Blog da Condessa

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A professora de português Belle John, 27, e Val Baminger Oliveira, 49 anos - docente de Língua Inglesa são autoras do livro infantil “Tereza Natureza e Sofia Tecnologia”. As ilustrações são da artista visual Dani Dias. A história é sobre Tereza, uma menina que ama a natureza, e Sofia, sua vizinha, que vive conectada ao celular. A história é narrada em forma de poema. O livro estará disponível a partir do dia 21/05/2021 no site da Editora Entrelinhas https://www.entrelinhaseditora.com.br/ ou através do contato direto com as autoras no perfil @terezaesofia, no Instagram. Confira a entrevista concedida pelas escritoras ao Blog da Condessa.

Blog da Condessa - O livro “Tereza Natureza e Sofia Tecnologia” é um projeto voltado para o mundo infantil. Como foi a experiência de escrever para crianças?

Belle e Val - Acreditamos que escrever para crianças é transformar-se em alguém que contribui para ampliar a visão de mundo desses pequenos leitores e fomentando sua imaginação e criatividade.  

Blog da Condessa - O que o leitor infantil pode esperar dessa obra?

Belle e Val - Para nós, a leitura pode ser feita a partir de diversas camadas. No primeiro momento, o leitor infantil pode esperar diversão e, a partir de sua temática regionalista, identificar-se com as personagens e com o cenário em que a história se passa. Em uma camada mais profunda, a obra oferece possibilidade de reflexão a respeito de causas importantes como o cuidado com o meio ambiente e o uso excessivo de tecnologias, além do valor da amizade.

Blog da Condessa - O que uma obra precisa para ser apreciada por uma  criança?

Belle e Val - Embora nem todas as crianças tenham uma mesma percepção estética para receber e apreciar uma obra, grande parte das crianças costumam gostar de livros coloridos e bem ilustrados. O gênero poema também costuma despertar o interesse das crianças, especialmente quando contêm rimas, por conta de sua sonoridade. Nesse sentido, o livro “Tereza Natureza e Sofia Tecnologia” tem um forte apelo ao público infantil, pois oferece as belas ilustrações feitas pela artista Mato-grossense Dani Dias e a história é narrada em forma de poema.

 Blog da Condessa - As autoras já tinham experiência anterior com o universo da escrita ou estão estreando como escritoras?

Val - Já tenho um livro publicado “We are all outsiders” (2019), pela Casa Publicadora Brasileira.

Belle: Este é o meu primeiro trabalho publicando um livro, mas escrevo a respeito das minhas leituras no meu perfil literário no Instagram @leiturasdejohn.

Blog da Condessa -  Qual escritor (a) exerceu maior influência no seu fazer literário?

Val: Me inspirei na poeta carioca Cecília Meireles, especialmente em seu poema “Motivo”, no qual os versos são construídos a partir de antítese, ideias opostas, o que se aproxima da obra em questão, uma vez que Tereza e Sofia são construídas a partir de concepções opostas. Outra característica inspiradora na poética de Cecília Meireles é a presença de uma lírica que contêm rimas, mas não com o rigor da métrica parnasiana, foi o que buscamos apresentar na obra.

Belle: Já a minha grande inspiração de vida e escrita é o autor e compositor Chico Buarque, em seu livro “Chapeuzinho Amarelo”. No qual, Chapeuzinho Amarelo era uma menina muito medrosa, que ao se deparar com o seu maior medo, precisou encontrar forças e mecanismos para mudar a situação. É isso que buscamos na literatura, principalmente nas personagens Tereza e Sofia, ao se depararem com um mal em comum, precisaram se unir para encontrar uma solução. Esse é o poder da Literatura, que as crianças consigam ver, a partir dessas histórias, que elas também são capazes de agir pelo bem comum.

Blog da Condessa - Alunos de escolas públicas terão acesso ao livro? De que forma?

Belle e Val - Sim. Apesar de o público alvo não ser apenas as crianças e alunos da escola pública. Como professoras da rede pública, pensamos numa história que se aproximasse da realidade/vivência desses alunos. Para alcançar esse público de um modo mais efetivo, como contrapartidas, fizemos a doação de 50 livros para uma Escola Pública Municipal e 50 livros para uma Escola Pública Estadual, ambas de Cuiabá.  

 Blog da Condessa - Como fazer para adquirir o livro?

Belle e Val - O livro estará disponível para a venda a partir do dia 21/05/2021 no site da Editora Entrelinhas https://www.entrelinhaseditora.com.br/ ou através do contato direto com as autoras no perfil @terezaesofia, no Instagram.

 

 

 

Quarta, 19 Mai 2021 11:47

‘Depoimento sem Dano’

Judiciário de MT  inaugura Ludoteca para acolhimento de crianças vítimas ou testemunhas de crimes. Presidente do TJMT enfatiza que as crianças necessitam de um espaço acolhedor e que lhes dêem segurança para narrar os fatos que presenciaram.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso inaugurou no último dia 17 uma Ludoteca para ouvir, sem traumas, a versão de crianças ou adolescentes vítimas ou testemunhas de crimes sexuais ou maus-tratos. O espaço foi criado em parceria com Instituto Sabin e o Laboratório Carlos Chagas e está localizado ao lado da 14ª Vara Criminal do Fórum da Capital.

A Ludoteca é um local com material lúdico especialmente preparado de acordo com as diversas fases de desenvolvimento infantil, com o objetivo de oportunizar o afloramento da comunicação da criança e do enriquecimento das interações sociais. "Reviver o fato é reviver a dor e é muito difícil dar essas declarações e precisar relembrar desses momentos traumáticos. Por isso, um único depoimento deve ser feito, com a ajuda do arcabouço de profissionais de varias áreas que dão acima de tudo suporte e acolhimento essas vítimas", disse a presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Maria Helena Póvoas.

 A presidente enfatizou que as crianças necessitam de um espaço acolhedor e que lhes dêem segurança para narrar os fatos que presenciaram. "Pensando em minimizar o sofrimento desses pequenos seres que infelizmente precisa chegar até a sala de um juiz para serem ouvidas - quer como vítima, quer como testemunha do absurdo de um crime, é que precisamos criar espaços aconchegantes para que esses depoimentos minimizem a dor sofrida por cada uma dessas crianças", ponderou a magistrada.

 O Gerente-Executivo do Instituto Sabin, Gabriel Fernandes Cardoso, que participou do evento por meio de transmissão on-line de Brasília, reiterou a importância da criação de espaços como esse. "Realmente é uma satisfação muito grande poder inaugurar mais um espaço dedicado ao aconchego dessas vítimas. Mesmo com dificuldades, conseguimos inaugurar mais essa Ludoteca que tem um objetivo tão relevante", acrescentou.

 Já o Sócio-Diretor do Laboratório Carlos Chagas, Senhor Jerolino Lopes Aquino, comentou que a violência é um grande mal que assola a humanidade. "Isso nos preocupa muito e foi assim que encontramos motivação para criar iniciativas visionárias como essa. Acolher essas crianças e adolescentes vítimas. Para que elas possam ter os traumas minimizados e voltarem as suas vidas após passarem por esse espaço educativo, transformador e que devolve a alegria para aqueles que sofreram o crime", concluiu.

 O espaço acolhedor é uma garantia constitucional de extrema relevância para o processo penal, garantindo à criança e ao adolescente os direitos que lhes são concedidos e assegurados na Constituição Federal Brasileira de 1988, no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Convenção Internacional do Direito da Criança e do Adolescente, proporcionando a possibilidade de serem inquiridos de forma adequada e condizente com sua condição de pessoa em desenvolvimento, sem, contudo, submetê-los ao processo de revitimização.

 O método do Depoimento Sem Dano além de atender ao princípio do melhor interesse da criança, é de grande importância para instrução processual, eis que viabiliza chegar o mais próximo possível da verdade real dos fatos, já que na maioria das vezes os crimes envolvendo crianças e adolescentes perpetram-se de forma escusa, sendo de grande importância depoimento do infante para a configuração do delito e responsabilização por parte do agressor.

Um estudo da organização não governamental (ONG) Plan International mostrou que 95% de meninas e jovens mulheres tiveram suas vidas afetadas de forma negativa pela pandemia de covid-19. Para as jovens, a educação foi a área mais atingida. O acesso limitado à tecnologia, o apoio insuficiente de escolas e faculdades e o espaço físico para estudar foram as principais dificuldades enfrentadas na educação em casa.

A pesquisa Vidas Interrompidas 2: em suas próprias vozes – O impacto da covid-19 na vida de meninas e jovens mulheres ouviu, nos meses de junho e julho de 2020, 7 mil mulheres de 15 a 24 anos sobre temas como educação, saúde e bem-estar, percepções sobre a vacina e o futuro. 

O Brasil está entre os países que participaram do estudo, que também incluiu meninas da Austrália, do Egito, Equador, da Espanha, dos Estados Unidos, da Etiópia, França, de Gana, da Índia, de Moçambique, da Nicarágua, do Vietnã e de Zâmbia.

A solidão e as responsabilidades domésticas também interferiram na capacidade das meninas de acompanhar o ensino a distância enquanto as escolas e faculdades foram fechadas.

“O futuro das meninas e jovens mulheres está ameaçado no Brasil e no mundo. A pandemia aprofundou as desigualdades sociais, que já eram muito marcantes, e está fazendo com que a gente dê vários passos para trás em conquistas importantes de direitos fundamentais para a igualdade de gênero e de oportunidades”, afirma Cynthia Betti, diretora executiva da Plan International Brasil.

Nas entrevistas, as jovens relataram dificuldades de concentração e foco ao estudar em casa. Elas também citaram a falta de dinheiro para planos de dados, telefones celulares e outros custos relacionados ao aprendizado online, além do fato de não ter ninguém para ajudar a explicar lições ou conceitos, como barreiras frequentes para aprender durante a pandemia.

“Na escola temos uma abordagem mais prática. Nas aulas online temos pouca oportunidade de tirar dúvidas, e os professores só dão a aula e não esclarecem nossas dúvidas. Minha casa está muito cheia e barulhenta. Não estou conseguindo acompanhar as aulas”, disse Bárbara, de 16 anos.

Vidas interrompidas

A primeira etapa da pesquisa Vidas Interrompidas, divulgada no ano passado, revelou que 19% das meninas em todo o mundo acreditam que a covid-19 as forçará a suspender temporariamente os estudos, enquanto 7% temem ter que abandonar a escola. No auge da primeira onda da pandemia, 1,5 bilhão de estudantes foram afetados pelo fechamento de escolas, que ocorreu em 194 países em quase toda a Europa, África, América Latina e Ásia.

“A covid-19 mudou profundamente nossas vidas no último ano. Mas seu impacto não é o mesmo para todas as pessoas, e a pandemia colocou em foco as desigualdades pré-existentes, seja entre ricos e pobres, jovens e idosos, homens e mulheres”, afirma Jacqui Gallinetti, diretora de Monitoramento, Avaliação, Pesquisa e Aprendizagem da Plan International. 

Barreiras financeiras

Para reduzir os impactos do cenário revelado pela pesquisa, a organização defende que os governos reúnam esforços para lidar com as barreiras financeiras impostas às meninas. Entre as medidas propostas na pesquisa estão o pagamento de vale-alimentação, merenda escolar e transferência de renda para incentivar as meninas a voltarem à escola, aliviando a carga sobre a renda familiar.

Outro ponto indicado pela Plan International é reforçar o treinamento para professores e alunos no uso da tecnologia, para melhorar a qualidade do ensino a distância em países onde as escolas permanecem fechadas, e para que a educação seja mais resiliente em caso de crises futuras. 

“Isso inclui o planejamento de futuros fechamentos, identificando os alunos que mais precisam de apoio e investindo em meios variados, incluindo rádio, TV e aprendizagem online, bem como distribuindo kits escolares com materiais de aula e materiais escolares”, diz a organização.

Aumento da ansiedade

O estudo também mostrou que a interrupção nos estudos, combinada ao medo do próprio vírus e à necessidade de se adaptar a medidas de isolamento social, afetou a saúde mental das meninas, e muitas participantes da pesquisa precisaram lidar com o estresse e a ansiedade.

A primeira edição da pesquisa revelou que nove em cada dez meninas (88%) diziam estar sentindo níveis altos ou médios de ansiedade como consequência da pandemia de covid-19.

Por outro lado, o estudo mostrou que apenas 5% das meninas e jovens mulheres entrevistadas disseram que a pandemia só causou efeitos positivos em sua vida.

 

Conforme delegada, os sinais de abuso sexual muitas vezes estão evidentes no comportamento de crianças e adolescentes.

Os sinais de que uma criança ou adolescente sofreu abusos sexuais trazem características que muitas vezes estão evidentes no cotidiano das vítimas, seja no comportamento introspectivo, aversão ou medo de determinada pessoa, mudança de vestimentas como forma de se esconder, a automutilação, entre outros que importem em mudança de comportamento ao que habitualmente a vítima apresentava.

Esse cenário está presente muitas vezes nas centenas de ocorrências de crimes sexuais registrados pela polícia. Durante o ano passado, Mato Grosso registrou 1.142 ocorrências de estupro de vulnerável (vítimas abaixo de 14 anos ou em situação de vulnerabilidade), 223 de estupro e 131 de assédio sexual, além de 121 ocorrências de importunação sexual, 87 de aliciamento e 37 de exploração sexual. Os números são compilados pela Superintendência do Observatório de Segurança Pública da Secretaria de Segurança Pública e incluem ocorrências registradas pela Polícia Civil e Polícia Militar.

Neste ano, entre os meses de janeiro e abril, os números de estupro de vulnerável alcançaram 331 ocorrências e de estupro 53. Já os crimes de assédio sexual tiveram 27 registros e de importunação sexual 52 ocorrências.

A campanha Faça Bonito lembra em todo o Brasil a data (18 de maio) criada para o combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. Dados do Ministério da Família, Mulher e Direitos Humanos apontam que em 2019 a violência sexual contra o público infantojuvenil foi a quarta maior causa de denúncia no Disque 100, serviço nacional de denúncias coordenado pelo órgão federal.

A delegada Mariell Antonini Dias, da Delegacia da Mulher, Criança, Adolescente e Idoso (DEDMCI) de Várzea Grande, aponta que o principal crime contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes é o estupro de vulnerável, cometido com predominância contra vítimas do sexo feminino e em sua grande maioria por familiares próximos ou amigos que tenham livre acesso a elas.

Ela pontua ainda que a vítima de abuso sexual geralmente exterioriza sinais, muitas vezes visíveis, de que está sofrendo esse tipo de violação. “Há uma mudança repentina de comportamento para a introspecção (criança se fecha em seu mundo interior), a aversão ou medo de determinada pessoa, que geralmente é o abusador, além da mudança de vestimentas, colocando roupas mais fechadas, moletons para não despertar atenção sexual para si”, explica a delegada, acrescentando que outros sinais são a automutilação e o comportamento sexualizado, ou seja, importam sempre em mudança de comportamento ao que habitualmente a vítima apresenta.

A delegada alerta que em caso de identificação de qualquer destes comportamentos, o adulto deve monitorar a criança ou o adolescente, a fim de acompanhá-lo e averiguar se pode ser algum outro problema ou realmente se refere a abusos sexuais sofridos. “Se a criança apresentar espontaneamente o relato de que sofreu violência, de qualquer espécie, é importante que essa pessoa receptora da informação adote uma postura ativa, de comunicar o fato às autoridades policiais. Havendo delegacia de proteção à criança e adolescente, que procure esta unidade especializada para que os procedimentos legais sejam adotados”, orienta Mariell.

Atendimento especializado

Quando há a ocorrência de abuso sexual, a pessoa que comunica o fato é ouvida na unidade no ato do registro do boletim de ocorrência. Em seguida, são adotados os procedimentos de depoimento especial ou escuta especializada na unidade policial, conforme o caso.

De acordo com a idade da vítima, o depoimento especial pode também ocorrer somente em juízo, mas varia de caso a caso. “O importante é deixar claro que toda situação suspeita merece passar por uma análise para averiguar a situação”, acrescenta a delegada.

Sendo constatada a situação de risco para a criança ou adolescente, a delegacia prontamente solicita medida de proteção com base no artigo 21 da Lei 11.431/2017 e aciona o Conselho Tutelar para providências quando é necessário colocar a criança sob acolhimento ou cuidados da família extensa.

“O olhar das delegacias especializadas de atendimento à criança e adolescente é sempre de proteção ao menor, atuando no sentido de retirá-los da situação de violência e oferecendo atendimento psicossocial, junto a entidades parceiras, para que elas possam vencer a violência sofrida e iniciar um caminho novo, livre de abalos psicológicos”, finalizada a delegada Mariell Antonini.

18 de maio

Em 2000, a Lei 9.970 instituiu o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data lembra a morte da menina Araceli Cabrera Crespo, ocorrida em 18 de maio de 1973, no Espírito Santo.

Araceli tinha oito anos quando desapareceu após sair da escola, na cidade de Vitória, e não foi mais vista com vida. Seis dias depois, o corpo dela foi localizado em um terreno baldio, próximo ao centro da capital capixaba, atrás de um hospital. A menina foi espancada, estuprada, drogada e o corpo desfigurado com ácido. À época do crime, os policiais apuraram diversas versões sobre o ocorrido e chegaram a três pessoas que foram levadas a julgamento pelo crime, porém, foram absolvidas após a mudança de juiz do caso. O processo do Caso Araceli foi arquivado pela Justiça.

A morte de Araceli, no entanto, serviu de alerta para toda a sociedade brasileira, exibindo a realidade de violências cometidas contra crianças. Pela brutalidade e truculência, a data do assassinato tornou-se um símbolo da luta contra essa violação de direitos humanos.

 

 

 

Terça, 18 Mai 2021 05:00

“Modos de Fazer Viola de Cocho”

Tradição: o artesão Alexandre Paes passa todo o seu conhecimento às comunidades várzea-grandenses, por meio de oficinas e cursos.

A arte de confeccionar a viola de cocho, um dos mais tradicionais instrumentos musicais que dão ritmo às músicas e danças populares de Várzea Grande, como o cururu e o siriri, permanece viva nas mãos do artesão Alexandre Paes, que passa todo o seu conhecimento às comunidades várzea-grandenses, por meio de oficinas e cursos.

O quintal de sua casa, no bairro Vila Arthur, um dos pontos de cultura mais importantes de Várzea Grande, é uma extensão da Associação das Manifestações Folclóricas de Mato Grosso (AMFMT), que recebe apoio financeiro da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smecel), por meio da Superintendência de Cultura, para manutenção das atividades com crianças e adolescentes de escolas municipais.

Mestre Alexandre foi um dos selecionados pelo edital Expressões Culturais Várzea-grandenses, premiado com recursos da Lei Aldir Blanc em Várzea Grande. A execução da oficina “Modos de Fazer Viola de Cocho” foi uma das contrapartidas oferecidas pelo artesão, beneficiando 15 moradores da cidade industrial. Com carga horária de 40 horas e ministrada no mês de abril, a oficina teve o objetivo de transmitir a tradição artesanal, musical, poética e coreográfica da viola de cocho, expressão cultural registrada no livro dos saberes do patrimônio imaterial nacional.

Gustavo da Silva Campos, um dos alunos da oficina, conta que o cururu está em seu sangue, pois o tio também era cururueiro e artesão na fabricação da viola de cocho e desde criança convive com essa cultura e tradição. “Desde o momento que passei a ter contato com a viola de cocho e poder cantar o cururu, senti algo mágico. É difícil explicar, é preciso sentir, cantar e tocar para saber o que é esse sentimento”, ressalta Gustavo.

Segundo Gustavo Campos, que também é coordenador do programa Escola em Tempo Ampliado (ETA) da Emeb Joaquim da Cruz Coelho, se depender dele essa tradição se manterá viva por muitos anos ainda. “Será a partir de nós, que somos mais jovens, que essa tradição se manterá viva, e nós temos o papel de transferi-la para outros jovens”.

A subsecretária da Smecel, Maria Alice de Barros, destacou a importância da Lei Aldir Blanc para a cultura e os artesãos de Várzea Grande. “É gratificante acompanhar o trabalho sendo desenvolvido, assim como o mestre Alexandre, que está de parabéns pelo apoio à nossa cultura, repassando o seu conhecimento a outras gerações”, ressaltou.

O superintendente de Cultura da Smecel, Joilson Marcos da Silva, diz que se sente muito feliz em ver um projeto como esse, que beneficia a cultura e o povo várzea-grandense, sendo executado. “Estaremos sempre de portas abertas, pois queremos sempre o melhor para o setor cultural”.

Alexandre Paes conta que aprendeu com seu pai o ofício de artesão da viola de cocho e, também, do mocho e ganzá. Atualmente, ele é um dos principais instrutores de cursos, oficinas e workshops de Mato Grosso. Ele destaca que se sente muito satisfeito em passar o seu conhecimento para esses jovens aprendizes, pois sem esse trabalho social futuramente não terá mais a viola de cocho.

“Penso no amanhã, não quero deixar essa riqueza e beleza que recebi do meu pai só para mim e não repassar para frente. Se eu não repassar para os alunos, ela morrerá comigo e não terá proveito nenhum”, ressalta.

O artesão trabalha com as oficinas em Várzea Grande desde 2010, quando entrou para a AMFMT. Começou dando aulas de musicalidade para jovens na Escola Estadual Nadir de Oliveira. Esses foram os seus primeiros passos em Várzea Grande, logo depois vieram as oficinas de viola de cocho.

Nas oficinas, além de ensinar a confeccionar a viola, ele também ensina a tocar o cururu e cantar o siriri, como é feito os versos e o que significam, ou seja, explica aos alunos todo o processo de musicalização.

Mestre Alexandre também é festeiro e tirador de reza em festas de santo da região metropolitana de Cuiabá. Além de ser festeiro, é tocador e autor de músicas de siriri e de toadas de cururu.

Confecção artesanal e consciente

A madeira usada para a confecção da viola é extraída de árvores como o sarã de leite, chimbuva, cedro rosa, cajá manga, seriguela, cajueiro, entre outras. Os artesãos têm a preocupação em preservar o meio ambiente e não costumam cortar as árvores para esse fim. Alexandre conta que costuma usar pedaços de árvores que já foram cortadas e descartadas. “Para mim é muito gratificante dar vida àquele pedaço de árvore que foi jogado fora, fazendo ela reviver, mas de forma diferente, como um instrumento que vai alegrar muitas pessoas”.

Ele conta que, antigamente, as cordas da viola eram feitas de tripa de ouriço, macaco, bugio, leitoa, entre outros, mas hoje usam cordas de pescar.

 

Terça, 18 Mai 2021 05:00

Uma doença silenciosa

Cardiologista reforça alerta sobre cuidados para prevenir a hipertensão. De acordo com o especialista, é importante medir a pressão regularmente, principalmente na terceira idade.  

Dados do Ministério da Saúde apontam que os problemas cardiovasculares são responsáveis por aproximadamente 300 mil mortes por ano no país, o que representa um índice 35% da população brasileira diagnosticada com a doença. O médico cardiologista Max Lima, médico credenciado ao Mato Grosso Saúde pela Clínica Vida Diagnóstico e Saúde, chama atenção para o problema.

Também conhecida como pressão alta, a hipertensão arterial pode atingir crianças, adolescentes, adultos e idosos, de ambos os sexos. O especialista explica que a doença, além de ser responsável por desencadear até 80% dos casos de derrame cerebral, é a causa de 60% dos casos de ataque cardíaco registrados no país.

“A hipertensão é uma doença silenciosa. Ela provoca o estreitamento das artérias e faz com que o coração precise bombear o sangue com mais força para impulsioná-lo por todo organismo e depois recebê-lo de volta”, explica o médico .

De acordo com o cardiologista, esse processo dilata o coração, danifica as artérias e, consequentemente, favorece a ocorrência de ataques cardíacos e derrames cerebrais. Uma pessoa é considerada hipertensa quando a sua pressão arterial apresenta valores iguais ou acima de 14 por 9.

“Há fatores ambientais, comportamentais e genéticos que possuem grande participação no desenvolvimento da hipertensão durante toda a vida. A obesidade, o sedentarismo, tabagismo, estresse e hábitos alimentares inadequados como ingestão elevada de álcool, sal e gordura estão no topo dos principais fatores de risco que favorecem o aumento da pressão arterial”, destaca.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da hipertensão é feito basicamente por meio da medida da pressão. As maneiras mais comuns são aquelas realizadas nos consultórios com aparelhos manuais ou automáticos.

“Alguns casos de hipertensão são identificados por meio de aparelhos capazes de registrar aproximadamente 100 medidas de pressão em um período de 24 horas”, explica Lima.

Já o tratamento é realizado, principalmente, por correção de hábitos alimentares pouco saudáveis e do combate ao sedentarismo. Porém, na maioria dos casos é necessário que o paciente faça o uso de medicamentos vasodilatadores.

“Ao tratarmos casos de pressão alta, o objetivo é fazer com que a pressão arterial do indivíduo não ultrapasse os valores de 12 por 8”, explica o cardiologista.

Grupo de risco e prevenção
Os grupos de risco da hipertensão são diversos. Após os 65 anos as mulheres são as mais atingidas pela doença. Já entre os jovens, o problema é mais comum em homens. Em função de fatores genéticos, o risco aumenta no caso de negros e latinos.

De modo geral, indivíduos que convivem com altos níveis de estresse, dormem pouco ou que abusam do consumo de substâncias como álcool e sal têm grandes chances de desenvolver a doença.

“Para prevenir a hipertensão é importante medir a pressão regularmente, principalmente na terceira idade. Afinal, a pressão também aumenta, conforme o indivíduo envelhece. Além disso, é importante praticar atividades físicas e adotar um estilo de vida saudável”, finaliza o cardiologista.

 

A rede Comper de Supermercados entregou à Associação Mato-grossense dos Cegos (AMC) um cheque de R$ 57.246,07 do projeto Troco Solidário com as arrecadações feitas entre março e abril. O trabalho social realizado pela empresa beneficiou mais de 70 instituições, em 13 anos de campanha, com o apoio de clientes e funcionários.

Para a presidente da AMC, Kelly Ramos, o recurso chegou em boa hora, pois a pandemia gerou dificuldades na arrecadação e, paralelamente, contribuirá com a melhoria da estrutura física que ficou danificada após um furto no ano passado, em que foram levados ar condicionados e toda a fiação elétrica. “Felizmente vamos conseguir fazer a reposição e ainda consertar portas, armários e ampliar o atendimento neste momento de crise”. A Associação está localizada no bairro Porto, em Cuiabá, possui 31 anos de fundação, atende 560 pessoas cadastradas, entre cegos, baixa visão e monoculares. Oferece apoio nas áreas de assistência social, jurídica, esportes e educação.

Para a coordenadora de Relacionamento com o Cliente da Rede Comper, Lídia Pachori, esse é um trabalho social muito importante da empresa que busca engajar todos os funcionários e os clientes nesta proposta. Anualmente, o Troco Solidário tem selecionado e beneficiado cerca de seis intuições e através delas centenas de pessoas. “Nós procuramos dar publicidade de todas as ações porque queremos mostrar à sociedade que o dinheiro vem sendo bem investido e que todas as entidades beneficiadas prestam contas. A campanha é muito mais que responsabilidade social, é um exercício de cidadania”, avalia Lídia.

Entre os meses de maio e junho, a Casa Espírita e Obras Sociais Irmão Antônio, do bairro Osmar Cabral, será a beneficiada. A entidade atende cerca de 50 crianças e jovens no contraturno escolar duas vezes na semana com aulas de balé, caratê, leitura, violão e teatro. “Muitas dessas crianças chegam sem almoçar, por isso temos que ter reforço na alimentação”, explica a coordenadora Patrícia Rocha Vitorazi.

Além de fortalecer o trabalho já realizado, que conta atualmente com 05 professores e outros funcionários contratados, a instituição quer ampliar o atendimento para três vezes na semana (incluir a sexta-feira) e melhorar o espaço construindo mais quatro salas amplas. A Casa Espírita também faz outros atendimentos: entrega de cestas básicas, oficina profissionalizante com mães e evangelização. “Nós fazemos bazar, eventos, vendas de artesanato e pizza para cobrir as despesas, por isso toda a ajuda é maravilhosa. Além de doação de recursos e produtos, inclusive de cestas básicas, estamos sempre precisando de voluntários, atualmente contamos com pouco mais de 20, mas agradecemos o apoio de quem puder nos auxiliar porque ajudar sempre faz bem, é o nosso lema”, convida Patrícia.

Premiados

 A Rede Comper também premiou as três colaboradoras que se destacaram no Troco Solidário da edição março e abril, que foram as operadoras de caixa Ângela Tenório (primeiro lugar), Helena dos Santos (segundo lugar), e Reinassaria da Silva (terceiro lugar). O evento foi realizado na unidade do bairro CPA 2, em Cuiabá.

“É importante tratar muito bem o cliente, ser educada, prestativa e perguntar. Porque a maioria das pessoas está aberta a ajudar, a doar, basta pedir, para mim é gratificante conseguir ajudar uma instituição que faz um trabalho tão bonito”, avalia Ângela Tenório, que já ganhou a premiação outras vezes.

 

 

A primeira dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro e o prefeito Emanuel Pinheiro, lançam nesta segunda-feira (17), no auditório do Palácio Alencastro, às 14h mais uma ação do “Pra Frente Cuiabá”, programa com foco no desenvolvimento do capital humano, rural e industrial da capital de Mato Grosso. Desta vez, uma nova edição do Qualifica Cuiabá será apresentada, com 98 turmas, 1960 vagas totais de qualificação com início a partir de agosto de 2021. O programa é uma iniciativa da primeira-dama Márcia Pinheiro, executado pela Secretaria de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, em parceria com Secretaria de Assistência Social e de Fazenda. 

“Já lançamos o programa Pra Frente Cuiabá nas últimas semanas com a primeira ação, o Sine da Gente, que vai levar os serviços de balcão de empregos, confecção de carteira de trabalho digital, seguro desemprego e tantos outros serviços até os bairros, até os comerciantes. Agora vamos qualificar essa mão de obra, para que ela seja bem aproveitada pelo mercado de trabalho”, disse o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro.

Ações de infraestrutura, mobilidade urbana, fomento na geração de empregos, resgate do turismo e valorização da cultura cuiabana se interseccionam para construir uma cidade cada vez mais sustentável, tecnológica, planejada e que proporcione qualidade de vida aos seus habitantes.

Com esta visão de uma cidade do futuro é que o programa Pra Frente Cuiabá apresenta cinco ações, uma para cada setor a ser desenvolvido, desde o perímetro urbano ao rural. São eles: Sine da Gente, Enem Digital, Qualifica, Agro da Gente e Cuiabanco.

O Qualifica Cuiabá é um projeto idealizado pela primeira-dama Márcia Pinheiro, que era realizado por meio da Secretaria de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência. Agora, ainda sob a liderança da primeira-dama, ele passa a ser parte fundamental do fomento a geração de emprego da capital integrando o Pra Frente Cuiabá, executado pela Secretaria de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, em parceria com a Pasta de Assistência Social.

Serão 98 turmas, com 1960 vagas totais de qualificação com início a partir de agosto de 2021. Construção civil, Tecnologia da Informação, Alimentos, Gestão, Vestuário são alguns dos cursos que serão oferecidos, além de programação específica para atender o público feminino, jovens em busca de primeiro emprego, empreendedorismo e palestras sobre álcool, drogas e violência contra mulher.

“Nosso povo é trabalhador e talentoso, só precisa de incentivo e é isso que a gestão Emanuel Pinheiro quer proporcionar, uma chance de melhorar a renda da família, a chance do primeiro emprego. Vamos qualificar ainda mais a mão de obra para atender as expectativas do mercado e melhorar a qualidade de vida da população, desenvolvendo a cidade a partir do que ela tem de melhor, que é seu capital humano”, disse o secretário de Agricultura, Francisco Vuolo.

SERVIÇO:

O que: Lançamento nova ação Pra Frente Cuiabá – Qualifica Cuiabá

Quando: segunda-feira (17), às 14h

Onde: Auditório do Palácio Alencastro, subsolo da Prefeitura de Cuiabá

 

A Associação de Artesãos Homens e Mulheres de Fibra ganhou loja própria no Beco do Candeeiro. O espaço, que vai abrigar peças dos cerca de 300 artesãos cadastrados na entidade foi inaugurado no último dia 14, juntamente com a entrega da restauração do Beco, localizado na rua 27 de Dezembro, no Centro Histórico de Cuiabá. A loja vai funcionar de segunda a sexta, das 8h às 16h.

“Recuperar nossos locais símbolos da cuiabania é restaurar a autoestima do nosso povo. Manter viva a nossa cultura tem sido meta na Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, na gestão Emanuel Pinheiro. Recuperamos mais de 10 equipamentos históricos no primeiro mandato, entregamos hoje o beco com a loja dos artesãos para manter acessa a chama das nossas raízes, iluminar o Beco com arte e cultura da nossa gente”, disse o prefeito de Cuiabá.

O espaço da loja foi concedido pela Prefeitura de Cuiabá, que reformou parte de um casarão histórico para abrigar as artesanias, uma demanda solicitada pelos artesãos e atendida pelo poder público. Com a loja fixa, eles não precisam mais carregar seus trabalhos em sacolas de uma feira a outra, de um espaço de exposição temporário para outro, minimizando avarias as peças e gastos com deslocamento. Todo o dinheiro da venda fica para os artesãos, que arcam apenas com os custos de manutenção do local, sem cobrança de aluguel.

“O único prefeito que está apoiando as associações de artesãos e a cultura é Emanuel Pinheiro. Ele está fazendo por nós. A minha história é divulgar a minha cultura. Isso é meu ganha pão, eu vivo do artesanato, por conta da pandemia o Sesc fechou o bulixo, as feiras não funcionam e nós precisamos de um lugar fixo para trabalhar, para resgatar a nossa cultura que está morrendo. Se a gente não se dedicar a mostrar nosso trabalho vai se perder toda a nossa cultura”, disse Ermelinda Maria da Silva, artesã há mais de 30 anos em Cuiabá, especialista em violas de cocho feitas de jornal.

O ambiente foi preparado para comercialização de peças artesanais em tecido, jornal, vidro e madeira, com temáticas que permeiam a cuiabania e cultura mato-grossense e também para atender ao público que deseja conhecer um pouco mais da história de Cuiabá com mais conforto.

“Isso aqui é um marco na história de Cuiabá, porque quando passávamos aqui nesse beco ninguém achava que iria virar mais nada.  Que ia ser derrubado e acabado tudo. Mas com essa administração que está ai, com as pessoas que tem outra cabeça, mudou. E quanto mais a gente ocupar aqui, mais trabalhar em parceria, mais as coisas andam. Sozinho você não faz nada”, completou a artesã.

Restauração do Beco do Candeeiro

A obra contou com apoio das Secretarias de Ordem Pública, Assistência Social e também do Instituto Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN). A obra no valor de R$ 246.425,82 mil é fruto de um Termo de Ajuste de Compromisso (TAC) e foi iniciada em abril de 2019, sendo interrompida em 2020 em decorrência da pandemia da COVID-19.

“Tudo foi preparado com muita dedicação e empenho, um trabalho conjunto de Secretarias para resgatar nossa cultura, manter nossa história viva. Recuperar o centro histórico, fomentar a ocupação dos espaços públicos e levar qualidade de vida para a população por meio da arte e cultura cuiabana é uma determinação do prefeito que nós, da gestão Emanuel Pinheiro trabalhamos incansavelmente para cumprir, por amor e dedicação a nossa terra”, disse a secretária de Cultura, Esporte e Lazer, Carlina Jacob.

De acordo com o projeto, o local foi restaurado com objetivo de chegar o mais próximo de sua construção original. A pavimentação da rua foi refeita utilizando os mesmos paralelepípedos de outrora que ainda estão no espaço. A calçada rebaixada, as fachadas das casas restauradas com cores originais e os candeeiros antigos foram substituídos por réplicas com iluminação moderna.

Na ocasião também foi apresentado o projeto de uma Base Integrada do Centro Histórico. A ideia é executar ações para garantir a proteção do patrimônio histórico na região e também oferecer serviços de saúde e acolhimento à população em situação de rua. O projeto foi executado em parceria com a Secretaria de Ordem Pública, Secretaria de Saúde, Secretaria de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Secretaria de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, Secretaria de Mobilidade Urbana e também terá o apoio da Polícia Militar.

Cuiabá realiza 1º Encontro contra LGBTFOBIA. A participação no evento será certificada, com carga horária de 4 horas e a inscrição poderá ser feita pela página do e-eventos.cuiaba.mt.gov.br

Para marcar o Dia Internacional de Combate LGBTFOBIA - em 17 de maio -, a Prefeitura de Cuiabá por meio da Secretaria de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência preparou programação para chamar a atenção da população contra todas as formas de violência e de discriminação, no qual o enfrentamento dessa situação passa pelo compromisso e pelo empenho de todos os agentes sociais.

O 1º Encontro Municipal - Cuiabá contra LGBTFOBIA será marcado por um debate, no qual será formada uma mesa redonda cujo tema é “Construindo Estratégias, Resistindo aos preconceitos e garantindo a cidadania”. A atividade será transmitida ao vivo, por live, na página oficial da Prefeitura pelo Facebook- https://www.facebook.com/prefeituracba, no dia 17, a partir das 14 horas .

Além dessa ação, os trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social- SUAS receberão informações e capacitação sobre a rede de atendimento, onde essas pessoas podem receber os serviços ofertados, pautando o tema em questão.

“Vamos realizar essas ações com um único objetivo. Demonstrar para a sociedade que todos são iguais e merecem respeito. A luta contra todas as formas de violência e de discriminação por uma sociedade mais justa e mais igualitária e com oportunidades e direitos para todos e todas, passa pelo compromisso e pelo empenho de todos os agentes sociais”, disse a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência.

O Dia Internacional de Luta contra a LGBTFOBIA foi escolhido em alusão à exclusão dessa população da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS). O fato ocorreu em 17 de maio de 1990, e foi oficialmente declarado em 1992. No Brasil, a data foi oficialmente instituída somente em 04 de junho de 2010.

A participação no evento será certificada, com carga horária de 4 horas e a inscrição poderá ser feita pela página do e-eventos.cuiaba.mt.gov.br.

 

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