagamento. Durante o mês de setembro, quem teve o benefício bloqueado em junho entra agora na etapa de suspensão. Se ainda assim não atualizar os dados nessa segunda etapa, o benefício será cancelado.

A prova de vida deve ser feita uma vez por ano, no mês do aniversário, conforme estabelecido na Portaria nº 244 e Instrução Normativa nº 45, ambas de 15 de junho de 2020.

 

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